Capítulo XIV
-Adotar? Está mesmo pensando nessa possibilidade?- Wes pergunta novamente, ele ainda não está acreditando que vou realmente adotar uma criança.
-Claro que estou. Eu estou apaixonada por aquele menino, ele é muito inteligente vocês tem que ver.
-Não acho isso uma boa ideia Camila, não agora.
-Eu não perguntei se é uma boa ideia Wes, eu só estou lhe informando pois você é meu assessor.- Eu já estou decidida e vou entrar o mais breve possível com um pedido de adoção. Isso ninguém tira da minha cabeça.
-Você poderia continuar tentando uma inseminação.
-Qual a parte do eu sou estéril você não estendeu? Já tentei tantas vezes reverter essa situação e você sabe disso Wes.
-Mila eu estou do seu lado, total apoio.- Lito diz e me abraça.
-Muito obrigada, era somente isso que eu gostaria de ouvir.- Wes respira fundo e se levanta.
-Você sabe que eu também te apoio.- Ele diz e me abraça.
Eu só precisava disso, apoio e se eu não tivesse também não iria está nem ligando. Wes tem que fazer o que eu quero já que sou eu que pago seu salário. Então mesmo ele estando em desacordo tem que da o braço a torcer e falar que aceita minha decisão.
***
-Caleb você por aqui.- Meu ex marido estava parado na porta do meu apartamento com cara de poucos amigos. Seu cabelo estava totalmente bagunçado e sua roupa amassada.
-Acabo de terminar tudo com a Karime.- Ele entra e eu fecho a porta, abro um meio sorriso e levanto a sobrancelha.
-É mesmo? Por quê?
-Porque eu não aguento mais ela, acho que o melhor agora é só ficar solteiro.- Concordo e fico olhando pra ele.
-Pois é, nada melhor que ficar sem ninguém. Agora a pergunta que não quer calar, o que você faz aqui?
Ele enche uma taça de vinho e bebe.
-Você é uma das poucas pessoas que gosto de conversar, nessas horas precisamos de um ombro amigo.
-Bom saber que você pensa assim.- Ele me lança um olhar sexy e me entrega uma taça de vinho.
-Brindemos a nossa solteirice.- Ele diz e bate sua taça na minha.
Viro o conteúdo e depois da primeira taça vieram várias outras. Bebemos uma garrafa e meia de vinho e a essa altura eu já estava bêbada e olhando pro Caleb com outros olhos, ele estava solteiro agora e eu também. Eu não fazia sexo a meses, e ele estava ali na minha frente gritando pra mim atacar ele. Eu estou carente e precisando de um carinho, não tem ninguém mais apropriado para ressarcir minha carência, então vai ter que ser ele mesmo.
Boto minha taça no chão e pulo no colo dele.
-O que você acha de aproveitar a solteirice com um sexo sem compromisso?- Pergunto e passo a língua no pescoço dele.
-Isso é uma grande ideia.- Ele bota seus lábios nos meus e nos beijamos como dois desesperados.
A taça que ele tem na mão cai no chão e se quebra em milhares de pedaços. Caleb me pega no colo e me leva até meu quarto fechando a porta com o pé assim que passamos.
-Nada melhor que isso, por que não resolvi terminar com a Karime antes em?- Ele pergunta e eu boto a mão na cabeça dele, o empurrando pra baixo eu preciso de um oral.
-Cala a porra da boca Caleb e me chupa.- Eu não queria ouvir ele falar sobre a ex mulher dele porra. Eu preciso de um orgasmo e já.
E como um bom submisso Caleb me da uma grande chupada e depois partimos pro vamos ver, e finalmente eu tenho a minha carência retirada com sucesso.
***
Na manhã seguinte acordo com uma puta dor de cabeça, estou totalmente nua e o Caleb está do mesmo jeito ao meu lado. Que droga, não acredito que transei com ele.
Seu celular começa a tocar incansavelmente e ele acorda em um pulo.
