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Capítulo 24 | Positivo

[...]

Depois daquela noite em que chorou tudo o que tinha para chorar, Harry percebeu que não poderia mais continuar se afogando em mágoas. Ele precisava seguir em frente.

Precisava se agarrar aos seus sonhos e construir algo para si mesmo. Afinal, não havia nada de errado em Louis correr atrás do que queria. E se Louis havia feito isso sem olhar para trás, então ele também deveria. 

Os dias seguintes foram um exercício constante de autossuficiência. Ele se forçava a sorrir mais, a sair mais, a ocupar a mente com qualquer coisa que o fizesse esquecer. Passou a aproveitar cada momento com Freddie, sentindo-se grato por estar tão perto daquela criança tão pequena, tão inocente e cheia de vida. Segurar aquele bebê em seus braços, vê-lo crescer um pouquinho mais a cada dia, lhe dava um estranho senso de estabilidade. Como se Freddie fosse uma âncora para sua confusão interna. 

E então havia George.

No começo, estar com ele era mais uma tentativa de preencher o vazio. Mas com o tempo, Harry se permitiu gostar da companhia. Conversavam bastante, se apoiavam. George era gentil, compreensivo, e de certa forma, ajudava Harry a acreditar que seguir em frente era possível. Foi assim que se tornaram próximos — e foi assim que Harry conheceu outro Harry, o que tornava as coisas um tanto cômicas. Eles se davam bem, e ele se pegava sorrindo mais do que esperava. 

O destino, porém, parecia ter um senso de humor cruel. 

Ou talvez essa escritora que vos escreve, mesmo.

Quando surgiu uma oportunidade de estágio para atuar num renomado clube em Nova York, Harry não pensou duas vezes antes de se inscrever.

Atender os jogadores seria um grande passo em sua carreira, e George também se inscreveu. Fizeram juntos o teste físico, e Harry passou com tranquilidade. No teórico, ele também se saiu bem. Mas foi no exame de laboratório que tudo desabou. 

Positivo.

A palavra piscava diante de seus olhos como um sinal de alerta, uma sentença que ele simplesmente não conseguia processar.

Sua urina havia atestado uma gravidez. Ele estava grávido. E não de algumas semanas, mas de muitas. Quase três meses. Exatamente o tempo que ainda estava com Louis.

E pior, ele nao havia transado com George ainda.

O impacto da descoberta foi como uma pancada no peito. No instante em que segurou aquele resultado em mãos, algo dentro dele desligou. Seu corpo ficou frio, sua mente girava, e ele só conseguia repetir para si mesmo que aquilo não podia ser real. 

Ele quis duvidar. Quis acreditar que o exame estava errado. Quis fingir que não estava acontecendo. 

E foi exatamente o que fez. 

No dia seguinte, encontrou um jeito de refazer o exame usando a urina de George — sem que ele soubesse. Se o novo resultado desse negativo, então tudo teria sido um erro. Uma falha do laboratório, uma piada de mau gosto do destino. 

E tomado por uma sensação de negação, comprou um teste de farmácia para confirmar se aquele maldito laboratório não havia o pregado peças.

Mas lá estava o "positivo" outra vez. 

Harry chorou algumas vezes no banho. Chorou silenciosamente, com os olhos fechados e a água escorrendo pelo rosto, como se isso pudesse lavar o desespero. Mas quando saía do chuveiro, respirava fundo e fingia que tudo estava normal. 

Não contou para ninguém. Nem para Liam. 

Ele simplesmente não estava pronto para aceitar.

Mas seu corpo não lhe dava escolha.

Harry começou a notar as mudanças de forma sutil no início. Pequenos detalhes que ele tentou ignorar, empurrando para o fundo da mente como se pudessem simplesmente desaparecer com o tempo.

Primeiro vieram os enjoos. No começo, eram suportáveis. Apenas uma leve náusea ao acordar, algo que ele atribuía ao estresse, à ansiedade, ou talvez ao simples fato de não estar dormindo direito. Mas, conforme os dias passavam, a sensação foi se intensificando.

Ele acordava com o estômago revirado, precisando respirar fundo para não correr ao banheiro. Comia algo e, minutos depois, sentia uma onda de mal-estar tomar conta de seu corpo.

E então, ele começou a fingir.

