Capítulo 09 | Tire a roupa
Louis estava ansioso para receber Harry em sua casa novamente. Os últimos dias sem ele tinham sido mais solitários do que ele gostaria de admitir, embora não estivesse disposto a confessar isso nem para si mesmo.
Quando ouviu o som da porta se abrindo, foi até o hall e, ao ver Harry, não conseguiu evitar um sorriso genuíno.
Assim que o jovem entrou, Louis o envolveu pela cintura, levantando-o no ar com facilidade, como se quisesse compensar os dias de distância. Harry soltou uma risadinha e envolveu o pescoço de Louis com os braços, aproveitando o calor do abraço.
— Você demorou!– reclamou Louis, com um tom divertido.— Meu motorista levou muito tempo para te buscar ou você parou em algum lugar?
Harry riu fraco quando Louis o colocou de volta no chão, ainda segurando sua cintura.
— Estava com saudades!– admitiu, com um suspiro.
— Eu também estava.– respondeu Louis sem hesitar, inclinando-se para roçar o nariz no pescoço de Harry e roubar um breve momento de intimidade. Ele aproveitou para respirar fundo, absorvendo aquele aroma doce.— Então... o que te atrasou?
Harry hesitou por um momento antes de responder, desviando o olhar enquanto caminhava até o sofá da sala.
— Estava conversando com a minha mãe.– disse, enquanto se sentava, ajeitando-se no estofado macio.
Louis ergueu as sobrancelhas, intrigado, e foi até ele. Sentando-se ao lado do garoto, inclinou-se ligeiramente para estudá-lo melhor.
— Conversando sobre o quê?– perguntou, com um tom curioso, mas cauteloso.— Está tudo bem?
Harry suspirou, parecendo relutante em falar, mas acabou cedendo.
— Bem... Ela quer conversar com você. Sobre nós.
Louis inclinou ligeiramente a cabeça, interessado, mas também apreensivo.
— "Sobre nós"?– repetiu, franzindo levemente o cenho.
— Ela acha que você pode acabar me magoando.– admitiu Harry, com um tom calmo, embora a vulnerabilidade fosse evidente em sua voz.— Eu tentei explicar que só... Ficamos uma vez, que não temos nada demais, mas ela ainda está preocupada.
Louis ficou em silêncio por alguns instantes, absorvendo o que Harry tinha dito. Ele se moveu no sofá, virando-se para ficar de frente para o rapaz.
— E o que você acha disso?– perguntou Louis, com a voz baixa e firme.— Você acha que tem alguma chance de se magoar? Que sua mãe pode estar certa?
Harry riu de leve, balançando a cabeça enquanto olhava para as próprias mãos.
— Não. É que a minha mãe nunca me viu com ninguém antes. Acho que, na cabeça dela, eu sou meio... ingênuo. Mas, honestamente, Louis, não vou me magoar.
Ele levantou os olhos para encarar Louis diretamente, sua expressão séria e sincera.
— Eu sei que nada disso é de verdade. Eu não vou me apegar a você, então você não precisa se preocupar comigo.
Louis observou Harry com atenção, procurando algum sinal de dúvida ou incerteza. Ele não queria que o garoto dissesse aquilo apenas para tranquilizá-lo.
— Não estou preocupado comigo, Harry.– disse Louis, finalmente, estendendo a mão para acariciar o rosto do mais novo.— Só quero ter certeza de que você está bem. Que você entende a situação e que isso não vai te machucar de alguma forma.
Harry fechou os olhos por um momento ao sentir o toque de Louis em sua bochecha. Era um gesto simples, mas carregado de algo que ele não conseguia identificar completamente.
— Eu entendo, Louis. Não precisa se preocupar.– respondeu ele, sua voz baixa, quase um sussurro.
Depois de alguns segundos de silêncio, Harry sorriu de leve e, sem pensar muito, subiu para o colo de Louis, envolvendo seus braços ao redor do pescoço dele. Louis ficou surpreso por um instante, mas logo relaxou, apoiando as mãos nas coxas de Harry enquanto sorria.
— Ótimo.– disse Louis, seu tom leve, mas seu olhar era intenso. Ele não pôde resistir e inclinou-se para beijá-lo, seus lábios encontrando os de Harry em um gesto que era ao mesmo tempo carinhoso e cheio de desejo.
