5 - Apaixonada por ele.
☆ Oi, **fugindo das pedradas** desculpa a demora em att, é simplesmente pq minha vida virou de cabeça para baixo e eu perdi a vontade de viver, mas calma, eu venho reencontrando-me, então apenas tenham paciência comigo. Vai dar tudo certo!!! Juro!!! Comente esse capítulo hein? Quero ver as reações de vcs à essa belezura aqui! Boa leitura meus amores.
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Ser adulto e independente tinha suas desvantagens, a privacidade, o silêncio, os horários próprios, a bagunça organizada da sua forma, ninguém te mandando lava a louça, tudo isso era bom, era vantajoso, porém, morar sozinha significa estar sempre sozinha.
Pagar as contas por exemplo, ter que lavar a louça ou elas apodreceriam na pia, eram momentos de desvantagem e claro o momento onde eu mais precisava ter alguém comigo era quando eu adoecia (coisa rara), nesses momentos era quando eu mais lembrava de como era bom ter o conforto do lar e dos pais, fazendo sopa quente pra aquecer a garganta inflamada, trazendo remédio na cama, dando amor para que fiquemos melhor mais rápido.
Nesse momento eu sentia muita falta de casa.
Não sei se era a febre ou a dor na garganta, mas eu me sentia mais sozinha do que nunca e isso não era legal. Queria minha mãe, queria seus cuidados, queria remédio na cama e uma sopa quente.
Revirei-me em minha cama, buscando uma posição confortável, talvez se eu apenas dormisse o fim de semana todo eu acordasse melhor na segunda para ir trabalhar.
Talvez, fosse uma boa ideia, se insistentes batidas na porta do meu apartamento não tivessem me despertado e me feito vagar pela casa como um zumbi até abri -la. Por um momento após abrir a porta eu pensei que a febre estive me fazendo ter alucinações, mas o latido fino do pequeno Yeontan me fez perceber que não, eu não estava alucinando.
Kim Taehyung estava recostado na soleira da minha porta usando uma blusa branca de algodão que fazia ele parecer um anjo, com seu cachorro de pelos negros no braço e um punhado de DVDs na mão, ele sorriu ladino para mim e depois percorreu seus olhos pelo meu corpo soltando uma risada leve e gostosa na sequência.
- Eu sabia que você gostava de se sentir confortável, mas juro que não esperava ser recebido por você usando pijamas - disse, adentrando o meu apartamento e soltando o pequeno peludo no chão.
-A gente marcou alguma coisa? - perguntei ouvindo a minha voz rouca saindo de forma arrastada. Ele se virou para mim me encarando.
-Você está bem? - perguntou e no segundo seguinte sua mão já estava na minha testa. - Caramba, você está com febre! - constatou. - Você está doente. Por isso não respondeu minhas mensagens? - aquieci balançando a cabeça minimamente. - Já tomou remédio? - neguei. - Como você está com febre e não toma remédio?
- Eu não tenho aqui comigo - respondi dando um pigarro.
- Vá para a cama, eu vou comprar remédio para você e volto já. - Nem pestanejei para obedece-lo, joguei-me em minha cama sentindo o cachorro deitar do meu lado como se pertencesse a casa esse tempo todo. Eu ri, o cachorro era tão folgado quanto o dono.
><
Eu me sentia leve como se tivesse tido um sonho bom. Um sonho onde Kim Taehyung cuidava de mim enquanto eu me sentia doente, um sonho onde ele era carinhoso e atencioso o suficiente para me acordar e me dar remedio, colocar um pano úmido na minha testa e ficar do meu lado segurando a minha mão até que eu me sentisse melhor. Um sonho onde o Yeontan dormia a noite toda comigo e era confortável o calor que emanava dele.
Rolei em minha cama esfregando meus olhos antes de abri-los, eu não sentia mais tanta dor de garganta e nem dor de cabeça, mas uma leve tossida depois de uma coceira na minha garganta me fez lembrar que eu ainda estava doente.
-Ah você finalmente acordou - a voz angelical do meu vizinho me trouxe para a realidade. Ele estava de pé diante de mim e enchugava as mãos em um pano de prato que reconheci ser meu, ainda usava a blusa de algodão branca e ainda parecia um anjo tão bonito quanto nos meus melhores sonhos. - Eu comprei sopa para você e acabei de esquentar, eu não sou bom com comida, mas não deixei queimar. - falou de um jeito fofo e depois sorriu, não só com os lábios, mas também com os olhos.
- Você passou a noite aqui? - perguntei incrédula.