Fingia que os enjoos matinais eram apenas uma indisposição qualquer. Que o cheiro do café, antes tão familiar e reconfortante, não o fazia querer vomitar na pia. Que o gosto metálico insistente em sua boca era só coisa da sua cabeça.

E, principalmente, fingia que não estava deliberadamente escondendo tudo de George.

Não que fosse difícil. George não era exatamente o tipo mais observador. E Harry sabia como disfarçar — mastigava devagar, bebia sucos gelados para evitar que o estômago se revoltasse, saía da mesa mais cedo dizendo que tinha algo para fazer.

Mas a verdade era que esconder aquilo estava ficando cada vez mais difícil.

Seu corpo parecia mais cansado, oscilando entre momentos de extrema exaustão e insônia. Às vezes, ele mal conseguia manter os olhos abertos à tarde e, quando finalmente deitava para dormir à noite, ficava encarando o teto por horas, perdido nos próprios pensamentos.

E havia outra coisa.

Um incômodo estranho em seu abdômen. Não era dor, exatamente, mas uma sensação de que algo estava diferente. Uma pressão leve, como se seu próprio corpo estivesse tentando lembrá-lo daquilo que ele insistia em ignorar.

Ainda assim, ele continuou fingindo.

Porque aceitar significava lidar com as consequências. Significava enfrentar a realidade de que algo dentro dele crescia a cada dia. Que uma parte de Louis ainda estava com ele, dentro dele, mesmo depois de tudo.

E ele simplesmente não estava pronto para isso.

Então a semana do aniversário de Zayn chegou. A festa seria na casa de praia dele, e todos estavam animados. Sairiam bem cedo para pegar a estrada, e Harry não teve escolha a não ser ir junto. 

No carro de Zayn, estavam ele, George, Liam, o bebê na cadeirinha e o próprio Zayn ao volante. A viagem duraria cerca de duas horas, e Harry passou boa parte do tempo em silêncio, observando a paisagem passar pela janela. O céu estava azul, o sol brilhava forte, mas ele sentia um peso escuro dentro de si. 

Louis estaria lá. 

Fazia semanas que não o via. Desde que deixara de morar em sua casa, os horários nunca coincidiam. Sempre que Louis vinha visitar Freddie, Harry estava fora — fosse na faculdade, no estágio ou simplesmente arrumando desculpas para não estar presente. 

Mas agora, não haveria para onde fugir. 

Seu coração pesava com a certeza de que Louis teria um filho em breve. Mas não seria o deles. O bebê que crescia dentro dele nunca chegaria até Louis, porque Harry não permitiria. 

Ainda não sabia exatamente como faria isso, mas estava determinado. Seu filho teria um lar adotivo, ou encontraria um casal que pudesse criá-lo bem. Ele mesmo não podia. Não naquele momento. 

Não quando sequer conseguia aceitar o que estava acontecendo. 

Ele mordeu o lábio, segurando a vontade absurda de chorar outra vez. Mas não. Não ali, não na frente de todos. 

Harry fechou os olhos, respirando fundo. 

Ele precisava ser forte. 

Enquanto aquilo ocorria, Louis pensava que dirigir sozinho até a casa de praia de Zayn não era exatamente o que ele tinha planejado. Ele até convidara Eleanor para ir com ele, mas, para sua "surpresa", ela decidira ficar. 

Claro, ele não insistiu. Na verdade, fez questão de não convencê-la a mudar de ideia. 

Desde o começo, Eleanor deixara claro que não queria proximidade com seus amigos. Ela respeitava a importância deles em sua vida, mas preferia manter distância. E Louis? Bom, ele respeitava essa decisão dela... Mas também sabia usá-la a seu favor quando conveniente. 

Então, quando mencionou a viagem, Eleanor fez uma careta e disse algo sobre "não querer passar um fim de semana inteiro cercada por Harry, Liam e o resto da gangue", e Louis, com a expressão mais compreensiva do mundo, apenas assentiu e disse: 

— Tudo bem, amor. Eu entendo. 

E foi isso. 

Agora, ali estava ele, dirigindo sua Ferrari com o som absurdamente alto, os cabelos bagunçados ao vento e uma necessidade ridícula de parecer despreocupado. 

A verdade? Ele já sabia que aquele final de semana ia ser um inferno. 

