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Capítulo 30


— Como assim?  — eu me afastei dele — Do que você está falando?

— Eve, calma — ele tentou pegar no meu braço, mas eu não deixei, me afastando ainda mais.

— Me explica! Como assim "você é um predestinado"? Desde quando você sabe disso?

— Eve — ele parecia triste, talvez um pouco culpado, mas eu precisava de respostas.

— Não — eu o impedi de tocar em mim, eu pude ver a dor em seus olhos, mas ele apenas abaixou o braço — Theo, me responda!

— Desde poucos dias depois que fomos sequestrados — ele disse em voz baixa.

Eu me senti como se tivessem jogado um balde de água fria em mim.

— Poucos dias depois do sequestro?  — me virei sem acreditar naquilo — Theo, isso já faz tempo, eu nem sei exato quanto — passei as mãos pelo meu cabelo nervosamente — Como você soube? Por que não me contou? Eu te conto tudo que acontece comigo, TUDO!  E você não pensou, nem por um minuto em me falar disso? — eu estava me sentindo traída.

— Eve, me perdoa, por favor! — de novo ele tentou chegar até a mim, de novo eu recuei — Não faz isso.

— Nós juramos!  Nós prometemos que contaríamos tudo que acontesse um para o outro.  Cada sonho, cada visão,  cada conversa que eu tive e que fosse importante você saber, eu te contei! Eu nunca te escondi nada! Agora você fala que sabia que você também era um predestinado e que sabe o que isso significa? — eu estava muito irritada,  decepcionada, brava, nervosa.  Eu queria gritar, bater no Theo ou chorar — Desde que tudo isso começou, eu venho me martirizando por não saber o que eu era, por não me entender.  Você me viu me questionar, ficar preocupada, quantas vezes eu duvidei de mim ou fiquei me perguntando qual era o meu problema e você sabia da verdade?

Cada vez mais estávamos mais afastados da casa, chegando perto do bosque que rodeava a casa. Se eu pudesse estaria gritando, mas se eu fizesse isso, os lobos na casa ouviriam e sairiam para ver o que estava acontecendo.  E eu não queria plateia.

— Eu precisava ter certeza,  passei todo esse tempo pesquisando e procurando por respostas — ele disse aflito.

— Não venha com desculpas! — eu cheguei perto dele, praticamente rosnando as palavras — No dia que você acordou naquele quarto hospitalar, na casa de Corey, você confessou que sabia que eu era diferente e você usou essas mesmas desculpas.  Mas também me prometeu que nunca mais ia esconder nada de mim!

— Eu sei que você está brava, talvez decepcionada, mas eu só estava tentando te proteger.

— Me proteger?  Omitindo coisas de mim? — eu ri sem humor — Eu posso aguentar essa merda de qualquer pessoa,  qualquer criatura ou a porra que seja, mas de você não!

— O que você queria que eu fizesse? — Theo também estava nervoso — Você quase tinha sido morta, eu não podia arriscar sua vida de novo!

— Você também quase morreu, seu idiota! Aliás,  eu sai daquele lugar muito melhor do que você, então pare de tentar ser o meu herói salvador,  eu não quero isso!  Eu quero um companheiro!  Quero poder dividir qualquer coisa com você! Que porra de mania é essa de querer carregar o mundo nas costas? Tem horas que eu quero arrebentar sua cabeça com um taco de beisebol! — eu bufei irritada e ele deu um sorriso de canto.

— Eu sei. Me admira você nunca ter tentado.

— Não me tente!  — apontei o dedo para ele.

— Eu te amo — ele falou — Muito mais do que um dia achei possível e menos do que acho que você merece. Eu posso ser um "idiota" as vezes, ou na maior parte do tempo, mas é porque a simples ideia de que algo possa acontecer com você,  me deixa louco.

— Golpe baixo — eu disse cerrando os olhos — muito baixo.

