Sorriso Sacana
☆Vamos apimentar a noite de sábado? Me digam o que acharam.
Eu estava com dor de cabeça. Massageei minhas têmporas tentando aliviar a dor, enquanto ouvia meus chefes falando sobre negócios depois do horário de trabalho, em um jantar muito chato e arrastado. Não
bastavam as horas na empresa, a gente apenas continuava sendo arratado para esses jantares puxados e, ao me ver, bem desnecessários que no final não nos fazia chegar a lugar nenhum.
Uma mão em meu joelho chamou minha atenção imediatamente.
Olhei para o meu lado onde o Hoseok estava, vestido naquele terno vermelho chamativo que combinava apenas com ele e com mais ninguém, ele olhava para frente como se não estivesse fazendo absolutamente nada de anormal, porém mantinha um sorriso ladino sacana e provocador. O que ele pensava que estava fazendo? Estávamos em uma reunião! Bati minha mão na dele o repreendendo. Ele tirou a mão e pelo canto dos olhos eu pude ver que ele continha um sorriso.
Mesmo que agora já tivesse um mês que a gente estava saindo, ainda era segredo no nosso trabalho, eu fazia questão que ninguém soubesse que eu estava saindo que a "esperança" da empresa, como ele era conhecido por nossos colegas.
O Hoseok fazia o estilo animado, sempre disposto, conversador, articulador, envolvente e que todos amam. Não tinha ninguém na empresa que não gostasse dele, do nosso superior ao pessoal da limpeza, ele sempre animava tudo com sua energia positiva e sua áurea iluminada, ele literalmente dominava o ambiente a sua volta. Sem contar que sempre com jeitinho conseguia tudo o que queria, era admirado por boa parte de nossos colegas, que colocavam ele lá em cima com elogios dos mais variados tipo. As vezes eu ficava boba com a forma como ele era tratado, porém não achava injusto o tal tratamento, afinal ele era muito profissional. Quando queria.
Como a gente acabou se envolvendo?
Ele tinha esse lado galante que era silêncioso e era até mesmo engraçado pensar que depois de beber um pouco mais eu tenha dançado com ele e depois de me levar para casa, ele tenha acabado acordando na minha cama. Eu deixei ele dormi apenas porque tinha sido o sexo mais gostoso que eu já tinha feito, e convenhamos eu não sabia o que era um orgasmo de verdade até conhecer Jung Hoseok. Pior é que aquilo de a maiorias das mulheres nunca terem tido um orgasmo acabou se tornando evidente para mim, quando eu realmente tive um através das mãos dele.
Se eu fechasse os olhos poderia ver o movimento milimetricamente perfeito de seus quadris enquanto me estocava com força, me acertando em pontos fundamentais, me envolvendo em uma transa casual tão fabulosa que acabou se repetindo, de novo e de novo. Jung Hoseok tinha isso, essa coisa envolvente e que eu não conseguia fugir e nem queria, só de pensar meu corpo já sentia os efeitos colaterais de um vício em estar com ele que parecia incurável.
E cá estávamos nós, nesse coisa que não podíamos chamar de relacionamento, mas que certamente era benéfica para nós dois.
O Hoseok tinha aquela coisa de dualidade, que sinceramente só conhecia quem dormia com ele, antes de ir pra cama com ele jamais imaginei que aquele jeito espalhafatoso e extrovertido dele escondia um sádico sexual, que gostava de torturas prazerosas e de ir aos extremos.
Extremos.
Jung Hoseok gostava de experimentar o extremo e de me levar até lá com ele e aquele sorriso acolhedor e quase num tom de inocência, escondia isso muito bem, era um homem que sabia envolver, quem ele quisesse envolver. Céus esse homem se transformava, eu não conseguia esconder como eu ficava espantada com a criatividade dele na hora do sexo, nunca era chato nem monótono, muito mesmo repetitivo, ao contrário era sempre quente, prazeroso, divertido, cheio de expectativas e viciante.
Novamente a mão dele escorregou pela minha perna por debaixo da mesa. O safado sabia que eu estava de saia e por isso se aproveitava para acariciar minha coxa, novamente olhei para ele, filho da puta me fazia ficar excitada apenas pensando nas coisas sacanas que se passavam em sua mente, porque eu sabia que isso, acariciar minha perna, ia acabar na minha cama essa noite. E o sorriso torto que ele me deu deixou muito claro que sim, ele estava muito mau intencionado, mas não posso mentir, eu amava esse jeito mau intencionado dele.
