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CAPÍTULO 2

CAPÍTULO 2

Acordar, olhar o teto, pegar a Lua, dar de mamar, desligar o despertador, nos arrumar, sair.

Minha rotina estava igual, como todos os outros dias. Já era quinta-feira, três dias após o Paulo ter me pedido para Lua dormir na casa dele, Lua era muito nova, eu não sabia se seria uma boa, mas eu acabei permitindo. A mãe do Paulo gostava muito da Lua, cuidaria muito bem dela. Aninha tinha se empolgado e tinha arrumado uma balada para irmos, entraríamos de graça na lista de aniversário de um amigo do primo dela, todas as minhas outras amigas estariam lá, Andreza, Marisa e Leila.

O dia estava normal até a hora de eu sair do serviço. Eu estava caminhando pela calçada, precisava ir buscar Lua na creche. Desde a segunda feira, toda vez que eu sai do trabalho, me sentia estranha, como se alguém me observasse. Eu, definitivamente, estava ficando louca!

— Garotinha! — alguém em chamou, eu olhei para trás sem entender o que esse cara queria comigo.

— Você? O que você quer? — perguntei para o "idiota"

— Preciso tirar uma dúvida! — ele disse sério, se aproximando cada vez mais de mim.

— O que? — perguntei na defensiva.

— Isso — ele pegou no meu braço e senti seus dedos queimaram minha pele. Era o mesmo calor do outro dia, mas não doía, só era muito estranho. Tentei puxar meu braço, mas ele segurava com força. — eu não entendo isso!

— Você tá louco? Me solta! — eu puxei meu braço de novo com força, tentando dar um passo para trás, mas ele não me soltou.

— Você está de brincadeira. . .— ele me segurava com uma mão e com a outra mão afastou meu cabelo do meu pescoço — Você tem uma marca!

— Sim, desde que nasci, se chama marca de nascença, agora me solta!

— Não acredito — ele resmungou me ignorando. Em vez de me responder, ele tocou minha marca com a ponta do dedo.

Por um segundo eu vi branco, então eu estava numa praia, abeira de uma floresta. Por entre as arvores surgiu um enorme lobo cinza. Ele tinha detalhes pretos e castanhos no dorso e as patas brancas. Ele me olhava diretamente os olhos. Eu não tive medo, porque eu o reconheci, ele nunca me faria mal.

— Que merda é essa? — eu puxei meu braço com tanta força que enfim me soltei. O "idiota" recuou assustado, me olhava sem entender.

— Como. . . justo você. . .

— Eu não sei quem é você, mas fique longe de mim! — eu o ameacei e voltei para o caminho, andava tão depressa que quase corria.

Quando olhei para trás, ele estava parado no mesmo lugar, me olhando.



— Que loucura! — Marisa falou.

— Eu sei e eu não tenho a menor ideia de quem é esse cara! — eu respondi. Estávamos na casa da Marisa, comendo brigadeiro e vendo filmes água-com-açúcar. Eu tinha contado a história bizarra, ignorando a parte da minha "visão com o lobo".

— Mas ele era gato? — Andreza perguntou — Por que se for, vale a pena um pouco de loucura.

— Que horror! — Leila falou.

— Foda-se o garoto louco, vamos pra balada no sábado! Nós cinco, juntas de novo! — Ana disse entusiasmada.

— Nós cinco, mais os namorados da Andreza e da Marisa — Leila completou.

— E o seu ficante quase namorado — Marisa respondeu.

— É Ana, sobramos — eu falei, Lua estava no meu colo, brincando com o seu chocalho.

— Lua linda, titia promete tentar arrumar um padrasto bem lindo para você!

— Padrasto? Nem pensar! Não quero encosto na minha vida! ­ — eu falei.

— Eve! Já ta na hora de você arrumar alguém, nem que seja só para beijar um pouco! — Andreza me repreendeu.

— Eu vou sair para dançar e me divertir, se rolar, beleza, se não, tudo bem. Não estou pensando e nem quero compromisso com ninguém.