Ver Harry de perto, conviver no mesmo espaço que ele depois de meses evitando qualquer tipo de encontro... Era como jogar álcool numa fogueira e torcer para não pegar fogo. 

Ele queria acreditar que estava superando. Que aqueles sentimentos iriam simplesmente sumir. Mas o problema dos sentimentos é que eles não seguem ordens. 

E ele sabia que ia passar os próximos dias fingindo que não se importava. 

— O mais bonito chegou!– anunciou assim que saiu do carro, jogando os óculos escuros para o alto e os pegando de volta numa tentativa (fracassada) de parecer despreocupado. 

Mal terminara de falar e seus olhos já estavam nele. 

Louis sentiu o estômago revirar. Não era justo que Harry parecesse ainda mais bonito do que da última vez que o vira. Aquilo era alguma espécie de vingança do universo? Porque, sinceramente, ele preferia ser atropelado por um caminhão do que lidar com isso. 

Pelo menos, Harry estava sozinho. Pequenas vitórias. 

— Oi.– murmurou, a voz mais rouca do que gostaria. 

Mas, claro, em vez de lhe dar atenção, Harry foi direto para Freddie, pegando o bebê do colo de Liam e o enchendo de beijos. 

Louis sorriu, incapaz de evitar. O amor de Harry por Freddie era genuíno, puro. E vê-lo segurando o bebê daquele jeito, os cachos caindo sobre o rosto, a pele dourada pelo sol... Ele precisava desviar o olhar antes que seu coração começasse a se comportar como um adolescente idiota outra vez. 

— Oi...– Harry disse, e Louis engoliu em seco. 

Aquilo foi um soco no estômago. Harry mal lhe deu atenção e Louis tinha feito a porra de um topete!

Um topete, cara!

Mas então, como em um passe de mágica, sua pequena ilusão de paz foi destruída.

— Louis... Sócio majoritário da FIFA... Como vai? 

A voz de George soou como um alarme irritante nos ouvidos de Louis. Lentamente, ele virou a cabeça e encontrou o sorrisinho satisfeito do garoto. 

— Eu estava melhor há poucos segundos antes de te ver, George pervertido.– rebateu, sem paciência para fingir simpatia. 

George apenas sorriu mais. Louis o encarou por um instante, analisando cada detalhe, tentando entender como diabos Harry podia ter saído de um relacionamento com ele para acabar com aquilo.

Respirou fundo. Ele teria que conviver com George o final de semana inteiro, então era melhor não começar uma briga agora. 

— Vamos entrar um pouco.– Harry sugeriu, claramente tentando evitar que a situação piorasse. 

Louis assentiu e seguiu para dentro da casa, tentando se distrair com qualquer coisa que não fosse a presença irritantemente insuportável de George.

Assim que entrou, percebeu a movimentação ao seu redor – malas sendo arrastadas. A organização dos quartos estava prestes a começar, e ele sabia que, em breve, teria que lidar com a tensão inevitável de dividir o espaço com alguém.

— Bem, sabem como funciona. Tem três quartos, mas um está em reforma.– Zayn explicou casualmente.— O que significa que... Alguém precisa ficar no sofá-cama aqui embaixo. 

Louis sentiu seu cérebro travar por um segundo. 

— Tá de brincadeira...– revirou os olhos, já sabendo exatamente para quem ia sobrar. 

Óbvio que ele, o único que veio sozinho, ia acabar no sofá. Ele deveria ter trago Eleanor. Droga. 

— A gente fica. Tudo bem pra você, George?– Harry sugeriu, e Louis sentiu um arrepio percorrer sua espinha. 

Não. Nem ferrando!

— Eu não vou dormir na cama e te deixar dormir no sofá. — rebateu Louis automaticamente, cruzando os braços. 

Mas antes que pudesse continuar, George abriu um sorriso presunçoso e disse: 

— Para mim é de boa. Melhor ainda... Ficamos agarradinhos. 

Louis piscou lentamente, sentindo um ódio crescente. 

— Vai ficar agarradinho com o demônio.– resmungou apenas para Zayn, que caiu na gargalhada. 

Sem dizer mais nada, pegou sua mala e subiu para o quarto de cima. Ele se recusava a passar mais um segundo naquele ambiente repleto de tortura emocional. 

Era oficial.

Aquele final de semana seria um pesadelo.

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