"Eu sou uma idiota"
- A Nat me ligou, nos chamou para uma noitada. - Eric diz entrando no quarto.
- Por que ela não me ligou? - Olho e meu celular está totalmente descarregado, está aí a resposta.
- E aí vai? Eu vou. Estou louco pra tomar uns negócios, chamei o Filipe, primeira noitada dele em uma boate de verdade.
- Aii Eric eu estou sem um pingo de vontade de sair. Mas vai com o Filipe e faça ele se divertir bastante. Agora, e a menina que você estava ficando hein? - Eric ficava com uma menina, eu nunca tinha visto ela. Mas ele já havia me mostrado uma foto dela, e até que a menina era bonita.
- Eu não estou mais com ela. Vamos lá Mila por favorr. - Balanço a cabeça negando o pedido, hoje eu não estou no clima de noitada e bebidas, quero só assistir um bom filme na netflix e comer umas gordices.
- Então vou chamar o Juliano. - Ele sai do quarto e bate a porta.
Reviro os olhos pra birra dele, eu não acho que vou sair agora, eu já estou com meu baby doll super fofinho não troco ele por nada.
Me arrasto pra fora do quarto e vou pra sala, minha mãe está sentada no sofá mexendo no celular. Chego de fininho e dou o maior susto nela.
- Sua... filha da mãe. - Ela diz irritada e eu caio na risada.
- Cadê o papai?
- No escritório. Ele está bem nervoso com a votação que já está se aproximando. - Domingo que vem iria ser a votação para prefeito, e sempre que estava se aproximando meu pai ficava uma pilha de nervos.
- Ele vai ganhar as eleições e todos sabemos disso.
- Mas você sabe que ele não pensa assim meu amor. - Boto a cabeça no colo dela e ficamos conversando.
Quando da uma certa hora aparecem Juliano e Eric arrumados e cheirosos pra cacete.
- Nossa onde meus homens vão?
- Boate mãe, vamos pegar umas meninas.- Juliano diz e eu aponto o dedo pra ele.
- Você não vai pegar ninguém, eu não gosto da sua namorada mas ela não merece um par de chifres.
- Fica tranquila maninha, tome conta do seu pijaminha do Bob esponja. - Jogo uma almofada nele e dou uma bufada, Juliano cisma em zoar meus pijamas.
- Vão logo seus idiotas.
- Mas eu não fiz nada. - Eric diz e da risada, eles saem e eu corro pra cozinha.
- Cândida preciso de pipoca, fini e nuggets de frango. - Grito, eu amooo nuggets de frango é minha paixão, eu amo minha família mas prefiro os nuggets.
- Tudo bem, vou fritar alguns pra você minha linda.
- Obrigada, eu vou está no meu quarto. - Dou um beijo na bochecha dela e saio.
Plugo meu notebook na tv e boto no filme Magic Mike infelizmente a Netflix ainda não botou esse filme maravilhoso, nem preciso dizer que sou apaixonada no Channing Tatum esse homem transpira masculinidade e sem contar nos outros atores que também amo, e sem contar também as danças deliciosas que tem nesse filme é uma loucura.
Uns minutinhos depois que o filme havia começado a Cândida entra carregando uma bandeja, com meus preciosos nuggets de frango, fini, pipoca e um copo enorme de coca-cola.
Na metade do filme meu celular começa a tocar, vejo que é a Nat.
- Alô.
- Por que você não veio sua vaca?
- Porque não quis, estava sem ânimo nenhum pra boate.
- Você é uma chata, não sabe o que está perdendo, aqui está cheio de gatinhos.
- Pois alimente eles bem e cuidado para não lhe arranharem. Tchauuuu gostosa. - Desligo o celular e volto a da atenção aos meus melhores gogo boys.
Lá pelas três da manhã a porta do meu quarto se abre e entra a Natália e o Eric agarrados.
- Olá chataaa.
- Parem de gritar. - O que eles fazem agarrados?
- Trouxemos um presente, agora vamos pro meu quarto Nat. - Os dois saem cambaleando. Mas que porra foi essa? Natália e Eric? Nunca imaginei.
Me levanto pra ir atrás deles mas aí quem entra? Se vocês pensaram no Arthur acertaram.
- O que você faz aqui? - Ele fecha a porta e cruza os braços.
- Eu trouxe seus irmãos, eles estão muito chapados.
- Entrando na casa do ladrão? Que petulância. - Ele abre um meio sorriso e se aproxima de mim.
- Peguei a filha do ladrão e você não falou nada disso. - Sem pensar duas vezes eu viro a mão no rosto dele.
- Você é um...
- Idiota? Eu sei disso.
- Ótimo, agora trate de ir embora. - Grito e ele balança a cabeça e começa a andar pelo meu quarto como se fosse o dono, ele mexe em minha prateleira de objetos, olha meus quadros de fotos. E sorri.
