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"E os sorrisos mais belos dele, eram direcionados para a pessoa que fazia seu coração palpitar."
══ ♥ ══
Acompanhei meu pai até a saída depois que nos despedimos da família Kim. Ele tinha estacionado o carro na parte de trás, bem ao lado do estacionamento exclusivo. Andamos calados, um ao lado do outro, até pararmos em frente ao carro.
Ele segurou a chave entre as mãos e sorriu para mim.
— Eu só.. — Pigarreou. — Queria te agradecer, filha. Sei que o que eu te pedi pode ter sido demais, mas fico feliz que tenha achado um jeito, e claro, por ter feito isso para que eu consiga minha candidatura.
Ele parecia realmente contente, e aquilo, apesar de tudo, me deixou feliz.
Meu pai não fazia ideia do trauma e da afiliação que eu carregava por ter minha vida exposta, na verdade, ele pode até ter achado que em algum momento, anos atrás, aquilo me incomodou, mas ele jamais teria como saber que aquilo ainda se refletia na minha vida. A única pessoa que sabia era Hejin.
Eu ainda estava incomodada com a ideia, mas o fato de saber que ele tinha uma chance como aquela me fazia relaxar.
Era o sonho dele.
Respirei fundo e sorri, balançando a cabeça e erguendo as mãos.
— Não precisa me agradecer, está tudo bem. Mas por favor, nunca mais invente algo do tipo.
Ele riu, sua risada rouca e contida que eu escutava desde sempre.
— Estamos combinados. — Ele piscou para mim e me abraçou de lado.
Entramos no carro e fomos juntos até a delegacia, eu ainda estava com fome, não tinha como negar, mas sabia que encontraria alguns biscoitos na cozinha e eles seriam o suficiente.
Quando chegamos meu pai foi direito para a sala dele, enquanto eu fui até a minha mesa. O clima na delegacia ainda não era dos melhores, eu sabia que muitos ainda me olhavam de forma superior e achavam meus casos patéticos, mas eu continuava de cabeça erguida.
Jackson estava apoiado na mesa dele, mexendo no celular enquanto balançava a cabeça de um lado para o outro.
— Que bonito, senhor Jackson. — Falei alto, atraindo a atenção dele, que quase derrubou o celular com o susto. — Mexendo no celular em vez de trabalhar. — Cruzei os braços.
— Você não deveria estar em casa? Achei que não ia voltar hoje.
— Achou errado. — Apertei os olhos em sua direção. — Aproveitou que eu saí e ficou sem trabalhar?
— Eu? — Ele colou a mão no peito se fingindo de ofendido. — Nem acredito que está me acusando assim.
Não consegui aguentar por muito tempo e acabei rindo, o empurrando de leve.
— Essa cara de inocente não combina com você. — Acusei.
— Claro que combina. — Ele usou seu sorriso amplo como forma de tentar se redimir. Jackson olhou para os lados e se aproximou de mim, segurando em meus braços enquanto me olhava curioso. — Mas vamos falar de coisas boas. E aí? Como foi seu encontro?
— Você não tem jeito! — Reclamei o empurrando. — Já te falaram que você é curioso?
— Sim! Curioso, fofoqueiro, exagerado, extravagante, gato, gostoso, excelente na cam-
— Jackson!
— O que foi? — Ele riu, sentando-se na ponta da mesa. — Só estou listando alguns dos adjetivos que já usaram para me definir. — Revirei os olhos enquanto ele me puxava para perto. — E então?... — Arqueou as sobrancelhas, esperando que eu falasse.
— Eu já te disse que não foi encontro nenhum. — Deixei claro.
Contei para ele como tinha sido o jantar rápido no restaurante e de como seria minha relação com a família Kim agora.
— Oh, que vida dura e difícil você tem, (S/n).. — Ele dramatizou, levando a mão até a testa. — Vai ser tão difícil para você ter que conviver com ninguém menos que Kim Seokjin. — Ironizou. — Sinto pena de você. — Balançou a cabeça. — Se ficar muito difícil ter que aguentar ele, pode me chamar que eu faço questão de te ajudar. — Piscou para mim.
