4 - Fogo conhecendo gasolina.
"Na minha casa ou na sua?"
Park Jimin definitivamente gostava dessa frase, mas confesso que eu não tinha me acostumado com a ideia. No fim o que nos levou a estarmos de volta ao carro dele fora minha singela resposta: "Surpreenda-me".
Agora ele dirigia e eu sabia que era em direção ao nosso singelo bairro e a única coisa que quebrava o silêncio era a música no rádio, parecendo ser uma ideia estratégica para criar um clima a mais entre nós. Nada mais nada menos que Versace on the floor. Engoli em seco entendendo muito bem o que aquela música significava.
- Então... - cortei o silêncio me sentindo segura depois de tudo o que eu tinha ouvido da parte dele, apesar de nao fazer nenhum sentido para mim claro. - Já decidiu onde vamos? - Ele me olhou com um sorriso travesso nos lábios que me fez arrepiar.
- Você disse que queria ser surpreendida então... - ele parou o carro de uma vez em um acostamento e me encarou, fiquei olhando seus movimentos sem entender muito bem. - Fiquei com umas ideis e... - meu crush abriu o porta luvas do carro e tirou uma gravata de dentro. - Que tal jogarmos? - me senti arrependida de imediato, devia ter escolhido o lugar, era nítido que ele gostava de jogar com meu coração masoquista.
- Park Jimin o que você... - Ele me interrompeu com um selar nos lábios e quando se afastou sorriu colocando a gravata em meus olhos.
- Calma apressadinha... Você vai gostar - sua voz rouca em meu ouvido me fez tremer, que merda Park Jimin! Que coisa gostosa!
A música no rádio mudou, agora tocava Take you down e eu realmente comecei a pensar que aquela playlist fazia parte do plano levar-me para a sua cama.
O carro voltou a se movimentar e minha expectativa aumentou, meu coração parecia querer sair pela boca e pular no colo dele, respirei fundo o tanto de vezes que pude sabendo que já tinha perdido a noção de direção e espaço e agora definitivamente nao sabia para onde estávamos indo. Aproveitei para apreciar sua voz baixa cantando a música e inundando meus ouvidos de um som maravilhoso que eu nao tinha notado antes por estar nervosa. Até nisso ele era absurdamente bom.
Alguns minutos se passaram, talvez muito, talvez poucos eu nao tinha a real dimensão, Park Jimin meu crush secreto estava me deixando doida. O carro finalmente parou, ouvi ele tirar o cinto de seguranca, abrir a porta, e segundos depois abrir a porta do meu lado, tirar meu cinto com o corpo bem próximo ao meu - soube disso por causa do seu perfume inundando minhas narinas, que agora só desejavam afundar-se em seu pescoço e cheira-lo mais e mais.
- Me dá sua mão - ele falou próximo a mim, estiquei a mão tocando na dele.
- Já dava pra parar ne? - falei.
- Você não conseguia decidir se na sua casa ou na minha então eu decidi por nós dois - falou começando a caminhar e me guiando, uma mão segurando a minha e a outra em minhas costas. Um degrau, dois, três... ou estávamos na entrada da minha casa ou na entrada da casa dele, a julgar pelo fato de que nossas casas eram iguais, pois morávamos em uma pequena vila de casas iguais. Cheguei a pensar que ele me levaria para algum outro lugar, mas no fim escolheu entre minha casa e a dele.
O barulho da tranca elétronica e pelo som que fez não podia ser a minha casa, ele não sabia a senha. Ou sabia? Mas o som nao era igual ao meu então só podia ser a casa dele. Quando passei pela porta fui inundada pelo cheiro marítimo e fresco como o vento no verão praiano e não consegui evitar o sorriso que se formou em meus lábios.
- Que foi? - ele perguntou assim que ouvi o som da porta fechando atrás de mim.
- Eu sei aonde estamos - falei.
- Sabe é? - falou manhoso, meu estômago se revirou.
- Claro. Onde mais esse cheiro seria tão marcante? - perguntei.
-Ta certo, você é uma garota esperta, por isso vou te dar um prêmio - falou em meu ouvido, em seguida seus lábios carnudos estavam em meu pescoço devorando minha carne em um chupão devastador, me contorci com o prazer proporcionado soltando um gemido abafado, arfando descontroladamente, sentindo minha intimidade gotejar imediatamente. O que sua língua fazia em minha pele era viciante, enlouquecedor, eu não conseguia me controlar. Então ele tirou a venda dos meus olhos. Abrir os olhos- porque estavam fechados mesmo eu estando vendada - e dei de cara com uma casa extremamente organizada, o sofá branco perto da tv, uma pequena mesa de vidro redonda com duas cadeiras, a cozinha americana com armários brancos, Park Jimin era tão organizado que me fez odiar o fato de eu ser uma bagunceira irremediável.
