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Capítulo 26


— Fiquei surpreso — ele disse assim que entrei naquele mesmo cômodo das outras vezes — Normalmente você gosta de fingir que não quer me ver — ele ainda estava de costas para mim, bebendo da sua taça. O que, raios, tem nessa taça?

— Normalmente eu não quero mesmo, mas dessa vez sou que preciso da sua ajuda — respondi.

— Isso vai ser interessante — ele se virou para mim, com aquele sorriso maldoso — fale.

— Não se anime, não é para matar ninguém — ele bufou frustrado — mas se eu me revoltar contra o conselho dos Lobos Marcados, você estará do meu lado?

— Voltei a me animar, explique melhor.

Eu me sentei em cima daquela mesa, que ele já tinha jogado na minha cara que era mais velha do que eu, e contei tudo sobre o jantar na casa de Wong.

— E Wong ficou quieto vendo tudo isso acontecer? — ele me perguntou e confirmei com a cabeça — Ele provalvemente está te testando, vendo até onde tudo isso vai.

— Você faria o mesmo que ele?

— Por favor, vampiros não tem "Conselho". Eu mando, o resto obedece ou morre — ele disse dando de ombros — o máximo que temos é uma reunião com meus filhos em que eles me falam o que está acontecendo, mas ninguém decide nada por mim. Quem inventou essa história de Conselho foi Azzare, "Vamos dar voz a todos" — ele fez uma voz debochada — aposto que ela está arrependida agora!

— Podemos voltar ao ponto? Eu preciso saber, se eu arrumar uma grande briga, você estará do meu lado?

— Não está contando com o apoio de Wong?

— Não quero o apoio de Wong nisso. Eles estão bravos por mais um Acker está no conselho, ainda mais uma Marcada. Não quero que Wong "passe a mão na minha cabeça", para não parecer fraca. Eu preciso encontrar um jeito de proteger os Marcados, mas o Conselho está com tanta raiva de mim, que vão acabar com qualquer ideia minha.

— Você não precisa deles, você é a Conselheira dos Marcados, você é a responsável pela vida dos outros da sua espécie.

— Ah, que legal! Agora eu estou me sentindo bem melhor, sem pressão! — ser a responsável por toda a minha espécie? No meio de uma guerra?
Vlad riu de mim.

— Bem vinda a vida, morte no meu caso, de Alfa. Tudo o que acontece com todos os Vampiros do mundo e tudo o que acontece por causa de todos os Vampiros no mundo, é minha responsabilidade. Os outros me chamam de louco, assassino ou qualquer outra coisa assim, porque ninguém entende o que é ter toda essa responsabilidade em cima de si.

Eu nunca tinha pensado por esse lado.

— Eu ainda te acho louco — resmunguei e ele riu alto.

— É, isso eu realmente sou — ele se sentou do meu lado — Eu não posso falhar, quando eu faço isso, pessoas morrem. Já tenho mortes demais na minha conta, incluindo de pessoas que eu realmente gostava.

— Allegra? Quer dizer, a outra vida dela? — perguntei.

— Também, mas sabia que naquela noite, outra garota também foi morta por Lúcifer e também foi por minha causa? — eu neguei com a cabeça — Eu sou o primeiro Vampiro, o "assassino perfeito", mas meu "Pai" criou outros depois de mim. Criaturas sórdidas que não pensavam em nada. Um dia atacaram uma garota e a usaram de brinquedo de morder. Quando cheguei, acreditei que ela não sobreviveria, mas dei do meu sangue e ela se recuperou.

— O que aconteceu depois?

— Ela jurou lealdade de mim, um juramento Vampírico nunca pode ser quebrado, custaria a vida de quem o fez. Eu a treinei e ela ficou do meu lado, durante muito tempo. A ajudei a caçar o vampiros que a feriram e ela matou um a um, inclusive fez um colar com as presas deles — ele disse saudoso — Ela também me ajudou a proteger Allegra, aliás, foi ela e Genn que me ajudaram a entender meus sentimentos por Allegra.

— Qual era o nome dessa garota?

— Pritym, na língua na qual nascemos, significa "protetora". No fim, foi exatamente isso que ela era.

— O que aconteceu?

— Lúcifer a matou — ele disse em um suspiro — logo após matar Allegra e Genn o atacar, Lúcifer tentou me matar, Pritym entrou na frente e morreu por mim. O que aconteceu depois você já sabe.

— Então você perdeu muitos que amava — falei — sinto muito.

