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Capítulo 25-

- MAREN -

"Eu ficaria acordado com você a noite toda se eu soubesse como salvar uma vida.
Esclareça a ele que você é mais experiente, porque, você é mesmo Tente ultrapassar sua defesa.
Sem garantir inocência.
Faça uma lista do que está errado.
Os conselhos que você sempre deu a ele.
E reze para Deus que ele te escute" How to save a life- The Fray

Cameron está segurando a base da minha coluna e está me beijando, em frente a todos os nossos amigos, em frente a todos que não faziam ideia sobre a gente, além de estar tendo a possibilidade de pegar alguma bactéria ou vírus no hospital, para começar eu nem tomaria uma latinha de refrigerante proveniente de uma máquina dessas, porém o gosto de refrigerante na minha boca agora é quase tão agradável quanto incômodo.

Me lembro do meu primeiríssimo beijo com esse garoto, e todas as vezes foram exatamente iguais, com gostos distintos, talvez, com intensidades variadas, porém iguais.

Finalizo o beijo selando nossos lábios rapidamente, encosto minha testa no seu pescoço, sentindo o calor de sua pele morena e seu queixo apoiado no topo de minha cabeça.
O sentimento de beijá-lo aqui é mais libertador do que tirar o salto alto depois de uma festa longa de madrugada.

- Eles estão olhando?- pergunto, envolvendo meus braços ao seu redor.

- O que você quer ouvir?- rebate minha pergunta.

- Que surtiu efeito- ri.

- Eles estão olhando, a cara do Jack J. é ótima. Você não contou a ele?

Afasto-me dele em segundos, coçando meu nariz, entorto minha boca, contar o quê? O que supostamente eu deveria dizer, deixar claro?

Nada.

- Contar? Até agora eu não faço ideia de onde chegamos- sussurrei.

- Nem eu, mas é alguma coisa.

- Madison Beer- o médico anunciou e como se minha vida dependesse disso, eu apenas corri, trombando na prancheta dele.

- Pode falar- grito.

- Ela está bem, o bebê também, mas a gravidez pode causar riscos. Ela pode ir pra casa, mas precisa de repouso e de algumas vitaminas.

- Obrigado, Deus- Gilinsky apoia em mim e sinto seu soluço de alívio.

- Mas ela só sai daqui com consentimento de algum responsável por ela ou pela guarda dela- o médico faz uma careta e deixa a frente do hospital.

- Está na hora- seguro as mãos de Jack- você tem que contar pra mãe dela. Não vai importar o que Madison pensa agora! Vai ter que pensar por dois, por três...

Ele ri nervoso e enxuga uma lágrima solitária, me abraçando logo em seguida.

- Obrigado, Maren. Você tem feito muito por nós, Madison ama você.

Meus olhos se enchem de lágrimas, mas não me permito chorar nem mais um segundo, ninguém morreu, todos estão bem e não há mais nenhum motivo para drama.

Murmuro alguma coisa para Jack e corro na direção do Shawn, ele está sentado em uma cadeira de ferro, agarrado ao próprio pescoço, sento-me ao seu lado e acaricio suas costas.

- Ela está bem, só desmaiou- digo.

- Eu sei... Esse não é o problema. É que...- ele exita- isso não é problema seu, não há porque se preocupar com isso.

Rio internamente.

É óbvio que ele quer que eu diga alguma coisa, que o ajude a levar adiante o que quer que seja que os dois estejam tendo. Não é um absurdo, sou mais nova que ele, porém talvez consiga dizer o que deve fazer.

- O que está acontecendo?- pergunto- você pode falar comigo, Shawn.

- Eu não entendo a Rebeca- bufa- ao mesmo tempo que ela parece apaixonada por mim, ela fica tão resistente a qualquer coisa que eu tente.

E aí está.

Eu estou certa, marco um ponto mentalmente no meu placar de conselhos e sorrio para ele, certamente sou tão boa em conselhos quanto sou boa em não exercê-los na minha vida.

- Rebeca é sensível e diferente, gosta de você, mas não é do dia para noite que vai conquistá-la. Ela não é pra ficar. É pra namorar, se insistir, para casar. E se vacilar, aposto minha vida que nunca mais ela será a mesma, ainda mais vindo de você- apoio as costas na cadeira.

