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Capítulo 37

**Só espero que não me odeiem, odeiem o Chavi. Foi ele!

O lobo em transmutação inteira tentou arrancar minha cabeça com suas presas.  Segurei sua cabeça com as minhas mãos, tentando empurra-lo para longe de mim. Joguei seu pescoço para trás e chutei seu peito, fazendo-o cair para longe.

Eu tinha sangue escorrendo de vários ferimentos, hematomas, cortes, arranhões e desconfiava que pelo menos três ossos estavam trincados. Minha respiração era ofegante e eu não sabia quanto tempo o meu corpo iria aguentar, mas eu não tinha desistido ainda.

  - Impressionante, realmente estou impressionado - Chavi falou se aproximando - mas estou cansado de você! - eu consegui desviar de um soco, bloqueei um chute, mas o outro soco me acertou em cheio. Rolei pelo chão e senti o sangue escorrendo da minha boca para o meu queixo, pingando no chão - Esses outros lobos podem ser fortes, mas eu sou o Chefe da Guarda - ele falou me agarrando pela gola da camiseta e me tirando do chão - Eu sou o mais forte dos Lobos! - ele me jogou no chão com força.

  - Você não é um lobo, você é um verme - respondi limpando o sangue dos meus lábios - Você é um traidor! - gritei - O lobo mais forte é o Alfa Wong, o Alfa Supremo.

  - Eu sou muito melhor do que ele! - Chavi me atacava, o máximo que eu conseguia fazer era me defender, mas vez ou outra um golpe me acertava - Eu fiz tudo o que fiz, bem debaixo do focinho dele e ninguém percebeu!

  - Por que?  - Ebony perguntou chorando - Por que, Chavi?

  - Por que? - ele se virou para ela e riu irônico - Porque eu quero poder! Estou cansado de viver as sombras, cansado de marcados como vocês achando que podem fazer o que quiserem - ele disse com nojo.

  - E por causa disso você se voltou contra toda da sua espécie? - perguntei, grata por ter um tempo para respirar e me recuperar.

  - Jim confiava em você!  - Ebony acusou - Ele cuidou de você e te ensinou tudo o que você sabe! Ele te tratou como filho! Jim te ordenou como Chefe de Guarda...

  - E me jogou na sua sombra para sempre! Eu devia ser grato por isso? - ele estava louco - Passei todos esses anos o vendo negar nossa verdadeira natureza, nós deveríamos ser os verdadeiros líderes do mundo sobrenatural!

  - Você só pode estar de brincadeira! - falei - E Eliel? Ele é um Arcanjo!  Ele é o ser mais poderoso da Terra!

  - Eliel não está mais aqui, está? - Chavi perguntou maldoso.

  - Mas ele vai voltar um dia e você vai pagar por tudo isso! - gritei.

  - Pode ser, mas até isso acontecer todas vocês já estarão mortas, principalmente você, Rainha - ele falou para Ebony, zombando dela.

  - Matar Marcados? Por que isso? Você já tem quase um exército, então por que caçar e nos matar? - perguntei entrando na frente dele, não deixando que ele chegasse perto delas.

- Porque vocês não são nada, a não ser fardos que os Lobos Marcados tem de carregar. Vocês nos tornam fracos, dobram nossos instintos selvagens e nos tornam meros cães domesticados.

  - Tudo isso é inveja, porque você não encontrou sua marcada ainda? - o provoquei.

  - E quem disse que não encontrei? - ele riu maldosamente. Olhei para Ebony que negou com a cabeça, também sem entender do que ele estava falando - Madelaine era o nome dela, uma garota pequena, frágil,  longos cabelos loiros, creio que ela tinha a sua idade, talvez um pouco menos.

  - Do que você está falando? - perguntei confusa, mas sentindo meu coração disparar.

  - Da minha marcada, Madelaine - ele zombou - ela confiou em mim assim que contei toda a verdade sobre nós.  Ela ficou encantada com o nosso mundo, se entregou completamente a mim e fez tudo o que eu pedi. Inclusive segurar o cristal de Azzare.

  - Você a matou? - minha voz saiu baixa, porque eu tremia.

  - Bem, todo experimento precisa de uma cobaia - ele sorriu diabolicamente.

