5 - Proposta Decente Cheia De Indecência
A princesa Cindy Shell mirando o príncipe Felipe Bourne com doçura, disse:
— Em tua fala usou você termos como "conquista", "contenda", "batalha", "guerra" e "luta". Convenhamos, para falar de amor, não usaste por demais termos belicosos? Sendo assim...
Cy, para surpresa de Fê, abaixou-se. Ergueu a saia pegando um objeto preso a um cinto atado em sua cocha direita.
— Mas isso é... — Balbuciou o jovem atônito.
— Esse é meu querido e precioso Sabre de Luz.
De olhos arregalados, o príncipe Felipe Bourne perguntou:
— Você tem um Sabre de Luz?
A garota deu um sorrisinho pálido...
— A bem da verdade, ter, ter um Sabre de Luz eu não tenho.
— Mas você está segurando um! Como bem sabe, os Sabres de Luz são armas raras de propriedade exclusivas dos monarcas intitulados Jed-Reis.
— Meu pai é um Jed-Rei. Esse Sabre de Luz é do papai.
— Você roubou o Sabre de Luz do teu pai?
— Porque não? O pobre tem mais de cento e cinquenta anos, mal consegue segurar um garfo, que dirá um Sabre de Luz. Tadinho, meu papaizinho querido anda tão gaga, que a única coisa com disposição a fazer é apalpar desavergonhadamente as camareiras que lhe dão assistência, todas garotinhas, na flor da idade.
— Velhinho safado seu Papi. Sendo assim... — disse o rapaz levando uma das mãos às costas... — Se tem você um Sabre de Luz, fique sabendo princesa Cindy Shell, que eu também tenho o meu. — Revelou, apresentado sua arma. — A gora me diga, minha querida, porque nós dois estamos segurando armamentos tão letais?
Os olhos da jovem tornaram-se oblíquos.
— Tem um ditado que diz: "No amor e na guerra, vale tudo". Sendo assim, não deseja você conquistar-me?
O rapaz encarou a garota olhos nos olhos com grande intensidade.
— Eu não desejo, eu sei, tenho certeza absoluta quando afirmo: Eu vou conquista-la! Tomarei de assalto o teu coração, princesa Cindy Shell! O farei, ou não me chamo Felipe Bourne!
— Admiro sua convicção, Alfredo da Catalunha... Hahaha!
— Mas vamos, me diga, porque estamos ambos armados?
— Não deseja você, nobre mancebo, conquistar meu coração? Pois bem, por ter a personalidade que tenho, por ser uma princesa guerreira, dificilmente irei me apaixonar por alguém que não me vença num duelo.
— Deixa ver se entendi: Para que possa conquistar teu coração, terei de vence-la num duelo?
— Não necessariamente — respondeu evasiva.
— Não estou entendendo.
— Não disse você, nobre príncipe, que uma guerra é composta de várias batalhas?
— Sim, dei a entender...
— Pois bem, se deseja conquistar uma princesa guerreira como eu, terá de vencer a guerra da conquista e, como uma guerra é composta de sabe-se lá quantas batalhas...
O príncipe Felipe Bourne estava cada vez mais fascinado com aquela garota instigante, cheia de ideias alopradas. Dando um sorrisinho abusado, impregnado de malicia, indagou:
— E qual será o prêmio a mim concedido se vencê-la nesse primeiro duelo?
O olhar da jovem tornou-se cínico como o de uma meretriz. Disse, quase sussurrando:
— Se me vencer, príncipe Felipe Bourne, terá como prêmio a dadiva de poder fazer de mim o que bem quiser.
Boquiaberto, completamente estupefato, o moçoilo balbuciou:
— Se eu a vencer nesse primeiro duelo, poderei fazer de você o que bem quiser? Poderei fazer tudo, tudinho, tudinho de tudo?
Ainda mais maliciosa, respondeu a jovem dengosa:
— Sim, meu querido. Se me vencer, poderá fazer de mim tudo, tudinho, tudinho de tudo e mais um pouco.
— UAU! — Bradou o príncipe. — Ganhei na loteria! Tirei a sorte grande.
