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Capítulo 5- Drunk


Capítulo não revisado. Desculpem-me os erros...

- MAREN -

Faz exatos oito dias que eu cheguei à casa dos Dallas- numa quinta-feira - e já comecei a me acostumar com a rotina da coisa toda.

Gina sai para trabalhar de manhã às 7:00, eu e Cameron acordamos as 8:00, nos trocamos e vamos para o colégio.

Sierra ajuda a mãe a trabalhar nos vestidos e modelos novos, junto com outras centenas de estilistas, porém a mãe de todos é Gina, claro, é como uma presidente, todas as propostas chegam à ela e a mãezona apenas bate o carimbo de "aprovado" ou "desaprovado", algo assim.

Semana que vem, vou conhecer o local de trabalho delas e estou particularmente animada com isso.

No colégio estou conseguindo entender a maioria das matérias, entretanto tenho uma ajudinha boa do Nash em física, pois a matéria me confunde tanto.

De "presente" eu ganho alguns insultos e cantadas baratas de Matt e Jack nas aulas de história, que farão parte da minha vida todas as terças e sextas-feiras.

Estou plantada no banco em frente à sala da diretora, esperando Cameron sair dali para eu poder ir embora com ele.

- Amor, o que faz aqui fora?- Matt senta do meu lado, tombando a cabeça e me olhando com piedade.

- Esperando seu amiguinho, que ficou bem nervoso hoje, por um motivo que eu não sei- digo suspirando.

Ele olha para baixo e eu não entendo bem o que ele está fazendo até ele fingir olhar dentro da própria calça, fazendo uma careta e negando com a cabeça.

- Meu amiguinho não está nervoso hoje. Má sorte sua, podemos tentar outro dia- pisca para mim

- Não Matt! Meu Deus- passo as mãos nos olhos- eu estou falando do Cameron. Jesus. Não estou interessada no seu amiguinho de baixo.

- Que pena. Seria uma boa proposta- diz me fitando galanteador.

- Enfim...- mexo as mãos exageradamente- é sexta-feira e a vontade de ir para casa tomar um banho e dormir é imensa, mas eu tenho que esperar o energúmeno lá dentro.

- Quer que eu te leve para tomar banho?- pergunta sorrindo convencido.

- Você só consegue absorver malícia nas coisas né?

- Não- ele ri e balança a cabeça de um lado para o outro- na real. Se acostuma com isso, se quiser que eu te leve, posso realmente fazer isso.

Fito-o com um olhar assassino, tentando achar seriedade nesse garoto.

- Certo- respondo.

A porta se abre bruscamente e encaro um Cam com um semblante tranquilo, como se ele não tivesse ficado quase meia hora na diretoria.

Levanto-me junto de Matt.

Cameron começa a andar em direção à saída, ignorando totalmente o fato de eu ter ficado aqui esperando ele, de eu estar até agora no colégio, cansada e morrendo de sono.

- Aleluia!- digo e corro na direção dele- o que aconteceu?

- Nada que importe, pelo menos não para você- responde ríspido.

- Pega leve, cara- Matt diz.

- Escuta aqui- ele se vira para mim, aparentemente irritado- eu peguei meu carro essa semana e provavelmente vou ficar sem ele de novo. Eu não vou para casa, Maren. Então é melhor Matt te levar embora.

- O que? Qual seu problema- franzo o cenho- eu fiquei aqui esperando você por um tempão! E você simplesmente diz que na...- quase grito irritada.

- Não vou te levar. É tão difícil entender?- diz erguendo o dedo indicador para mim e logo depois me dando as costas, voltando a andar.

- Grrrr!- exclamo me virando para Matt- não precisa me levar se não quiser.

Ele ergue a sobrancelha como se estivesse me perguntando mentalmente se estou falando sério.

- Eu já disse que levo.

- Obrigada- concordo com a cabeça.