— Mas você não pensa no futuro? Agora eu entendo, mas e daqui um ano ou dois? Não vai querer? — Leila perguntou.

— Não pretendo me envolver com ninguém nos próximos dez anos! Meu foco é a Lua! E que cara vai querer se envolver com uma garota que tem uma bebezinha e uma história complicada como a minha?

— Não seja dramática! — Ana disse — Quem sabe?

Antes que eu respondesse, ouvimos um estalo alto e Lua começou a rir, na mão dela estava seu chocalho, partido em dois.

— Sério, o que você dá para essa menina comer?

Fomos para casa tarde, o namorado de Andreza foi lhe buscar e me deixou em casa, Lua já estava dormindo. A deitei em seu bercinho, mal troquei de roupa e já pulei na cama.

Tive um sonho estranho, mesma praia rodeada por uma floresta. Era noite, a lua estava cheia. Primeiro eu ouvi o uivo do lobo, eu sorri, porque sabia que era ele. Me virei para as arvores, procurando entre elas, até que ele apareceu.

Enorme, majestoso, forte. Cinza, com detalhes pretos e marrons no dorso, patas brancas e olhos cor de gelo. Ele estava apenas me olhando, fixamente. Eu andei até ele calmamente, eu o reconheci. Ele era meu, eu era dele.

Assim que cheguei perto, ele passou seu focinho na minha mão, depois sua cabeça. Eu sorri, era a forma dele me cumprimentar. Ele me empurrava com a cabeça, demorei para entender o que queria. Ele queria que eu montasse em seu dorso. Mesmo achando aquilo loucura, o obedeci. Me segurei em seus pelos macios e, assim que estava pronta, ele começou a correr. Pela areia da praia, pelo contorno da floresta. Cada vez mais rápido, aquilo era liberdade.

Eu era grata por poder viver aquilo com ele.

Acordei assustada, olhando em volta, eu estava no meu quarto, minha cama.

Tinha sido um sonho, só um sonho!



— Ele voltou! — Nathaly anunciou.

Olhei para a porta e vi o "Idiota" entrando. Merda!

Ele se sentou na mesma mesa do outro dia, Nathaly nem me perguntou, apenas saiu quase correndo para atende-lo. Eu ignorei sua presença e ele a minha, gostei assim.

— Posso ajudar? — perguntei para uma moça que estava sentada na mesa ao lado do "Idiota".

— Claro — ela respondeu sorrindo. Ela devia ter a minha altura, cabelos loiros que começavam lisos e terminavam em cachos perfeitos. Olhos verdes claros e um sorriso muito bonito. Ela era muito bonita e parecia ser muito simpática — Me sugere algo? Algo bem gostoso e, de preferencia, de chocolate.

— Se fosse eu, escolheria um cappuccino e um pedaço de bolo de mousse de chocolate — eu respondi sinceramente.

— Por mim está perfeito — ela sorriu, nesse momento seu celular vibrou na mesa e ela leu a mensagem fazendo careta, depois revirou os olhos. Confesso que achei engraçado — Eu tenho cada amigo chato. . .mas me desculpe, não perguntei seu nome.

— Me chamo Evelyn, mas pode me chamar de Eve. Vou buscar seu pedido, já volto.

Passei pelo cara "Idiota" que bebia seu café enquanto mexia no seu celular. Ele não me olhou e nem eu perdi mais de segundos olhando. Busquei os pedidos da moça, enquanto vi que Lucia e Nathaly continuavam tentavam chamar a atenção dele. O olhei de novo, ele era realmente bonito, mas precisava de tudo isso?

— Aqui está — eu entreguei para a cliente.

— Obrigada Eve, esse bolo parece mesmo delicioso. Me desculpa ser chata, mas sou nova nessa cidade, eu não conheço nada por aqui, posso te fazer algumas perguntas sobre a cidade?

— Claro — eu respondi — moro aqui minha vida inteira, posso te ajudar.