— Por que eu ainda tento ter uma conversa séria com você?
Afastei-me dele, indo até a minha mesa enquanto o ouvia rindo, vindo atrás de mim.
— Desculpa. — Ele parou de rir e deixou que um sorriso fraterno tomasse conta do seu rosto. — Mas agora falando sério,você está bem com tudo isso?
Dei de ombros, meneando a cabeça.
— Mais ou menos, eu não queria estar nessa situação, sabe? — Suspirei. — Mas estou tentando pensar pelo lado positivo. — Sorri. — Ao menos vou passar mais tempo com o Don.
— Ah, isso sim. Ele é um garoto adorável.
Concordei com a cabeça, Don era realmente, além de adorável, uma criança incrível.
A atenção de Jackson foi voltada para o celular, que vibrou no seu bolso, ele o pegou e sorriu. Em seguida, mostrou a foto de uma garota para mim.
— Já tenho um encontro marcado para o final de semana. — Anunciou.
Mal tive tempo de analisar a foto da garota de cabelos vermelhos que ele me mostrou, pois ele logo abaixou o celular.
— Espera aí! — Intervi confusa. — Você não estava saindo com aquele cara semana passada? Como era o nome dele...? Zen? Xez? Clen? Ben?
— Isso! Ben. — Ele sorriu e balançou o celular na mão. — Mas isso foi semana passada,(S/n), já estamos em uma nova semana. E acho que essa é a pessoa certa agora, dessa vez eu namoro.
— Assim fica difícil te acompanhar, Jackson. Você sempre diz isso! — Reclamei rindo. — Sua lista é muita grande.
— Amiga, minha lista é perfeita. — Sorriu travesso. — Se eu quisesse eu conquistava até você. — Provocou.
— Aham! — Ri e o empurrei pela barriga. — Só nos seus sonhos, agora vai trabalhar vai.
— Pode deixar. — Antes dele ir até a mesa dele, virou em minha direção e me mandou um beijo, sorrindo logo em seguida.
— Jackson, você me dá muito trabalho. — Constatei enquanto o ouvia rir.
Ele se sentou na mesa dele, deixando o celular de lado e se concentrando no trabalho, enquanto eu fazia o mesmo, tentando ignorar as várias mensagens no meu celular e as matérias que ainda falavam sobre meu encontro com Seokjin e Don no parque.
Se eu não ficasse as lendo, conseguiria me manter calma.
Passei boa parte do dia no computador, digitando e organizando alguns dos casos que eu tinha que fechar. Escrevi um enorme relatório sobre um desaparecimento e quando terminei, respirei fundo e estalei os dedos.
Estava cansada, meu corpo um pouco dolorido, ainda que tão bem habituado com a cadeira.
Depois que terminei todo o meu serviço, uma ideia, ou melhor, um pensamento, infiltrou-se na minha cabeça.
Comecei a pesquisar na internet sobre cursos de linguagens de sinais.
Eu queria fazer aulas, queria aprender mais e ser capaz de conversar com Dongyul e entendê-lo sem precisar que ninguém ficasse conosco.
Teria mais tempo com ele, e queria que ele percebesse que ele era importante para mim.
Eu não sabia quais eram os melhores professores ou que tipo de curso exato eu queria fazer.
Encarei meu celular por alguns segundos e ponderei sobre ligar para Seokjin ou não.
Depois de algum tempo, com um suspiro longo, eu peguei meu celular e procurei seu número na lista de contatos.
Não demorou mais que dois toques para ele atender.
— (S/n)? O que foi? — Sua voz impaciente me fez revirar os olhos.
— Sempre tão educado e amável. — Resmunguei.
— Oh, claro. Sinto muito. — O ouvi suspirar, a voz carregada de sarcasmo.— Olá, (S/n), em que lhe posso ser útil?
— Bem melhor!
— Nos encontramos há umas quatro horas, sendo assim, qual o motivo da sua ilustre ligação?
— Eu preciso da sua ajuda.
Ouvi um barulho de folhas e objetos no fundo, como se ele estivesse se arrumando.
— Certo, agora o assunto ficou interessante.
— É algo simples. Preciso que me indique um professor.
— Professor?