-Sim - respondeu. - Fiquei preocupado que a sua febre não passasse e você precisasse ir ao médico, mas eu dormi no sofá. Quem dormiu na cama foi o Yeontan-ah - se defendeu. - De novo você me fez dormir no sofá. - brincou com uma voz chorosa por fim. Eu ainda estava meio grogue e foi difícil raciocinar sobre Kim Taehyung cuidando de mim e dormindo no meu sofá, mesmo que sua casa fosse ao lado da minha e mesmo que eu não me importasse de ele dormir em minha cama.
Sentei na beirada da minha cama assistindo ao pequeno Yeontan brincar com a barra da calça do Taehyung. Ele estava mesmo aqui? Dentro do meu quarto, depois de ter mesmo cuidado de mim à noite toda? Eu não tinha sonhado? Eu estava me sentindo bem porque ele realmente tinha cuidado de mim?
- Eu vou te esperar na cozinha - anunciou, saindo do quarto, o engraçado era que o ambiente parecia um pouco menos iluminado e um pouco mais vazio sem ele ali, como se a minha casa fosse marcada com a presença dele, do mesmo tanto que a minha vida estava sendo. Como se sem ele não fizesse mais sentido.
Depois de um banho e de escovar os dentes, eu me sentia um ser humano de novo. Caminhei preguiçosamente para a cozinha esperando que tudo ainda fosse fruto da minha imaginação febril, mas não era, ele estava lá, exatamente como tinha dito que faria, na cozinha, com um pano de prato no ombro, colocando duas torradas em cima de um prato na bancada da pia.
-Bom dia. - disse de forma calorosa e custei à acreditar que esse era mesmo o meu vizinho de áurea sexual. Ele era outra pessoa hoje e vou começar pelo tom de voz, algumas oitavas menos grave, doce e acolhedor, com uma pitada quase infantil!? O que estava acontecendo, estaria eu ainda com febre?
-Bom dia. - respondi sentando na cadeira junto à mesa, ele fez o mesmo sentando na outra que formava o par de cadeira da minha cozinha. - Eu ainda não acredito que você passou a noite aqui. - falei incrédula e em um tom divertido.
-A gente tinha combinado de ver filme ontem quando eu chegasse do trabalho, não lembra? - perguntou.
Uma semana tinha se passado desde que nos beijamos na porta do meu apartamento e não tínhamos tido nenhum tempo de nos ver desde então, a vida continuava corrida como sempre e a única forma de nos comunicarmos era por mensagem ou ligação, mas eu passava o dia todo trabalhando e ele quase que a noite toda. Quando ele chegava eu já estava me aprontando para ir dormir e quando eu saia ele ainda estava dormindo e para piorar ele estava fazendo horas extras no trabalho e chegando bem depois da meia noite. Totalmente na contra mão para nos vermos.
Devido ao mau estar de ontem eu não tinha me lembrado que iríamos assistir filme juntos, depois de um breve discussão no kakao sobre qual filme assistir e em que casa iríamos assistir, ficou decidido que seria na minha e que ele traria seus filmes favoritos para que escolhessemos um.
- Eu esqueci completamente - falei franzino o cenho. - Me desculpe...
-Ah não, tudo bem, não peça desculpas eu sei que você não estava bem. - disse. - Não era o que eu tinha planejado para ontem à noite, mas tudo bem. - deu uma piscadela na sequência, tirando uma mordida de sua torrada. - Coma, sua sopa vai esfriar.
Eu não conseguia acredita que mal o sol tinha nascido e eu já me sentia mais apaixonada por ele, meu coração batia rápido e eu estava de certa forma comovida, Kim Taehyung tinha comprado remédio e sopa para mim no dia em que eu me sentia mais sozinha, ele tinha ficado do meu lado e cuidado de mim, até mesmo segurou a minha mão e não importa se isso eu imaginei ou não, a presença dele me fez bem demais e eu estava grata.
-Obrigada. - falei sentindo minha voz embargada. Não acredito que eu queria chorar. Ele sorriu para mim enquanro mastigava fazendo um bico fofo, então sua mão veio até o alto da minha cabeça e ele assanhou meu cabelo ali.
- Hoje é o meu dia de folga, o que devemos fazer? - perguntou despreocupadamente.
-Sério que você recebeu folga em um domingo? - perguntei impressionada.
- Eu fiz muitas horas extras essa semana, então pedi compensação. - explicou. Me senti orgulhosa em saber que ele era um jovem trabalhador.
- Não pensei que fosse me incluir em um dia inteiro de folga seu. - soltei tirando uma colherada da sopa.
- Eu quis incluir você em todos os meus dias, nos últimos dias, então... - soltou de volta. Segurei o riso mordendo o lábios de forma envergonhada e suspirando na sequência. Ele falava de forma tão natural e calma, era ridículo. Não havia nenhum sinal de que fosse brincadeira ou piada e nem de que ele estivesse arrependido de ter falado tal coisa. Eu me sentia no céu com a forma que ele flertava comigo.