  Eu sentia que não poderia ficar de pé, minhas pernas não aguentavam com o meu peso. Meu corpo tremia tanto que eu achava que iria convulsionar.

Ele a tinha matado!

Madeleine tinha confiado nele!

  - Por favor, diz que isso é mentira, por favor - eu sussurrei, caindo de joelhos.

  - Você sabe que eu estou falando a verdade - ele se divertia com a minha dor. Precisei apoiar minhas mãos no chão, tudo girava a minha volta.

  - Por que? - eu perguntei com lágrimas nos olhos.

  - Eu não ia deixarem que me transformassem em um Lobo fraco. Precisávamos testar o cristal e ela apareceu - ele falava como se fosse algo simples, cotidiano, trivial.

  - COMO VOCÊ PODE? - gritei enquanto as lágrimas rolavam pelos meus olhos - Ela confiou em você! Ela já devia estar apaixonada! Era para você cuidar dela, protege-la! Como conseguiu olhar para a sua alma gêmea enquanto tirava a sua vida?

  - Confesso que no começo foi um pouco desconfortável, mas depois não tinha como fazer mais nada, não é?  - ele deu de ombros.  DEU DE OMBROS COMO SE NÃO FOSSE NADA! - Ela só foi a primeira de muitos.

  - Quantos? - eu levantei a cabeça para encara-lo - Quantos marcados você matou?

  - Ao total? - ele se divertia em me sofrer - Uns trinta e quatro.

  - Trinta e quatro?  - perguntei friamente.

  - Sim, trinta e quatro.  A Rainha será o número trinta e cinco, depois sua sogra, a cunhada dela e então você será meu número trinta e oito.
 
  Trinta e quatro marcados tinham sido mortos...

Trinta e quatro vidas tinham sido tomadas...

Trinta e quatro pessoas inocentes tinham sido assassinadas...

O lobo no peito voltou a me arranhar por dentro, mas dessa vez machucava. Ele rosnava e se revirava, totalmente enfurecido e sem controle. Coloquei uma mão no meu peito, como se isso fosse faze-lo se acalmar, mas ele não tinha mais como se aquietar. O lobo grunhia e uivava, ele queria sangue. Apenas sangue o acalmaria, eu tinha que dar isso para ele.

Parecia que queria me rasgar de dentro para fora, aquilo doía muito. O lobo foi se tornando maior, tomando conta de mim e eu lhe dei o controle de bom grado.  Acontecesse o que acontecesse, apenas que ele se vingasse!

"Por favor, para qualquer entidade que possa me ouvir" eu implorei mentalmente "eu não me importo de morrer, apenas me dê força para matar Chavi. Alfa Original, se você pode me ouvir, por favor, eu preciso de ajuda!"

Então eu senti aquele torpor, como se meu corpo estivesse anestesiado. O lobo estava no controle, que ele fizesse o que quisesse.

Levantei a minha cabeça e olhei em volta.  As marcadas continuavam no altar improvisado, abraçadas e chorando de medo. Chavi continuava mais a frente, com sua pose e dizendo palavras que deveriam me assustar, mas eu não fazia questão de saber quais era. Os outros lobos estavam encostados nas paredes.  Dois ainda se recuperando dos ferimentos que eu tinha causado, três prontos para lutar e mais dois na única porta do local onde estávamos.

Naquele pequeno salão só havia aquela porta, não tinha outra saída.  As janelas estavam trancadas e o vidro delas parecia muito grosso e forte. Isso impedia a circulação de ar, o que deixava o lugar abafado e com um cheiro característicos de lobos,  além do forte cheiro de sangue. Mas também era inteligente, porque não havia como o nosso cheiro escapar. Eu precisava encontrar uma maneira de quebrar um dos vidros, apenas uma festa seria suficiente.

  - Você está me ouvindo? - Chavi perguntou rindo de algo que tinha falado.  O que quer que fosse, fez as marcadas tremeram de medo.

  - Não e não me importo nem um pouco - respondi me levantando calmamente e batendo o pó das minhas calças.

  - E por quê não? - ele me perguntou presunçoso.

  - Porque eu vou matar você - respondi sem emoção.
 