— Obrigada! — ela sorriu — Eu queria sair com meu namorado, mas, apesar dele ter vinte e cinco anos, tem alma de velho, tem algum lugar legal aqui para dançar?

— Depende seu estilo de música, eu gosto de ir no "Hangar", lá é mais musica pop, é para quem gosta de dançar. Outro lugar que gosto muito é o "Black Sheep", é um barzinho que só toca rock, sempre tem alguma banda independente se apresentando.

— Acho que vou gostar mais desse "Hangar" e o Caio do "Black Sheep" — ela disse rindo — desculpa perguntar, quantos anos você tem?

— Tenho dezenove — ela também não devia ter mais do que eu.

— Tenho vinte e dois, podíamos sair juntas, não conheço ninguém por aqui.

— Claro, eu vou com as minhas amigas no "Hangar" amanhã a noite, é bem divertido lá — eu disse porque tinha gostado mesmo dela — se quiser, te passo o endereço.

— Por favor! — ela me deu o celular, para anotar o endereço — Você é simpática, bonita e com dezenove anos, não deve parar em casa! Deve sair toda noite!

— Não, na verdade faz tempo que não saio.

— Sério? Porque? O seu namorado é tão chato quanto o meu?

— Não, eu não tenho namorado. Eu tenho uma bebê de seis meses, é minha primeira noite de "folga" desde que minha filha nasceu.

O "Idiota" engasgou tão forte que achei que ele ia ter um troço, olhei assustada para ele, para ver se ele estava bem. Ele parecia estar respirando, infelizmente.

— Nossa, que legal. Sua filha deve ser linda! — a moça continuou falando comigo, eu devolvi o seu celular.

— Muito! Lua é a coisa mais perfeita da minha vida!

— Lua? — a moça perguntou confusa — O nome dela é Lua?

— Na verdade é Luana, mas eu a chamo de Lua desde antes dela nascer.

O "Idiota" engasgou de novo, mais forte ainda.

— Você precisa de ajuda? — perguntei brava para ele.

Ele não conseguia falar, só tossia. Lucia chegou correndo com um copo d'agua, ele engoliu tudo de uma vez só, mas não ajudou muito não.

— Eu . . . já. . . volto. . . — ele saiu para a ala de fumantes.

— Cara estranho — resmunguei.

— Muito — a cliente concordou comigo — Ah, eu não me apresentei, me chamo Helena, acho que seremos grandes amigas!



— Então você vai pra balada hoje? — Lucia me perguntou.

— Vou, primeira vez que saio para dançar desde antes da Lua nascer — respondi, já estava quase na hora de sair do serviço, eu ia ficar até as cinco da tarde, normalmente eu ficava mais aos sábados, mas naquele dia eu queria sair antes e me arrumar.

— Eu também vou, mas vou curtir um sertanejo hoje! — Nathaly se intrometeu na conversa — Que tipo de música nosso galã curte? — elas estavam chamando o "idiota" de galã.

— Rock, obvio — eu respondi — É só repararem nas roupas dele.

— Eu virava roqueira por ele — Nathaly deu de ombro.

— Eu não sei o que vocês viram nesse cara! Ele é bonito, mas não é tudo isso!

— Ele é mais que tudo isso — Nathaly fingiu se abanar de novo.

— Não sei o que é, se é aquele jeito de bad boy, o olhar, o jeito misterioso. . . mas esse cara é quente! — Lucia tentou explicar, mas não fez sentido nenhum para mim.

— Que seja, ele é todo de vocês! — eu disse revirando os olhos.

Saímos logo depois, cada uma para o seu caminho. Eu estava indo para a casa da Dani, eu me arrumaria lá. Se eu fosse de ônibus seria mais rápido, mas andando dava só uns cinquenta minutos.

Eu estava ouvindo música, caminhando de boa, me controlando para não dançar no meio da rua e parecer uma idiota, quando me agarraram pelo braço. Tomei um susto que dei um pulo, um cara que eu nunca tinha visto na minha frente estava gritando comigo, exigindo meu dinheiro.