Eu e ele caminhamos pelo enorme corredor da escola, conversando sobre assuntos aleatórios que não sejam sobre o bastardo irritado e eu começo a agradecer mentalmente à Gina por ter me adotado.
A minha pouca amizade com esses garotos já me faz adorar cada parte de ter me mudado.

- Vai ter uma festa esse final de semana na casa da Lindsay. Você quer ir?- pergunta, enquanto dá partida no carro.

- Lindsay? Quem é essa?- ergo as sobrancelhas.

- Você não precisa saber quem é a dona da festa para ir na festa- ri de um jeito esquisito.

- Não sei não. Acho que não vou.

- Pufff- ele ri- vai sim.

Rolo os olhos e permaneço encarando a rua de braços cruzados.

Eu nunca fui a uma festa e com certeza espero que eu não irei me dar bem em um lugar desse.

Pessoas se esfregando, bebendo e gritando.

Não.

Definitivamente não.

- Por que você fica fazendo beicinho?- pergunta rindo- tá querendo beijar?

- Beicinho?

- É.

Fico séria de novo e me olho no retrovisor do carro por um instante e lá está o bico de pato.

Ah que droga!

Mania ridícula.

Mordo o lábio inferior, tentando mudar a mania.

Matthew entra no condomínio e para o carro em frente de casa.

- Eu tenho uma quadra de tênis em casa. Quer jogar?- pergunta.

- O que? Você tem uma quadra de tênis na sua casa?- arregalo os olhos e ele concorda com a cabeça.

- Claro, sem segundas intenções!

- Eu vi você cruzando os dedos- brinco e mostro a língua para ele.

Abro a porta do carro e ele continua me olhando como se esperasse uma resposta.

- Tudo bem. Eu penso no seu caso.

Fecho a porta rapidamente e entro em casa cansada, coloco minha mochila em um canto perto do sofá e me jogo nele. Tão macio e tão confortável.

Pego o controle da TV e ligo em um canal qualquer.

Vou até a cozinha e pego um pote de Nutella e uma colher.
Sento-me no sofá de novo e o filme começa a ficar interessante demais.

- É MENTIRA!- grito e enfio outra colher do segundo pote de Nutella, enquanto as lágrimas escorrem pelo meu rosto- NÃO PODE SER. POR QUE?!

Tento controlar meu choro. Os soluços vem como um vulcão em erupção.

Romances idiotas.

Idiotas.

Ouço a porta abrir e tento engolir o chocolate na minha boca o mais rápido possível.

- Que porra é essa?- Cameron aponta para mim no sofá, parecendo uma doida descabelada.

- A culpa é das estrelas- digo- esse filme ridículo!

- Não. Não é possível- diz como se tivesse visto uma barata gigante, olho para todos os lados, só para constar de que não há nada aqui.

- O que foi?- enxugo o resto das lágrima e fungo.

- Você está chorando por causa de um filme. Meu Deus- nega com a cabeça- meu Deus.

- Ei fica quieto. Era um filme tocante- vou em direção à cozinha e jogo fora os dois potes de Nutella.

- Ah não pode ser!

- O que foi?!!- grito e bato as mãos na coxa irritada.

- Você comeu as minhas. Nutellas- diz me olhando horrorizado- que tipo de pessoa faz isso?

Então começo a perceber que devo ter comido tantas calorias com esses dois potes da melhor coisa universalmente existente.
Ah droga. Vou ter que malhar.

- Que exagero.

- Só existe uma coisa melhor que chocolate. E você não pode me conceder essa coisa. Então eu tenho razão de estar irritado.

- Ahn?- pergunto confusa e franzo o cenho.

- Um dia você vai entender, princesa- ri malicioso.

- Ah meu Deus. Vocês são todos safados- digo boquiaberta.

- O que? Você que é santa demais. A culpa não é minha- ergue as mãos em rendimento.

- Vou para o meu quarto. Não mereço isso- bufo e começo à subir as escadas.

- Vai com Deus!- grita, quando já estou quase no quarto.

