Capítulo 31- good bye, baby
* O filho da Mads tem seis meses
(um ano depois)
@madisonbeer acabou de publicar uma foto
mommy loves u, my little Kyle
jackgilinsky, camerondallas, mahoganylox e outras 40.678 pessoas curtiram isso
marenkdallas: AAAAAAAA tia favorita aqui
lindsay_thompson: ele só chora com a Maren, eu sou a favorita
jackgilinsky: daddy loves u and mommy
camerondallas: que bela criatura (o bebê)
hayesgrier: a única criatura que eu aguento ❤
shawnmendes: oi nenê
rebeca_thompson: AWWWNNN
taylorcaniff: só faz cocô e chora
(...)
"Sei que existem algumas coisas que precisamos discutir
E eu não posso ficar
Só me deixe te abraçar um pouco mais, agora
Pegue um pedaço do meu coração e o faça seu
Então, quando estivermos separados Você nunca vai estar sozinha" Never be Alone- Shawn Mendes
- MAREN -
Levanto-me, meus joelhos devem estar vermelhos, porém eu realmente não ligo.
Limpo a minha boca com a palma da mão e subo o zíper da calça de Cameron, suas mãos ainda estão apoiadas na borda da cômoda, seus olhos ainda estão fechados e eu estou sorrindo.
- Vou sentir sua falta- sussurra e ajeita a camiseta.
- Pelo que acabei de fazer?- rio- ou pela minha presença?
Inclino minha cabeça para o lado, fazendo cara de cachorrinho abandonado, fecho os olhos e sinto o seu perfume perto de mim, é estranho saber que todos os meus amigos estão lá embaixo, na sala, esperando-me para passar algumas horas restantes comigo, quando o que mais quero é passar todo o meu tempo com ele.
- Eu vou sentir falta de tudo em você, princesa- puxa meu corpo e gruda-o no seu, sua boca viaja pela pele do meu pescoço e eu sorrio tristemente- acho que preciso deixar minha marca antes de você ir...
- Vamos...- sussurro- eu tenho que descer, além disso nós estamos no quarto do Matthew.
Abafo o meu riso em seus lábios.
Os garotos entraram na faculdade, alguns há um mês e meio e outros há um ano, então decidiram comprar uma casa bem grande, razoavelmente simples, na realidade os pais que pagaram, mas moram cada um em um quarto, as vezes a casa fica vazia e eu venho para ficar sozinha com Cameron, porém isso raramente acontece por mais de um hora.
Eu ainda estou morando com Gina, enquanto Lindsay e Madison dividem o guarda-roupa e a enorme cama de casal com os namorados, tenho que dizer que Kyle chora toda noite e isso acorda e irrita Matthew de um jeito engraçado, o que não é o caso comigo e Cam já que ambos temos um sono pesado.
Quando estamos dormindo...
- Eu nem me despedi de você ainda- faz um bico engraçado.
- Até parece que eu vou ficar 10 anos longe- reviro os olhos- até esqueci porque brigamos ontem.
Ele ri e dá um tapa na minha coxa, brigas são comuns entre nós dois, mas no outro dia sempre esqueço o motivo pelo qual ela se iniciou.
Infelizmente eu não consegui nenhuma bolsa nas universidades que desejava, porém minha professora de inglês enviou uma carta de indicação para uma faculdade no Colorado, eles apreciaram suas palavras e avaliaram meu perfil e histórico e consegui uma boa porcentagem em Denver.
Bem, as únicas pessoas que não gostaram dessas 23 horas de distância foram meus amigos e Cameron, não é como se fosse fácil para mim, mas é o que sempre sonhei e não vou simplesmente abrir mão de uma boa faculdade.
Não sei o que acontecerá com o nosso namoro, apenas sei que ele mudou nesse último ano e não sei se seria capaz de magoar-me durante o meu tempo em Denver.
- São 10 meses- murmura irritado- não sei porque você tem que ficar todo esse tempo lá.
- Passa rápido, eu juro- digo, colando minha boca na sua- tenho que fazer o estágio e não posso perder essa oportunidade de emprego na...
Sinto a sua língua na minha e penso em como vou sentir falta disso, é basicamente essencial sentí-lo todos os dias.