Antes que Chavi pudesse responder, pulei sobre ele o derrubando no chão e acertando com repetidos socos em sua face. Talvez fosse pelo susto, mas ele demorou para reagir.
Ele tentava se defender, mas minha agilidade e força estavam muito  além do que qualquer um ali esperaria. Nenhun deles nunca já me visto em Fúria, ainda mais em Fúria Branca. Eles não sabiam do que eu era capaz, mas eu os faria descobrir.

Fui arrancada de cima dele e tantaram me socar, desviei do soco e segurei o pulso do lobo, me virei e o torci até estralar. Quantos mais braços eu precisaria quebrar até que entendessem que não era para ficarem no meu caminho?

Outro me atacou, pulei para o lado, desviei de outro golpe, soquei alguém,  chutei outro,  eu não me importava, meu objetivo era matar Chavi.

Dos oito lobos ali, contando com Chavi, apenas ele era um Lobo Marcado.  Dos outros, cinco eram noturnos e os outros dois eram carniceiros, mas um deles estava caído no chão com o braço quebrado.

Cinco me cercaram, me encarando, esperando a chance de me atacar.

"Quando estiver cercada, ataque primeiro,  não deixe que eles conduzam a luta, você tem que controlar a situação,  minha rainha"

Eu pisquei desnorteada.

"Quem eu ataco primeiro?" Perguntei rindo do exercício do meu lobo rei.

M

inha cabeça começou a doer, pontadas no meu crânio e eu estava com dificuldade de manter concentrada na iminente luta. Minha mente continuava fugindo até aquela tarde naquela floresta,  do dia que eu nunca vivi.

"Se você quer demonstrar poder, ataque o maior" meu lobo rei me falou,  seus longos cabelos raspavam no meu ombro,  tamanha a nossa proximidade.

Eu podia sentir o cheiro da floresta, das flores, da madeira e do meu lobo. Não aquele cheiro fétido de sangue, suor e medo.

"Não se preocupe, eu estarei aqui com você.  Confie em mim e me ouça"

Eu piscava, as cenas se sobrepunham, o treinamento na floresta e o ataque que eu sofreria.

"Eu confio em você" eu respondi sorrindo e encarando os lobos que aceitaram participar do meu treinamento.

Eu não sorri para os lobos que estavam tentando me matar.

  - O que você tem? Finalmente ficou louca? - Chavi gritou.

Aquilo me trouxe a realidade, o cerco a minha volta tinha diminuído.  O encarei séria e falei:

  - Você não faz ideia.

"Ataque o mais forte"

Pulei sobre o mais alto, quase caímos no chão, mas a surpresa o fez estar despreparado, o que me rendeu segundos e socos de vantagem.

"O mais próximo vai tentar te puxar, não deixe que ele consiga. Use o que está ferindo como escudo, acerte outro com força"

O outro lobo tentou me agarrar meu braço e as garras de sua outra  mão estavam prontas para me ferir. Passei meu braço pelo pescoço do lobo que eu acertava, nos girando e o usando de escudo. As garras perfuraram a carne dele, não a minha, então o chutei.  Sem dar tempo para pensarem, chutei joelho  e o estômago do lobo perto de mim, me esquivei do soco e o acertei na cabeça.  No momento que ele caiu no chão, chutei repetidamente seu crânio.

E não tinha se passado mais do que segundos.

"Preste atenção, você tem que tomar cuidado agora,  os dois que sobraram te atacarão juntos"

  "O que eu faço?"

"Se estiverem na forma humana, quebre os narizes. Isso impedirá o olfato e terão lágrimas nos olhos, o que dificultará a visão.  Você terá de três a cinco segundos de vantagens"

Eles vieram para cima de mim, escapei de um, acertei outro, quase fui derrubada, recuperei o equilíbrio. Deslizei por baixo do braço de um deles e dei a volta, acertando uma cotovelada no rosto de um. No outro eu acertei um soco no estômago,  quando ele se inclinou, acertei meu joelho em seu nariz.

"O que eu faço agora?"

"Acabe com eles"

Com movimentos que não reconheci como meus, saltei sobre um deles, acertando meu pé em seu peito e foi o que me deu impulso para acertar um chute no outro tão forte, que seu pescoço virou quase 90° e seu corpo desabou no chão. No outro não foi preciso tanto, torci seu pescoço apenas com minhas mãos.