- Você sempre foi gostosinha hein. - Puxo a foto que ele pegou, é uma foto minha na praia quando eu tinha dezesseis anos.
- Para de mexer nas minhas coisas. - Digo irritada.
- Qual é loirinha, você tem que relaxar de vez em quando.
- Eu não consigo relaxar estando perto de você. - Ele sorri e se aproxima de mim e me puxa pela cintura juntando nossos corpos.
- Quer ver como você consegue relaxar? E aliás eu gostei do seu pijama. - Ele passa a mão pelo meu rosto e me beija, foda-se eu retribuo pois quero curtir o momento.
Tiro o maldito boné da cabeça dele e me agarro em seus cabelos, eu não consigo pensar, só consigo agir e me agarrar nele. Arthur me vira e me bota deitada na cama de forma delicada, mas em nenhum momento interrompe o beijo. E sua forma delicada acaba no momento que me pressiono em sua ereção, ele aperta minha cintura e enfia a mão por dentro da minha blusa.
O que está acontecendo comigo? Droga eu não consigo parar ele. Então vamos aproveitar e levar o negócio até onde der.
O beijo fica cada vez melhor, chupo o lábio dele e dou uma leve mordida. Sinto a mão calejada dele descer pela minha barriga e eu travo.
- Ok, acho que já está bom. - Ele abre um sorriso molhador de calcinhas, literalmente, e chega bem pertinho do meu ouvido, fazendo questão de encostar sua ereção em mim.
- Relaxa e goza, loirinha. - Meu corpo treme assim que sinto seu dedo onde nunca ninguém tocou com tanta intimidade, já fui tocada antes mas somente por cima da roupa. Só eu me toquei dessa forma que ele está fazendo agora.
Seus dedos passam pelo meu clitóris e eu estremeço, dou uma mordida em seu pescoço e cravo as unhas em seus braços, eu já senti prazer antes, mas nada comparado a isso. Os dedos dele fazem coisas super diferentes acontecer com meu corpo e quando falo coisas, são coisas muito boas e prazerosas.
Quando ele aumenta mais a pressão que faz em meu clitóris, eu não aguento e solto um gemido e me deixo ir, um orgasmo delicioso toma conta de mim e eu realmente relaxo.
Quando volto a abrir os olhos, Arthur está me olhando intensamente e seus olhos estão de outra cor, um verde escuro toma conta deles.
- Boa menina, viu como você consegue relaxar comigo? - Saio do meu relaxamento e tento empurrar ele de cima do meu corpo.
- Me solta.
- Agora chegou a hora de você soltar os cachorros em mim? - Não me arrependo do que acabou de acontecer, mas eu admito que fui uma grande idiota.
- Agora é a hora que você sai de cima de mim e me deixa em paz.
- Já falei que você fica linda bravinha? - Tento morder ele mas o inútil é mais ágil.
- Não faça isso, você já marcou meu pescoço. - Ele diz como se estivesse falando com uma criança.
Começo a me debater na cama, na tentativa de me livrar dele.
- Me solta, ou então eu vou gritar e quando meu pai chegar aqui vou dizer que você me atacou.
- E eu vou dizer que você revirou os olhos e gemeu meu nome enquanto eu te atacava. - Eu gemi o nome dele? Não é possível.
Consigo pegar ele desprevenido e tirar o maldito de cima de mim.
- Agora eu quero você fora daqui. - Ele levanta e arruma o short.
- Faça a gentileza de me levar até a porta. - Respiro fundo e saio na frente, quando chega no meio da escada ele me agarra por trás e beija meu pescoço.
- Vão devagar crianças. - Quando eu olho pro final da escada, minha mãe está lá com seu robe e um copo d'água na mão. Isso só pode ser um castigo né?
- Olá, boa noite senhora. - Arthur diz, olha só ele sabe ser gente.
- Você é o menino daquele outro dia, sabia que tinha algo entre vocês. E por favor não me chame de senhora, sou Karen. - Deixa ela ficar sabendo que ele mora em um subúrbio e é irmão da Natália. Rapidinho vai me querer longe dele.
- Sua filha infelizmente não quer nada comigo.
- Camila é difícil mesmo, mas nada que um pouco de paciência não ajude.
- Eu estou aqui e você mamãe vai dormir. - Empurro o Arthur em direção a saída.
- Eu gosto da sua mãe.
- Ninguém se importa. - Ele sorri.
- Quanto mais você me despreza, mais eu gosto de você.
- E quanto mais você me irrita, mais eu te odeio.
-Essa palavra é muito forte.
-Foda-se.
-Olha a boca menina.- Aiiiii que raiva dele.
-Sai, e vê se me deixa em paz.- Bato a porta na cara dele e corro pro meu quarto.
Eu sou uma idiotaaa.
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