— Eu as perdi porque não tive a coragem de fazer, logo no início, o que precisava. Tentei lidar com tudo o que me cercava e demorei para entender que o único caminho é tomar as rédeas da situação na sua mão. O único jeito de ter um futuro bom, é o criando — ele parou e olhou para mim, desse jeito ele não parecia o temido Conde Drácula, mas sim um amigo — Eu realmente gosto de você, Eve, apesar que temos questões ainda a resolver, mas isso será no futuro. Se você quer criar mais uma guerra, eu não importo, estarei com você. Eu te apoiarei em qualquer decisão, desde que a você tome por si. Se você quer proteger todos os Marcados, o faça, você encontrará um jeito, pois só você pode fazê-lo. Tome o controle da situação, pois ele pertence a você.


🐺


— Com licença — eu disse para Emily e Jonathan, parada na porta do quarto deles — Jonathan, posso falar com você?

— Claro — ele disse se aproximando.

— Você tem algum relatório ou algum documento sobre a atual situação financeira dos Lobos? Eu sei que é você que controla todos os investimentos, eu queria poder estudar isso.

— Eu tenho sim, é o relatório que vou apresentar para o Alfa hoje. Mas, Eve, você não precisa disso. Aquilo que aconteceu na noite passada foi ridículo, você não precisa saber de tudo sobre os outros setores.

— Tudo bem Jonathan, não é por eles, é por mim. Eu tive um ideia e quero saber se ela é viável.

— Certo — ele sorriu para mim e me entregou a pasta.

Passei boa parte do dia trancada no quarto com Theo, ele escutou tudo o que falei, desde a minha conversa com Vlad até a minha ideia de proteção aos Marcados.

Theo me apoiou em tudo, ficando até mais animado do que eu e me ajudou a desenvolver melhor. Ele mesmo ligou para Vlad para acertar os detalhes.

As exatas palavras de Vlad foram:

"Vocês querem que eu passe por cima dos acordos com Lobos e participe de uma possível revolução da espécie de vocês, fazendo um acordo diretamente com os Marcados, mesmo sabendo das possíveis consequências disso? É óbvio que aceito!
Aliás, eu decidi ir nessa reunião!"

Nem com a minha família eu fui conversar, eu sabia que todos tinham chego, mas Theo e eu não saímos do quarto. Acho que James e ou outros contaram sobre o jantar, porque nenhum deles veio falar comigo também. Apenas vi Luana quando ela veio buscar Lua para darem uma volta.

Theo me explicou sobre os outros Conselheiros, sobre cada função. Também me falou sobre as tradições e como funcionava o ritual da fogueira.

— Então é nessa hora que você falar tudo o que planejamos.

— Não era melhor eu falar na reunião antes — eu ri da empolgação dele.

— Não! Eu quero estar presente e quero que todos vejam o que você vai fazer — ele disse me abraçando — Já escolheu sua roupa?

— Um roupa que represente o meu papel como conselheira? Sim, eu já tenho uma ideia do que usar — eu sorri.

— Hora do banho — ele falou me pegando no colo e me carregando para o banheiro.

🐺


— Pronta? — Theo me perguntou.
— Pronta!

Me olhei no espelho uma última vez, eu estava com uma calça, uma blusa regata, coturno e a jaqueta de couro do Theo, tudo preto. A roupa era bem parecida da vez que fomos resgatar Lua.

— Preparada para uma batalha? — Corey perguntou quando entrei na sala.

— Com certeza — respondi.

— Tenho a impressão que vou adorar essa reunião — Thalita disse — Vai lá, cunhada, e chute a bunda de todos os conselheiros!

— Como? — James levantou a sobrancelha.

— Vocês entenderam — ela deu de ombros.

— Hora de irmos — Jonathan falou se levantando — filhote — ele falou para Caio — você é o responsável até os outros chegarem. Para variar, Ezra resolveu chegar em cima da hora.

— Meu velho é foda — Corey falou rindo.

— Já sabem das regras, até mais tarde!

— Vai dar tudo certo! — Bernardo disse me abraçando.

— Eve, é você, óbvio que você vai se sair bem — Helena tentou me animar.

— Mostre quem é quem manda! — Mony falou.

— Vai lá e arrasa! — obvio que foi Aninha.

