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VI


A noite parecia me envolver enquanto eu encarava o mural improvisado que montei na sala. As fotos das vinte vítimas de Dusk estavam pregadas, uma ao lado da outra, conectadas por fios vermelhos que se entrelaçavam como uma teia. Uma conexão tão clara quanto perturbadora: todas estavam envolvidas com o governo. Mas por quê? O que Dusk queria com isso?

Meu cérebro trabalhava como uma máquina enferrujada, tentando entender os padrões. Vinte vidas perdidas, cada uma com sua história. Políticos, assessores, agentes... Pessoas que, de alguma forma, contribuíram para a criação dos Neogen. Eles eram o elo comum. "Mas qual o propósito disso?" murmurei para mim mesma, como se ouvir minha voz pudesse organizar meus pensamentos.

Sentei-me no sofá, o cansaço me pesando como uma âncora. Passei os dedos pelos fios, quase sentindo a energia dos casos neles embutida. Meu instinto gritava que havia algo maior por trás dessas mortes, mas minha mente ainda não conseguia costurar a verdade.

Foi então que o som veio – um barulho sutil, como o estalo de um galho quebrando. Olhei para a sacada, meu coração acelerando por reflexo. Ali estava ele.

Dusk.

De pé na minha sacada, como se fosse o dono do lugar, observando-me com aquele sorriso insuportavelmente satisfeito.

— Gostando da minha arte? — ele perguntou, com uma voz cheia de ironia.

Meu corpo inteiro tensionou, e por um breve segundo, considerei jogar minha caneca de café nele. Mas me contive.

— Que parte de "não confio em você" não ficou clara da última vez? — repliquei, cruzando os braços.

Ele inclinou a cabeça, como se estivesse considerando minha resposta.

— Oh, querida Hailey, confiar em mim deveria ser a sua única opção. Afinal, quem mais poderia guiá-la tão bem? — Ele deu um passo para dentro, ignorando qualquer senso básico de privacidade.

— Você tem noção do quanto é irritante? — retruquei, minha paciência já no limite.

Ele apenas riu, um som baixo e sarcástico que fez minha pele arrepiar de irritação.

— Talvez. Mas irritante ou não, sou o único aqui que sabe onde pisar. E falando em confiança... — Ele fez uma pausa, os olhos brilhando sob a luz fraca. — Lembra-se do seu casamento?

Aquela lembrança voltou como um soco no estômago.

— O que isso tem a ver com o que estamos lidando agora?

— Ian. — O nome escapou dos lábios dele como veneno, mas com um sorriso quase divertido. — Ele estava lá, lembra? Um dos "colegas de Noah convidados". Aquele que apertou sua bochecha como se você fosse uma mascote.

Eu lembrava. E lembrava ainda mais do jeito que Noah ficou ao vê-lo fazer aquilo.

— O que você quer dizer com isso?

Dusk se aproximou mais um passo, mas manteve distância suficiente para que eu ainda me sentisse no controle.

— Quero dizer que Ian não era apenas um desconhecido. — Seus olhos me analisaram, esperando minha reação. — Confiar em mim agora não é uma escolha. É sobrevivência.

Minhas mãos tremiam, mas não era medo. Era raiva.

— Sobrevivência, Dusk, seria você parar de brincar de herói antiético e me dar respostas diretas.

Ele arqueou a sobrancelha, sem se abalar.

— Ian é um monstro! Não confie nessa farsa de herói.

— Não precisa me lembrar — rebati, cruzando os braços. — Você não é diferente.

Ele soltou uma risada baixa e sarcástica.

— Acho que Noah estava errado pensando que você conseguiria lidar com isso.

— Não ouse falar dele assim — retruquei, o sangue subindo ao rosto.

Dusk deu um passo à frente, a expressão mudando para algo mais sério.

— Noah foi imprudente — disse ele, com a voz grave.

— Não. Noah confiou em mim. Ele acreditava que eu seria capaz de descobrir a verdade.

Dusk sorriu, mas havia algo sombrio em seus olhos.

— Não espero que confie em mim, Hailey. Apenas quero que esteja preparada para o que está por vir. Ian vai se tornar um problema.

— E você não é um problema? — perguntei, encarando-o com desdém.

— Eu sou muitos problemas, Hailey. Mas, ao contrário de Ian, eu não escondo isso.

Seu tom era calmo, quase convincente, mas a raiva dentro de mim estava prestes a transbordar.

— Não vou parar até descobrir o que está acontecendo.

Ele sorriu novamente, dessa vez com algo perigoso no olhar.

— Não vou deixar você ir tão a fundo nesse mistério, Hailey. Nem que eu precise... pegar você.

— Pegar? — questionei, irritada.

Ele se aproximou devagar, o rosto relaxando em algo que parecia absurdamente familiar. Foi então que ele falou, com um sotaque italiano tão característico de Noah que fez meu coração disparar:

— Boneca.

A palavra pairou no ar como um soco invisível.

— Como você sabe disso? — perguntei, a voz falhando.

Ele riu, divertido, enquanto se aproximava mais, pegando minha mão e levando-a aos lábios.

— Sou a única pessoa que conhece ele.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele beijou minha mão com um gesto exageradamente cavalheiro.

— Beba água, detetive — disse ele, ainda com aquele sorriso debochado, antes de se virar e desaparecer na noite.

Eu fiquei ali, congelada, encarando o vazio. Porque, pela primeira vez, não sabia se era Noah ou Dusk que estava me deixando tão confusa. Suspiro fundo e vou para meu quarto, forço o sono depois de alguns minutos acabado dormindo.

No dia seguinte, entrei na cafeteria, ainda remoendo cada palavra dele. Os cheiros de café fresco e pão assado me ajudaram a focar no que realmente importava: o próximo passo.