— Vai, vai, vai — ele gritava.

— Calma! Eu não tenho dinheiro! — eu respondi.

— Tá de zueira com a minha cara? Claro que tem! Passa a grana!

— Eu já disse que não tenho! Calma! — eu levantei as mãos para cima, eu estava acuada contra um muro.

— Se você não me der a grana. . . — ele segurava uma faca a centímetros do meu rosto.

— Por favor. . .— eu senti meus olhos se enchendo de lágrimas.

— Ela já disse que não tem, vai embora agora! — alguém surgiu por de trás de mim e deu um empurrão tão forte no assaltante, que ele caiu no chão.

— Você ta loco? — o bandido tentou socar o "Idiota", mas ele segurou o soco com uma mão.

— Antes que eu perca minha paciência — o "idiota" soltou a mão dele — suma da minha frente!

— Eu vou . . . — o bandido tentou acerta-lo com a faca.

— Eu avisei! — o "idiota" impediu o ataque com uma mão, com a outra o socou com muita força, de novo, de novo e novamente. Quando ele parou, o bandido cambaleou sem equilíbrio nenhum e com o rosto coberto de sangue, mas antes que ele caísse, o puxou pelo colarinho — Se eu te ver de novo, principalmente perto dela, vou rasgar você ao meio com minhas mãos, entendeu?

— Eu. . .

— Bom menino! — o "idiota" o soltou, ele caiu no chão, mal levantou e saiu correndo.

— O que foi isso? — eu perguntei ainda abismada.

— Vem comigo — o "idiota" me segurou pelo braço e saiu andando, me levando com ele.

— Eu já disse para você não ficar me puxando! Que saco! Qual o seu problema?

— Pare de ser mal agradecida e me siga! — ele respondeu.

— Eu não tenho que ir para lugar nenhum com você! — eu tentei bater o pé, mas ele me arrastava junto com ele.

— Escute bem — ele parou e me puxou para perto dele, fazendo o encarar — eu não gosto nenhum um pouco dessa situação também! Acha que eu queria que fosse justo você?

— Eu o que seu louco?

— Suba na moto, depois conversamos! — ele apontou para uma moto preta e vermelha, do tipo de corrida.

— Subir numa moto com você pilotando? Nem pensar!

— Não me faça te amarrar — ele rosnou pra mim?

— Nem amarrada, nem morta!

— Temos outra opção, mas não acho que você vá querer — o sorriso dele foi maldoso.

— Que tal essa opção: Não ficar perto de você? Acho muito mais satisfatória.

— Chega de papo! — ele enfiou um capacete na minha cabeça. Sério, ele colocou, nada delicadamente, aquele capacete em mim e me jogou em cima da moto — Se segura!

— O que? Não! — Eu tentei sair, mas ele ligou a moto e já saiu com ela. Em que momento ele colocou o capacete e subiu na moto? — Para!

— Se segura em mim! — ele puxou minha mão, fazendo com que eu o abraçasse.

Ele pilotava como um louco. Bem rápido, costurava entre os carros, pegava corredor entre as pistas. Eu fechei meus olhos e desejei que aquilo passasse.

— Abra os olhos — ele gritou por cima do barulho do vento, ele estava se divertindo com a minha cara.

— Não! Não quero ver o momento da minha morte!

— Pare de drama! Eu nunca vou deixar que algo te aconteça! — eu abri os olhos assustada, mais com a promessa dele do que com a velocidade — e se acostume logo com essa vida radical e com a velocidade!

— Por que?

— Porque eu só vivo assim — ele disse como se fosse óbvio.

— E o que, raios, isso tem a ver comigo?

— Tem a ver que — ele parou a moto, tirou o capacete e se virou para mim — sua vida antiga acabou. Sua vida recomeça hoje, comigo.