Pego meu celular para fuçar nas redes sociais e recebo uma mensagem de Nash.

* Hey! Vai na festa da Lindsay?

• Não sei...

* Todos nós vamos. Se você não for vai ficar mofando.

• Amanhã?

* Amanhã.

• Tudo bem. Eu vou.

Bloqueio o celular e penso que não há mal nisso.
Uma festa para conhecer mais gente.
Isso pode ser proveitoso para minha ridícula vida social.

(...)- sábado

- SIERRA!!!- grito e ela chega no meu quarto em menos de 20 segundos.

Olha para mim assustada e depois olha para todas as roupas em cima da cama. Do chão.

Meu cabelo todo bagunçado.

- Emergência, entendi- ela concorda com a cabeça e ajeita o coque bagunçado.

Fico envergonhada, por não ter a capacidade de saber vestir uma coisa decente.
Eu não sou ligada a moda, nem nada do tipo, porém de alguma forma eu sinto que preciso ir apresentável nessa festa.

- Festa?

- Aham. Lindsay.

- Ah minha mãe santíssima!- ergue as mãos- Lindsay. Isso vai ser difícil.

- O que? Por que?

- Querida- ela gesticula com a mãos- eu estudei com as irmãs mais velhas gêmeas dela. A festas são uma disputa acirrada de roupas. Já houve briga em uma delas- ela olha para cima e respira fundo, antes de falar- roupas iguais.

Seguro a risada e faço uma careta estranha, sem entender o que é tão importante em roupas.

- Vamos olhar isso aqui- ela abre o guarda-roupa e dá uma olhada rápida nas roupas que estão em cima da cama.

- Sierra... Eu não v...

- Sh sh sh sh- se vira bruscamente e me lança um olhar bravo- achei! Perfeito!

Joga para mim um vestido hiper curto.

Corrigindo.

Hiper curtíssimo.

Preto e meio rodado, com detalhes em renda também pretos. Uma alça fina e um decote grande.

As costas do vestido são levemente abertas e me arrepio de imaginar a sensação desse vestido no meu corpo.

- Vai veste!

- Tá faltando tecido nisso aqui- franzo o cenho irritada.

- Veste logo Maren, para de frescura!

- Ok. Ok.

Tiro meu roupão, enquanto Sierra fica sentada na cadeira de rodinhas com os pés em cima da escrivaninha e o celular nas mãos.

Coloco a roupa devagar, com medo de que esse perfeição se rasgue.

- Me ajude a fechar o zíper- digo me aproximando de costas para ela.

- Aham- termina de fechar minha roupa e me olha com os olhinhos brilhando- tá linda!

Olho-me no espelho e dou aquela virada para conferir a parte de trás da roupa.

É, nada mal.

- Vai impressionar seu partidão- ri animada.

- Eu não quero impressionar Nash, Sierra- viro-me de frente para ela, que faz uma cara maliciosa.

- Quem disse que eu estava falando dele?- ergue as sobrancelhas e ri alto- vou falar pro Cam que você está quase pronta.

(...)

Bato na porta dele umas cinco vezes, no mínimo.

Não é possível que Cameron seja pior que uma garota para se arrumar. Nem é tão difícil ficar bonito desse jeito, não há necessidade de ficar duas horas se arrumando.

- Cameroooooon- resmungo- já são dez horas.

Quando ele abre a porta quase caio para trás.

- Que merda é isso?- aponto para ele com o cenho franzido.

- Isso é uma fantasia de pirata- levanta as sobrancelhas.

Ah não.

Matt não me falou de nada relacionada à uma fantasia.

- Fantasia? Ninguém me disse nada!

Começo a tremer e tenho certeza que vou desmaiar.

- Madison vai do que?- pergunto e franzo o cenho.

- Eu sei lá. Ela ficou irritada comigo de vez e agora tá em uma espécie de namoro com o Gilinsky. Achei bom... eles são fofos não acha?