- Eu sei, nos beijamos duas vezes, Deus, ela é tão inexperiente, mas é tão bom, foi tão bom nos dois únicos beijos que eu tive com essa garotinha, juro por tudo que há no mundo que eu não tentei nada além de seus lábios. É tão confuso como ela se afastou e começou a agir estranho. Gosto tanto dela e não foi o beijo que me fez perceber isso- a voz rouca e cansada dele me fez notar como ele se importava, como ele estava preocupado com ela- mas eu tentei marcar alguma coisa para gente fazer, tentei marcar encontros, mas ela sempre diz que precisa fazer algo.

Franzo a sobrancelha.

Isso realmente é estranho.

É absurdamente estranho.

No mundo que eu vivo, Rebeca nunca rejeitaria um encontro com Shawn, no máximo nos diria que estava nervosa por tê-la convidado.

- Eu não sei o que dizer, Shawn... Isso é estranho- franzo o cenho- eu realmente sei o quanto ela gosta de você.

- E ela não faz ideia de como eu sou apaixonado por ela- puxa os cabelos e os lábios avermelhados tremem.

Passo meu braço por suas costas e digo coisas que possam o animar.

Avisto umas cinco cadeiras ao nosso lado, Lindsay roendo as unhas, as lágrimas rolam com cuidado, para que não sejam percebidas.

- Rebeca Thompson- uma médica alta e loira diz.

Shawn me puxa instantaneamente.

- Vocês devem sair daqui- Lindsay diz calmamente- ela fala comigo.

- Tá brincando?- Shawn braveja- eu quero ouvir.

- Não!- ela grita e me agarra- tira ele daqui! Agora, Maren.

- Não. Qual seu problema? Ele precisa saber dela e tem o total direito.

- Não diga isso- e agora ela está berrando e chorando e Taylor corre.

Corre e a abraça por trás, sussurra alguma coisa em seu ouvido e o soluço profundo dela perfura minha alma.

- É disso que ela estava tentando te poupar!- grita para Shawn, que aperta minha mão tão forte como está sendo para segurar o choro agora- mas você é muito insistente. Ela não merece isso. Nunca mereceu! E você deveria parar de tentar, porque as coisas só pioram, só pioram e só pioram para ela quando você mostra que se importa.

E eu vi.

Eu o vi chorar, um gemido dolorido e abrubto saiu de sua garganta, unido aos seus lábios apertados, a cicatriz próxima a sua boca se contorceu e os seus ombros largos se encolheram.

- O quê?- sussurro.

Eu olho ao redor e a atenção agora está completamente em nós.

- Tire-o daqui- diz- só o leve.

- Não- Shawn diz, finalmente- você não pode me deixar sem explicações, não pode dizer tudo isso e pedir a mim que esqueça!

Lindsay cobre o rosto com as mãos e sussurra:

- Se quiser saber, saiba por ela- aponta para a médica.

- Eu...- a mulher alta de jaleco branco sussurra- Rebeca não desmaiou pelo sangue.

- O quê?- sinto-o apoiar em mim, quando eu deveria estar apoiada nele.

Um garoto alto e forte de quase um metro e noventa de altura está apoiado em mim e eu devo manter-me firme, pois ele está tão fraco quanto eu estou normalmente.

- Eu puxei a ficha médica de Rebeca e ela veio ao hospital mais de três vezes por semana nos últimos dois meses- a médica pausa e continua- o tratamento não esta tendo tanto sucesso ultimamente.

Lindsay agarra a camiseta de Taylor e abafa um grito de dor em seu peito.

Não faço ideia do que esteja acontecendo ultimamente, mas eu oro para Deus mentalmente que ele não deixe alguma coisa acontecer a essa garota. A garota mais educada e humilde que conheci em toda minha vida.

- Minha bebê- ela urra.

- Eu não estou entendendo- digo.

- Rebeca tem Fibrose Cística. Uma doença crônica, ligada ao pulmão. Os sintomas podem incluir tosse, infecções pulmonares constantes, incapacidade de ganhar peso e excrementos gordurosos nos pulmões que a impedem de respirar- então meu mundo cai.

Rebeca é de porcelana.

E está rachando agora.