— Eve, independente do que acontecer, eu quero que você saiba que mudou a minha vida e, tenho certeza, que mudou a vida dos outros aqui, principalmente dos Marcados — Hannah disse em um abraço apertado — Henrique disse que o seu papel agora é cuidar dos Marcados, mas isso você já faz, então está tudo bem. Você é a melhor!

Respondi o sorriso dela com o meu, ia ficar tudo bem!

E, bem, se não ficasse eu teria os vampiros ao meu lado…

A viagem de carro demorou muito mais do que eu esperava, horas! Fiquei reparando nas roupas dos outros. Teoricamente, nossas roupas deveriam representar nossas funções no conselho, Corey usava uma roupa parecida com a de médico, com um jaleco, mas a diferença era que sua roupa era toda preta e azul. Jonathan estava com termo de três peças, provalvemente feito sob medida para ele. Sua gravata era de um azul muito claro, quase cinza, a mesma cor dos seus olhos quando ele está na forma do lobo. A roupa mais parecida com a minha, era de James, que parecia estar vestido para uma operação especial da SWAT.

As Marcadas estavam vestidas com vestidos longos, mas não muito chamativos. E Theo estava sendo ele, calça jeans, botas, jaqueta e óculos escuros. Lua também, ela usava botas, uma calça que imitava jeans, uma camiseta que dizia "I'm not a princess" e uma jaqueta preta grande.

Chegamos em um lugar que a mata era mais fechada, o carro prosseguiu com dificuldade, logo mais carros apareceram e seguimos em fila.

James estacionou o carro, descemos e fomos o resto a pé. Theo segurou forte na minha mão, mostrando sua confiança. Maya e Matteo nos cumprimentaram, ao longe vimos Zaki e Otto conversando, mais a frente estavam Sarah e Yumi.

A medida que andávamos, fui sendo pega por uma sensação de familiaridade, eu conhecia aquele lugar! Eu quase podia ouvir a música alegre, os tambores, os cheiros, as risadas. Mesmo sendo um fim de tarde frio, eu me sentia aquecida.

— Você está sentindo isso? — Theo me perguntou sussurrando — Essa energia?

— Você também está? — perguntei surpresa.

— Eu normalmente sinto isso, mas como eu só chego quando a reunião já está acontecendo, sempre achei que era normal.

— Tudo o que estou sentindo e, praticamente, ouvindo, é como no meu sonho. Theo, eu tenho quase certeza que já vivi tudo isso, mas é loucura, não é?

— Se aproximem — Wong nos chamou, interrompendo nossa conversa. Ele estava parado na frente de uma estrutura que parecia uma grande meia lua. Ao seu lado estavam Ebony e sua guarda — O sol já está se pondo, vamos começar, Zaki.

Zaki foi a frente, o resto de nós ficamos em volta da fogueira, Conselho a frente, Consortes e filhotes (Yumi carregava uma menina nos braços e Matteo estava de mãos dadas com dois meninos pequenos) atrás. Ebony acenou para mim de longe.

— Como fazemos a milênios, estamos hoje aqui pedindo a proteção do Lobo Original. Que Genn nos abençoe para que, mesmos que por caminhos turvos, sigamos seus passos —Zaki falava — Que possamos limpar nossos espíritos de tudo aquilo que não é importante para a nossa espécie, que possamos encontrar o caminho dos Lobos, sem nunca nos desviar ou distrair.

Revirei meus olhos. Sério mesmo que eu ia ter escutar indirestas, travestidas desse papo?

— Que a lua nos ilumine — Zaki falou e Lua olhou em volta, isso foi fofo e eu quase ri, mas todos se mantinham sérios, então me segurei.

Quando Chavi foi passar a tocha que segurava para Zaki, Wong o impediu.

— Não, entregue para Eve.

— Mas senhor...

— Para Eve, agora.

Eu pude ver nos olhos de Chavi como ele estava me entregando a tocha contrariado. E eu nem sabia o que fazer com aquilo!

Theo indicou com a cabeça a estrutura de em formato da lua crescente e eu entendi o que fazer.

— Que a lua nos ilumine, que Genn nos proteja e que Azzare nos guie — falei e então acendi a fogueira em formato de meia lua.

Óbvio que todos me olhavam meio surpresos (alguns bem surpresos), mas Theo sorria orgulhoso, então quem liga para o resto?

Os outros Conselheiros fizer uma fila, beijando o anel o de Wong e o saudando, fiquei por última de propósito.

— Eu não vou beijar a sua mão — eu disse quando foi a minha vez com ele. Wong riu.

— Imaginei que não — ele respondeu me abraçando.