A grande mão dele continuou deslizando por minha coxa por debaixo da saia, e eu tive que morder o lábio para não rir, ele não podia ir muito longe com a provocação, mas confesso eu gostava muito dessa coisa perigosa que fazia meu coração acelerar e os pelos do meu corpo se eriçarem. Nossos colegas continuavam conversando sobre trabalho quando um deles direcionou a palavra para o Hoseok.
-O que acha? - perguntou à ele.
- Acho que se seguirmos o plano inicial para a publicidade e mantermos o conceito de menos é mais, vai funcionar muito bem. Eu não gosto de enfeitar demais e nem de mudar os planos que já tínhamos iniciado - disse com naturalidade de uma forma muito séria porém amigável, tirando a mão de cima da minha perna e pondo em cima da mesa.
-Concordo com o Hoseok-ssi - falei. Ele me olhou sorrindo torto mais uma vez, desviei o olhar dele para poder me concentrar. - Menos é mais e o plano inicial parecia muito bom.
-Mas o plano inicial não abrangia pontos importantes - um dos nossos colegas falou, nitidamente sentindo -se contrariado por estarmos discordando da mudança de plano para a publicidade de um de nossos clientes mais importantes.
-Esse é um dos nossos clientes mais importantes, não podemos transformar a publicidade dele em uma piada - expliquei.
-Gostei... sexy... - ouvi o Hoseok sussurrar.
- Não é uma piada abranger pontos importantes - retrucou.
-Importantes, porém dispensáveis. Vamos focar no que é essencial - O Hoseok se meteu na discussão com uma solução que encerrava o assunto. Não podíamos negar se na cama a gente funcionava muito bem, como um time nos negócios a gente funcionava ainda melhor. - Esse cliente gosta de publicidades divertidas e cleans, vamos usar disso para fazer o programa publicitário deles, vamos nos basear nos gostos do público alvo deles. Ser minimalista demais só vai nos causar muito trabalho desnecessário e custar muito mais caro para o nosso cliente.
-Concordo com o Hoseok-ssi, menos é mais. Ele vai ficar responsável pela publicidade então. - nosso chefe se pronunciou. - Escolha seu parceiro para a campanha e me passe os orçamentos na segunda feira.
Eu nem precisei olhar para ele para saber quem ele escolheria como parceira dele. Era até meio óbvio, trabalhar até tarde juntos implicava em passarmos mais tempo ainda juntos e consecutivamente esticar-mos para um happy hour na minha cama, o que eu gostava, diga-se de passagem.
~~
Após o jantar que ainda se arrastou um pouco, a turma da empresa sugeriu que fossemos para uma balada.
Balada.
Era algo que realmente não me agradava, eu queria mesmo ir para casa tomar um banho, comer alguma coisa e ser tomada pelas mãos prazerosas de Jung Hoseok, porém não... Cá estava eu sentada em um sofá de uma boate vendo a grande maioria dos nossos colegas de trabalho rindo, bebendo e dançando. A dor de cabeça que eu sentia antes, agora estava voltando e parecia ser o dobro da última vez e eu nem ia mencionar o fato de estar extremamente entediada.
Rolei os olhos ao ver o Hoseok na pista dança com uma das meninas do setor de planejamento, exibido, ele executava passos de dança com muita maestria e chamava a atenção de todos para ele. Como esse cara conseguia sempre ser o centro das atenções? Era como se ele nascesse para dominar. O seu controle corporal era ridiculamente perfeito, e o cabelo vermelho repartido ao meio, balançava como se fosse a última coisa que faltasse para completar o "kit sensualidade" que ele tinha.
Deixei minha mente se perder nos movimentos que ele fazia, tinha elegância e graciosidade, mesmo que fosse uma música pop qualquer que agora tocava. Até nisso ele tinha que ser extramente bom? Convencido. Bonito, engracado, extrovertido, dancava bem, bom de cama... No que mais Jung Hoseok poderia ser bom?
Levantei-me de meu lugar e fui até o bar pedir algo para beber, um daqueles drinks coloridos e da moda e que de preferência me deixassem bêbada rápido, eu esperava pacientemente o bartender fazer o preparo da bebida, recostada no balcão de mogno sob luzes liláses, quando senti uma mão deslizando pelas minhas costas um pouco acima da minha bunda, um toque intimista e provocador.
