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Capítulo 08 | Hambúrgueres

[...]

A tarde seguia tranquila na mansão de Louis. A luz suave do sol entrava pelas amplas janelas da sala de estar, iluminando os quatro amigos que estavam jogados nos sofás e almofadas.

A atmosfera era descontraída, com restos do almoço e risadas pontuando o ambiente. No centro da cena, Harry estava confortavelmente aninhado no colo de Louis, vestido em um conjunto de moletom largo que claramente não era seu — mas era absurdamente confortável e cheirava a Louis, o que fazia Harry sorrir internamente. 

— Shh... Liam!– murmurou Harry, com as bochechas coradas, enquanto dava uma mordida generosa em seu segundo hambúrguer. 

Liam, sempre pronto para provocar, abriu um sorriso malicioso. Desde que ele e Zayn se juntaram a Harry e Louis no sofá, Harry ficou mais vermelho do que o normal.

— Eu sei porque você está cheio de fome... Já é o segundo hambúrguer que você está comendo.– ele riu, apontando para o amigo com um tom debochado. 

Harry revirou os olhos, mas não conseguiu segurar um pequeno sorriso de diversão, mesmo enquanto tentava ignorar o olhar de Liam. 

— Muito engraçado, Liam.– respondeu, a voz leve, mas o rubor evidente em suas bochechas o entregava.

Liam riu ainda mais, balançando a cabeça como se dissesse "eu sei de tudo". Ele não estava errado; Liam provavelmente sabia exatamente por que Harry estava tão esfomeado.

Afinal, aqueles gritos só podiam ser por conta de uma única coisa.

Harry tentou ignorar o olhar zombeteiro do amigo, voltando a atenção para o hambúrguer em suas mãos. Mas era impossível não se perder por um segundo em seus próprios pensamentos. Seu corpo ainda parecia quente, como se estivesse envolvido em uma nuvem de conforto e desejo residual. Cada vez que Louis movia os dedos distraidamente em sua cintura, um arrepio subia por sua espinha.

Ele sentia vergonha de admitir, até mesmo para si mesmo, mas queria mais. Não era apenas o ato em si — que, apesar da dor inicial, acabou sendo melhor do que ele poderia imaginar —, mas a maneira como Louis o fazia sentir. Seguro. Desejado. Importante.

Louis, que até então estava tranquilo, riu junto e apertou a cintura de Harry levemente com o braço que o mantinha firme contra si. 

— Ele precisa mesmo repor as energias, Liam.– Louis lançou um olhar divertido para Harry antes de completar. — Ouvimos vocês o tempo todo também. Da próxima vez, vão para o quarto de hóspedes do andar de baixo. 

Harry arregalou os olhos, vermelho como um tomate, enquanto escondia o rosto no peito de Louis. O som abafado de sua voz podia ser ouvido.

— Lou! 

Zayn, que estava deitado no sofá ao lado com Liam no colo, segurou o riso e inclinou-se para dar um beijo no ombro do garoto, num gesto casual de afeto. 

— Estamos só nos divertindo, gente.– comentou Zayn, lançando um olhar despreocupado para o grupo antes de sorrir para Louis, que parecia mais satisfeito do que nunca com o estado atual das coisas. 

Harry, ainda um pouco envergonhado, acabou de comer e suspirou contente, ajustando-se no colo de Louis. Ele estava dolorido, claro, mas não havia como negar que se sentia bem ali, no calor dos braços dele. Havia algo reconfortante e tranquilizador em estar tão próximo, mesmo que ainda estivesse processando o que tudo aquilo significava. 

Louis, por sua vez, terminou de comer com uma calma invejável, limpando os lábios com um guardanapo antes de deslizar a mão livre pelas costas de Harry. Ele ajustou a posição do mais novo, deitando-o um pouco mais contra seu peito. Era um gesto sutil, mas carregado de cuidado. Louis sabia que Harry não diria nada, mas estava óbvio que ele ainda estava se recuperando, e Louis queria garantir que ele estivesse confortável. 

— Está tudo bem?– sussurrou Louis, o suficiente para que apenas Harry ouvisse. 

Harry apenas assentiu, o rosto ainda meio enterrado no peito de Louis, enquanto o som do filme preenchia o ambiente. Apesar da dor leve que sentia, estava mais do que satisfeito. Ele não sabia exatamente como definir o que sentia em relação a Louis, mas a ideia de estar ali, sendo mimado, parecia a coisa mais certa do mundo no momento. 