— Só quero te lembrar que o que acontecer aqui, será única e exclusivamente sua culpa, porque eu não queria estar aqui. Você forçou, agora aguente as consequências! — sussurrei para ele.

— Mal posso esperar por isso — foi a resposta dele.

A guarda de Wong para uma pequena construção de pedra ali perto. Foi aí que nos separamos dos nossos Consortes. Os "Intocáveis" foram levados para outra parte, o lugar onde estariam protegidos e sendo servidos, enquanto eu fui parar numa sala circular, sentada em uma cadeira de madeira e couro, em uma mesa redonda de pedra, vendo Otto falar sobre as novas documentações e contratos dos Lobos, pelo o que pareceram horas.

Aparentemente o papel do Otto no Conselho é resolver toda a Burocracia e ter toda a história lupina documentada, além de tentar nos matar de tédio.

Um lobo estava me servindo café e eu me perguntei se não teria mais daquela vodca que tomei na primeira vez que fui na casa de Wong.

— Aposto que se fosse uma reunião do Vlad, teria — resmunguei.

— O que disse Eve? — Wong perguntou, interrompendo a fala de Otto, que pareceu bem irritado comigo pela intromissão.

— Hã? Eu disse "Que interessante", por favor Otto, continue com esse assunto sobre as novas demarcações geográficas na Europa Ocidental!

— Oriental — ele me corrigiu seco.

— Oriental? Melhor ainda! Continue, por favor! — eu vi os Acker's segurando o riso.

Então foi a vez de Sarah, que falava das relações com as outras espécies e o medo de algumas que estavam estremecidas.

— Já que você parece ter opinião sobre tudo, o que acha Eve? — Otto me perguntou presunçoso. Todos se viraram para mim, esperando pelas minhas palavras.

— Eu, bem, eu acredito que o foco deveria ser nas quatro principais — respondi um pouco hesitante, mas respirei fundo e continuei — os quatro pilares são os Lobos, Vampiros, Bruxos e Venins. Se as quatro espécies estiverem juntas, as outras acabaram ficando do nosso lado, mesmo que seja por medo. É só mostrar para as outras espécies, a união dessas quatro.

— E como fazemos isso? — Sarah perguntou interessada.

— Talvez uma festa ou algum grande evento que todos possam se como os quatro Alfas estão unidos. Seria legal chamar ou outros Alfas Lobos. Os Lobos Marcados e os Lunares tem boas relações, Leon parece ser um cara legal — dei de ombros — apesar que o Pietro não vai com a minha cara e o Calli me dá arrepios.

— É uma ótima ideia — Sarah falou anotando coisas no seu bloco de anotações.

Depois, mais Conselheiros foram falando, foi muito legal ver os Acker's, eles realmente dominam o assunto. James falou um pouco sobre a investigação no caso dos sequestros e assassinatos dos Marcados, mas o caso não era dele. Era a guarda pessoal de Wong que estava investigando.

— Eve, agora é a sua vez — Wong falou — Quais as novidades que tens para me apresentar.

— Bem, eu encontrei mais uma Marcada. Ela se chama Hannah, é a Marcada de Arthur, filho de Corey. Contando com ela, eu já encontrei cinco Marcados — os outros Conselheiros me olhavam surpresos — estou criando uma teoria sobre Marcados se atraírem, acredito que nós confiamos em outro marcados, mesmo sem saber que ele é um ou, até mesmo, antes de saber que nós mesmos somos.

— Isso é interessante, mudaria muita coisa — Wong ponderou — E o que mais?

— Eu quero o cristal de volta — o assombro foi geral. — Eu quero de volta aquele cristal que entreguei a vocês na noite em que fui raptada.

— O quê? — Wong perguntou espantado.

— Exatamente isso, eu quero o cristal de volta. Vocês ainda não tiveram resultados conclusivos, não avançaram em nada na investigação sobre o que ele é. Eu acredito que posso encontrar melhor função para ele, quero fazer uns testes. Por isso eu preciso dele de volta.

— Impossível — foi a vez de Chavi se pronunciar — Não é assim que as coisas funcionam!

— O problema é que nada tem funcionado, minha espécie continua ameaçada, continuamos sendo perseguidos em uma tentativa de atingir vocês. Quero proteger a minha espécie, por isso estou pedindo o cristal de volta.

— As investigações estão lentas, porque ninguém pode tocar nesse cristal sem ganhar uma queimadura! — Chavi se defendeu.