— Sim, um professor de linguagem de sinais. Eu falei que queria aprender, e estava falando sério.
Ele ficou calado por alguns segundos, de alguma forma eu sabia que ele estava pensativo do outro lado da linha.
— Bem...— Pigarreou, sua voz já não estava mais tão sarcástica e cortante, ele parecia até mais cauteloso em falar. — Por que quer aprender agora?
— Não é óbvio? — Franzi as sobrancelhas. — Pelo Don! Já que vou ter que passar mais tempo com a família de vocês eu quero conseguir me comunicar bem com ele. E nem só por isso, eu gosto muito dele e quero que ele saiba disso em cada detalhe.
Mais uma vez, Seokjin ficou calado, eu já tinha notado que Dongyul era o único assunto que ele levava a sério, sem sarcasmos, sem ironia, sem ser arrogante.
— Certo. Eu conheço uma professora particular muito boa, senão a melhor.
— Hm, será se ela teria um dia disponível para mim?
— Eu não sei, mas ela é uma professora renomada e está sempre com a agenda cheia, então deve ser difícil.
— Imagino que ela deve ser bem requisitada.. — Ela deveria ser professora de alto escalão. — Não conhece mais ninguém?
— Não. — Sua respiração bateu contra o microfone. — Mas... — Ponderou. — Don tem aula com essa professora durante a semana, você pode vir aqui e escolher um dia para ter aula junto com ele.
— O quê? Mas eu não iria atrapalhar?
— Não, Don iria gostar de ter você junto.
Eu tinha minhas economias guardadas, sabia que conseguiria pagar por algum tempo aquelas aulas.
Eu acreditava que Don não precisava mais de aulas daquele tipo, ele já tinha quase oito anos, seria de se esperar que já soubesse bem a linguagem de sinais. Ainda assim, ele ainda estava aprendendo mais coisas...
Talvez eu estivesse enganada e fosse preciso sempre estudar.
— Você querendo me ajudar de tão bom grado? Jinnie, você está doente? Está com febre?
Conseguia imaginar ele revirando os olhos.
— Não estou fazendo isso por você. — Ele evidenciou. — Estou fazendo pelo Don. — Deixou claro.
— Ainda assim, acho que foi o primeiro ato generoso e amável da sua parte. — Sorri.
— Eu não sou generoso, nem amável.
— É sim!
— Dois minutos de conversa com você e já estou irritado. Posso desligar agora? Até mais.
— Espere! Espere! Ainda não terminamos de conversar.
— Fale.
Por incrível que pareça, seu jeito curto de falar, carregado de seriedade, me fez sorrir. Eu já estava me acostumando com seu jeito, por mais que acreditasse que ele fosse bem mais que aquilo.
— Estou muito feliz pelo seu convite e o aceitaria, mas eu não posso durante a semana, eu trabalho em tempo integral na delegacia. Não tem nenhum outro professor para me indicar?
Seokjin ficou calado por alguns segundos, até suspirar alto, como se o que fosse falar em seguida precisasse de muita energia e força de vontade.
— Eu tenho aula com ela, aos sábados. Você pode vir,no mesmo dia, e ter aulas junto comigo.
Apoiei meu queixo na mão e sorri.
— Eu disse que você era amável.
— Certo, estou retirando meu convite, pode se virar para encontrar alguém.
— Você já fez o convite, não pode voltar atrás.
— Já tomou muito o meu tempo, (S/n). Eu tenho que trabalhar também. — Ignorou minha constatação anterior.
— Tudo bem, não vou tomar mais o seu precioso tempo. Nos vemos sábado, então?
— Eu acabei de fazer o convite mas já estou arrependido. — Resmungou.
— Tarde demais. Sábado eu vou até a sua casa para ter a primeira aula.
— Eu espero que você tenha um ritmo avançado, já estou bem na frente. Na verdade, eu aprendi bem rápido desde que o Don ficou totalmente surdo.
— Totalmente? — Inclinei-me na cadeira, as costas apoiadas enquanto eu passava a língua pelos lábios, os umedecendo, completamente confusa. — O Don já não nasceu com deficiência auditiva?
