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"Prazer bolo"

-Pelo visto a noite foi boa.- Abro os olhos e fito o Igor que está me olhando com um meio sorriso. Estou nua só com o lençol me cobrindo.

-Até que foi.- Me sento na cama e seguro o lençol contra meu peito, depois da boate viemos pra casa do Arthur e do Igor e aqui aconteceu um sexo enlouquecedor, se eu me lembro bem o Arthur até pediu pra eu ficar com ele. Só com ele, exclusividade eu fui incapaz de responder não sei se ele falou isso só porque estava bêbado.

-Cadê a Natália?

-Tomando banho, eu só vim mesmo vê como está o seu estado. E bem, da para perceber como foi a noite.- Ele diz e sai do quarto, como assim da pra vê?

Me enrolo no lençol e vou até o banheiro entro sem bater mesmo.

-Que porra Camila, o que foi?- Natália pergunta, ela está tomando banho mas eu nem me importo. Me olho no espelho e no meu pescoço está uma marca de ontem a noite.

-Porra, que filho da puta. Olha o que seu irmão fez.- Mostro pra ela meu pescoço.

-Nossa.- Dou um gritinho histérico e saio do banheiro. -Camila a portaaaa.- Não dou ouvidos pro grito dela e vou pra cozinha onde o Arthur está.

Dou um tapa no peito dele e mostro meu pescoço.

-Por que diabos você fez isso?- Ele abre um sorriso ridículo.

-O calor do momento, olha você fez em mim também.- Ele me mostra a marca de dentes em seu pescoço, nossa não sabia que eu era tão má.

-Camila vai se vestir eu não sou obrigado a ficar vendo você de lençol por aí.- Igor diz entrando na cozinha.

-Deixa ela, eu gosto.- Arthur diz e me puxa enfiando as mãos por dentro do lençol e tocando minha pele nua. Sinto meus pelos se arrepiarem pois a mão dele está gelada.

-Que horas vocês vão votar em? Eu já estou indo.- Natália diz assim que entra na cozinha e eu me livro dos braços do Arthur.

-Ah meu Deus, hoje tem votação. Meu pai vai me matar se eu não estiver na hora que ele for votar.- Corro pro quarto para me arrumar, mas antes tomo um banho bem rápido.

Meu pai gosta de todos nós juntos para uma foto em família pra mídia. E eu me esqueci que hoje era dia, ninguém mandou eu beber tanto ontem.

Já era tarde nem ia da pra eu me arrumar, boto a roupa de ontem mesmo e prendo meu cabelo mas quando vejo a marca em meu pescoço opto por deixar solto mesmo.

Vejo um boné do Arthur em cima da cama e boto ele na cabeça pra esconder um pouco da minha cara de ressaca.

-Quer que eu te leve?

-Por favor. E eu juro que entrego seu boné.- Ele assente e pega a chave da moto. Pois é o gatinho está de moto atualmente, eu até estranhei quando vi, ele falou que trocou com o Marcos eu até que gostei.

-Tchau meus amores.- Falo quando passo pela sala, o Igor e a Natália estão se agarrando.

-Você vai assim mesmo? Seu pai vai surtar.

-Eu preciso, ele vai surtar mais ainda se eu não aparecer.- Mando beijo pra eles e saio.

Subo na moto do Arthur e boto um óculos de sol que a Natália me emprestou.

***

Uns minutinhos depois chegamos em frente ao colégio onde eu e minha família votamos.

-Eu vou te esperar aqui, pra gente comer alguma coisa pode ser?- Saio da moto e entrego o capacete pra ele botando o boné novamente.

-Pode, eu vou ser rápida.- Entro no colégio e finalmente chego ao meu destino, minha mãe arregala os olhos assim que me vê entrar e os fotógrafos começam a me fotografar eu abro um sorriso e faço pose.

-Camila por que demorou tanto?- Meu pai cochicha assim que chego perto dele.

-Imprevistos.- Dou meus documentos pra mesária e abro um sorriso.