Atravessando o restaurante, avistei dois de meus agentes disfarçados como chefs. Sinalizaram discretamente enquanto me davam passagem para o elevador que levava à S.I.G.M.A.

Assim que cheguei ao andar subterrâneo, meu peito se encheu de orgulho. Todos trabalhavam como uma máquina bem ajustada, mas ainda assim, com humanidade.

— Agente Martinez — chamei, aproximando-me dele enquanto revisava as informações no tablet.

— Chefe, conseguimos reforçar a segurança da agência. Nenhum vazamento registrado. E sobre as informações que pediu... — Ele hesitou, mas continuou. — Descobrimos que as conexões governamentais com os Neogen vão mais fundo do que imaginávamos.

Respirei fundo.

— Mais fundo como?

Ele olhou em volta, certificando-se de que ninguém estivesse ouvindo, e então respondeu em um tom mais baixo:

— Eles estão ligados ao financiamento de experimentos ilegais. Genética, armas biológicas, lavagem cerebral... Está tudo aqui. — Ele me entregou o tablet.

Meus dedos deslizaram pela tela enquanto meu coração pesava com cada revelação. Era maior do que imaginei.

— Bom trabalho, Martinez. — Olhei para ele, decidida. — Continue cavando. Precisamos de tudo.

Ele assentiu, e eu me virei para encarar o mapa holográfico da cidade que brilhava na sala de operações.

— Tudo começa e termina com o governo... — murmurei para mim mesma, sentindo o peso da verdade.

E com Dusk, uma voz sussurrou no fundo da minha mente. Porque, no fundo, eu sabia que ele tinha as peças que faltavam para completar esse quebra-cabeça.

Mas, no fundo, sabia que isso não era tudo. E com Dusk, sussurrou uma voz no fundo da minha mente. Porque, mesmo que ele fosse a personificação do caos, ele também parecia saber exatamente onde procurar.

Minha concentração foi interrompida pelo som de passos se aproximando. Virei-me e encontrei Martinez novamente.

— Chefe, desculpe a interrupção, mas acho que isso pode ser útil. — Martinez interrompeu meus pensamentos.

Olhei para ele, já cansada de surpresas.

— O que agora?

— Conseguimos infiltrar um agente no governo.

Minhas sobrancelhas se ergueram.

— Um agente? Quando isso aconteceu?

— Recentemente — ele hesitou. — Ele se apresentou e ofereceu ajuda. Como não é fixado na S.I.G.M.A, inicialmente desconfiamos, mas ele provou ser... eficiente.

— E quem é esse "agente eficiente"? — perguntei, cruzando os braços.

— Ele se identificou como Dusk.

Minha mente congelou.

— Dusk? — Repeti, incrédula. — Vocês deixaram Dusk, um completo desconhecido, se infiltrar no governo e ainda dar acesso à S.I.G.M.A?

— Noah autorizou. — A frase saiu como um golpe, direta e seca.

Senti meu estômago revirar.

— Quando o Noah autorizou? — Repeti, tentando digerir a informação. — E ninguém achou necessário me consultar?

— Ele garantiu que era confiável — Martinez respondeu defensivamente.

Soltei um suspiro pesado, sentindo a frustração crescer.

— Quero a ficha completa desse "agente" agora.

— Não há ficha, chefe. Ele não deixou registros.

Passei a mão pelo cabelo, tentando manter a calma. Claro que Noah teria tomado uma decisão dessas sem me contar. Mas permitir que alguém tão enigmático como Dusk entrasse na S.I.G.M.A sem qualquer registro parecia um erro enorme.

Saí da sala de operações, decidida a tirar isso a limpo, e fui direto para meu escritório. Assim que empurrei a porta, parei no mesmo instante.

Dusk estava lá, sentado na minha cadeira, com as pernas relaxadamente apoiadas sobre a mesa. Ele tinha um sorriso provocador no rosto, como se estivesse esperando exatamente por essa reação.

— Você realmente se sente em casa, não é? — Falei, fechando a porta atrás de mim com força.

Ele tirou as pernas da mesa, inclinando-se para frente como se estivesse me analisando.

— Acho que posso dizer o mesmo de você. Bem-vinda à sua sala, Hailey.

— O que você está fazendo aqui? — Cruzei os braços, mantendo minha expressão firme.

— Só aproveitando a vista — ele respondeu, despreocupado, apontando para o ambiente. — Não é todo dia que se tem acesso ao escritório de uma chefe da S.I.G.M.A.

— Vamos pular as provocações, Dusk. Quero saber como exatamente conseguiu se infiltrar no governo e, ainda por cima, ganhar acesso à S.I.G.M.A.

Ele sorriu, inclinando a cabeça de forma teatral.

— Digamos que Noah e eu tínhamos... um acordo.

— E esse acordo envolvia esconder coisas de mim?

— Não diria esconder. — Ele levantou-se, aproximando-se com passos lentos, mas calculados. — Ele sabia que você precisava de alguém como eu para lidar com certas... coisas.

— Eu não preciso de você.

— Não ainda. — Ele parou bem à minha frente, me encarando com aquele olhar que parecia atravessar camadas. — Mas vai.

— E por que eu deveria confiar em você?

— Porque não confio em ninguém também. Isso nos torna iguais, não acha?

Pisquei, surpresa com a resposta. Ele deu um sorriso de canto e se afastou, colocando as mãos nos bolsos.

— Vou ajudar você a entender o que está acontecendo. Mas, por enquanto, só observe.

— Isso não é um jogo, Dusk.

— Para mim, é — ele respondeu com uma risadinha. — E eu sempre ganho. 

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