Capítulo 45
-Nós nos encontramos lá.- Desligo o celular e respiro fundo.
Hoje tinha uma festa pra ir na casa do Guilherme, e eu convidei o Arthur já tinha o convidado a uns dias atrás e não desfiz o convite até porque eu ainda não tinha falado com ele. Se passou quatro dias desde que o Luan me contou sobre a marmelada que o idiota fez comigo e desde então eu não falei com ele e nem com a Natália, venho dando desculpas para não ver nenhum dos dois. Mas hoje vou ver e espero da a cartada final e acabar com essa palhaçada.
Boto o vestido mais ousado que tenho, ele é prata e bem curto com um belo decote, calço um salto bem alto e faço uma maquiagem chamativa.
Deixo meu cabelo solto mesmo com alguns cachos soltos e meio bagunçado. Passo perfume e saio, Juliano está me esperando para irmos juntos, o Eric já está lá com o Filipe.
-Uau, linda demais não nega de quem é gêmea.
-Que engraçadinho em, vamos nessa.- Entramos no elevador e descemos na garagem.
***
Quando chegamos na casa do Gui que é onde está tendo a festa eu saio de perto do Juliano e entro logo. Não quero vê o Arthur agora, vou ignorar ele, irei curtir como uma verdadeira solteira.
-Oi meu amorrr.- Grito e abraço o Guilherme.
-Que linda, esse vestido está tentador.
-Jura? Parece que eu acertei então.- Ele da risada.
-Cadê seu namorado?- Pego uma taça de champanhe e dou um gole.
-Que namorado?
-O Arthur uai.
-Ficou sabendo não? Terminei.- Abro um meio sorriso e ele me retribui.
-Então agora eu posso falar, você está muito gostosa.
-Você também.
-Guilherme meu mano, chega aí. Desculpe por isso Camilinha.- Reviro os olhos pro que Gustavo falou um dos nossos amigos.
Dou mais um gole na minha bebida e vou da uma volta pelo local, a festa está a todo vapor aquelas luzes coloridas tomam conta do local.
-Te encontrei.- Ouço a voz do Arthur e quando me viro vejo os três traíras, Arthur, Igor e Natália. Abro um sorriso mega forçado e aceito o beijo que ele me dá.
-Por que não foi nos encontrar Mila?- Natália pergunta e eu dou de ombros.
-Eu estava falando com o Guilherme e com o Luan.- Minto, boto o nome do Luan no meio porque o Arthur não gosta dele. E como o previsto ele fica incomodado. Não precisa mais fingir Arthur eu sei que você já ganhou sua grana.
-Vamos beber.- Falo e saio andando, eu preciso me embebedar para conseguir lidar com ele.
***
-Camila você não acha que já bebeu demais?
-Não, e quer saber eu nem comecei a me embebedar eu preciso beber muito para esquecer de umas coisas aí.- Digo ríspida e viro mais uma dose de vodka. Arthur segura meu braço e me encurrala contra a parede.
-O que está acontecendo com você em?
-Estou feliz que essa noite eu fico livre. Bobinho.- Bato no queixo dele e saio por baixo de seu braço.
Agora chegou a hora de arrasar, vou pra pista de dança e começo a dançar com o Luan.
-Guilherme me falou que você terminou com o outro ali.
-Pois é estou livre pra fazer qualquer coisa.- Me insinuo e passo a mão pela barriga dele.
-Garota, não mexe com fogo.
-Eu amo me queimar.- Puxo ele pelo pescoço e dou o maior beijão nele, Luan nem pensa duas vezes antes de me agarrar e retribuir o beijo.
-Camila o que você pensa que está fazendo?- Natália diz e me puxa dos braços do Luan. -O Arthur vai matar esse menino.
-Ele não seria louco de encostar no Luan, agora não me encoste.
-Você ficou maluca?- Arthur diz e tenta me puxar.
-Ei cara não encosta nela.- Luan diz e se enfia no meio.
-Se você não sair da minha frente eu vou acabar com essa sua cara.- Eles se enfrentam e como o Luan vai sair perdendo dessa eu é que entro no meio dessa vez.
-Nem pense em encostar nele seu idiota.- Enfrento o Arthur, ele está bem confuso posso vê que não está entendendo nada.