Ele tinha parado em frente de uma casa grande, bem grande, cercada de muros altos e um portão fechado. Enquanto eu tentava assimilar o que ele tinha dito, ele ligou a moto de novo e entrou pelo portão automático da garagem. A garagem daquela casa tinha dois carros e mais três motos estacionadas, ele parou a moto do lado das outras e veio me ajudar a descer.

— Como assim minha vida recomeça? — eu perguntei. Eu tinha sido sequestrada por um louco que ia me manter presa dentro de um porão! Era isso!

— Foi como eu disse, sua vida antiga acabou, pronto! Agora vamos entrar que conversamos melhor. .

— Não! Eu não quero entrar! Eu nem sei se quero conversar com você! Eu quero ir embora daqui! Você é um louco!

— Evelyn, ou você entra, ou eu te carrego para dentro!

— Nem pense. . .você me chamou de Evelyn? Como sabe o meu nome? Eu nunca te falei! — eu disse recuando.

— Eu ouvi você falando . . .— ele coçou a cabeça desconfortável, ele estava mentindo.

— Mentira! Como você sabe o meu nome? O que está acontecendo?

— Você quer fazer apresentações? Pois bem, me chamo Theo e você Evelyn, agora podemos entrar?

— Não! Eu não quero ir a lugar nenhum com você! Eu já disse! Não se atreva. . .Me solte!

— Você que pediu! — Ele me jogou por cima do ombro e saiu me carregado para dentro da casa.

— Não! Me solta! Me solta! Seu Idiota! Idiota! Me solta! — eu esperneava, socava suas costas, mas ele parecia se divertir.

— De tudo o que já me chamaram, idiota é o de menos — ele riu.

— Jura? Porque combina muito com você! — eu gritava — Me solta!

— O que está acontecendo? — ouvi uma voz feminina, tentei olhar, mas a posição que eu estava não me deixava ver — Theo, por que está carregando ela desse jeito?

— A pergunta não seria: por que está carregando ela? — eu bufei e a garota riu, eu já tinha ouvido a voz dela.

— Theo, pela tradição você deveria entrar com ela nos braços, não jogada em cima do ombro — um rapaz riu e eu quis soca-lo também!

— Isso só vale para casamentos Caio! — a menina falou, ainda rindo. Caio?

— Helena? — eu perguntei tentando me virar para vê-la.

— Sim, oi Eve — ela respondeu.

— O que tá acontecendo. . .Dá pra você me colocar no chão? — Theo, o "idiota", ainda me segurava no ombro, com a bunda virada para os espectadores.

— Theo, coloque-a no chão, por favor — Helena falou calmamente.

— Tá bom, mas nada de agressões — Theo me disse e eu bufei.

— Não prometo nada, bem pelo contrario! — eu respondi.

Caio ria alto de mim, Helena era mais contida. Theo me colocou no chão, me virei para ele e ele sorria me provocando.

— Agora podem me explicar que porra está acontecendo? — eu perguntei gritando.

— Theo, você ainda não falou para ela? — Helena perguntou assustada.

— Não tive tempo — ele respondeu cruzando os braços.

— Mas teve tempo de sequestra-la? — Caio perguntou, também cruzando os braços.

— Me falar o que? — eu gritava — Vocês são loucos!

— Theo — Helena ficou um pouco preocupada — cuidado com o que você vai falar! Ela não sabe nada sobre nós!

— Ela tem que saber, melhor que seja de uma vez — Theo disse.

— Saber do que? Seus lunáticos! — eu gritei.

— Lunáticos? Boa escolha de palavras — Caio disse.

— Caio! — Helena o reprendeu — Não deixe o Theo fazer isso assim! A Eve é minha melhor chance de uma amiga nesse lugar!

— Me desculpa amor — Caio levantou as mãos — mas ela é a marcada dele, não posso me intrometer na relação do Theo com a sua humana.

— Com "a" o que? — eu perguntei, ninguém falava nada que fizesse sentido naquele lugar? — E como assim eu sou dele? Alguém me explica que porra é essa?

— Simples — Theo me virou de frente com ele — Eu sou um lobisomem e você é minha!




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