44 - Despedida Para Uma Viagem Rumo Ao Futuro
Três batidinhas na porta e, ao abri-la...
— Oi! — Cumprimenta Lana Kepler radiante, entrando no aposento real.
— Nossa Lana, que surpresa! — Disse a princesa Cindy Shell.
— Ué! Porquê da surpresa? Não nos vemos todos os dias desde que nos conhecemos por gente?
— Não é isso, tolinha, que estou querendo dizer.
— O que está querendo dizer, minha amada amiga?
— O último encontro que tivemos, você estava chorosa. A revelação de que tinha um Cancêrxys alojado no interior de seu ventre, a tinha abalado por demais. Passados algumas horas, de novo a reencontro, dessa vez, toda animada e serelepe. O que foi que aconteceu que fez com que, mudasse teu estado de espirito?
— Nem lhe conto, amiga.
— Mas conta sim! Agora fiquei curiosíssima!
— Cy, fique sabendo que, você tinha razão! A maçã que comi, realmente, estava amaldiçoada.
— A serpente, a tal Jezebel de Goya, lhe deu para comer uma maçã enfeitiçada?
— Jezebel de Goya não é uma serpente.
— Mas você disse... — ia comentando, aturdida.
— Jezebel de Goya é uma mulher, mais precisamente, minha mestra!
— Jezebel de Goya é uma mulher, mulher essa que, se tornou sua mestra? Mestra de que tipo de arte? — Estranhou Cindy Shell.
— É uma longa história.
— Meu pai me chamou para uma audiência...
— Teu pai a chamou para uma audiência, para tratar de que assunto? — Quis saber, Lana Kepler.
— Ainda não sei. Deseja ele me apresentar certo alguém. Diz ser muito importante. Porém, ainda tenho um tempinho para ouvir essa "longa história", desde que a conte resumida.
— E como está seu pai, o rei Sherlock Shell?
— Menina, nem lhe conto! — Disse, alcoviteira.
— Conte... Hahaha!
— Sabe o lance dos feromônios?
— Como poderia me esquecer "desse lance"? Só de estar perto de você, assim tão próxima, está me batendo um irresistível tesão!
A princesa Cindy Shell deu um passo para trás.
— Eu, eim! Controle-se mulher!
— Estou controlada, mas... — ia dizendo Lana Kepler antes de emudecer e arregalar os olhos. Boquiaberta, indagou: — Não me diga que, teu pai, se sentiu atraído por você?
— Não, Lana, papai não ficou atraído por mim.
— Se teu pai não se sentiu atraído por você, o que aconteceu quando ele sentiu o odor dos teus feromônios, perfumando o ar?
— Teve ele uma ereção! — Revelou um tanto quanto constrangida, num sussurro.
— O rei teve uma ereção ao sentir o odor dos feromônios, exalados pela filha? Isso quer dizer que... ELE SENTIU DESEJO POR VOCÊ!
— Não é nada disso, Lana! Como todo mundo, papai foi afetado ao inalar meus feromônios, ao ponto de fazê-lo ter uma ereção, reação, aliás, que o pobre, a décadas, não tinha.
— E isso resultou no que?
— Eu sei lá! Só sei que, coloquei uma calcinha na cabeça do velho, para depois cobri-la com a coroa real.
— E...?
— Papai ficou animadíssimo, chamou todas as camareiras e, o resto fica por conta da tua imaginação.
Lana Kepler deu uma risadinha antes de assim comentar:
— Teu pai deve ter se esbaldado, tirado o atraso.
— É isso que imaginei. Mais tarde terei de encontra-lo novamente, nessa tal audiência, para conhecer não sei quem. Mas, me conte, amiga, a tal longa história do teu encontro, com a tal mulher misteriosa, que havia se transformado numa serpente.
— Jezebel de Goya, minha mestra!
— Jezebel de Goya, tua mestra do que?
Lana Kepler estufou o peito orgulhosa, revelando:
— Está diante de você, princesa Cindy Shell, a futura agente secreta OO7, uma genuína Bondsex!
— Você será uma futura agente secreta OO7, não "zero" "zero" "sete"? Uma Bondsex? Mas o que raios vem a ser isso?
— Sendo bem sucinta, a conversa que tive com Jezebel de Goya foi a seguinte... — e se pôs Lana Kepler, a contar toda conversa que tivera com sua nova mestra.
— E você terá de transar com todo aquele que desejar obter informações?
— Não irei transar, bobinha, como bem disse minha dileta mestra, irei sim, fazer amor!
— Ira fazer amor com um bando de desconhecidos, em troca de informações? Como uma coisa dessas pode ser possível, Lana?
— Também achei estranho Cy, por essa razão, vim me despedir de você.
— Você veio se despedir de mim? Para onde está indo, criatura?
— Vou me ausentar por alguns meses.
— Você irá se ausentar por alguéns meses? Com quem e, para onde vai?
— Vou viajar com minha mestra, Jezebel de Goya, para um lugar "top Secret", onde irei ser treinada para tornar-me uma Bondsex.
— E nesse treinamento, imagino, ira aprender como fazer amor com diversos estranhos, fossem cada um deles o amor de sua vida?
Lana Kepler estampou na face um sorriso radiante.
— Fazer amor, ao invés de transar, com quem quer que seja, deve ser um conhecimento milenar "Top Secret", incrível!
— Pelo visto, você está animadíssima com a probabilidade de se transformar numa Bondsex?
— Mais do que "animadíssima", estou "curiosíssima"! Que tipo de conhecimentos "Top Secrets", irei adquirir nesse meu treinamento que me permitira, ao invés de transar com quer que seja, fazer sim amor genuíno, tendo o espirito inflado de fraternidade?
— Realmente, minha cara, nunca ouvi falar de nada parecido.
— É por isso que digo: Aquilo que irei aprender com minha mestra, é "Top Secret"! Conhecimento milenar, transmitido de geração para geração, a poucos iniciados.
— Minha amada Lana Kepler. Acho toda essa história muito esquisita, digamos, indecifrável!
— Por isso é ela "Top Secret"!
— Muito "Top Secret" para o meu gosto, mas, importante, e isso me deixa feliz, é o fato de que esteja bem, animada com as possibilidades alvissareiras que o futuro lhe reserva. Só desejo que, do fundo do coração, torne-se a melhor Bondsex, agente OO7, do mundo!
— Vou ser, Cindy, vou ser e, o papo está muito bom, mas tenho de partir.
— Já?
— Já sim, querida! Jezebel de Goya está me esperando, só vim me despedir.
A princesa Cindy Shell deu um abraço apertado na amiga. Algumas lagrimas brotaram de seus olhos.
— Adeus, Laninha. Boa sorte nessa tua nova empreitada.
— Adeus, Cy e... onde está o sapo que não o vi?
— O Fê está dormindo no outro cômodo.
— Dormindo?
— O príncipe anfíbio só dorme... Hahaha! Beija e dorme, beija e dorme, beija e dorme...
— Pois então deixa-o dormindo e, diga que lhe mandei um beijo fuc-fuc!
— LANAAAAA...
— Brincadeirinha. Força do habito, Tchau!
— Tchau, meu amor.
Lana Kepler partiu batendo a porta à suas costas.
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