- Aí cala boca!- estou prestes à arrancar meus cabelos com as mãos- você tem alguma coisa aqui para eu vestir?

- Tenho- estou quase entrando no quarto dele- você não vai entrar no meu quarto.

Bufo, quase que tirando todo o ar dos meus pulmões.

- Cameron. Eu nunca te pedi nada e não estou afim de implorar- digo fazendo uma cara de cachorro pidão- por favor me deixe entrar aí.

- Tudo bem- diz abrindo passagem para mim.

O receio toma conta de mim por um instante, mas ele fica me olhando como se implorasse para que eu entre logo.

Rapidamente estou dentro do quarto dele, que é umas dez vezes maior que o meu.

E eu me surpreendo por ser tão tão organizado.

Eu esperava que no mínimo tivesse caixas de pizza velha por todos os cantos.

- Uou- viro-me para ele.

- Eu sei. Aqui- ele abre uma gaveta e me joga um chapéu e um tapa-olho.

Pego os dois objetos na minha mão e penso que com certeza vai ser a fantasia mais simples da festa.

Vou à frente do espelho e escuto a porta se fechar, fazendo-me pular de susto.

- Falta alguma coisa- digo, quando coloco as duas peças da fantasia.

Olho para cima. Para esse garoto esquisito e me pergunto como é que eu vim parar tão perto dele.

- Já sei- consigo quase sentir seu hálito- peça desculpas a Sierra por isso.

- Cameron o q...- não tenho chances de terminar a frase.

As mãos dele puxam minha cintura e me colam nele. Tão perto. Seu rosto está absurdamente próximo do meu e eu começo a me perguntar quando é que meu coração virou uma maldita escola de samba.
Devo estar com uma cara de desespero, pois ele ri e isso de certa forma me relaxa de uma maneira inacreditável.

Suas mãos me apertam mais contra ele e descem confortavelmente na direção da barra de meu vestido.

Arrepio-me dos pés à cabeça e sinto minha pele arder, quando seus dedos roçam minha coxa nua.

Scratch!

Ingênua.

Ingênua é a palavra que me define neste momento.

E estúpida também.
Ah sim, muito estúpida.

Ele ri quando se afasta de mim e vira-me bruscamente na frente do espelho.

- Ahh é... Es-está bom- olho o tule do meu vestido rasgado e vejo que isso realmente acrescentou um tom de rebeldia à roupa.

- Vamos?- pergunta.

- É... Vamos.

Saímos do quarto dele e descemos até a sala.

- Maren!- Gina me abraça- você está linda e cheirosa.

- Graças a m...- Sierra se levanta do sofá e põe a mão no peito- Ah meu santo Deus! Quem fez isso?

- Eu- falo rapidamente, para não levantar pensamentos indesejáveis do lado delas se Cam dissesse que foi ele que rasgou meu vestido.

- Ah eu preciso de ar- se abana exageradamente- por que?

- Uai é uma festa de fantasias!- exclamo.

- Tudo bem. Tudo bem. Essa eu perdôo! Vão logo...- diz com uma voz fina, enquanto gesticula com as mãos.

- Maren- Gina diz com uma voz um pouco autoritária, fazendo-me virar para ela- não vá na onda do Cam. Não beba, não aceite nada que te derem e chegue aqui viva. Obrigada.

- Tudo bem, mãe- rio da minha própria piada interna por Gina estar sendo mandona demais, achando que vou fumar maconha e tomar qualquer coisa que me oferecerem num copo, porém percebo que isso realmente tem um certo sentido.

O silêncio toma conta do lugar e eu penso que devo começar a inventar uma desculpa qualquer, entretanto ela me puxa para um abraço e deposita um beijo rápido na minha bochecha.

- Vão- sorri e é exatamente isso que fazemos.

Abro a porta e entro no carro, Cam liga o ar-condicionado e o som.

Ele passa pela portaria e dá um "olá" para o segurança.

O rap da música Me, Myself & I começa e Cam canta sem errar nenhuma única palavra.