- Não está se divertindo? - a voz grossa e sensual sussurrando em meu ouvido era familiar e causava-me arrepios. Olhei para a figura dele recostado no balcão, com a mão ainda nas minhas costas, com um sorriso ladino sacana, idiota bonito.
- Eu estou ótima aqui esperando o meu drink, pode voltar pra sua companheira de dança. Não se preocupe comigo - falei indiferente me afastando dele na sequência. Não precisei olha-lo pra saber que ele ainda estava sorrindo. Jung Hoseok gostava de me provocar.
- Não acredito que está com ciúmes! - falou. - Uau, isso é novidade para mim. - seu tom era divertido.
- Eu não estou com ciúmes! Não seja idiota! - retruquei vincando as sobrancelhas. Com o dedo indicador ele tocou minhas têmporas para que eu suavizasse a expressão de carranca, as vezes meu desejo era que ele levasse mais à sério as coisas que eu falava, porém eu não podia exigir isso de alguém com quem eu não tinha mais que uma relação de trabalho e cama.
Não é como se dividissemos a vida e/ou ele soubesse sobre meus pensamentos mais íntimos e desejos mais secretos. Estávamos nisso há apenas um mês, antes disso eu mal falava com ele, então, eu meio que não me sentia bem para exigir nada da parte dele.
-Quer dançar comigo? - perguntou-me.
- Não, volta lá para a sua dama de companhia - falei recebendo o drink que o bartender tinha preparado e o agradecendo com um mínimo sorriso.
- Não fala assim dela. Ela é uma boa pessoa! - reclamou. Ótimo ele estava defendendo a piranha do setor de planejamento, que gostava de se esfregar nele, bem na minha cara.
-Então vai ficar com a boa pessoa e me deixa em paz! - falei franzindo o cenho de novo tirando um gole da minha bebida e que não me pareceu forte o suficiente para que eu ficasse bêbada rapidamente, mais uma vez ele usou o indicador para tocar nas minhas têmporas e suavizar minha carranca.
-Se me quer só para você, então temos que nos assumir para todo mundo - ele falou. - Eu na verdade não vejo problema nenhum nisso. - encarei o Hoseok por um tempo, filho da puta bonito! Não tinha como ficar nem meio segundo brava com ele, porque ele agora abria um sorriso bonito, contagiante e convidativo que fazia meu coração acelerar de uma forma que eu não gostava. - Devemos nos assumir? - perguntou curioso.
- Não - falei de pronto. Eu não estava pronta para assumir um relacionamento ainda. Seja lá que tipo de relacionamento nos tínhamos, eu não estava pronta pra contar pra todo mundo. Não era como se ele não merecesse ou que eu tivesse vergonha dele. Mas era uma questão de que eu tinha estado em um relacionamento ruim por um longo período e tendo em vista a forma como eu acabei saindo muito magoada, eu tinha medo.
Eu sei, o Hoseok não era meu ex, aliás ele era bem diferente, eu também sei que o que tínhamos era muito bom e muito intenso, mas ser traída pelo seu namorado e sua melhor amiga, não é algo que você esqueça ou supera alguns meses depois. Confiar, me entregar, fazer parte de algo, construir uma relação, tudo isso me parecia incerto e perigoso. E se no fundo ele fosse apenas mais um?
-Então não reclame se eu danço com outra pessoa, porque eu queria mesmo era dançar com você - sussurrou próximo a mim, eu não tinha contado para ele essa parte ruim dos meus sentimentos pessoais, então não podia culpa-lo por me questionar tais coisas. - Na verdade... - ele se aproximou mais um pouco colocando seus lábios na altura da minha orelha. - Eu estou cheio de planos com você e uma dança ia ser mesmo muito interessante.
Os pêlos do meu corpo se eriçaram com suas palavras, quando Jung Hoseok usava as palavras planos e interessante na mesmo frase, podia ter certeza que eram planos sexuais.
-Pla... planos? - gaguejei e ele soltou uma lufada de ar em forma de riso. O filho da puta sabia que me afetava com muito pouco.
- Oh sim, planos... - sussurrou e então saiu de perto de mim. Fiquei encarando a figura dele se afastando de mim e voltando para a pista de dança, ele sorria e dançava de forma sensual e provocante.
Meus olhos o acompanhavam com cobiça e desejo, tudo bem eu não era idiota, eu sabia que o que havia entre nós era mais do que apenas desejo físico, mas eu não sabia se estava preparada para mergulhar no desconhecido ao lado dele. O Hoseok me parecia não levar nada a sério, mas nós também nunca tínhamos conversado sobre isso, de forma que eu também não tinha o direito de pré julga-lo.