Zayn, atento como sempre, notou o pequeno momento e piscou para Louis com um sorriso cúmplice. Era uma troca silenciosa, quase uma celebração entre amigos que sabiam mais do que falavam. 

— Conseguiu o que queria, não é?– Zayn provocou baixinho, apenas para Louis ouvir, enquanto voltava a se aninhar contra Liam. 

Louis não respondeu, mas o sorriso de lado que deu era mais do que suficiente como resposta. Com Harry aconchegado em seu colo, relaxado e sorrindo suavemente enquanto fingia prestar atenção ao filme, Louis sabia que as coisas estavam começando a se ajeitar. 

Mesmo sem grandes declarações ou promessas, havia algo ali. Não era amor, não ainda, mas era conforto, desejo e, acima de tudo, a sensação de que aquilo, de alguma forma, fazia sentido para os dois.

Alguns dias depois

Anne estava na cozinha, lavando a louça do café da manhã, mas seus movimentos eram mais rígidos do que o normal. O tilintar dos pratos parecia mais alto, quase agressivo, como se refletisse o que ela sentia por dentro. Anne não estava muito satisfeita com as saídas do filho e o fato dele quase sempre não estar em casa, com algumas justificativas que realmente não pareciam verdadeiras.

Harry estava sentado à mesa, com o celular nas mãos, mas sua atenção não estava na tela. Ele podia sentir a tensão no ar, tão palpável que quase podia tocá-la. Sabia que aquilo era por sua causa e, pior ainda, sabia exatamente o que estava prestes a desencadear quando falasse.

Respirou fundo, tentando reunir coragem. Não era como se fosse algo tão grave, mas com Anne, sua mãe protetora até o último fio de cabelo, mesmo as situações mais simples podiam se transformar em um debate acalorado. Ele olhou para ela de soslaio, reparando no leve franzir de sua testa enquanto esfregava uma xícara com força desnecessária.

— Mamãe...– começou ele, hesitante, sua voz suave quebrando o silêncio pesado.

Anne não respondeu imediatamente, mas parou de esfregar a xícara por um segundo, como se soubesse que algo estava por vir. Ela colocou a xícara no escorredor, secou as mãos com o pano de prato e virou-se para ele.

— O que foi, querido?– perguntou, embora sua expressão já estivesse levemente carregada.

Harry engoliu em seco e ajeitou a postura na cadeira, deixando o celular de lado. Decidiu ir direto ao ponto, sabendo que rodeios só deixariam as coisas piores.

— Louis me convidou para dormir na casa dele hoje à noite.

Anne piscou, claramente surpresa, e depois franziu as sobrancelhas. Ela cruzou os braços e inclinou a cabeça levemente para o lado, analisando o rosto do filho como se esperasse que ele dissesse que era uma piada.

— Dormir na casa dele?– repetiu ela, devagar, como se estivesse testando as palavras na boca.— Harry, isso não me parece uma boa ideia.

— Por que não?– perguntou ele, tentando soar casual, mas sua voz traiu um leve tom de defesa.— Mamãe, não é nada demais. Ele só... Ele acha que seria bom passarmos um tempo juntos antes do casamento.

Anne soltou um suspiro, descruzando os braços apenas para apoiar as mãos na cintura.

— Harry, querido, vamos ser honestos aqui. Louis é um homem adulto, cheio de experiências e com uma vida completamente diferente da sua. Ele não está te convidando para "passar um tempo".

Harry corou violentamente, desviando o olhar para a mesa.

— Mamãe... Qual é o problema?– perguntou, a voz baixa, quase hesitante. 

— Não acho adequado que você vá dormir assim, de uma hora para a outra, na casa de um homem, querido. Sei que haverá o casamento, mas não é um casamento real para que vocês tenham tanta intimidade.– ela suspirou e se aproximou, sentando-se à mesa ao lado do filho.— O meu chefe é um bom homem, mas é um homem adulto, e se ele te convidou para dormir na casa dele, deve ter segundas intenções. 

Harry sentiu o rosto esquentar mais ainda. Ele sabia que a mãe estava preocupada, mas a forma como ela falava fazia parecer que ele era completamente ingênuo. 

