45 - Revelações Bombásticas De Lá Prá Cá
Cindy Shell cumpriu o compromisso assumido, comparecendo a audiência com o rei, seu pai. Adentrou no suntuoso salão de audiência. Viu ao longe o rei Sherlock Shell sentado em seu trono de rodas tendo, à suas costas, perfiladas, um séquito de camareiras muito jovens e, ao seu lado, de pé, mãos às costas...
Enquanto caminhava pelo comprido tapete vermelho, a cada passo dado, a princesa Cindy Shell não conseguia tirar os olhos do convidado. Um homem alto, moreno, másculo e charmoso. Tinha um bigode insinuante escorrendo pelas laterais da face, com suas pontas caracoladas. Tão logo aproximou-se, o misterioso homem saiu de seu estado estacionário, se pondo a caminhar em direção da princesa. Pararam um diante do outro. O homem teve a petulância de não despregar os olhos dos olhos da princesa, deixando estampar na face, um sorrisinho cínico, extremamente charmoso. Estendeu a mão amistoso... A princesa retribuiu o gesto tendo sua mão pega delicadamente firme para, por fim, ser beijada. O toque dos lábios na pele das costas da mão, provocou uma reação que surpreendeu a jovem. Sentiu ela um arrepio atrevido, estalando por todo seu corpo.
— Muito prazer em conhece-la, princesa Cindy Shell e, devo admitir, nada mais inverídica, as informações que me foram passadas a teu respeito.
— O que disseram a meu respeito? — Perguntou a jovem recolhendo a mão, sentindo-se embaraçada por ter o olhar insinuante do charmoso homem, penetrando tão profundamente no seu.
— Disseram ser você bela!
— Lhe disseram que era eu bela?
— Para você ver como nem sempre, as palavras conseguem expressar a realidade. O termo "bela", ou mesmo "belíssima", não a definem com exatidão, em seu real esplendor.
Cindy Shell sentiu-se tola por corar.
— Vocês dois, parem de confidencias e venham até mim! — Ordenou o rei, despachando as camareiras com um gesto.
Cindy Shell e o misterioso homem aproximaram-se, estacionando diante do monarca.
— Deixa apresenta-los formalmente. — Apontado para jovem, anunciou o rei: — Essa é minha querida filha, a quem tanto amo, a princesa Cindy Shell. Já esse nobre cidadão ao seu lado, é o imperador Lorde Darth Krum.
A jovem virou a cabeça mirando...
— Você é o imperador Lorde Darth Krum?
— Sim! Por um acaso já ouviu falar de mim?
— Não! Nunca ouvir falar, mas, admito, é a primeira vez que sou apresentado a alguém possuidor do título "imperador". Conheci ao longo da vida muitos príncipes e reis, mas alguém que carrega a pomposa denominação honorifica de "imperador", essa é a primeira vez.
— É como diz o ditado: "A primeira vez dificilmente é esquecida"! Espero que nosso encontro de hoje lhe seja marcante, eternidade afora — comentou com os olhos oblíquos de malicia.
— Isso é o que veremos — retrucou, desafiadora.
Disse o rei:
— Creio que você, filhinha, deve estar intrigada com essa audiência.
— Estou sim, papai. Porque me chamou para vir ter um encontro com um "imperador"? O que homens tão importantes hão de querer tratar com uma jovem tola, como eu?
O rei Sherlock Shell deu uma gargalhada.
— Apesar de, por vezes, aparentar certa timidez, me esqueço a quão vivaz e direta é. Deixando de lado as enrolações, indo direto aos finalmentes, tenho uma notícia muito importante para lhe dar, filha.
— E que noticia é essa, papai?
— Não é bem uma notícia, é mais uma notificação.
— Que notificação deseja me dar, papai?
— A notificação que desejo lhe dar é a seguinte, filha: Saiba que você, princesa Cindy Shell, a partir desse momento, assume o compromisso de noivado com o Lorde Darth Krum!
A jovem arregalou os olhos pasma com a notificação. Estupefata, indagou:
— Estou prometida em casamento ao imperador Lorde Darth Krum? Porque, meu pai?
O rei Sherlock Shell deu de ombros.
— Questões de estado, de segurança nacional do reino.
— Como assim, papai? Que questões de estado são essas, na qual me obriga a casar com o imperador Lorde Darth Krum?
O monarca mirou a filha penalizado antes de dizer, mantendo a pose de estadista:
— O imperador Lorde Darth Krum me procurou recentemente e me deu um ultimato.
— Que ultimato foi esse, papai?
O imperador Lorde Darth Krum apossou-se da palavra, respondendo à pergunta que não lhe fora endereçada:
— Fiz a seguinte ameaça ao rei: Ou ele me daria tua mão em casamento, princesa Cindy Shell, ou usaria isso — disse tirando de dentro do bolso do paletó, um revolverzinho de aparência muito da mixuruca, quase um pó de traque.
— Que revolverzinho mais desenxabido é esse? — Quis saber a jovem.
— Esse é meu Starkillerzinho de mão.
— Esse é teu Starkillerzinho de mão? Mas o que raios vem a ser um "Starkillerzinho de mão"?
— Lá vou eu ter de contar histórias de novo — resmungou o imperador, enfadado. — Meus ancestrais, quando desejavam explodir um planeta, usaram uma arma chamada Estrela da Morte. A evolução da arma Estrela da Morte denominada de Starkiller, necessitava absorver a energia de estrelas para poder ter munição, para destruir um sistema planetário. Já meu Starkillerzinho aqui, de aparência tão inofensiva, cumpre tal função de maneira mais fácil e eficiente.
Cindy Shell encarou o imperador, destemida.
— Pelo que entendi, deseja você casar-se com euzinha?
— É logico que sim!
— E caso eu não aceite teu pedido de casamento, ira você, grande e suntuosamente ordinário, imperador Lorde Darth Krum, mandar pelos ares o planeta do meu reino?
— É isso mesmo, minha lindíssima noiva.
— Há! Tá!
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