— Não. — Ele falou depois de uma pausa. — O Don nasceu com uma degeneração no canal auditivo, com o passar dos anos ele foi perdendo a audição gradativamente.
— Mas como ele-
— Já falamos tudo que precisávamos? Ótimo.
A forma brusca como ele cortou minha fala deixava claro que aquele era um assunto que ele não queria falar, porém eu o compreendia, era algo particular. Algo da vida de Don.
— Já sim. Obrigada pela sua ajuda. Estou ansiosa para sábado, e não negue, você vai ficar muito feliz em me ver. — Brinquei suavizando o clima.
— Feliz em te ver? — Ouvi sua risada irônica. — Eu realmente preciso supervisionar a comida naquele restaurante, você com certeza comeu algo estragado.
Sua constatação me fez rir, inclinando a cabeça enquanto eu ia de um lado para o outro na cadeira.
— Até sábado.
— Até, (S/n).
Desliguei o telefone e mandei uma mensagem para ele, apenas para confirmar o horário e o valor da aula, ergui o olhar, vendo Jackson me fitando da sua mesa com um sorriso de esgueira nos lábios.
— O que foi? — Questionei.
— Com quem estava falando? — Ele cruzou as mãos sobre a mesa. — Você estava rindo que nem uma idiota e agora está aí sorrindo.
Notei que eu ainda estava sorrindo, logo desmanchei aquele ato em meus lábios e fiquei séria.
— Não era ninguém. Vai trabalhar.
— Não fuja do assunto. — Ele riu. — E eu já terminei tudo que tinha que fazer.
— Não terminou não. — Mexi na minha mesa e estendi um papel para ele. — Preciso que o delegado assine isso, leva lá? Por favor.
Ele apertou os olhos em minha direção, vindo até mim e pegando o papel das minhas mãos.
— Não se esqueça, eu sou Jackson Wang, você não pode me enganar.
— Vai! Vai!
Ele riu, ergueu as mãos em rendição e balançando o papel, seguindo pelo corredor até a sala do meu pai.
Resmunguei sozinha enquanto arrumava os papéis em cima da minha mesa. Não falei que estava ao telefone com Seokjin pois sabia que Jackson iria encher minha paciência e tirar o meu juízo, sendo que na verdade eu só estava rindo pois gostava da forma como Jin se irritava com facilidade e tentava ser arisco.
Ele tinha uma personalidade...forte.
Estava terminando de organizar os papéis quando comecei a ouvir as vozes mais altas e uma agitação. A delegacia —na maioria das vezes— é um ambiente calmo.
Meus olhos foram atraídos para a entrada, vendo o motivo da agitação de todos.
Jungkook estava entrando no local, usando sua farda de sempre e os cabelos bem penteados enquanto tinha as mãos nos bolsos, mas ele não estava sozinho, Min Yoongi estava com ele.
E claro, todos ali conheciam bem o grande compositor que Yoongi era.
Jungkook estava sorrindo como um garotinho, mostrando para Yoongi todas as partes da delegacia, a mesa dele, a foto com os amigos que ele sempre deixava lá em cima e tudo do seu local de trabalho. Não demorou muito para que ele olhasse em volta e seus olhos me encontrassem.
Acenei para ele, que logo agarrou no braço de Yoongi e começou a puxa-lo até mim.
— Yah! Eu pensei que você ia tirar o dia de folga hoje. — Ele disse ao parar na minha frente, foi inevitável não sorrir, o sorriso nos lábios do Jeon era contagiante.
— Eu sei, mas acabei resolvendo o que precisava e decidi voltar para o trabalho.
— Ah, claro. — Ele olhou de mim para Yoongi. — Yoongi, essa é (S/n), uma das nossas mais novas e melhores detetives. — Seu comentário me fez sorrir ainda mais. — (S/n), bem...esse é Min Yoongi. — Riu sem jeito.
— É um prazer te conhecer, (S/n). — Yoongi sorriu minimamente. — Jungkook falou sobre você, é a vizinha do apartamento do Jungkook?
— Na verdade, só o meu irmão mora lá, mas digamos que eu passe muito tempo na casa dele.