— Eu posso, tanto que eu o usei para matar um lobo — dei de ombros.

— E o que pretende fazer com ele? — Wong perguntou.

— Alguns testes — sorri de canto.

— Sem querer ofender — Otto falou na voz de quem queria ofender — mas se usou esse tal cristal para matar um lobo, porque o dariamos a você?

— Eu também usei uma faca, uma espada, um cano, uma pistola nove milímetros e minhas próprias mãos — respondi enumerando com os dedos — deve ter mais coisa, mas agora não me lembro.

— Uma seringa com Wolfsbane — Corey me lembrou.

— Verdade! Eu estava me esquecendo justo dessa — bati minha mão na testa — Se for para ter medo de mim, tenha da minha existência, não do que eu possa ter em mãos.


🐺

A conversa sobre o cristal não foi encerrada, apenas adiada. Eu não ia desistir daquilo!

— Reconhece esse lugar? — Wong me perguntou.

— O lugar onde nos encontramos nos meus sonhos — murmurei.

Era o alto do morro, lá embaixo era a clareira onde eu podia ver a reunião. Milhares e milhares de lobos e Marcados reunidos, a fogueira ardia, todos conversavam animadamente, crianças corriam e brincavam, havia algumas mesas com muita comida, ainda intocada.

Aquela visão era linda, era forte, como uma energia viva e pulsante.

— É uma das coisas mais lindas que eu já vi!

— Sabia que essas reuniões foram ideia de Azzare? Ela dizia que era união de todos que deixava a espécie mais forte. Então ela criou esse evento, onde todos os lobos estariam no mesmo espaço para celebrar a vida e a união.

— Somos Um — murmurei sorrindo.

— Somos Um — Wong concordou.

— Vamos? — James nos chamou.

Descemos o morro, confesso que eu estava com medo de cair e passar vergonha, mas foi tudo bem.

A guarda de Wong ia a frente, os Lobos e Marcados abriam o caminho, eles faziam referências para Wong enquanto passávamos. Seguimos pelo meio deles, até que chegamos em um palanque, Ebony nos esperava na escada que subia para o palanque.

No pequeno palco haviam duas cadeiras grandes, como dois tronos, a frente e mais oito menores atrás.

Óbvio que os lugares a frente eram de Ebony e Wong e as de trás eram nossas. E, é claro, que me deixaram com a do canto, quase isolada das dos demais.

Wong foi a frente, o tambor soou três vezes.


Bati minha lança três vezes no chão e então havia um silêncio absoluto, apenas cortado pelo crepitar do fogo.


Balancei a minha cabeça, tentando tirar aquela imagem da minha cabeça.


Desviei meu olhar para o meu povo, minha filha mais velha dançava com seu marcado, eles riam e pulavam ao ritmo da música, sem soltarem suas mãos, deixando suas marcas no pulso sempre perto uma da outra.


Olhei em na multidão, encontrei o olhar de Theo, ele segurava Lua no colo. Minha filha era pequena, estava no colo do pai, o que estava acontecendo comigo?


Olhei para o meu lobo, sentado no trono ao meu lado, sua pele clara, seus olhos verdes, cabelos compridos que desciam pelas suas costas, a barba que emoldurava seu rosto e a aparência de alguém com um pouco mais de 30, mesmo tendo séculos de idade. Eu nunca, em minha existência, encontraria uma criatura tão bela quanto ele. Ele sorriu para mim e tomou mais gole de sua taça.


— O que está acontecendo? — ele murmurou para mim.

— Eu não sei — respondi apenas mexendo os lábios.

Eu realmente não sabia o que era, as imagens se sobrepunham na minha mente.


Eu sorri vendo a glória de tudo o que construímos. Meu lobo sorriu, se levantando e vindo até mim, parando ao meu lado.

— Isso tudo é devido a você, minha rainha — ele sussurrou.


As palmas e gritaria dos lobos me acordaram. Wong já tinha terminado seu discurso sobre a atual situação dos lobos. Eu não ouvi uma palavra.

— Agora, os novo na nossa alcateia, se apresentem! — Wong falou.

Alguns Marcados se posicionaram na frente do palco. Vi minhas amigas ali, elas estavam nervosas, quase ri porque parecia que Henrique não queria soltar a mão de Hannah. Edu olhava tudo em volta, parecia apreensivo, mas ele fazia aquilo de respirar fundo para se acalmar. Bernardo olhava para mim, as vezes fazia careta, o que me dava mais vontade de rir.