— Cada um usa armas que tem — ele disse dando de ombros, mas sorrindo.  Theo me puxou para seus braços e me abraçou apertado — Me desculpa, eu não quis te magoar.

— Eu exagerei, eu sei — resmunguei — é que estou tão cansada — me aninhei ainda mais no seu peito — eles esquecem que eu tenho apenas dezenove anos. Eu acabei de chegar a maioridade e já tenho o mundo sobrenatural inteiro me cobrando ser algo que eu nem sei o que é.  Acho que descontei em você.

— Tudo bem, eu também me sinto assim — ele disse afagando minha cabeça — eu prometo dividir tudo com você a partir de agora.

— Sem mais segredos? — perguntei para ele.

— Bem, então, tem mais uma coisa que eu deveria te contar — ele falou.

— O que?  — perguntei desconfiada.

— Sabe o meu lobo? Talvez ele agora seja seu. . .

— COMO ASSIM?

Eram quase dez horas da noite, eu tinha acordado há pouco tempo, tinha tomado banho e estava me arrumando para a ceia. Nossos convidados chegariam a qualquer momento.

Eu queria ter participado mais da organização, mas depois da informação que agora o lobo do Theo me pertence, foi demais.  Depois de dois dias intensos, eu precisava descansar!

— Quer dizer que agora você é meu — falei olhando no espelho — por isso que te sinto aqui — coloquei minha mão sobre meu peito — isso explica muita coisa. Você sempre está disposto a me salvar, sempre me ajuda. Também foi por isso que eu pude entrar em fúria, não é? — eu o podia sentir em mim, ele fez um pequeno som, como um latido concordando — Oh, lobos latem? Achei que não, vou pesquisar isso no Google — eu juro que ele revirou os olhos para mim — hey — eu disse rindo — Não revire os olhos para mim, mocinho! Acho que vou te dar algum nome. Eu li um livro que o lobo chamava Eiron, que tal? — ele rosnou — Ah, qual é, é um bom nome? Ok, vamos achar algo original.

— Falando sozinha?  — Theo perguntou entrando no quarto.

— Falando com o seu lobo, nosso eu acho — dei de ombros.

— Vocês conversam? — ele perguntou surpreso, me abraçando por trás. Nós dois olhávamos para o espelho.

— Não é bem uma conversa, eu sinto as reações dele. Por exemplo, ele gosta muito quando você me toca, eu sei que ele está feliz por você me abraçar.

— Garoto inteligente — Theo sorriu e beijou o meu pescoço — agora é melhor descermos. Acredita que o molequinho rosnou para o seu irmão porque ele tentou pegar a Lua no colo? — Theo contava enquanto descíamos as escadas — Já que vão ficar assim juntos, acho que vou treinar o Kit para não deixar nenhum macho tocar a Lua, exceto eu — ele disse convencido.

— Treinar?  Theo! — eu bati nele, que apenas riu.

Boa parte da família estava reunida na sala, aquilo me lembrou muito Natal. O que me deu nostalgia,  minha "família" não comemorava o Natal há muito tempo, a igreja deles não permite.

— Tio! — Kit correu para Theo, o menino parecia muito bravo — Querem pegar a Lua, eu falei que não! Eu vou moder eles!

— Não falei —  Theo falou presunçoso, então se abaixou para falar com o Kit —  quem quer pegar a Lua?

—  Eles — Kit apontou para o gêmeos que riam. Lua estava sentada no chão e os gêmeos estavam ajoelhados por perto, provocando o garoto.

— Kit —  Theo falava sério, até colocou a mão no ombro do menino — Eu aprecio muito o que você está fazendo, estou confiando em você para me ajudar a proteger a Lua. Nós somos lobos, mas ela é uma pequena humana, nós precisamos protege-la, não podemos deixar que nada a aconteça.

— Como você protege a tia Eve? — Kit perguntou com os olhos brilhantes.

— Extremamente assim —  Theo sorriu para Kit — Você vai me ajudar?