- Você está com o carro- digo, lembrando-me do seu suposto castigo.

- O que?- ele se vira para mim e eu grito, fazendo-o virar o carro bruscamente- que merda foi essa?

- Aí olha para frente. Não para mim. Que saco.

- Se você gritar e me desconcentrar mais uma vez, eu te jogo daqui e você vai ter que conseguir dinheiro com caras que têm fetiche por piratas- fala sério- A propósito, minha mãe teve piedade.

Batuco os dedos na porta do carro de um jeito frenético conforme a música toca e observo pela janela algumas lojas e restaurantes.

O caminho continua sem conversas e o carro para em frente à uma mansão branca, com um enorme gramado.

Aquela cena clichê de copos jogados no chão e rodas de adolescente conversando e fumando.

Desço do carro e ajeito meu vestido.
Minhas mãos parecem tremer.

- Relaxa, você tá bonita, princesa- diz e olho para cima encarando essa beldade- vou ter que ficar de olho em você.

Ah Deus. (Fique de olho em mim o tempo que precisar.)

- Ahn- sinto o rubor em minhas bochechas- obrigada.

Ele assente com a cabeça e começa a andar em direção à casa, eu faço o mesmo.

Cam abre a porta para mim e dá espaço para eu passar.

Começo a questionar as leis da física e me perguntar como que tantas pessoas cabem em uma única casa.

Tipo, a casa é enorme, claro.

Mas isso.

Meu Deus.

Quanta gente.

- Gata!- Taylor me vira e dá um beijo descarado na minha bochecha e inala meu perfume- cheirosa para cassete.

- Obrigada Tay- faço um gesto para que ele se aproxime e encosto meu nariz no seu pescoço, me arrependendo amargamente por isso em seguida, ah que cheiro maravilhoso, meu Deus do céu- hmm bom. Quem você vai impressionar hoje?

- Ah garota esperta- sorri malicioso- Lindsay.

- Ah- ergo uma sobrancelha- a dona da festa? Uh sortudo.

- É sim- ele aponta discretamente para uma loirinha animada- quer conhecê-la?

- Claro!- sorrio e olho para trás a procura do Cam.

- Tá lá ó- Taylor aponta para Cameron sentado bebendo um copo de algo que desconheço e uma menina sentada no colo dele, enquanto eles conversam sensualmente.

- Ah...- a decepção toma conta de mim por apenas um segundo- vamos lá me apresente para Lindsay.

Tay segura minha mão e eu não me importo, me puxa e me leva até a garota.

- Oh! Olá- diz a garota e o sorriso dela é do tamanho do mundo- tudo bem? Sou Lindsay.

Ok, que coisa fofa.
Essa garota parece tanto uma boneca que eu tenho vontade de apertar. Eu esperava uma Lindsay malvada que rouba o namorado dos outros e que usa decotes provocantes.

Ela está vestida de algo muita semelhante à uma princesa e pode parecer clichê, mas nela parece tão diferente.

- Amei sua fantasia!- ela praticamente grita- qual seu nome?

- Maren- sorrio- você está linda. Qual princesa?

Ela cora.

- Bela- diz e olho para sua roupa amarela percebendo a semelhança, mas logo depois meus olhos param em Taylor que usa um terno azul, com uma rosa no bolso.

Ah danadinho.
A Bela e a Fera.

Taylor olha para ela de um jeito que eu nunca vi, nenhum garoto olhar para uma garota antes.

Bobo apaixonado.

- Enfim- digo- vou procurar o Nash.

O que?

Nash.

Que merda estou fazendo?

- Vai lá- Taylor pisca e eu saio arrumando o vestido.

- Opa. Cuidado- escuto uma voz grossa e uma risada em seguida- sou um desastrado.

- Não. Tudo bem- olho para os meus peitos cobertos de bebida- meu vestido é preto.

Olho para cima e reparo no garoto.
Um pouco mais alto que eu, cabelos pretos e bagunçados, bochechas rosadas e olhos castanhos.