Essa garota é uma das minhas melhores amigas e nada que fizerem agora vai tirar essas palavras da minha cabeça e muito menos a imagem de Shawn se agarrando a mim e chorando.

- Isso. É por isso que ela não ganha peso- Lindsay tenta se acalmar e enxuga o nariz na roupa- não é culpa dela, Rebeca odeia seu corpo, mas não pode fazer nada, descobrimos quando ela tinha 9, mas vem piorando.

- Eu...- Shawn se mexe e todos nós olhamos para ele- eu não... Não, não.

- Quais são as possibilidades de melhora?- Cam pergunta e agarra minha cintura, beijando a minha testa, meu coração se aperta com esse ato.

- Grandes. Ela vai melhorar, mas tem que voltar, sempre e sempre. Exercícios físicos vão ser quase impossíveis para ela, sem falar nas possibilidades de infecções pulmonares. O acompanhamento médico pro resto da vida é indispensável- a doutora treme ao segurar a prancheta- eu sinto muito. Achei que todos soubessem... Ela acorda em meia hora provavelmente.

-Eu vou vê-la- Shawn dá um passo a frente- e fico aqui com ela.

- Eu também- Lind diz.

- Não- reprovo- o dia hoje foi tenso e cansativo, todos vão para casa, eu fico aqui com Madison enquanto Jack resolve os problemas, tenho certeza que Beca e Shawn tem muito o que conversar quando ela acordar, por favor, façam isso por mim, descansem. Semana que vem temos um baile de formatura e se Deus quiser, todos nós vamos estar presentes, felizes e dançantes- gesticulo com as mãos e tenho 100% da atenção para mim.

Um murmúrio baixo é ouvido, enquanto a multidão de adolescentes deixam o hospital lentamente, meus ombros caem e eu sento no chão frio e contaminado de cerâmica.

- Deus...- sussurro e alivio todo o ar dos meus pulmões, sinto a movimentação de alguém sentando ao meu lado.

- Como você consegue?- pergunta-me.

- O quê?- questiono, ainda com a cabeça apoiada nas mãos.

- Como consegue ser tão forte? Com tudo isso- Cam me pergunta.

- Eu não sou forte, só cansei de deixar tudo me atingir... Rebeca é nova, é a garota mais incrível que eu já conheci, tudo isso nunca em um milhão de anos deveria acontecer com ela, mas ninguém escolhe ficar doente. Aposto todas as minhas fichas que ela vai sair dessa e ainda vai viver uns bons 80 anos- sussurro.

- Você é a coisa mais incrível que eu já vi, já toquei, já ouvi e já senti na vida- ele diz, abraçando meu corpo pequeno, frágil e sedento por um abraço dele.

Isso não foi um "eu te amo", mas é como se fosse. Vindo dele.

- Eu tento, é só isso que eu tento fazer desde que eu conheci vocês- sussurro- ser alguém que vale o peso no mundo.

- Sabe- começa a dizer, ainda grudado a mim, no chão frio e sujo do hospital- eu suspeitei que você fosse esquisita mesmo quando eu te conheci.

Eu ri e senti lágrimas de alívio e felicidade escorrerem pelos meus olhos.

- É verdade- rio pelo nariz- você me perguntou se eu estava bem em uma boate. Quem faz isso?

- Eu.

- É, eu sei, princesa.

- Cam- digo depois de alguns minutos que permanecemos naquela posição, ele acariciando meus cabelos e eu ouvindo sua respiração.

- O quê?- pergunta.

- O que era... na sua pulseira?- tremo ao perguntar.

Sinto seu corpo gelar, seus músculos se enrijecem e ele me ajeita, antes de levantar e me puxar junto.

E lá está sua expressão completamente transformada.

- Não. Outro dia a gente conversa, tenho que ir- beija minha bochecha- Shawn pediu para que eu trouxesse o se violão.

Conforme sua silhueta vai desaparecendo no corredor branco, sinto uma parte de mim derrotada.

Dou meia volta e caminho em direção ao quarto de Madison.

...

VOLTAY, BABYS

YAY

QUEM TÁ FELIZ LEVANTA A MÃOZINHA!!!

TEM CAPÍTULO NOVO DE COLORS AMANHÃ PROVAVELMENTE.

AMO VCS, OBG POR TUDO❤

quase 6 mil leituras, scrr

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