— Vou! — Kit gritou animado e fez a sua versão da reverência para o Theo.
— Agora vou te contar um segredo, sabe aqueles dois —  ele indicou os gêmeos, que olhavam desconfiados — Você pode morder a vontade.

Kit sorriu, concordando.  Então saiu correndo e pulou sobre Henrique, que estava segurando a mão de Lua, e o derrubou no chão.

Minha filha riu e bateu palmas, achando muito divertido o seu pequeno protetor tentar arrancar um pedaço do braço do Henrique com os dentes.

— Theo, você não vai fazer nada?

— Por que? A Lua está se divertindo — ele cruzou os braços, sorrindo com a cena.

Realmente era um banquete, a mesa da área de churrasco estava repleta de comida e bebidas. Havia luzes pisca-pisca decorando o ambiente, uma das poucas fontes de iluminação do local, o que dava uma sensação mais intimista. Realmente, estava lindo.

— Antigamente usavam tochas para iluminar, mas suas amigas forar criativas. Eu também não gosto muito das tochas.

— Jesus! — gritei assustada.

— Jesus? Não,  Vlad — aquele vampiro imbecil me corrigiu — Francamente Eve, nunca ouviu que é pecado dizer o nome de Deus, e do filho dele, em vão? Eu esperava mais de você!

—  Muito engraçadinho!  Não chegue sorrateiro assim, avisa, faz barulho, alguma coisa!

— Eu sou o assassino perfeito, óbvio que sou sorrateiro — ele sorriu maldoso — E como você está?

— Preocupada com meu bem estar? Estou comovida!

— Não se sinta especial, tenho planos para o futuro e você e seu lobo fazem parte deles.

— Olá Eve, eu estava cumprimentando sua família pel ótimo trabalho — Allegra disse me abraçando — eu trouxe aquela vodca que você gostou, a nossa favorita.

A vodca de milhares de dólares?  Por que não?

— Obrigada,  que bom que puderam vir — eu respondi. 

Logo depois Wong e Ebony chegaram. Wong tinha dispensado sua guarda, eu podia até falar que era raro, mas a última vez que ele veio também estava sem a guarda. Tudo bem, acho que Chavi não vai com a minha cara mesmo.

— Essa festa está muito bonita e a comida maravilhosa — Wong falou.

— Obrigada, mas eu não mereço crédito nenhum por nisso, chegamo aqui na hora do almoço e tudo o que eu fiz foi comer e dormir — dei de ombros — mas se quer agradecer, fale com o Arthur, que é responsável pela comida, e com a Aninha e a Helena, que fizeram a decoração.

— Sempre dividindo os créditos — Ebony sorriu.

— Eve — Marcelo chamou — seus amigos chegaram.

Fiquei confusa por um segundo, até lembrar que tinha convidado Clara, Lucas, Nathália e Erick.

— Desculpa o atraso — ela falou um pouco tímida quando eu a recebi na sala — eu não sabia o que trazer, então fiz cookies de chocolate — ela segurava uma bandeja cheia de cookies.  Lucas segurava outras, também cheias.

— Ela cozinha quando está nervosa — Lucas falou.

— Quanto mais chocolate, melhor — Aninha  exclamou, já chamando Marcelo e os gêmeos para ajudar a carregar as bandejas.

— Wong e Vlad estão aqui  — sussurrei para Lucas, quando o abracei. Ele apenas concordou e manteve os olhos em Clara, que estava cumprimentando Helena e Mony — Depois eu preciso falar com você, conheci duas vampiras e prometi ajuda-las, mas não tenho muito conhecimento na causa.

— E por que eu ajudaria? — ele perguntou arrogante e eu ri.

— Acredite morceguinho, você vai.

— Adorei a camiseta de vocês — Nathália falou e Theo sorriu orgulhoso.