Harry correspondeu imediatamente, sentindo o calor e a familiaridade daquele toque. Por mais que dissesse a si mesmo que não se apegaria, naquele momento, tudo o que ele queria era se perder nos braços de Louis.
O beijo era completamente envolvente e as mãos de Louis tatearam pelo corpo de Harry durante ele. Só partiu aquele beijo quando pôs as mãos por dentro do short que o mais novo usava e sentiu aquele tecido rendado.
Louis Tomlinson estava completamente hipnotizado por Harry. Desde o momento em que ele sentiu aquele tecido.
Harry estava usando uma calcinha rendada por pura provocação, e isso fez o mais velho perder qualquer resquício de controle. Era como se toda a racionalidade tivesse sido engolida pela visão do garoto tímido à sua frente.
— Porra... É mesmo uma calcinha?– Louis murmurou, quase em um sussurro rouco, os dedos ainda tocando o tecido fino e delicado sob o short de Harry. Seus olhos estavam fixos no garoto, famintos, quase incrédulos com a situação. A ideia do mais novo tomando coragem para usar algo tão provocante só para ele o fez perder o ar.
Harry, mesmo tímido, não pôde evitar uma risada curta ao ver a expressão de Louis, como se ele não acreditasse no que estava diante dele.
— Desculpa... Liam me obrigou a usar pra você.– murmurou, a voz baixa, quase como uma confissão.
— Só que agora estou com vergonha porque está... Provocante demais.
Louis sorriu maliciosamente, seus olhos brilhando com diversão e desejo.
— Levante-se... Tire a roupa. Eu preciso ver.
Harry hesitou, seu olhar vagando pela sala espaçosa. Mesmo sabendo que estavam sozinhos, o nervosismo ainda era evidente.
— Aqui? Assim?
Louis apenas assentiu, o sorriso confiante nunca deixando seus lábios.
Lentamente, ele começou a tirar suas roupas, uma peça de cada vez, enquanto sentia o olhar atento de Louis queimando em sua pele.
— Estamos sozinhos dentro dessa casa...– murmurou Louis, ajustando-se no sofá para ficar mais confortável e aproveitar melhor o espetáculo.— Podemos ficar pelados aonde quisermos.
Cada movimento de Harry parecia calculado, mas ele não fazia isso para seduzir.
Era sua timidez, sua vulnerabilidade, que tornava tudo ainda mais irresistível. Quando finalmente ficou apenas com a calcinha rendada, Louis soltou um suspiro pesado, o desejo estampado em cada linha do seu rosto.
— Você está... Céus...– ele murmurou, sem conseguir completar a frase, como se as palavras fossem insuficientes.
— Estou como?– perguntou Harry, a voz tímida, mas ao mesmo tempo curiosa. Ele ainda não estava acostumado com a intensidade do olhar de Louis sobre ele.
— Gostoso.– Louis respondeu sem rodeios, um sorriso preguiçoso se formando em seus lábios.
Harry riu baixinho, sentindo o rosto esquentar com o elogio. Ele não sabia o que era mais desconcertante, estar ali tão exposto ou a forma como Louis o devorava com os olhos.
— Vai me deixar com vergonha assim... Por favor, tire a sua roupa também.
Louis não precisou de outro pedido.
Ele se levantou de um salto, suas mãos ágeis tirando as próprias roupas com uma rapidez quase cômica. Quando estava completamente nu, voltou a se sentar, seu olhar nunca deixando o corpo de Harry.
Sem dar tempo para o mais novo reagir, Louis o puxou pela cintura, fazendo-o se aproximar até que estivesse de pé bem na sua frente. Seus lábios se moveram diretamente para a barriga de Harry, distribuindo beijos que eram tão intensos quanto suaves, enquanto suas mãos exploravam as coxas do garoto, subindo lentamente.
Harry riu fraco, sentindo cócegas pelos toques e beijos. Ele segurou nos cabelos de Louis, tentando manter o controle, mas logo cedeu, inclinando-se para buscar os lábios do outro. Seus lábios se encontraram, e o beijo foi lento, carregado de desejo, mas ainda assim com uma suavidade que fazia Harry suspirar contra a boca de Louis.
Louis o trouxe para o colo, acomodando-o como se aquele fosse o lugar de Harry desde sempre. Suas mãos foram diretamente para a bunda do garoto, apertando com firmeza.