- Sou Aaron- sorri- sinto muito.

- Não... Tudo bem mesmo. Sou Maren!

- Ah Maren- ri malicioso- já ouvi falar de você.

- Isso é bom ou ruim?

- Considere isso bom. Aqui- ele estende a bebida para mim- para compensar.

- O que é isso?- olho para dentro do copo.

- Vodka. Não gosta? Posso pegar outra se quis...

- Não não. Está ótimo assim. Eu adoro vodka. Eu... Vou procurar Nash.

- Ah ele está lá em cima, comigo e com a Mahogany- diz- eu vim buscar as bebidas.

- Posso te ajudar a levar.

Vamos até o balcão e pegamos as bebidas restantes.
Aaron me ajuda a subir as escadas por conta do salto e chegamos até um quarto.

Entramos no local e eu percebo que há uma grande sacada, onde ele se direciona e eu apenas o sigo.

Uma garota ruiva com os cabelos levemente enrolados, com uma maquiagem e orelhas de gatinho está na frente de Nash, que está com um tecido vermelho amarrado na testa e listras de tinta preta no rosto. Uma camiseta cavada e Deus. Uma camiseta cavada. Deus. Deus. Deus.

Me
Ajude
A
Não
Morrer

- É para fazer careta Nash!- a garota bate no braço dele e ele obedece-pronto. Vou postar na história.

- Cheguei- Aaron anuncia e os dois olham na minha direção, ignorando-o totalmente.

- Oi Maren- Nash levanta da cadeira e dá um beijo estalado na minha bochecha, fazendo-me corar no mesmo instante.

- Oi- sorrio tímida e olho na direção da menina.

- Olá! Sou Mahogany! Tudo bem?- diz abrindo um grande e sincero sorriso.

- Tudo e você?-ela concorda com a cabeça e eu me aproximo e penso bem antes de perguntar- posso tocar seu cabelo?

- Pode- ela ri baixinho e eu passo os dedos por seu cabelo extremamente macio e cheiroso- seu cabelo é tão lindo.

- Obrigada- sorri.

Sentamo-nos e começamos a conversar sobre assuntos quaisquer.
Eu tomo um copo de vodka e depois outro. E talvez eu tenha tomado outro.

Só sei que agora deve ser umas três horas da manhã e eu estou muito focada em dançar com Matthew.
Meu corpo vai de um lado para o outro num ritmo frenético e olho para ele que ri.

- Maren!- escuto uma voz. Tão linda. Que voz- você está dançando igual a uma louca com Matthew e quando estiver sóbria vai se arrepender disso.

Olho para uma morena de olhos azuis.
São duas.

- Uma- aponto o dedo para a garota de braços cruzados a minha frente e depois aponto para seu clone- duas.

- Matthew! Vou levá-la daqui.

- Têxtil?- pergunto confusa.

- Matthew!- ela grita na minha orelha.

- Me solta. Me solta- começo a me debater quando essa garota ridícula me pega no colo.

- Você vai me agradecer depois!

- Eu mandei me soltar!- grito mais alto e ela finalmente me põe no chão. Dá de ombros e sai.

Decido ir ao banheiro, pois tudo aqui parece girar e eu vou vomitar a qualquer momento se não lavar o rosto e sentar.

Entro em um corredor meio escuro e percebo uma movimentação atrás de mim.

Me viro e me deparo com dois garotos altos e fortes, não consigo enxergar seus rostos direito.

- Aqui gatinha- um deles dá um copo para mim- é água. Ajuda a melhorar a bebedeira.

Não sei porquê, só sei que bebo de uma vez e o líquido sai rasgando na minha garganta. Sinto mãos por toda parte.

Na minha cintura, nos meus seios.

Alguém me pega no colo e de repente mais um garoto aparece, sou levada para um quarto.

Minha cabeça começa a girar.

- O que é isso?- talvez eu esteja chorando- o que vocês me deram?