-Por que você disse que fiz você dormir no sofá pela segunda vez? - Eu precisava perguntar algo, qualquer coisa para não deixar o silêncio se instalar entre nós dois.
-No dia em que você dormiu na minha casa, eu não achei que fosse apropriado dormir na cama com você só de calcinha e sutiã, bêbada, depois de ter feito um streaptease...
-Entendi - interrompi ele rapidamente, arrependida de ter feito uma pergunta idiota. Ele riu.
-E hoje fiquei preocupado em não invadir o seu espaço. - explicou.
-Que cavalheiro Kim Taehyung - cantarolei de forma fofa para ele, subitamente me sentindo melhor, a sopa quente e ele estavam me ajudando muito no processo de cura quase que instantâneo.
- Eu não queria sufucar você. - tendo dito isso, seu dedo indicador encontrou minha costela fazendo cócegas em mim, com o susto eu afastei a mão dele. - Você tem cócegas? - falou rindo. - Desculpa, mas... - ele ficou de pé colocando as duas mãos na minha cintura causando-me mais cócegas, tentei me esquivar dele, inutilmente começando a rir no processo. - Eu adoro fazer cócegas. - falou ao me liberar de sua tortura, dando um beijo no alto da minha cabeça de uma forma fofa. Que saco! Por que ele fazia essas coisas fofas que me faziam querer ele mais ainda?
-Nem tudo é bom sobre você afinal? - falei tentando me recompor após o ataque de cócegas.
- Como assim? - perguntou pegando o copo de chá que ele tomava e levanto até a pia. - Você está me dizendo que tudo sobre mim é bom? - o maldito era esperto demais.
- Não. - respondi, ele ergueu uma sobrancelha sugestivamente para mim, mostrando não estar convencido da minha resposta. - Sim. Até segundo atrás sim. - me dei por vencida, levando mais uma colherada de sopa à boca.
-Oh céus, acabei de manchar minha reputação - fez uma careta engraçada como quem chora. Eu ri dele. Idiota bonito até fazendo careta.
-Talvez. - falei.
-O que eu posso fazer para melhorar minha reputação? - perguntou-me e me vi perdida nesse Kim Taehyung diante de mim, eu realmente não conhecia esse lado brincalhão dele.
Eu realmente pensei que tudo sobre ele fosse apenas sexo, tensão, nervosismo e transpiração excessiva, mas novamente eu estava muito enganada, como julgava mal um homem que amava 'A noite estrelada' e jazz? Estava bem na cara que ele era mais que apenas um cara para fazer sexo.
Novamente tive aquela sensação de que ele era perfeito para casar e ter todos os filhos que ele quisesse ter, em uma enorme fazenda cheia de cachorros, onde pudéssemos ir para uma colina ver o pôr do sol todos os dias e divagar sobre como a vida era simples e perfeita do jeito que era, enquanto pensávamos como seriam os nomes dos nossos netos.
É, tudo sobre ele era absurdamente bom. Tudo sobre ele exalava felicidade e seguridade, era como um abraço quente em um dia frio, como chocolate quente com muito marshmallow em cima, era surrealmente bom. Me fazia pensar que devíamos marcar nosso casamento para hoje mesmo, me fazia pensar que era uma excelência idéia ir em Las Vegas e ser abençoada por um Elvis Presley da vida. Kim Taehyung me fazia sentir como se vivesse em um conto de fadas daqueles bem clichês e com finais absurdamente doces e felizes.
- Só continue. - falei por fim ficando de pé e levando meu prato para a pia.
-Continuar o que? - insitou-me.
-A ser você, apenas seja você - falei de costas para ele e antes que eu pudesse me virar ele já estava abraçado comigo, passando seus braços em volta de mim e me apertando com força junto ao seu peito. O queixo dele repousou em cima do meu ombro.
-Acredita se eu disser que senti a sua falta? - a voz dele já não era mais tão doce e acolhedora ao pé do meu ouvido e mesmo tendo acabado de comer, me senti fraca, ainda bem que ele me segurava forte junto à ele. Dessa vez não contive o riso frouxo que sempre se formava em meu rosto quando eu estava com ele. - Não sei quanto à você, mas eu estava com muita saudade, como posso estar tão apegado à você em tão pouco tempo? Não entendo! - suspirei deixando que cada palavra dele penetrasse dentro de mim e fizesse meu coração inflar ainda mais, era revigorante imaginar Kim Taehyung sofrendo de saudades por mim. Eu que não entendia como conseguia gostar ainda mais dele. Sem muito esforço afrouxei seu aperto em volta da minha cintura e girei meu corpo para ficar de frente para ele.