Mais dois drinks e eu não me lembrava mais o por quê de eu ainda não estar na pista de dança com ele, desejosa pelas aventuras que apenas ele era capaz de me dar, desinibi-me de todos os meus medos e receios por pelo menos essa noite, não era novidade para ninguém em nossa roda social de amigos do trabalho, que eu e ele dancava-mos juntos, afinal fora em uma dessas vezes que ele acabou em minha cama.
Então apenas convenci a mim mesma que quem deveria estar se esfregando nele era eu e não aquela piranha do setor de planejamentos.
Como se o universo conspirasse a favor dos meus desejos, uma música lenta e de batida sensual começou a tocar e eu apenas caminhei até onde ele estava, bem no meio da pista de dança, começando a balançar meu corpo até ter a atenção dele para mim. Eu segurava meus cabelos exibindo minha clavícula exposta, depois que eu tinha tirado o blazer que eu usava, balancei meus quadris segurando meu drink em uma mão, de olhos fechados e entregue a sensualidade da música.
Duas mãos grandes e despudoradas repousaram nas laterais do meu quadril, e eu senti o corpo dele se mover no mesmo ritmo do meu ao som daquela música gostosa.
-Assim é maldade - ele sussurrou em meu ouvido inspirando o ar profundamente e eu tombei a cabeça para trás encostando em seu ombro. - Se você continuar dançando assim eu vou te foder na frente de todo mundo - falou em um tom gostoso de ameaça. E eu sorri mordendo o lábio inferior na sequência. Ele era capaz disso, mas não é como se a provocação dele não tivesse sido boa. Só me fez querer mais daquela tensão sexual.
Empurrei meu corpo para trás até que eu pudesse sentir seu membro rígido por baixo da calça roçando um pouco acima do meu quadril. Depois de sentir como eu tinha deixado ele excitado com minha dança e de ter ficado satisfeita com isso, girei meu corpo e fiquei de frente para ele, pousando meus braços sobre seus ombros e encontrando uma nova forma de dançar colada à ele. Suas mãos passearam da minha cintura para minhas nádegas, como se ele tivesse esquecido que estávamos em uma boate junto aos nossos colegas de trabalho.
A boate estar semi iluminada facilitava um pouco para nós dois e eu deixei uma mordida no lábio inferior dele quando a luz diminuiu ainda mais, coisa de segundos, o suficiente para apenas provocá-lo. Continuamos dançado até que a música acabou, e eu estava satisfeita de tê-lo provocado, era bom para variar eu não ser a unica afetada.
Me afastei dele sem dizer nada, voltando para o sofá, onde agora, alguns dos nossos colegas bebiam e conversavam, eles nem pareciam ter percebido a nossa tensão sexual na pista de dança e tudo corria normalmente.
Menos para a garota do setor de planejamento, esta que me encarava com certo requalque. Mas se ele tinha preferido a mim, o que eu podia fazer?
Não vou negar, eu estava satisfeita e ao ver a forma como ele me encarou quando se juntou à mesa em que estávamos, uma transa nas medidas mais extremas me experava. Seu olhar era como o de um felino para a presa, por vezes ele sorria minimamente para mim e depois voltava a conversar com o restante dos nossos colegas.
Ele estava ansioso com algo.
E eu percebi isso ao ver a forma como ele balançava as pernas, fazendo com que todo o seu corpo se movesse. Me perguntei o que estaria causando essa ansiedade nele, que planos ele estava planejando, o que ele estaria guardando para mim.
Coloquei minha bebida na mesa e vi ele mexendo no celular, segundos depois meu celular vibrou em cima da mesa e eu o peguei, mas antes dei uma olhada para ele, que me olhava de volta sugestivamente.
Era uma mensagem.
Era uma mensagem dele, claro.
Não pude deixar de sorrir ainda olhando para a tela do meu celular. Jung Hoseok era mesmo inacreditável e sua mente era muito fértil. Olhei para onde ele estava e não o vi mais, tendo assim a certeza de que ele não estava brincando. Li a mensagem que ele mandou mais uma vez só para ter certeza de que eu não estava imaginando.
"Me encontre no ultimo box do banheiro masculino em 5 minutos."
É eu não estava imaginando, porém minha mente já trabalhava nas possibilidades dessa combinação inédita, eu e Jung Hoseok dentro de um banheiro de boate.
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