— Ganhei da Eve nos dia dos pais — Theo usava sua camiseta "Daddy Wolf" e Lua a que estava escrito "Baby Wolf".

Theo tinha tomado para si a tarefa de arrumar Lua, ele disse que estava passando seu estilo para ela. Ele realmente tinha levado a sério suas obrigações como Consorte.
E adorava jogar isso na minha cara.

Estávamos sentados em volta da mesa. Exceto Corey, Jonathan, Arthur e Mony que estavam em volta da churrasqueira.

— Você me lembra alguém — Vlad falou para Clara.

— Vlad, pare de assustar a minha amiga — eu o repreendi.

— Já vai dar meia noite — James avisou — por tradição o ser mais velho ou mais forte é o que faz os agradecimentos. Normalmente eu revezo com o meu irmão e meu primo, mas como nosso Alfa e o Alfa vampiro estão aqui, pedimos que um deles faça.

— Tepes é mais velho do que eu — Wong respondeu tranquilamente, bebendo algum drink.

— Você está louco se acha que vou fazer isso.  Apenas fale Jim — Vlad retrucou.

— Ok — Wong falou a contragosto e se levantou —  Nós celebramos o Dia de Todos os Santos há muito muito tempo, muito antes dos humanos utilizarem essa data. Nós agradecemos e celebramos a memória de todos que vieram antes de nós, dos que lutaram por nós, dos que acreditarem em algo e travaram batalhas por um bem maior.  Nós agradecemos aos que não abaixaram a cabeça, aos que não se conformaram nem por um segundo, aos que enfrentaram poderes até maior do que os seus, apenas por liberdade.  A caça pela verdade é complexa e dolorida, mas necessária. Agradecemos ao sobrenatural por nos proteger. Agradecemos quem amamos, simplesmente por existirem — Wong sorriu para Ebony, que sorriu de volta. Theo, que ja estava com seu braço em volta dos meus ombros,  me apertou ainda mais a ele e beijou minha cabeça — Agradecemos a liberdade, que nós nunca a percamos.
— Agora são os presentes — Theo sussurrou no meu ouvido.

— Como assim?  Você não falou nada, eu não comprei nada para ninguém — falei aflita.

— Por que não é você que dá — ele riu — Nós os lobos que damos presentes para nossos Marcados.

— Então é coisa de lobo?

— Não, é uma tradição do mundo sobrenatural. As quatro espécies originais, mais os anjos, presenteiam quem amam. Algumas outras espécies acabaram aderindo a essa ideia, mas para nós é uma tradição muito séria — ele explicou pegando uma caixinha na sua jaqueta — Normalmente os filhotes dão os presentes para as mães,  mas quando crescemos sempre presenteamos nossos companheiros.

Olhei em volta, todos os marcados estavam recebendo presentes dos mais variados tipos, mas todos pareciam bem caros. Nathália tinha ganho algo de Erick e ficou tão feliz, que pulou nos seus braços. Até Clara ganhou algo de Lucas e ela parecia envergonhada, mas sorria.
— Aqui está o seu — Theo me entregou a caixinha de veludo azul.

Dentro tinha uma gargantilha de couro negro com uma meia lua de prata e uma pedra azul no meio, muito parecido com nossas marcas.

— É lindo, eu amei!  — exclamei feliz, o abraçando e o beijando.

— Que bom, eu realmente demorei para achar algo que fosse perfeito — ele falou orgulhoso — e esse é para a nossa filhote.

Ele tirou uma pequena pulseira que tinha uma meia lua, um lobo, uma estrela e um coração como pingentes.

Deu um pouco de trabalho colocar nela, porque Lua não parava quieta, mas até ela ficou encantada.

— Lobo — ela disse apontando para o pingente.

— Sim, meu amor, igual o papai — eu disse.

— Kit — ela apontou para o pingente, me fazendo rir.

— Isso só pode ser brincadeira — Theo falou revoltado, revirando os olhos.

Livro está acabando, falta muito pouco...

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