Seus olhos eram intensos, mas serenos e brilhavam de forma genuína.
-Acredito. - falei. - Eu... Eu realmente não consegui acreditar durante toda a semana, que a gente tinha se beijado e cada mensagem sua me fazia rir como boba. Eu senti a sua falta em cada segundo do meu dia, mesmo que você nunca estivesse estado em nenhum desses segundos anteriormente. - Eu não era muito boa com as palavras e esperava que ele entendesse a forma como eu me sentia diante dele.
- Acho que eu estou apaixonado. - disse de forma séria e repentina, olhando em meus olhos e eu juro que pude ouvir anjos cantando ao longe.
Agora eu podia morrer em paz, Kim Taehyung estava confessando que sentia algo por mim, meu vizinho, homem que jamais imaginei chegar nem perto nessa vida, o homem que me intrigava e me fazia odiar ele pela sua vida sexual pertubadoramenre ativa, estava agora diante de mim, confessando seus sentimentos. Existia plot twist mais inesperado que esse? Duvido muito!
- Eu tenho certeza. - sussurrei.
-Que eu estou apaixonado por você? Que convencida! - brincou, umidecendo os lábios com a língua de forma lenta e pecaminosa, tão próximo de mim que eu podia sentir o cheiro da pasta de dente de hortelã misturada ao seu hálito, mesmo que ele já tenha tomado café da manhã. Ou seria o chá que ele tomou?
- Não, que eu estou apaixonada por você - soltei sem pensar e mesmo que na sequência meu rosto estivesse vermelho como pimentão pela vergonha de ter me declarado para ele, pelo menos eu não tinha sido a primeira a dar esse passo. Ele tinha se pseudo-declarado antes. Ele se limitou a sorrir de forma tímida, onde estava o Kim Taehyung que exalava confiança agora?
Seus braços em minha volta me apertaram trazendo-me para junto dele e percebi que ele ia me beijar. Tentei me afastar dele, impedindo que me beijasse.
Ele me olhou confuso vincando as sobrancelhas.
- Eu não quero que você fique doente. - me expliquei, sua expressão suavizou imediatamente e um sorriso tímido brotou em seus lábios de novo.
- Não me importa, eu não quero mais esperar - falou colando a sua testa na minha. Engoli em seco, passando minha mão pelo seu mullet de fios macios e puxando levemente ali, então seus lábios encostaram nos meus hesitantes por um momento, mas foi muito breve, porque logo depois ele sugou meu lábio inferior me beijando ferozmente.
Não importava quantas vezes eu o beijasse ou ele me beijasse, eu nunca ia conseguir crer em como eram macios e úmidos os seus lábios, em como era quente e invasivo e em como eu queria mais e mais que nossas línguas se tocassem e me causassem arrepios.
Em um solavanco ele me colocou em cima da bancada da pia nos deixando da mesma altura e se pôs entre minhas pernas, sem em momento nenhum desconectar nossas bocas, ofeguei satisfeita com a ousadia dele. Suas mãos grandes seguraram dos dois lados do meu rosto comandando o beijo, me deixando toda molhada, não na só na boca.
As mesmas mãos que antes seguravam meu rosto, desceram descaradamente e acariciaram os meus seios. Sem reservas e seu pudor, ele apertou e eu gemi.
Doença? Se algum dia eu estive doente nesse momento não lembrava mesmo e se algum dia eu pensei que ele tinha dado cabo do lado sensual e intenso dele nesse momento eu estava certa de que ele estava "mode on" e me deixando em chamas.
Kim Taehyung era um filho da puta, carinhoso, atencioso, fofo, brincalhão e depois sexy, despudorado, atrevido e intenso. Eu estava mesmo muito fodida e ainda não era literalmente como eu gostaria, mas estava satisfeita em saber que essa situação ia mudar logo mais.
Com pequenos selarem ele foi quebrando o beijo e descendo suas mãos para as minhas coxas, apertando ali com força, mas o ardor só me fazia querer mais.
- Eu adoro as etapas. - sussurrou com os lábios roçando os meus. - Definitivamente devagar é mais gostoso. - repetiu a frase que eu havia usado dias atrás.
Suspirei, olha lá ele brincando descaradamente com meus nervos. A culpa era minha, eu não deveria ter concordado com a frase dele, agora ele ia usar contra mim, e me deixar subindo pelas paredes.
Abri meus olhos e vi como os lábios dele estavam vermelhos e salientes, a satisfação tomou conta de mim ao perceber que ele também estava tão mexido quanto eu e que eu não era a única que desejava muito isso, mesmo que de sua boca saíssem palavras contrárias, eu tinha certeza que nesse jogo ele ia acabar cedendo.
Sorri para ele só de pensar que o dia de folga dele estava apenas começando.
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