8 - Em Fim, E Já Não Era Sem Tempo, O Duelo!
A princesa Cindy Shell segurava o Sabre de Luz parada feito uma estátua, mirando fixamente o adversário.
O príncipe Felipe Bourne também permanecia impassível, sem despregar os olhos da garota que tanto o fascinava.
Ambos ficaram imóveis por um tempo que pareceu eterno. Teriam se passado segundos ou minutos? Permaneceram prostrados até o instante em que o príncipe ergueu os braços, fazendo com que o Sabre de Luz decolasse antes do fatídico bote.
O primeiro golpe foi desferido... Foi rápido e ligeiro, vindo do alto. Cindy deu um sorrisinho...
A princesa Cindy Shell bloqueou a primeira pancada com muita facilidade, bloqueio seguido de uma contraofensiva...
As laminas iluminadas dos sabres se chocavam com incrível rapidez porem, apesar de todo golpe perpetrado por cada um dos oponentes ser habilmente defendido com maestria, o que podia ser visto no campo de batalha que se tornou o jardim, era que o príncipe Felipe Bourne desferia seus ataques caminhando para frente enquanto que, a princesa Cindy Shell, só recuava, recuava até parar de vez quando o rapaz, inexplicavelmente, desistiu de avançar, baixando os braços. Raivoso, inquiriu:
— Porque você não está me levando a sério, Cy?
A garota, sem desviar os olhos do oponente, dando um sorrisinho debochado, indagou:
— Porque crê nisso?
O garoto sorriu provocativo.
— Sinto não estar dando tudo de si. Por acaso está se poupando?
— Você acha que tem chance contra mim se der meu melhor?
Os olhos do rapaz brilharam.
— Isso é o que desejo constatar, princesa Cindy Shell.
— Se deseja pagar para ver...
Pareia um leão avançando sobre uma gazela. Cindy Shell correu em direção ao príncipe Felipe Bourne fosse ela um carro de formula um, espada em riste...
O que se viu foi incrível!
Cindy Shell parecia possessa. Com incrível agilidade pôs-se a desferir uma saraivada de golpes fosse ela uma tempestade. Aturdido, o jovem nobre começou a defender-se como pode, até que num recuo infeliz tropeça-se nos próprios pés. Desequilibrado, caiu vergonhosamente.
Tendo a ponta da lamina luminosa brilhando na altura do pescoço, o rapaz, aparvalhado, ouviu:
— Vai ficar aí deitado? — Indagou a jovem dando alguns passos para trás. — Não tenho por habito bater em bêbado ou chutar cachorro morto. Vamos, levante-se! Venha lutar por seu prêmio, ou não mais deseja um beijo meu?
O príncipe levantou-se contrariado, porem, tal estado de espirito não perdurou. Dando um sorrisinho maroto, disse:
— Se deseja lutar seriamente...
Felipe Bourne partiu rápido para cima de Cindy Shell que, vendo a disposição do oponente, não conseguiu segurar o sorriso de satisfação. O que se viu a seguir foi espetacular.
— Eles vão se matar! — Gemeu Lana Kepler agachadinha, escondida atrás de um arbusto.
— Como assim: "Eles vão se matar"? — Indagou a serpente Jezebel de Goya. — Me diga o que está acontecendo, querida, pois bem sabe, tenho uma péssima visão.
— Cindy e o príncipe Felipe estão duelando alucinadamente. Trocam golpes com rapidez incrível. Lutam tão vertiginosamente que, num vacilo, prevejo... — balbuciou antes de emudecer.
— O que você prevê, criatura? Fale! Não me deixe nervosa!
Temerosa, assim respondeu Lana Kepler:
— Prevejo uma tragédia!
Enquanto isso...
— Lutando desse jeito eles vão acabar se matando — apavorou-se a bruxa Miarina. — Estou ferrada, Lorde Darth Krum não irá me perdoar.
— Mas que culpa tem a senhora, se Cindy Shell e Felipe Bourne resolveram duelar até a morte? — Disse o gnomo gigante Grilogum, confortavelmente sentado no sofá revestido de pele de tigre siberiano, assistindo ao espetaculoso embate numa TV 80 polegadas 4K-3D. Uma maravilha!
— Nenhuma! Mas o que posso esperar de um imperador galáctico tirânico, enfurecido? Na certa ira descarregar sua fúria em mim, isso é tão certo quanto dois mais dois são cinco.
— Dois e dois são cinco, desde quando?
E continuavam o príncipe e a princesa trocando golpes e mais golpes. As laminas iluminadas rasgavam o ar chocando-se violentamente. Pancadaria comendo solta com ambos os contendentes começando a suarem em bicas. Vez por outro podíamos ver a garota dando uma pirueta, seguido de um salto mortal para escapar de uma investida ou, o príncipe, dando uma cambalhota, seguido de um giro, rolando pelo chão...
— Que luta incrível! Não sabia que minha amiga Cy era tão boa nas artes das batalhas — murmurou Lana Kepler, admirada.
— Ela é tão boa assim? — Perguntou a serpente.
— Deslumbrantemente boa!