"Não ache que já está vitoriosa, minha rainha. Jamais abaixe a guarda. Você não matou todos ainda"

Pulei para o lado a tempo de escapar de que uma lança improvisada perfurasse meu corpo. Dos cinco lobos que me cercaram, um ainda estava de pé.  Ele arrancou uma das madeiras que estavam no altar improvisado e a investiu contra mim. Usava toda a sua força para tentar me ferir, pois eu tinha quebrado uma de suas mãos (quando joguei o lobo que ele enterrou suas garras, em cima dele mesmo), então ele estava se certificando de me atingir a distância segura, de modo que ele pudesse me ferir, sem precisar chegar tão perto.

A sua força combinada com sua destreza, o tinha tornado um grande perigo, se ele realmente me acertasse, eu poderia morrer.

"Genn, eu não estou conseguindo!" eu falei preocupada, talvez eu não conseguisse passar nessa parte do treinamento.

"Se acalme, pense direito. A lança é a sua arma, domine-a"

A realidade ainda se misturava com aquelas imagens que ficavam passando na minha cabeça como se fosse um filme. Se sobrepunham a todo momento, eu me sentia como se as estivesse vivendo ao mesmo tempo, em corpos diferentes.

"Vamos minha Rainha, concentre-se! Você está quase lá"

Desviei de mais um ataque e ele acertou a janela atras de mim. O vidro tremeu com aquela investida, lascas de madeira voaram, mesmo não sendo o suficiente para quebrar o vidro, era um começo.

"Isso,  continue!"

Fingi tentar atacar, o lobo recuou e investiu de novo. Apenas tive que sair da frente e ele acertou o vidro, dessa vez o impacto causou um fina e pequena linha. Mas significava o começo de uma rachadura.
Eu consegui fazer isso mais uma vez, até Chavi gritar:

  - O que está fazendo?  Mate-a logo!

O lobo investiu novamente, girei meu corpo e segurei a lança com a mão esquerda no momento que ela acertou o vidro. A puxei para mim  enquanto ela ainda tremia com o impacto causado pelo seu encontro com a janela, o que fez que o lobo não conseguisse contra-la e a soltasse. Girei a  junto com a mim e a passei para a mão direita.

E lá estava eu, parada a frente deles, respirando ofegante, não me importando com meus ferimentos,  vivendo em duas realidades que se mesclavam bem na frente dos meus olhos.

Na floresta, naquele treinamento, a lança estava a minha na minha mão esquerda,  porque  era canhota.  Naquele prédio inacabado,  a lança estava na minha mão direita, porque eu sou destra.

"Isso, minha Rainha" ele falou orgulhoso,  "agora mostre o que você sabe".

O lobo me atacou, mas eu estava com a lança, essa era a minha arma, eu sem pre usava, ele não sabia?

Era como uma extensão de mim, eu a deslizava pela minhas mãos,  eu atacava, eu me defendia, ninguém conseguia encostar em mim, mas eu os feria. Pobre lobo, agora ele tinha uma cicatriz rosto.

Dois lobos que eu derrubei levantaram, era um treinamento aquilo, por isso eu não os tinha matado, não é?

Não! O treinamento era na floresta, aquilo era real! Eles queriam me matar! Eu precisava me defender! Eu precisava proteger as outras marcadas.

Minha sanidade escorria de mim, eu não conseguia diferenciar o que era real ou não.  Eu ouvia a voz do meu lobo, mas não era Theo. Ele estava do meu lado na floresta, mas sua imagem piscava, as vezes eu via Genn, as vezes eu via Theo. As vozes deles começaram a se misturar, como se reecoassem dentro de mim.

Ao mesmo tempo que me davam forças, me mostravam que eu não ieia aguentar por muito tempo.  A dor voltou, eu não estava mais em Fúria?  A dor não era no meu corpo, parecia ser a minha mente lutando contra algo.

E mesmo assim eu continuava lutando. Era quase automático, eu sabia o que precisava fazer sem ter que pensar antes. A lança era uma extensão minha e, como parte de mim, ela mataria quem ameaçasse minha espécie!

Eu iria morrer, já estava conformada, mas eu precisava chegar até Chavi antes. Ele tinha que morrer!

Mas foi ele que chegou até mim. Ele lançou um dos lobos contra a lança, fazendo que eu fosse jogada para trás, batendo violentando contra a janela.