O Billy surgiu de algum lugar correndo e se jogando em cima de mim, tive muita dificuldade para ficar de pé, a voz do Jimin soou de algum cômodo chamando o cachorro.
- Desculpa, mas ele não ficaria feliz se não o soltasse - ele falou aparecendo e se ajoelhando para abracar o peludo. Vendo-o daquela forma me senti íntima dele.
- Tudo bem, eu gosto dele - falei caminhando timidamente até os dois e me ajoelhando também, passando a mão na cabeça do animal enquanto me sentia bem por estar ali, finalmente conhecendo sua intimidade.
-Quer tomar um banho? - Ele falou mordendo o lábio inferido vagarosamente, pisquei buscando raciocínio, eu precisava focar, ou não eu podia simplesmente me perder por ali mesmo, não seria uma ideia ruim.
-Quero - falei.
-Tá deixa eu arrumar tudo lá em cima, daí te chamo - ele ficou de pé e me limitei a observar ele subir as escadas, com suas coxas torneadas e seu bumbum avantajado. Busquei respirar porque não conseguia acreditar que estava na casa dele.
No final das contas seria na casa dele!
- Vou me casar com seu papai ainda viu? - falei para o cachorro que permanecia ao meu lado. Mesmo sabendo que ele nao me entendia e que provavelmente isso era apenas um devaneio meu. Fiquei de pé e passei a olhar as coisas dele mais atentamente, tentando guardar cada parte do que fazia parte da vida dele em minha memória.
- Pode subir - A voz do Jimin soou do segundo andar me assustando. Caminhei vagarosamente subindo degrau por degrau, a casa dele tinha o mesmo layout da minha portanto eu sabia onde era o quarto principal e logo me dirigi para a porta do fim do pequeno corredor. O quarto estava iluminado apenas por algumas pequenas velas olhei em volta não vendo ele, a cama com lençóis brancos bem no centro do quarto me causaram um rebuliço pro dentro, afinal eu estava mesmo dentro sa casa dele.
Ele surgiu saindo do banheiro vestindo um roupão branco, seu cabelo cinza penteado para a frente, um sorriso aconchegante em seus lábios. Mordi os meus hesitante. Ele silenciosamente estendeu a mão para que eu pegasse como quem me convida para entrar em sua intimidade, e assim eu o fiz, peguei em sua mão caminhando para dentro do banheiro. Ele me puxou para junto de si colando nossos corpos e pousando uma mão em meu rosto deu-me um beijo.
Eu nao queria ser como sempre óbvia, mas não conseguia fazer mais nada que nao fosse me derreter em seus braços, ele nao era muito mais alto que Eu, mas mesmo assim seu corpo tomava conta do meu de uma forma que quando percebi já estava sem minha blusa.
- Sabe... - ele falou assim que parou de beijar-me. - Isso não se trata apenas de ser na minha casa ou na sua.
- Não? - o encarei.
- Não.
- Então trata-se do que? - perguntei.
- Trata-se de entrar na sua vida ou deixar você entrar na minha. Então como você não escolheu me deixar entrar, estou deixando você entrar na minha - ele falou seriamente ainda segurando meu rosto.
- Não é que eu não...
- Eu sei, é tudo muito de repente... Eu devia ter ido com mais calma... Mas você me deixa louco! Nao consigo mais esperar - seus olhos escuros derretiam nos meus.
- Jimin...
- Hoje é sexta, acorda comigo nesse fim de semana? - Ele sorriu com os olhos.
- Não precisa me pedir algo assim... eu provavelmente inventaria uma desculpa para ficar - era verdade, era bem provavel que se ele quisesse que eu fosse embora inventasse mesmo algo só pra ficar mais um pouco.
Decidida a dar a ele tudo o que eu mais ansiava a nosso respeito, todos meus devaneios sexuais ao seu respeito nos últimos meses, colei meus lábios nos dele, deixando que minhas mãos, vagarosamente fizessem aquilo que dolorosamente sonhei por tempos, passassem pelo seu peitoral nu embaixo do roupão. A pele dele era macia e ao mesmo tempo endurecida pelos músculos. Minhas mãos se permitiam exporar seu abdômen definido enquanto minha língua explorava sua boca.
Suas maos seguravam minha cintura causando combustão em minha pele, seu toque quente estava me levando a loucura, imagina o que ainda estava para acontecer. Se eu nao morresse essa noite poderia ser declarada imortal, pois eu estava mesmo ali, nos braços dele, explorando seu corpo com minhas mãos sedentas. Naquele momento Park Jimin era meu.