— Isso...– Louis murmurou contra os lábios de Harry, enquanto uma de suas mãos subia pelas costas do garoto.— Isso é a melhor coisa que já vi.
Harry apenas riu, apoiando as mãos no peito nu de Louis enquanto sentia os toques firmes e as palmadas que Louis começava a dar.
Ele sabia que estava provocando um lado de Louis que ainda não tinha visto completamente, mas, naquele momento, ele também estava disposto a explorar o que aquilo significava.
[...]
Deitados na cama, os corpos relaxados após a intimidade compartilhada, Harry estava aninhado ao peito de Louis, os dedos brincando distraidamente com os lençóis enquanto o mais velho mexia no celular.
O som da respiração de ambos preenchia o ambiente silencioso, e a sensação de proximidade era quase palpável.
Louis, com uma mão pousada nas costas de Harry, mostrava algumas fotos antigas de sua família no celular, explicando quem eram as pessoas que Harry conheceria no jantar do casamento.
— Certo...– murmurou Harry, olhando para a tela com curiosidade.— Seu primo é um gato...– comentou com um riso fraco, apontando para a foto de um homem de feições marcantes.
Louis riu, o som grave ecoando pelo quarto. Ele apertou Harry contra si de forma possessiva, como se quisesse deixar claro que o mais novo era apenas dele.
— Minha família você não pode pegar.– brincou, mas havia um peso nas palavras.— Sou possessivo com o que é meu. Se for para dividir algo, prefiro que seja com desconhecidos... Não quero ninguém próximo de mim experimentando o que eu sinto por você e depois conversando comigo sobre isso.
Harry sentiu um calor subir pelo corpo, e por um momento, quase acreditou que havia algo mais profundo naquelas palavras. Ele tentou disfarçar o quanto aquilo o afetou, dando de ombros enquanto ria baixinho.
— Bem, acho que pode ficar tranquilo... Normalmente, eu corro quando alguém tenta chegar perto demais. Você deve saber disso.
Louis riu mais uma vez, o toque de seus dedos traçando círculos preguiçosos nas costas de Harry.
— Amanhã você disse que vamos a um evento... Que evento é esse?– perguntou Harry, levantando o rosto para encarar Louis com curiosidade.
Louis parou de rir e deixou o celular de lado, passando uma mão pelos cabelos como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado.
— É um evento formal.– respondeu ele, o tom um pouco mais sério.— Um daqueles eventos beneficentes que as pessoas ricas adoram. Nada muito interessante para você, mas é importante que você esteja comigo. Faz parte da imagem que precisamos passar com o noivado.
Harry arqueou uma sobrancelha, se sentando um pouco mais na cama.
— Só isso? Um evento beneficente?
Louis desviou o olhar por um momento, antes de lhe lançar um sorriso tranquilo.
— É só isso. Não se preocupe com os detalhes, apenas esteja impecável. Meu estilista vai passar aqui cedo para ajustar uma roupa para você.
Harry franziu o cenho, sentindo que havia mais naquela história, mas não quis pressionar. A forma como Louis desconversava era sutil, mas clara. Ele percebeu que, se quisesse mais respostas, não as teria agora.
— Tudo bem...– murmurou com uma ponta de desconfiança, mas voltou a deitar a cabeça no peito do outro.
Por um momento, o silêncio reinou novamente no quarto, mas Harry logo o quebrou com outra pergunta.
— Mudando de assunto... Quanto tempo vamos ficar casados?
Louis arqueou uma sobrancelha e soltou uma risada curta, olhando para ele como se aquilo fosse uma piada.
— Nem casamos e você já está pensando no divórcio? – brincou, fingindo-se de ofendido.
Harry riu fraco, balançando a cabeça.
— Não é isso. É só que... Eu quero estar preparado. Sei que depois disso tudo ainda seremos amigos, mas talvez, depois de morar com você, eu e o Liam possamos morar juntos.
Louis apertou os lábios por um instante, claramente ponderando a ideia. Ele estendeu a mão e passou os dedos pelos cabelos de Harry, o gesto suave contrastando com a intensidade de sua expressão.
— Não quero apressar nada, Harry. Você ouviu o advogado. Não há como saber por quanto tempo eles vão nos supervisionar.
Harry suspirou, assentindo enquanto se ajeitava contra Louis novamente.
— Certo... Tudo bem.
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