E ficaram por um bom tempo o casal esgrimindo ensandecidos quando, num golpe deferido de baixo para cima, a pancada brutal fez com que a mão da princesa vacilasse, tornando-se frouxa. O Sabre de Luz de lamina cor de rosa desprendeu-se, girando pelo ar desgovernado, caindo no gramado a alguns metros, se apagando.
O príncipe Felipe Bourne, ofegante, mirou a princesa Cindy Shell desarmada, de braços caídos. O rapaz baixou sua arma, desligando-a. Guardou-a enquanto se aproximava da amada vagarosamente. Foi chegando perto, bem perto, pertíssimo...
Cindy Shell sentiu quando um dos braços do príncipe feito uma serpente insinuou-se atrás de suas costas. O tranco...
Felipe Bourne segurou a cintura da princesa puxando-a contra si, movimento que fez a jovem dar um suspiro.
A garota sentiu o ventre sendo comprimida no corpo do rapaz. A pressão, o abraço forte...
Os rostos muito próximos. A respiração de ambos em suspensão, inalando o mesmo ar. Os lábios em raio de colisão...
— Ele vai beija-la! — Alvoroçou-se Lana Kepler.
— Vai rolar o beijo? — Indagou Jezebel de Goya.
— Pelo andar da carruagem, sim!
— BEIJA! BEIJA LOGO SEU MANÉ! — Esgoelou-se a bruxa Miarina.
— Calma, minha senhora, o príncipe está quase lá.
Cindy Shell ergueu levemente a cabeça à medida que a face apaixonada do mancebo vinha em sua direção. Intuitivamente fechou os olhos para sorver... Os lábios muito cérceos...
Foi como um cometa caindo em direção ao planeta terra. Quando o impacto parecia eminente, inevitável, o desvio...
Os lábios do príncipe roçaram os lábios da princesa, quase se tocando, passando rente. Às faces lado a lado, fossem duas fragatas numa batalha marítima. O que era para ser selado...
Os lábios do príncipe emparelharam-se ao ouvido da garota, sussurrando:
— Eu sei o que fez.
— O que foi que eu fiz?
— Você me deixou vence-la.
— Sim, deixei e daí?
— Se me deixaste vencer, não mereço a honra do precioso prêmio.
— Não?
— Não, minha linda princesa. Boa noite Cindy Shell.
A príncipe Felipe Bourne afastou-se, deu meia volta...
— Não beijou! — Balbuciou Lana Kepler, pasma. — Cindy Shell continua sendo uma virgem labial.
— Como assim? Que história é essa de que não rolou beijo? — Indagou a serpente, confusa. — Pelo que deu para ver, rolou maior beijão!
— E você consegue ver alguma coisa sendo cegueta? Você não consegue enxergar com nitidez o que acontece a um palmo diante do teu nariz se bem que... Cobras tem nariz?
— Magoou!
— Tanto não rolou beijo que o príncipe está indo embora.
— Nossa! Que bafo!
A bruxa Miarina estava possessa. Num ataque de fúria, quase jogou um vaso na esplendorosa TV 80 polegadas 4K-3D. Só não o fez, pois, o gnomo gigante Grilogum teve presença de espirito de segura-la.
— O desgraçado não beijou a princesa! — Vociferou.
— Não, não beijou, mas, espere! Veja senhora!
Cindy Shell plantada no meio do gramado do jardim viu o galante príncipe se afastar caminhando em câmara lenta. Sentia-se extremamente frustrada, abatida. Tal sentimento consumiu-a por alguns segundos antes que cerrasse as mãos...
Decidida e determinada, Cindy Shell caminhou em direção ao rapaz em fuga, segurando-o pelo braço, puxando-o. Surpreso, o garoto viu seu corpo ser forçado a dar um giro de cento e oitenta graus. Quando caiu em si, viu-se agarrado. Os dedos da mão direita da princesa se infiltraram na cabeleira negra por trás da nuca... O puxão...
O príncipe Felipe Bourne sentiu as pernas fraquejarem quando a princesa Cindy Shell puxou com extrema força seus cabelos, fazendo-o dobrar os joelhos. Pego de surpresa, totalmente indefeso, rendido...
— BEIJOU!
— Beijou?
— UAU!
— A maldição se completou!
***
Ufa! Até que enfim rolou o aguardado beijo. Isso sim é uma garota de atitude. Foi lá pegar o que era seu na mão grande. Palmas para nossa querida Cindy Shell. Você não acha que essa atitude de "macho", de "cabra da peste" da princesa, merece uma estrelinha? Deem um voto merecidamente para ela. Aproveite e faça um comentário. Cy vai adorar saber o que acharam do seu magnânimo e luxurioso gesto. Compartilhe esse capitulo com a galera. Vai deixar teu face sem o link desse capitulo? Tadinho dos teus amigos e... SAIU! Se adora o livro da Cindy Shell, compre e divirta-se. Caso seja menor de idade, peça para teu pai, afinal de contas, para que serve um lindo papai querido se não deixar sua filhinha feliz da vida, eim? Link do site CLUBE DE AUTORES, da página do livro, no perfil. E prepare a boquinha para rir bastante. Beijos e, fique na paz!
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