Suas mãos agarram minha cintura e ele acaricia minha pele, descoberta, pois trajo uma blusa que vai até metade da barriga, minha pele formiga e queima com seu toque.
Mexo meu quadril junto do seu, ele suspira pesado e seus lábios descem pela pele do meu pescoço, sinto a sua língua e solto um gemido baixo quando ele chupa a minha pele, minhas unhas viajam por seus braços.
Suspiro.
- Tenho que mesmo que descer?- pergunto.
- Infelizmente sim, princesa, mas quem disse que eu quero?
Sorrio e murmuro um palavrão baixinho.
- Seu cabelo- ele beija meu pescoço e depois encaixa o queixo no meu ombro, com a postura torta e abraçando-me desajeitadamente- eu sinto falta da cor de antes.
- Essa é minha cor natural- sussurro- você sabe que eu pintava, porque a cor natural me lembrava a mamãe.
- É só que é estranho te ver loira- ri.
E uma das coisas que eu não contava a ninguém era sobre ser loira, mamãe era loira e demorei tanto tempo para apagar suas lembranças que assombravam-me como fantasma, demorei tanto tempo para desprender-me dos pequenos detalhes que tornavam-me uma pessoa triste por dentro, triste por estar presa a mulher que gerou-me e cuidou-me por cerca de oito anos.
Então eu simplesmente joguei fora a caixinha de tinta que eu comprava de coloração preta sem alguém notar, deixei minha raíz transparecer, o que deixou Madison feliz por ser a única morena original e Lindsay enciumada por não ser a única loira.
Mas eu gosto do meu cabelo e aprendi a acostumar-me, mantive o corte nos meus ombros, sei que Cam gosta deles assim.
- Eu não sinto falta- rio- vamos, temos que descer.
Agarro sua mão e puxo-o para fora do quarto.
- Eu perdi minha amiga pro namorado dela- Madison sussurra com Kyle no colo- como lidar?
- Não- desvencilho minha mão da de Cameron- eu amo você, vou sentir sua falta, e dessa coisa linda.
Agarro o corpo pequeno de Kyle, ele é gordinho e bem grande para um bebê de seis meses.
Ele choraminga e finalmente se ajeita nos meus braços até pegar no sono.
Passo os meus dedos delicadamente pelo seu rostinho macio e imagino se teria algum jeito para ser mãe um dia.
- Esperamos que você se dê bem em Denver- Rebeca diz, sorrindo animadamente- então compramos uns presentes pra você.
Sorrio de orelha a orelha.
- Gente...
- Aqui- Madison diz- o meu primeiro.
Sorrio animadamente e entrego Kyle para Gilinsky.
Pego a caixa pesada e franzo o cenho antes de rasgar o papel colorido que cobria-a.
Meus olhos brilham quando eu vejo o espelho que ela havia comprado para si mesma há um tempo, é de tamanho médio e é enfeitado com algumas pedrinhas cintilantes, sei o quanto ela gosta dele e sei que pagou caro.
- Eu não vou...
- Não!!! Ele é seu, arrase em Denver- ela limpa a garganta- mas não impressione ninguém.
- O meu!- Lindsay levanta do sofá com uma garrafa de cerveja na mão e corre até o canto da cozinha para pegar um embrulho no chão- Taylor disse que você iria gostar.
Pego a sacola e abro, achando um porta-retrato branco e grande com uma foto de todos nós.
É a melhor foto que temos.
Ela foi espontânea, infelizmente.
Lindsay havia programado o celular com 10 segundos e não estávamos preparados.
Cameron estava mordendo uma etiqueta da minha roupa no pescoço para tentar tirá-la e eu estava gritando devido às cócegas, o que fez parecer que ele estava me chupando e eu gemendo de uma maneira estranha.
Lindsay estava caindo do colo do Taylor desajeitadamente e ele estava rindo dela.
Madison estava chorando de dor, já que faltava duas semanas para Kyle nascer e Gilinsky estava parado tentando consolá-la.
E claramente Rebeca estava sorrindo, enquanto Shawn arrumava a presilha dos seus cabelos finos e loiros com uma careta engraçada.
No canto da foto víamos claramente Nash sussurrando alguma coisa para Hayes que revirava os olhos.