Vagarosamente ele me empurrou contra a parede colocando todo seu corpo colado ao meu, aguardei os fios do seu cabelo cinza dando um puxão apenas para morder seu queixo enquanto ele fechava os olhos. Te-lo tão entregue em nosso beijo era fodidamente excitante e eu estava à beira da insanidade. Suas mãos desceram pela lateral do meu corpo até encontrarem o zíper da saia que eu usava, fazendo a peça escorrer pelo meu corpo sem obstáculos. Subindo com as pontas dos dedos até o alto das minhas costas ele encontrou o feiche do meu sutiã e sem muita dificuldade o abriu.
Descendo sua boca por meu pescoço, aguarrei seus cabelos novamente, então ele depositava uma mordida em minha clavícula, e descendo mais, segurou um dos meus seios com a mão, lambendo o mamilo, pendi a cabeça pra trás totalmente ensandecida, ele me levava a loucura apenas com seus toques e meu coração masoquista bombeava tão insanamente em meu peito que parecia que a qualquer momento explodiria.
Definitivamente hoje era o dia da minha morte, mas seria a melhor morte de todas.
Quando cansou de brincar com meus seios ele me encarou, mordendo o lábio inferior. Seus olhos cheios de uma luxúria que eu nunca tinha visto, que o deixava mais bonito e mais sensual.
- Vamos tomar banho vizinha... - sussurrou eroticamente e eu quase tive um orgasmo com isso, sua voz mais rouca do que eu me lembrava. Apenas ascenti emudecida pelas inúmeras sensações e os sentimentos misturados.
Então ele se afastou de mim e tirou o roupão. Meus olhos cheios de cobiça não se cansavam de olhar para seu corpo enquanto ele me dava as costas e enchia a banheira.
Os músculos da clavícula malhados, a curva das costa com ondulações tão sensuais que nunca imaginei que fosse possível, as nadegas redondas e avantajadas que só me despertavam o desejo de dar uma mordida. Até mesmo as panturrilhas malhadas lhe emolduravam bem. Ele se virou de frente para mim com um sorriso fodidamente sacana, não pude evitar que meus olhos fossem direto ao encontro de seu membro ereto e pulsante, com cara de apetitoso.
Park Jimin era melhor do que eu jamais tinha sonhado. Era muito melhor. Os gominhos em sua barriga que agora ele contraia de propósito, o peitoral alvo e definido, a boca carnuda e vermelha, inchada depois das inúmeras mordidas que eu havia dado, o cabelo cinza levemente molhado.
Eu cheguei a congitar que eu sairia viva daqui, mas agora tenho certeza que não, tentaria ao menos me manter viva até te-lo dentro de mim, porque desse prazer eu nao abriria mão.
Tentando parecer sexy resolvi virar as costas para ele e me abaixar enquanto tirava a calcinha, desejando que isso despertasse os desejos mais primitivos dele quando visse minha fenda encharcada por causa dele. Um tapa a estalou em minha nadega e tive a certeza de que ao menos tinha lhe causado uma reação.
- Gostosa - falou.
- Ai Park Jimin - falei manhosa.
-Vem - Ele me abracou por trás entrando na banheira e me erguendo para que eu entrasse também. Sentei de costas para ele, sentindo seu membro roçar em minhas costas. Sua mãos de imediato passaram por minhas costas fazendo um carinho enquanto novamente ele explorava a área do meu pescoço com beijos e chupões e confesso isso estava sendo uma das melhores coisas que experimentei na vida.
Suas mãos voltado acariciar meus seios e meus gemidos comecaram a ficar descontrolados. Eu arfava e gemia e me sentia no céu, uma de suas mãos desceu pela minha barriga até alcançar minha intimidade e sem nenhum reserva ele passou o dedo por meu botão inchado. Eu tremi com o contato.
- Ahhh... Tão molhadinha - sussurrou rouco em meu ouvido e eu faleci. Mas recussitei em seguida com dois de seus dedos girando delicadamente em meu clitóris. E céus, meu coração não aguentaria.
- Park Jimin não me torture - soltei sem pensar. Ele riu mordendo o lóbulo da minha orelha.
Esparramando toda a água da banheira e fazendo transbordar me virei deitando todo o meu corpo sobre o dele, fazendo nossas intimidades roçarem, seus gemidos contidos faziam eu me sentir brincando com fogo, mas eu queria mesmo era me queimar, arder em chamas, me derreter nele. Era como fogo conhecendo a gasolina pela primeira vez.
Com nossas bocas unidas novamente e sem conseguir esperar nem mais um segundo sequer sentei em seu colo e segurei seu membro o endireitando e na sequência sentando nele, entre nosso beijo nossos gemidos se misturaram. Suas mãos apertaram minha carne deixando um ardor gostoso e eu comecei a fazer movimentos de sobe e desce.