Yoongi apenas assentiu e algo me dizia que ele era uma pessoa de poucas palavras.
Sentia-me um pouco eufórica em ser apresentada a ele, eu não era tão por dentro de todo o mundo musical e a vida dele, mas o admirava como compositor e músico.
— Eu precisava passar aqui para pegar uns documentos e aproveitei que o Yoon estava comigo para mostrar a delegacia para ele. — Jungkook olhou ao redor. — E como prometido, também o trouxe para que ele conheça o Jackson.
— Eu não acredito. O Jackson vai infartar, você sabe né?
Jungkook confirmou com a cabeça, rindo em seguida. Virei-me para Yoongi.
— Desde já, eu me desculpo pelo Jackson. Ele é uma pessoa um pouco.. — Passei a mão pelos cabelos, o jogando para trás. — Exagerada?
— Tudo bem, não se preocupe, eu já estou acostumado. — Deu de ombros.
— Yoongi! — Jungkook cutucou o braço dele, fazendo ele resmungar de dor. — Eu disse pra você ser mais modesto.
— Mas eu só disse a verdade. — Tentou se justificar enquanto Jungkook o olhava feio.
Era engraçado ver tal cena.
Na minha cabeça tudo que eu conhecia era Min Yoongi, o grande astro de sucesso mundial, mas ali na minha frente eu só conseguia ver dois amigos de longa data, com uma relação adorável.
— Seja simpático. — Jungkook insistiu.
— Estou sendo. — Rebateu e olhou em volta. — Agora eu preciso de uma cadeira, minha pernas estão doendo.
— Suas pernas estão doendo? — Jungkook frisou indignado. — Só andamos um quarteirão, deixe de ser exagerado.
— A gente podia ter vindo de carro.
— Yah! Quanto mais velho, mais reclamão você fica. — O Jeon indicou uma cadeira para ele se sentar. — Aqui.
— Respeite seu Hyung, sou mais velho. — Yoongi destacou, mas um sorriso brincava em seus lábios enquanto ele olhava para Jungkook. — Obrigado, Jungkook-ah.
Ele se sentou na cadeira enquanto a atenção de Jungkook se voltava para mim.
Eu estava apenas sorrindo e observando a cena.
— E onde está o Jackson?
— Ele foi assinar uns papéis para mim, já deve estar voltando.
— Enquanto o esperamos, eu queria falar com você sobre os outros casos que temos que terminar, além do caso do Rj.
— Eu passei boa parte da tarde de hoje fazendo isso, terminei de fechar alguns casos e fechei o relatório sobre o desaparecimento.
— Sério? — Ele parecia aliviado, eu sabia que Jungkook tinha muito trabalho sozinho. — Obrigado, já que você fez isso eu vou conseguir me concentrar na outra papelada.
— Não foi nada.
— Voltei. — A voz de Jackson chamou a nossa atenção, a cabeça dele estava baixa enquanto ele olhava para os papéis. — Eu, como seu escravo, digo que todos os papéis foram assinados certinhos, (S/n). — Ele ergueu a cabeça e me olhou sorrindo. — Precisa de algo a mais?
Ele ainda não tinha visto Yoongi, uma vez que ele estava sentado e Jungkook estava parado na frente dele.
Foi inevitável não sorrir, notei que Jungkook sorria também quando se afastou um pouco para o lado, deixando que Jackson visse Yoongi.
Os olhos dele se arregalaram enquanto ele abria a boca espantado.
— Oh, meu Santo Yoongi.. — Balançou as mãos rapidamente, os olhos fixos no Min. — Quer dizer, aí minha nossa, desculpa. É que você, o que você está fazendo aqui? Você não, vossa santíssima divindade. Puta que pariu. — Ele olhou de mim para Jungkook. — Eu acho que estou alucinando, vou desmaiar.
— Jackson! — Ri chamando sua atenção. — Inspira e respira. Você está esquecendo de respirar.
— Respirar? — Ele me olhou como se eu fosse uma alienígena. — Respirar. — Ele sorriu nervoso, olhando para Yoongi. — Só queria dizer que te amo, tudo bem? Você é perfeito.