E a maldita fotografia tinha pego Matthew bem no momento em que estava batendo na bunda de Sarah, enquanto ela protestava dizendo provavelmente algo muito parecido com "hijo de puta".
Eu só sei sorrir agora, feliz por ver como eles fazem-me tão bem, porém as lágrimas não são impedidas.
- Eu sinto muito, gente- agarro a fotografia e coloco-a no peito, enquanto sinto meu corpo entrar em um colapso nervoso.
Não achei que fosse sentir-me tão mal por deixá-los, eu ensaiei na frente do espelho inúmeras vezes, prometi a mim mesma que não choraria e que não deixaria-os mal.
Eu não quero demonstrar como vai ser difícil ficar dez meses sem essas criaturinhas, porém tornou-se muito mais difícil esconder meus sentimentos com toda essa merda de despedida.
Enxugo as lágrimas e tenho certeza que minha maquiagem desceu pela minha bochecha.
Ouço o som de uma fotografia sendo tirada.
- Não, Cam!- cruzo os braços- apague isso agora, por favor.
- Não, princesa. Isso fica de recordação.
- Vocês não podem me fazer chorar assim- soluço- odeio vocês.
- Não chora antes de terminar os presentes- Rebeca diz, ajeitando a blusa amassada.
Ela pega um violão em um tom bem escuro de madeira, as cordas são de nylon, exatamente da forma que eu aprendi a tocar, não tenho um, apenas gostei de tentar tocar algumas músicas para acompanhar-me cantando.
- Para você aprender sozinha- ri- sei que gosta, Shawn comprou, não sei onde.
Sua risadinha fofa faz-me levantar do sofá e abraçá-la apertado, essa menina não faz ideia do valor que tem.
- Amo vocês.
- No, no- Sarah desce as escadas correndo e quase tropeça- esquece do meu não. Estava arrumando mis cabelos.
- Meus- Matt corrige, cruzando as pernas no sofá.
- Falo do jeito que quiser!
Ela me entrega uma sacola e leio o nome da loja, não sei exatamente onde se localiza, porém sei que as coisas de lá são caríssimas.
- Por Deus, Sarah- murmuro e puxo um vestido de lá.
Exatamente igual ao que ela me emprestou no meu primeiro encontro com Cameron.
Ouço a risada dele no fundo da sala e aperto os lábios, fecho os olhos e lembro-me de tudo, particularmente tudo daquele dia, concluo que Sarah não poderia ter escolhido coisa melhor para dar-me.
- Eu vi que tu gostou, então comprei da colección antiga- ri- foi difícil de achar.
- É mais fácil de tirar- Cameron diz se referindo ao zíper na parte da frente do vestido.
Os garotos riem e eu lanço um olhar reprovador para ele.
- Obrigada.
Eu abro mais alguns presentes, como o de Nash e o de Mahogany, ela me deu maquiagens que serão mais que eficientes lá em Denver e Nash me deu pingente com a letra "M".
(...)
Suspiro e encaro o garoto ao meu lado mais uma vez.
- Penúltima chamada para o voô 104 em direção a Denver, Colorado- a voz feminina ecoa pelo grande saguão do aeroporto.
- Tenho que ir- digo.
- Tudo bem- ele sorri, sinto minhas bochechas ficarem vermelhas de nervoso e ansiedade.
Encaro seus dentes brancos e puxo-o para um abraço apertado, meu corpo todo se arrepia e meu coração parece acompanhar o ritmo das pessoas apressadas ao meu lado, inalo o cheiro do seu perfume e afundo minha cabeça em seu pescoço.
- Vai, eu vou ficar bem- diz, suas mãos seguram minha cintura e estremeço- eu amo você, princesa.
- Eu volto e quando eu voltar vai estar tudo igual, certo?- pergunto, minha voz falha.
Talvez eu não acredite tanto nisso.
- Certo- seus lábios tocam os meus uma última vez, meu pé ergue-se automaticamente e aproveito a sensação de sentir seu gosto na minha boca.
- Tchau, Cam. Eu te amo.
Pego minha bolsa de mão e corro.
- Tchau, Gina. Tchau, Sierra!!!- grito- tchau pessoal, amo vocês.