-O que você está fazendo garota?
-Eu abri os olhos dela sobre uma aposta ridícula que estava rolando.- Luan diz e só aí eu consigo perceber que ele cai na real não só ele mas a Natália também.
Eu bato palmas e dou uma risada.
-Você é um ótimo ator, me enganou direitinho em. Mas também não passa de um miserento, quanto você ganhou? Vinte reais? E aí deu pra encher a barriga? Ou usou o dinheiro pra pagar aquele lugar que você chama de casa?- Agora chegou a minha vez, eu estou no meu espaço com os meus amigos e daqui eu não saio perdendo.
-Se você fosse merecedor eu até te daria mais uma esmola como daquela vez que nos conhecemos. Mas não, nem você e nem você merecem.- Digo e aponto pra Natália. -Vocês não negam que são irmãos, farinha do mesmo saco, quando o Luan me contou o que estava acontecendo me bateu um arrependimento, eu jamais deveria ter ajudado o pai de vocês. Mas todos aqui sabem, que eu sou uma boa pessoa e gosto de fazer caridades.
-Camila para.- Natália diz baixinho, posso vê que ela vai começar a se derramar em lágrimas em breve.
-Vão, voltem pra periferia onde vocês moram.- Luan diz.
-Vamos embora cara.- Igor puxa o Arthur pelo braço, mas antes o Luan leva um belo soco dele.
Os três se viram e saem.
Eu odiei falar aquelas coisas pra Natália, eu jamais me arrependeria de ter ajudado o pai dela. Mas foi preciso, eu estou com raiva dela também.
Vejo no meu pescoço o cordão que o idiota me deu a uns meses atrás lá em Arraial e vou atrás deles.
Saio da casa e vou até o carro do Arthur.
-Espera.- Grito e tiro o cordão. -Leva isso daqui também, antes você tivesse me dado um cordão de ouro né? Só assim ia ter algo pra vender para ter mais dinheiro, já que você só pensa nisso.- Solto mais esse veneno, a Natália e o Igor já estão dentro do carro.
-Você é realmente ótima em vingança. Mas Camila devo dizer que para te aturar por tanto tempo, só um incentivo no final mesmo né? Sem isso ninguém te aguentaria, ninguém aguenta as suas reclamações, as suas mudanças repentinas de humor o seu jeito chato de ser. E olha eu até cobrei pouco para te aturar por tanto tempo, você até deu sorte pois no final eu estava disposto a te humilhar assim como estou fazendo agora, mas isso aqui era pra ser dito lá dentro só que eu fiquei com pena. Sabe por quê? Porque você é digna de pena, e agora vai ficar sozinha sem ninguém pois por uma vingança você acabou de afastar sua única amiga. Parabéns.- Ele diz e se vira para entrar no carro, mas eu tenho coisas a dizer.
Me recomponho das porradas que suas palavras me deram e tento ser forte.
Vamos lá, devo da o braço a torcer e dizer a verdade.
-Obrigada por me proporcionar momentos maravilhosos, mas obrigada também por me lembrar o quanto eu te odeio. Eu não sei como um dia eu pude me deixar ser enganada por você. Eu espero de coração nunca mais olhar na sua cara.- Antes de sair eu meto o rosto na janela do carro e olho pro Igor.
-Não esqueça de pagar a aposta, ele se saiu muito bem.- Dito isso saio andando pro outro lado da rua afim de ir embora.
Essa noite deu pra mim, se eu ficar mais um pouco aqui vou me derramar em lágrimas, ele nem tentou se explicar ou me pedir desculpas pelo que fez ao invés disso cuspiu coisas na minha cara. Agora tenho certeza que ele nunca sentiu nada por mim, eu fui feita de idiota esse tempo todo fui enganada.
Depois de andar por um tempo, eu me sento em um banco de praça e olho pro céu, respiro fundo e deixo as lágrimas caírem. Eu achei que não sairia humilhada dessa, mas me dei mal em pensar assim.
Ele conseguiu me ferir pelo simples fato de ter conseguido fazer com que eu me apaixonasse. Mas agora pra mim acabou, essa família morreu.
Agora é vida que segue.
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