Jungkook foi quem riu dessa vez, Yoongi se levantou e parou perto de Jackson com um sorriso simpático.
— Fico feliz em te conhecer, Jackson. — Estendeu a mão para ele.
— Ele sabe meu nome.. — Sussurrou me olhando com um sorriso enorme, em seguida, pegou na mão de Yoongi e a apertou. — O prazer é meu, eu sou seu fã, assim eu..eu não estava preparado para isso.
— Eu não esqueci quando você me contou que queria conhecê-lo. — Jungkook falou parado ao lado do Min.
Jackson soltou a mão de Yoongi e a abraçou contra o corpo, eu duvidava que ele fosse lavar aquela mão tão cedo.
— Jungkook, você é incrível. — Falou emocionado, seus olhos voltando para Yoongi. — Eu posso te abraçar?
— Jackson! — Ri me aproximando dele e agarrando seu braço. — Menos, bem menos.
— Tudo bem, você pode me abraçar. — Yoongi riu, seus olhos formando duas linhas finas. — Não precisa me tratar como se eu fosse um ser de outro mundo. — Destacou e eu vi Jungkook o cutucando e olhando feio para ele. — O que estou querendo dizer...— O Min devolveu o olhar para Jungkook. — É que você, Jackson, pode me tratar como um amigo. Se você é amigo do Jungkook, é meu amigo também.
— Ah, certo, agora eu vou desmaiar mesmo. — Ele quase deixou todo o peso dele sobre mim. Seus sorriso era amplo. — Eu? Amigo de Min Yoongi? Não estou bem, só o que faltava agora na minha vida era conhecer Kim Namjoon, assim eu já poderia morrer em paz.
Kim Namjoon também era um compositor e rapper famoso, tinha feito a última turner com Yoongi e ambos eram os ídolos de Jackson. Ele era apaixonado pelos dois. (1)
— Jackson, não tem nenhuma pergunta para Yoongi? Essa é a sua chance!! — Destaquei ainda o segurando pelo braço.
— Perguntas? — Jackson arqueou as sobrancelhas. — Eu tenho um caderno só com tudo que eu queria dizer para Min Yoongi. — Destacou e se desvencilhou do meu braço, indo até Yoongi e agarrando o braço dele com um sorriso satisfeito. — Mas agora somos amigos.. — Ele começou a puxar Yoongi até a mesa dele. — Podemos falar sobre várias coisas, que tal trocarmos números de telefone?
Yoongi parecia achar divertido a forma como Jackson falava e prestava atenção no entusiasmos dele.
Aproximei-me de Jungkook e indiquei Jackson.
— Eu disse que a reação dele seria extravagante, Yoongi ainda o declarou como amigo, ele está muito ferrado.
— Acho que meu hyung precisa sofrer um pouquinho. — Jungkook cruzou os braços com um sorriso satisfeito enquanto encarava o Min.
Estávamos observando os dois quando Yunho apareceu em nossa frente, ele se curvou antes de falar.
— Desculpa interromper vocês, já estamos quase no fim do expediente, muitos policiais estão trocando de turno e só o Senhor está disponível. — Destacou dirigindo o discurso para Jungkook. — Fomos acionados pelo código F14. — Jungkook ficou tenso ao meu lado, trincado o maxilar. — Eu sei que o senhor não trabalha com esses casos, mas não temos policiais disponíveis no momento.
Eu sabia bem o que era um f14, e pela forma como Jungkook estava nervoso e seus músculos tencionados, ele estava pronto para matar qualquer um que tivesse cometido aquele crime.
══ ♥ ══
(1) Kim Namjoon vai aparecer na próxima fanfic como protagonista ;)
Oi, meus amores!
CHEGUEI
Como estão? Aproveitaram o final de semana?
Antes de tudo eu quero me desculpar se tiver qualquer erro no capítulo de hoje, foi um capítulo longo e mesmo revisando eu posso ter deixado algo escapar.
Enfim, espero que tenham gostado, não se esqueçam de me contar aqui nos comentários!!
Vamos comemorar aaaa "Amor Criminal" agora tem 10 mil visualizações. Obrigada pelo carinho.
Até a próxima ❤️
By: leticiaazeneth
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