capítulo 14
Esmeralda
Meus pulsos foram amarrados com corrente de fazia minha pele queimar, os anões me colocaram em uma espécie de cúpula de vidro com rodinhas e me empurraram para dentro do portal.
E assim que atravessamos o mesmo o arco a paisagem se transformou em uma sala simples com uma lareira e um tapete de urso de gosto duvidoso.
- vermelho!- exclamou a senhora de cabelos grisalhos que surgiu do outro cômodo - o que eu disse sobre uma abordagem mais delicada- repreendeu a ruiva que por sua vez apenas revirou os olhos jogando o capuz da sua capa vermelha sob a cabeça e indo em direção a porta de madeira que com toda certeza dava para o lado de fora da casa.
- eu vou caçar- avisou - volto antes que anoiteça, afinal o lobo ainda está a solta- finalizou, e saiu mas não antes de rir de minha cara de assustada. Que lobo ela estava falando?.
-me desculpe pela chapeuzinho- falou a senhora me soltando - ela anda um pouco rebelde, é essa fase de amadurecimento - disse me depois me oferecendo chá com biscoitos - não nós leve a mal, só precisamos de ajuda - explicou - assim que João e Maria chegar eles irão lhe contar tudo. Talvez ai você entenda o motivo de nosso desespero- proferiu enquanto distribuía chá para os sete homenzinhos que estavam sentados no chão.
- nós desculpe a grosseria que fizemos. Mas você é nossa única esperança - falou um deles após um longo bocejo.
Eu apenas os olhava e assenti a cada fala, estando em estado de choque era só o que eu conseguia fazer.
Eu tentava pensar e como aquilo era louco e insano, e porque eu permanecia tao calma quando deveria estar surtando. É como se lá no fundo eu soubesse que tudo aquilo tinha uma porque, um porque muito válido por sinal.
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