-Cacete, tenho uma reunião às onze e olha como estou.- Ele corre pelo quarto catando as roupas, eu me aconchego mais nos lençóis e fecho os olhos. Vou deixar para me arrepender depois, pois agora estou tão confortável...
Quando acordo novamente o quarto está silencioso e eu estou totalmente sozinha, enfio minha cabeça no travesseiro e dou um grito. Merda eu tinha que segurar o meu tesão e não atacar ele como fiz.
Me levanto e tomo um banho, boto um roupão e saio dando de cara com Lito.
-Olá flor do dia.- Ele diz e abre um sorriso. -Taça quebrada no chão né? Eu machuquei meu pé. E outra bebeu duas garrafas de vinho? Quer se matar ou está virando alcoólica por acaso?
-Eu transei com o Caleb e agora estou um caco, ele terminou com a mulher e eu já fui agarrando ele como uma selvagem. Qual é o meu problema em?
-Carência é um deles.- Lito diz e me passa uma xícara de café.
Me sento na mesa e dou um gole no café, estou me sentindo estranha. Acho que não deveria ter transado com o Caleb, fiz um mal negócio por que eu não consigo me controlar?
-Preciso correr, estou me sentindo gorda.
-Amor não se esqueça da gravação do comercial em.
-Foi adiado pra semana que vem, glória a Deus.- Deixo a xícara na pia e vou pro meu quarto, boto um short preto curto de corrida e um top. Prendo meu cabelo em um rabo de cavalo e boto meu tênis. Antes de sair chamo jujuba para ir comigo, ele também está precisando se exercitar.
No elevador mesmo já começo a me alongar. Boto meu fone de ouvido e vou correndo mesmo até o central park.
Jujuba corre ao meu lado e na mesma velocidade, gosto de correr pois consigo pensar com mais clareza.
E agora tenho a certeza de que transar com o Caleb não foi uma boa ideia, eu sei que ele vai voltar com sua mulher. Essa é uma briga passageira como qualquer uma, até porque sua briga com ela não foi nada tão grave.
-Arthur.- Grito dando o maior susto nele, que está com um short de corrida e uma regata que o deixa mais gostoso do que já é. E que porra por que ele deixou esse cabelo crescer? O deixou mais delícia e eu tenho vontade de agarrar e puxar enquanto ele me faz um oral e...
Eu preciso parar, não posso ficar dando continuidade pra esses pensamentos ridículos. Eu estou com sérios problemas.
-E aí loirinha.- Ele diz e passa a mão na cabeça de jujuba.
Pare de me chamar assim cacete, isso ficou no passado.
-Como você está?- Ele pergunta e ao invés de correr vai caminhando. Caminho ao seu lado.
-Bem e você?
-Mais ou menos.
-Por quê?
-Minha filha está no Brasil, na verdade estão todos. Natália o marido, os gêmeos. Olívia e Valentina.
-Você não foi por... Esquece, suas lutas certo?- Ele concorda com a cabeça. Está realmente triste. Ele deve ter uma relação maravilhosa com sua família, por um momento me vejo com uma pontinha de inveja mas é daquela boa, juro que é. -Quando elas voltam?
-Daqui a duas semanas. Mas já estou com saudades da minha pequena.
-Entendo. Então foi bom te vê, agora preciso ir.- Digo um pouco sem graça, é tao estranho quando estamos juntos.
O clima fica um pouco pesado e estranho, o silêncio é super desconfortável e a conversa parece que é forçada. Então o melhor a se fazer é ir embora.
-Sobre a sua resposta pelos e-mails, eu fico feliz que você finalmente tenha me desculpado.
-E eu fico feliz que você tenha se desculpado, pela primeira vez eu gostei de está enganada.- Estalo os dedos e jujuba me segue.
Deixo Arthur sozinho no parque e vou pra casa. Eu realmente preciso fazer algo para me tirar dessa bad maligna, acho que vou curtir uma noitada e tentar arrumar um par, estou a muito tempo encalhada.
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