Vou lá e dou meu bendito voto pro meu pai e no final todos nós nos reunimos pra uma foto como todo ano de eleição meu pai nos obriga a fazer.

-Você está horrível.- Minha mãe diz e se distância de mim.

Faço mais algumas caretas pra câmera e saio.

-Ei espera.- Juliano diz e segura meu braço.

-O que foi?

-Aonde você vai? Meu pai quer​ que todos nós almoçamos juntos.

-Eu já tenho compromisso, já vim aqui votei nele e ainda tirei aquela mesma foto de sempre. Agora é só torcer pra ele.- Levanto as mãos em sinal de vitória - super sarcástica - e dou um beijo na bochecha dele antes de sair.

Pego o capacete na mão do Arthur e subo na moto, e quem eu vejo? Ingrid e seu paizinho.

-Amigaaaa.- Grito e aceno pra ela que fita eu e o Arthur.

-E aí Ingrid.- Arthur diz e ela abre um meio sorriso.

-Olá Camila seu pai está lá dentro?- O pai de Ingrid pergunta e eu aceno com a cabeça.

-Sim, está falando com os jornalistas.- Abraço o Arthur de forma provocativa e dou uma piscada pra vaca mirim.

-Se cuida bebê.- Digo pra ela e o Arthur acelera a moto nos tirando dali. A cara dela foi impagável, tenho certeza que vai correndo contar pro Luan o que viu, mal ela sabe que já fizemos um acordo.

Assim que chegamos no restaurante eu fui logo pegando o cardápio, estava morrendo de fome.

-Já escolheram o que vão comer?- O garçom pergunta, Arthur passa os olhos pelo cardápio.

-Carne de panela, arroz, feijão e macarrão. E você Camila?

-Eu quero... Strogonoff com fritas por favor.- O garçom anota em um bloco de notas e sai, meu celular apita na hora.

L: Quero conversar com você hoje pode ser?

Mensagem do Luan, hoje não vou ter nada pra fazer mesmo.

C: Sim, pode adiantar sobre o que é?

L: Na verdade eu só quero te vê mesmo.

-Quem está te fazendo sorrir em?- Arthur pergunta e puxa meu celular.

-Ei me da.- Sento ao lado dele e tempo recuperar meu celular.

-Luan, olha só ele está com saudades.- Puxo o celular da mão dele e reviro os olhos.

-Eu não faria isso com você. Isso não tem nada haver com o que rola entre nós dois.

-Pois poderia ter, eu falei pra você que quero algo mais. Você até que poderia aceitar ser minha namorada.- Uau, namorada dessa vez ele disse com todas as letras.

Ele abre um sorriso e me da um beijo, puxando meu lábio inferior no processo.

-Você pensou sobre o assunto né?

-Não, eu gosto de como está.- Ele se afasta e revira os olhos. Passo meus braços pelo seu pescoço e beijo sua bochecha.

-O que foi? Não faz essa cara.

-Você não quer nem pensar, e ainda fica aí conversando com o seu outro amiguinho sendo que está comigo.- Nossa ele está mais sério que o normal. Viro o rosto dele pra mim e beijo sua boca.

-Ok, eu vou pensar.

-Fico feliz por isso.- Ele diz e abre um sorriso, nossa nem parece o mesmo Arthur de algumas semanas atrás estão vendo? Ele pode ser amável quando quer.

-Vou pedir um pedaço de bolo, estou cheio de vontade de comer.- Abro um meio sorriso.

-Prazer bolo.

-Camila.

-Arthurrr.- Ele passa a mão pela minha perna e morde minha orelha.

-Com licença.- O garçom diz super sem graça e nos afastamos.

-Obrigada, pode trazer uma coca por favor?

-Claro.- O garçom diz e se afasta.

-Quando a gente acabar aqui eu vou levar um pedaço de bolo e comer em cima do seu corpo.

-Vou esperar por isso.- Eu estou me sentindo uma ninfomaníaca atualmente. Tenho que me conter.

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