Cap.15 - meu passado (reescrito)
Eu: Talia.... Porque sempre que venho aqui... Você sempre está sozinha?
Talia: que?
Eu: cadê seus pais?
Talia: viajando.
Eu: conte a verdade.
Ela achou mesmo que eu não perceberia? Uma humana da sua idade não deveria estar desacompanhada de seus pais. Não é algo típico da sua espécie.
P.O.V Talia.
Meu deus... O que faço?
Eu não quero contar. Mas.... Preciso, sabe, compartilhar tudo isso com alguém. Talvez essa seja a oportunidade que eu estava esperando a tanto tempo.
Eu: estão mortos...
Eu olhei pra baixo pra ele não me ver chorando e senti algo quente suspendendo meu rosto, era a sua mão, e em sua face jazia uma expressão de entendimento. Ele me entende?
Drago: hey pequena. Não fica assim. Meus pais também estão mortos.
Eu:*chorando* você não entende... Eles estão mortos por minha causa.
Logo ele se torna confuso.
Drago: como assim?
Eu: eu tinha uns nove anos...
Era estranho contar tudo isso para alguem, mas eu possuía uma forte ligaçao com o Drago, eu sabia que ele podia me entender. No começo eu travei, mas logo as palavras apenas começaram a sair da minha boca, como se eu estivesse em piloto automático.
A realidade é que meus pais viviam na igreja, eram do tipo que qualquer coisa que desse de errado na vida deles, simplesmente nao era culpa deles, mas sim de uma força maior. Mas eu... Eu havia nascido diferente. Eu conseguia me entender bem com qualquer animal, sendo ele selvagem ou nao, era mais como se eles me respeitassem, e eu era obcecada por magia. Eu ate tinha um grimorio!
Meus pais eram muito chatos, no entanto, eram uns amores e eu os amava. Um dia eles me flagaram estudando sobre magia, e queimaram na lareira da sala tudo o que eu havia ganhado e pesquisado.
Nós passamos dias sem nos façar direito, eu estava revoltada e cansada, ate que, um dia desses, eles me levaram para sair com eles. Meu pai no volante, minha mae no carona e eu no banco de tras, com o cinto de segurança. Me lembro apenas de ter adormecido, e me encontrado com um grande dragao de cinco cabeças.
Eu fiquei apavorada e acordei gritando. Meu pai se assustou e virou o volante, o carro passou para o outro lado da pista e um caminhão bateu na lateral da frente do carro, nos fazendo girar e capotar na pista. Eu nao sei o que aconteceu depois, apenas sei que senti muita dor e tinha muitos pedaços de vidro presos em mim, eu estava chorando, e por pouco o vidro nao havia perfurado minha garganta. Eu havia sobrevivido por sorte, mas eles nao tiveram a mesma sorte que eu, e entao, passei a viver com minha tia, que me pagava tudo o que precisava e me dava o que eu queria.
Ela era boa, mas nao chegava aos pés da minha mae. Eu sentia falta dela me dando limites e obrigaçoes, mas minha tia, que tinha muito mais dinheiro que nós, apenas pagava se algo quebrava ou saia errado. Ela era uma boa tia, mas nao serviria para ser uma mae.
Drago sorriu suavemente, e em seguida me abraçou apertado, quase nao percebendo que estava me sufocando. Mas quem era eu para reclamar? Mesmo espremida, eu senti carinho na força do abraço, e apenas retribui forte.
Ate que finalmente precisei respirar. Ainda nao tenho um tanque de O2 acoplado em mim.
Eu: Drago... Tá me sufocando...
Drago:*ri* so mais um pouco
Eu: solta vai
Resmunguei baixinho, ele riu um pouco mais e me soltou.
Drago: desculpa *ele cantarola divertido*
Eu: tudo bem... Obrigada por me soltar e por estar comigo.
Drago; nao precisa agradecer.
Nós passamos um tempo quietos, olhando um para o outro, entao, ele olhou para a cozinha
Drago: esta com fome? Por que eu estou.
Eu: é... Sim, eu estou com fome. Muita fome.
Nós fomos para a cozinha é eu esquentei lasanha pra gente, no início foi como a panqueca, mas ele logo foi no embalo e comeu tudo, ainda repetiu.
Esse Dragão é amigo melhor que humanos...
Continua....
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