— Mas eu quero, mamãe.– respondeu, a voz baixa, mas firme. Ele abaixou o olhar para as mãos, que brincavam nervosamente com a borda do celular. — Eu... Eu gosto dele. 

Anne arregalou os olhos, surpresa. 

— Como assim você gosta dele?– perguntou, alarmada.— Gosta como? 

Harry engoliu em seco e levantou os olhos para encará-la. Sabia que deveria ser honesto, mas colocar aquilo em palavras parecia mais difícil do que imaginava. 

— Ele é gentil, e...– respirou fundo, hesitando.— Nós ficamos uma vez. 

Anne ficou em silêncio por um momento, tentando processar as palavras do filho. Quando finalmente falou, sua voz era um misto de incredulidade e preocupação. 

— Ficaram uma vez? Quando isso aconteceu, Harry? 

Ele suspirou e sentou-se ao lado dela, apoiando os cotovelos na mesa. 

— Foi... Naquele dia que ele levou eu e o Liam para jantar.– começou, falando devagar, como se temesse a reação da mãe.— Nos beijamos. E... Depois disso, aconteceu. 

Anne arregalou ainda mais os olhos e, instintivamente, levou a mão ao peito. 

— Aconteceu? Harry, você está me dizendo que... 

— Sim, mãe.– interrompeu, querendo evitar prolongar ainda mais a conversa embaraçosa.— Mas foi só uma vez. Não tem nada de mais. 

— Só uma vez, mas agora você vai dormir na casa dele?– rebateu Anne, o tom ainda perplexo.— Você acabou de dizer que gosta dele, Harry. Como pode dizer que não tem nada demais? 

Harry respirou fundo, tentando organizar os pensamentos. Era complicado explicar para Anne.

— Porque... Eu sei que ele não gosta de mim da mesma forma. Ele só está sendo gentil, e eu...– parou, mordendo o lábio antes de continuar.— É a primeira vez que alguém me dá atenção assim, mamãe. Eu nunca saí com ninguém. E eu quero aproveitar isso um pouco, só isso. 

Anne olhou para ele com ternura, mas a preocupação continuava evidente em seus olhos. 

— Harry, eu entendo que você queira aproveitar esse momento, mas Louis é um homem experiente, e você... Bem, você ainda está descobrindo tudo isso.– ela suspirou profundamente antes de continuar.— Não quero que você se machuque, meu filho. 

Harry ficou em silêncio por um momento, sentindo um aperto no peito. 

— Eu sei, mãe.– ele murmurou, finalmente levantando os olhos para ela.— Eu sei que ele não está apaixonado por mim. E eu não vou me apaixonar, prometo. 

Anne inclinou-se para frente, segurando as mãos do filho com delicadeza. 

— Depois do casamento, você deve pensar com mais clareza sobre isso. Talvez seja melhor se afastar e procurar alguém que esteja na mesma fase que você. 

Harry assentiu lentamente, forçando um sorriso para tentar tranquilizar sua mãe, mas por dentro, sentia um desconforto crescente que não conseguia ignorar. A ideia de se afastar de Louis parecia mais difícil do que ele estava disposto a admitir, mesmo para si mesmo. Havia algo no jeito como Louis o fazia sentir—uma mistura de segurança, excitação e aceitação.

O pensamento de abrir mão disso deixava um vazio inesperado em seu peito, como se estivesse prestes a perder algo que ele nem sabia que precisava tanto.

— Tudo bem, mãe. Mas... Eu posso ir hoje? Por favor. 

Anne suspirou, olhando para o rosto esperançoso do filho. A mulher não queria nem imaginar o que fariam aquela noite, estava um pouco decepcionada, em especial com seu chefe.

— Se eu não permitir, sei que você vai dar um jeito de vê-lo de qualquer forma. Pode ir, mas depois eu mesma vou conversar com Louis sobre isso.

Harry sentiu um alívio imediato e inclinou-se para beijar a bochecha dela. 

— Obrigado, mãe. 

Sem perder tempo, pegou sua mochila, que já estava pronta ao lado da porta, e saiu, sentindo o coração bater mais rápido com a ideia de passar mais tempo com Louis. Mesmo sem admitir, ele sabia que estar perto dele fazia seu mundo parecer mais... completo.

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