— Animadinho, é?
— E não? A possibilidade de poder fazer com você tudo, tudinho, tudinho de tudo e mais um pouco, é um prêmio e tanto.
— Pois então deixemos bem claro nosso acordo, até porque em toda guerra, em todo relacionamento amoroso, acordos são estabelecidos e, o que é combinado não é roubado.
— OK! Princesa. Estabeleçamos as tratativas de nosso pacto.
— Então fica combinado o seguinte: Duelaremos e, salvo o caso de você me vencer em duelo, serei tua, toda tua, para poder fazer de mim o que bem desejar.
— Sim, sim... — ia concordando o jovem praticamente salivando, fosse um cão esfomeado diante de um bife malpassado, tenro e saboroso.
— Serei toda tua, entregue em bandeja.
— Sim, sim... Isso me parece muito, mas muito bom... Só de pensar...
— Não pense meu querido, por hora, apenas preste atenção no trato que estou lhe propondo.
— Estou prestando total, absoluta atenção — murmurou começando a sentir um suador. — Meu deus...
— Finalizando...
— Pode finalizar, sou todo ouvidos.
— Não estou gostando nada, nada desse olhar pidão.
— Não de trela para esse meu olhar. É simplesmente o olhar de um homem totalmente apaixonado.
— Sei, sei... Sei muito bem o significado desse teu olhar cobiçoso.
— E que olhar é esse que estou lançando?
— Olhar de quem está me devorando com os olhos. Devorando não, esta...
— Esta?
— Mudemos de assunto e voltemos as tratativas finais de nosso acordo.
— Sim, sim...
— Finalizando, fica devidamente sacramentado que você, príncipe Felipe Bourne, se vencer a adorável princesa Cinde Shell que sou euzinha, terá como prêmio a posse da mesma, para fazer com a moçoila o que bem desejar, como bem disse tudo, tudinho, tudinho de tudo e mais um pouco, pelo período de tempo...
— Por quanto, quanto tempo? — Indagou o rapaz mal conseguindo conter a agonia.
— Pelo período de tempo de...
— Quanto, quanto?
— DEZ SEGUNDOS!
Foi como se tivessem jogado um balde de agua fria no jovem príncipe. Refeito da desilusão, indagou:
— Quer dizer que, se vencê-la, poderei fazer tudo, tudinho, tudinho de tudo e mais um pouco pelo exíguo tempo de dez segundos?
— Sim? Achou pouco? — Inquiriu desferindo um olhar maroto, quase cruel. — O que tinha em mente, meu precioso mancebo?
Procurando manter a pose, disse o jovem:
— Dez segundos é tempo mais do que suficiente para realizar o mais ambicioso desejo cultivado por mim essa noite.
— E posso saber que acalentado desejo nutre?
— Beija-la! Beija-la com todo meu amor, com toda minha paixão!
— Pois então faça por merecer esse tão precioso beijo, guardado a sete chaves, no cofre dos meus lábios — disse Cindy Shell acionando a lamina cor-de-rosa de seu Sabre de Luz que, uma vez ligado, começou a soar um zunido semelhante ao de um pernilongo Hulk, superdesenvolvido.
O príncipe Felipe Bourne ligou seu Sabre de Luz liberando uma lamina fosforescente de cor azul, dizendo por fim:
— Sendo assim, que se inicie o duelo!
***
Meu Deus! A princesa Cindy Shell vai duelar com o nobre príncipe Felipe Bourne? Quem será que vai vencer essa contenda? Uma coisa sei, quando as laminas fosforescentes dos dois Sabres de Luz se chocarem, no impacto, mil estrelinhas vão surgir e, falando em estrelinhas, isso me lembra voto... aproveitando a deixa... SAIU! Se adora o livro da Cindy Shell, compre e divirta-se. Caso seja menor de idade, peça para teu pai, afinal de contas, para que serve um lindo papai querido se não deixar sua filhinha feliz da vida, eim? Link do site CLUBE DE AUTORES, da página do livro, no perfil. E prepare a boquinha para rir bastante. Beijos e, fique na paz!
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