Nos fim das contas era isso. Ele tinha dado todos os passos ate aqui, mas o último tivera sido meu. Movimentando meu quadril como eu podia no pequeno espaço da banheira tombei a cabeça para trás deixando meus seios livres para ele voltar a brincar com eles.
Aquela conexão era diferente. Meu corpo todo queimava mesmo eu estando molhada.
- Minha vez de brincar... amor... - a palavra amor foi sussurrada e não pude não olhar para ele. Park Jimin estava mesmo me chamando de amor enquanto eu rebolava em cima dele? Tinha como isso ficar melhor? - De pé. - falou possessivo. Nos desconectei e com a ajuda dele fiquei de pé. - Coloca a perna ali. - ela apontou para a beirada da banheira. Coloquei as duas mãos na parede e uma das pernas em cima da beirada da banheira, ficando totalmente exposta para ele de costas. Mais um tapa em minha bunda. E senti seu falo roçar em minha intimidade.
Com uma estocada bruta ele enfiou tudo, me fazendo ir de encontro a parede e soltar um gemido alto.
Sua mão enroscou em todo meu cabelo molhado e ele puxou minha cabeça para trás. Começando a dar estocadas rápidas e certeiras. Sim tinha como ficar melhor! Tinha como ultrapassar o céu. Eu involuntariamente retirava os olhos com todo o prazer proporcionado e apenas uma coisa percorria em minha mente, fora ele dentro de mim, por que porra isso tinha demorado tanto pra acontecer?
Meus muitos anos de solidão estavam todos sendo derretidos pelo membro enrijecido do meu crush entrando e saindo de dentro de mim em uma velocidade alucinante.
Minhas pernas fraquejaram , comecei a sentir o revirar que tanto desejei em meu baixo ventre, mas antes que pudesse finalmente chegar lá ele parou gemendo alto e despejando seus jatos de gozo em minha bunda. Eu ofegava extremamente satisfeita de ouvi-lo gemer despudoradamente e se ele tivesse demorado apenas um segundo a mais eu teria gozado junto com ele.
Ofegante saimos da banheira e tomei uma ducha rapida, ele nao deixou nem que eu me secasse, me pegou no colo e jogou-me na cama.
- Quero te ouvir gemer meu nome - sorriu dando-me um beijo. - Ah vizinha! Como eu quis isso! Sério... Vou te fazer gemer pra você nunca mais esquecer. - assisti a sua provocação atônita, já tão satisfeita, mesmo não tendo chegado ao orgasmo ainda. Ele deu pequeno beijos em minha barriga descendo até meu monte Vênus dando uma leve mordida ali, beijando os lábios da minha vagina como me beijava a segundos atrás.
Contorci-me na cama percebendo que eu ainda estava muito sensível ao seu toque. Sua deliciosa língua entrou em minha intimidade e não demorou muito para que ele estivesse me devorando, fazendo círculos numa esperial que me levava ao céu e ao inferno em cada volta, que causava tormento em mim e uma ânsia por mais, desconhecida para mim.
Ah! E com a língua Park Jimin definitivamente era a melhor, fosse me beijando, fosse em meu corpo, fosse em minha intimidade. Teria como haver mais perfeição?
Com as costas arqueadas e agarrada as panos da cama, com minha mente nublada e meu universo inteiro voltado para Park Jimin deixei que um grito abafado saísse por minha garganta, meu corpo inteiro se contorcendo e eu chamando seu nome involuntariamente.
Por um segundo experimentei da morte, meu coração parou e tudo era êxtase.
Ele me encarava com satisfação, seus olhos formando uma linha única, seu lindo nariz arqueado nas laterais, sua boca tão vermelha que parecia de mentira, o cabelo cinza todo molhado e desgrenhado. Todo esse tempo gostando dele no final das contas tinha válido a pena. E na casa dele tinha sido mesmo a melhor opção.
Busquei o ar nos pulmões que me faltavam agora, voltando a vida.
- Nunca pensei que fosse preciso ficar preso no elevador com você pra isso acontecer... - ele falou deitado ao meu lado, com a cabeça apoiada na mão, um dedo passeando por minha barriga me fazendo tremer.
- E eu que nunca pensei que isso fosse acontecer?! - Falei suspirando tentando acalmar meu coração masoquista.
- Bom, agora que foi na minha casa, a próxima pode ser na sua não é? - falou rindo.
Próxima? Era isso mesmo? Park Jimin estava planejando prolongar isso comigo? O sorriso bobo em seu rosto, a declaração que havia me feito, e seu eminente deixavam claro. Sim, realmente ele queria mais. E eu? Bom, meu coração masoquista ia amar que agora fosse na minha casa.
- Claro, agora é na minha casa! - respondi sorrindo de volta.
♡ Nota: É isso, espero que tenham gostado.
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