— Eve, venha aqui — Wong me chamou, o que me deu um susto e quase tombei da cadeira, eu estava tão na ponta do palco, que cairia dele.

A boa notícia é que só Theo e Bernardo viram isso.

A péssima notícia é que o Theo e Bernardo viram.

Fui até Wong, ele me fez parar de todos .

— Eve é a nova conselheira, mas também é nova em nossa alcateia, ela também receberá a benção — Wong furou seu dedo em uma lâmina que um lobo lhe ofereceu, então encostou seu dedo na minha testa, fazendo algum desenho na minha pele — Evelyn Acker, te recebo na Alcateia e te dou a bênção em nome de nossos antepassados. Que a sua vida seja plena e grandiosa, que sua vitória seja nossa vitória e que sua glória reflita sobre nós! 

Eu pisquei e por um segundo eu vi o meu lobo, o meu outro lobo, fazendo exatamente a mesma coisa, só que não era em mim. Era em outra Marcada, uma outra garota que também estava nervosa. Eu estava sentada no lugar de Ebony e sorria para a cena.

— Venham até mim — Wong falou. Eu ainda estava tentando entender o que estava acontecendo. Os Marcados e as crianças fizeram uma fila, Wong desenhou o mesmo símbolo na testa de todos — Sejam todos bem vindos a Alcatéia, que a glória de cada um seja a glória de todos!


A escuridão pode ser densa, mas não estamos sozinhos, o problema de um, é o problema de todos. A glória de um, é a glória de todos! Nós Somos Um!


Pisquei confusa, que merda estava acontecendo?

Eu vi todos comemorarem, Hannah pulou nos braços de Henrique, apontando para o desenho na testa e sorrindo. Ana fazia careta e Marcelo ria. Bernardo fazia cara de nojo para o sangue na sua testa

Tudo estava normal, não estava?

Agora era a vez dos bebês. Pais e mães orgulhosos exibiam seus filhotes pequenos. Óbvio que Theo foi um dos primeiros, principalmente com a Lua vestida numa mini versão dele. Ele a exibia orgulhoso.

Diferente de quando foi com os Marcados, dessas vez eram lobos que colocavam colares com pingentes de meia lua nos bebês. Lua ficou olhando feio para o lobo que se aproximou dela.

— Esses bebês, tão pequenos ainda, são o futuro da nossa alcateia. Que nosso futuro seja grandioso, tal qual nosso orgulho com nossos filhotes — Wong falou — Agora peço a atenção de todos. Por mais que nossos caminhos estejam difíceis, por mais instável que pareça o nosso futuro, temos que ter fé. Fé é o que nos move sempre a frente, pura e forte fé. Temos que acreditar no nosso futuro e, principalmente, em nós mesmos. Por mais que tenhamos dúvidas, a única forma é seguir, lutar pelo acreditamos, por quem amamos! Nunc et semper numquam, semper pugnam, procedere, lunae illuminabit, nobis vi sanguinis, quasi familiae, armis cessarent.

— Hoje e sempre, nunca desistir, sempre lutar, seguir em frente, que a lua nos ilumine, pelo sangue e pela força, como uma família, nunca deixar de lutar — murmurei baixinho.

— Pelo Alfa Original — Wong falou.

— Pelo Alfa Original — todos gritaram.

A fogueira queimou ainda mais alto, o vermelho e o azul se entrelaçando, sem nunca realmente se misturarem.

— Algum de vocês quer falar algo? — Wong perguntou.

Respirei fundo, olhei para Theo, que mexeu os lábios:

— É agora!

Então eu levantei a minha mão e falei em voz alta:

— Eu quero falar!


Maahbaixinha outro capítulo para comemorar seu aniversário!!!!
😘😘😘😘😘

(São mais de 4hs da manhã e estou acordada fazendo surpresa para o seu aniversário, é bom que você goste!!!!!)

Ah, gente, eu esqueci de falar!!!!
Eu não ando respondendo comentários, simplesmente porque o Wattpad não me avisa das notificações!!!
Para mim aparece que não tem notificação, aí eu olho e um monte de gente curtiu e comentou, eu tenho que ficar caçando....
Desculpa mesmo!!!!!

Outra coisa bem legal é que, na última vez que vi, Caçada estava em #37 de Fantasia!
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Por favor, continuem comentando muito, quanto mais comentários, melhor!!!!

Até a próxima
😘
💙⚓💙

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