- Quietinha!- um deles grita e agarra o zíper do meu vestido.

- Pare por favor- digo, mas não tenho forças para gritar ou para pedir ajuda. Não consigo nem enxergar o rosto desses garotos.

Olho para um ponto fixo do quarto.
A porta.

Começo a rezar baixinho para que alguém erre a porta do banheiro e me veja a aqui.

O zíper desce devagar pelas minhas costas, sinto as lágrimas quentes e rápidas.

Sinto minha cabeça latejar e vejo a porta se abrir bruscamente.

- Aí merda!- Lindsay fica parada na porta e eu quero tanto que ela entenda que eu não estou gostando nada disso.

- Ei Lindsay. Fecha a porta, estamos ocupados!- um deles exclama e eu olho para ela com um olhar de súplica.

- Tudo bem...- ela olha para mim antes de sair e assente com a cabeça.

Talvez isso seja um sinal de que ela vai me ajudar, de que ela vai trazer alguém aqui.

Ela tem que me ajudar.

Ela tem que trazer alguém aqui.

- Vamos ver o que temos aqui- sinto algumas mãos nas minhas costas nuas e me agarro a parte da frente do tecido do vestido para que ninguém o tire de mim.

A porta se abre novamente e bruscamente.

- Filhos da puta!

As mãos imediatamente voam para longe de mim e vejo ele segurar o colarinho da camisa de um deles e apertá-lo contra parede.

- Quem deixou você tocar nela?- o garoto tem uma expressão assustada no rosto e não responde, mas quando a sua cabeça é batida na parede uma vez ele resmunga alguma coisa- em? Você gosta de brincar? Ah gosta! Me responde filho da puta. Quem deixou você tocar nela?

Os outros garotos ameaçam sair da sala.

- Eu não deixei ninguém sair daqui, porra! Vai todo mundo ficar aqui!

Uma figura de cabelos longos entra no quarto.

Madison.

- Me desculpa- ela sussurra e me abraça, fechando as costas do meu vestido- eu devia ter ficado com você.

Nada.

Nada sai da minha boca.

Eu quero agradecer à ela.

Agradecer a Lindsay, mas começo a ficar mole e Madison me segura.

- Desgraçado!- ele soca o rosto do garoto e minha visão começa a ficar mais turva- o que vocês deram para ela? Heim? Que merda vocês deram para ela?!

- Calma aí Dallas. Cara a gente estava só...- o garoto tenta falar, mas é arremessado do outro lado do quarto- uma droga. Era só para ela dormir. A gente colocou na bebida.

- Se você chegar perto dela. Uma única vez que for- Cam aponta o dedo para ele- você morre.

- Cameron- Madison diz e ele olha para ela- temos que levá-la daqui.

- Isso serve para todos vocês- diz antes de se aproximar e me pegar no colo.

Eu começo a chorar baixinho, aliviada por ele ter chegado a tempo.

Passo meus braços ao redor do seu pescoço, me agarrando mais a ele e afundo meu rosto no seu peito, com vergonha de todos.

Sinto seu perfume e sua respiração tensa, de alguma forma isso parece me acalmar.

- Cam...- sussurro e não consigo terminar a frase.

- Tudo bem. Eles te machucaram?- sussurra bem perto do meu ouvido, fazendo-me arrepiear e continua andando, provavelmente em direção à saída- quer que eu te leve para o hospital? Ou você prefere ir para casa?

- Eu quero ir para casa.

Ele concorda e escuto o barulho do carro sendo aberto, ele me põe no banco de trás e senta-se comigo, apoiando minha cabeça no seu colo.

- Vou dirigir, Cam. Agradeça a Deus que pelo menos eu não bebi- Madison diz e dá partida no carro.

Sinto meu corpo amolecer e seus dedos tentarem em uma tentativa inútil, desembaraçar meus cabelos desgrenhados. E a última coisa que ouço antes de adormecer é a voz dele no meu ouvido:

- Sinto muito, princesa.

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