A lança atravessou o lobo noturno a minha frente. Eu estava imprensada contra o vidro, o corpo empalado do lobo próximo demais, encostado em mim, a ponto do sangue que escorria de sua boca cair na minha camiseta.  Eu vi pelos seus olhos o momento em que a vida abandonou o seu corpo.

Ele era um lobo noturno que tinha sido ferido no coração durante o dia, não havia como ele sobreviver.

  - Alfa... Genn... Theo... - eu murmurei - estou prestes a morrer, eu preciso de ajuda!

"Eu sempre estarei com você, confie em mim!"

  - Finalmente!  - Chavi gritou quando jogou o corpo do lobo morto para o lado, ele agarrou o meu pescoço e me tirou no chão,  batendo minhas costas contra a janela de novo.

Mas dessa vez eu ouvi um "crec", o vidro estava pronto para se partir.

  - Agora eu vou te matar e... porque você está rindo?

  - Porque você é burro! - respondi rindo. Joguei minha cabeça para trás com força, óbvio que ninguém entendeu, a dor irradiou no meu crânio,  senti minha pele se cortar, o que significava que o vidro tinha quebrado, só faltava um empurrão.

  - Você está louca, não é? Todo esse esforço te deixou maluca - Chavi falou com nojo de mim e eu ri ainda mais.

  - Como eu disse, você não faz ideia - dei uma cotovelada no vidro, acho que quebrei algum osso,  mas um estilhaço entrou no meu braço e outros caíram no chão.  Um leve vento soprou no meu cabelo, então pude respirar aliviada. Eu tinha cumprido meu propósito, não tinha matado Chavi, mas as marcadas estariam a salvo e Theo mataria Chavi com crueldade (pelo menos era o que eu esperava), então tudo ficaria bem - Vai me matar agora ou vamos bater um papo antes?

  - Com prazer - ele respondeu irritado.

  Chavi apertava o meu pescoço enquanto se transmutava. Eu estava sem ar, não respirava e manchas vermelhas tomavam minha visão, mas pelo menos eu morreria logo e a dor passaria.

Mas quando Chavi estava chegando na transmutação inteira, seu corpo já coberto de pelos e suas garras arranhando minha pele, algo aconteceu.

Eu senti minha pele aquecer, parecido como quando o Theo me tocava, mas se espalhou pelo meu corpo inteiro, principalmente na minha garganta.  Já com Chavi foi muito diferente.

Ele começou a gritar, como se sentisse uma dor insuportável e me arremessou no chão, imediatamente lobos me seguraram, me imobilizando.  Chavi voltou a forma humana, sua mão, a mesma que ele tinha usado para tentar me matar, estava com grandes bolhas, algumas partes até estavam em carne viva. Seus dedos estavam retorcidos, como se todos estivessem quebrados.

  - PEGUEM O CRISTAL! - ele gritou com ódio - EU VOU TE MATAR, SUA PUTA! VOCÊ NÃO QUERIA ESSE CRISTAL? VOU ENTERRAR ESSE CRISTAL NO SEU CORAÇÃO!
 
  - O que você é? - perguntou um dos lobos que me segurava.
 
Revirei os olhos para ele, me recusando a responder essa.

Chavi e outro lobo se aproximaram, ele já vestia uma grossa luva de couro na mão boa, o outro segurava a caixa de vidro com cristal.

Luana gritou e correu para impedi-lo, mas a seguraram. Eu realmente devia ter matado todos.

Emily e Ebony também tentaram, as três gritavam e choravam, até mesmo tentavam lutar para se soltar, mas nada daria resultados.  Me virei para a minha sogra, eu realmente a amava como mãe, eu estava feliz por ter a tido em minha vida. Minha filha tinha tantos modelos bons para se espelhar, que fiquei muito orgulhosa por tê-la deixado com os Ackers.

Meus olhos se encheram de lágrimas e meu coração apertou, de todas as dores que eu sentia, aquela era a pior. Eu sentiria muita falta de Lua e Theo!

Olhei nos olhos de Luana e assim como eu tinha feito com Aninha no dia anterior,  antes que eu fosse raptada, eu fiz naquele momento.

  - Vai ficar tudo bem - eu menti.

Chavi cravou o cristal no meu coração. Houve dor, houve um uivo desesperado ao longe e, então, tudo o que restou foi escuridão.


 

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