Abaixo-me para ficar da altura da garotinha loira que cresceu um bocado desde que cheguei.
- Tchau Skylynn- beijo sua bochecha- amo você.
- Amo você, tia Maren- diz me abraçando.
Quando eu estou quase passando no detector de metais, lembro-me de uma coisa.
Corro como se meus pés não estivesse no chão de tão rápido.
Abraço o corpo do garoto loiro, ele segura-se para não cair, sinto sua risadinha nasalada e fungo, sentindo meu coração pesar e meus olhos vacilarem.
- Cuida dele para mim- digo- eu amo você, Dino.
- Eu amo você, gata- Matthew sussurra- agora vai ou vou chorar.
Rio abafado e aperto-o mais uma vez antes de correr de volta.
Meus pensamentos no caminho até o avião são precisos e únicos.
Penso em como essas pessoas fizeram um bem danado para que eu amadurecesse, crescesse e entendesse o que queria para mim.
Eu entendi que não deveria prender-me a mamãe com o tempo, entendi que ela havia ensinado-me boas coisas, mas precisava seguir em frente.
E agora estou fazendo isso por mim.
Vou estudar e amar.
Descobri- me apaixonada por um garoto, mas descobri que paixão não era o suficiente e que ele necessitava que eu o amasse tanto quanto eu queria que ele me amasse de verdade.
Então eu o amo.
Cameron não é uma pessoa fácil de entender, mas nunca disse que eu era, então simplesmente deixamos de tentar entender um ao outro e decidimos que não precisávamos da aprovação de ninguém ou de provar que estávamos certos.
As brigas são reais, mas elas me mostram que eu não precisei mudá-lo, precisei ensiná-lo a controlar, controlar o que sente, expor as suas vontades e demonstrar o quanto é capaz de amar.
Eu vou sentir falta das suas piadas sujas e safadas, vou sentir falta dos seus dedos em toda minha pele e dos seus lábios nos meus, vou sentir falta da minha blusa de Lacrosse que deixei para que ele se lembre de como é ver-me acordar sem calcinha, vestida com ela.
E não ligo se ele olhe para outras garotas, porque nenhuma delas o tem como eu tenho.
E realmente não importo-me se seus seguidores não gostam de mim, porque ele ama.
Além do mais, eu o amo tanto quanto deveria.
Com a intensidade talvez maior do que deveria.
Não sei se ainda tenho medo de ser magoada, de estar carregando todo o fardo de sentimentos desse relacionamento.
A porta de vidro fecha-se automaticamente e eu estou na enorme pista, quase entrando no avião.
Ele está olhando para mim.
Porra, Cam.
Não faça essa merda agora comigo.
Meu coração balança e sinto que aqui venta mais do que deveria.
Mesmo de longe posso sentí-lo, sua respiração deve estar acelerada e com certeza ele está segurando-se para não explodir em mil palavrões, ergo minha mão e dou um tchauzinho, ando mais alguns passos e subo a escadinha do avião.
--
aí gente
Então é isso
Eu quero agradecer de verdade a todas as pessoas que me acompanharam até esse último capítulo, fiquem tranquilas que eu planejo uma segunda temporada para Janeiro.
Quero agradecer a todos os MARAVILHOSOS comentários que me incentivaram a começar escrevendo, obrigada por me apoiarem e acreditarem na minha história.
Vocês são as melhores leitoras do mundo.
A minha história não precisa ter mais de 100 mil visualizações para ter o amor todo que vocês passam para mim.
O fim dessa história é só o começo para o próximo livro, que já adiantando terá um pouco mais a história do Nash explorada, porque não podemos deixá-lo sozinho, certo?
Prevejo que vocês ficarão muito irritadas com algumas pessoas no próximo livro.
Enfim, eu não vou agradecer a ninguém em especial, porque todas foram importantes em alguma coisa e você que não comenta os capítulos e lê a história silenciosamente, esse é o momento em que você pode se manifestar pelo menos uma vez KKKKK
Obrigada gente, eu amo muito muito vocês, vejo vocês com esses personagens de novo em algum momento de Janeiro.
Ps: leiam a minha nova história dos anos 80 com a wonderonly
All love, Ana.
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