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Capítulo 6



Hoje o tempo está sombrio, o céu está encoberto por nuvens pesadas. O ambiente reflete o meu estado de espírito, tudo parece frio e melancólico. Minha mente está a mil por hora, preocupações me consomem. Não consegui dormir, mal toquei na comida. Constantemente me pego olhando para a porta ou para a janela, como se esperasse que algo surja de repente, como num passe de mágica. Anseio por notícias de Leon, questiono-me se ele alcançou seu destino, se a batalha já teve lugar, se ele ainda respira... ou se está morto.Ergo-me da cama e dirijo-me à sacada do meu quarto, envolvendo-me com o frio da manhã. Cruzo os braços e deixo minha mente vagar pela imensidão da minha imaginação.As minhas criadas, Emily, Cat e Caroline, trabalham com uma destreza silenciosa, evitando qualquer ruído que possa perturbar-me. A porta range e Cat a abre, uma das muitas criadas que habitam o palácio.

— Senhorita? — Entrou envergonhada e de cabeça baixa.

— Sim. — Respondi sem me direcionar a ela ainda com o olhar distante.

— Gostaria de saber se a senhorita quer que eu ponha a mesa agora?

Após a partida de Leon, automaticamente assumi a responsabilidade por tudo. Se antes já me viam como a sua rainha, agora mais do que nunca. Como não respondi, a criada prosseguiu.

— A senhora Ana Carter gostaria que a senhorita a acompanhasse no almoço juntamente com o senhor Gordon e...

— Ponha a mesa.

Disse, a interrompendo.

— Mas avise que não poderei estar presente. Tenho assuntos a tratar. — Continuei.

A criada olhou em minha direção e logo em seguida para minhas criadas, com certeza com um olhar de questionamento e confusão.

— Sim senhorita. — Disse ela por fim.

Se curvou e saiu apressadamente.

— Assuntos a tratar? — Perguntou Caroline assim que a porta se fechou.

— Sim assuntos a tratar Cat. — Gritei.

— Sim. — Me respondeu depressa.

— Quero que me arrume um vestido o mais simples que tiver.

— É para já senhorita. — Disse Cat correndo em direção ao meu Closet.

— Emily! vá até o estábulo e peça para Jorge me preparar Celeste.

Celeste a bela égua que ganhei de presente de Leon quando fiz 16 anos.

— A Celeste? A senhorita quer que Jorge prepare a Celeste? — Perguntou Emily confusa.

Mas que diabos deu nessas criaturas para ficarem me questionando?

— Sim Emily minha égua Celeste agora vá. — Ordenei tentando não alterar a voz.

Emily saiu porta a fora o mais rápido possível. Minhas criadas são muito questionadoras porém muito eficientes. Me virei quebrando a corrente entre mim e o vazio e dei de cara com uma criada curiosa, com os braços cruzados batendo o peito do pé no chão. Essa atitude de Caroline me fez lembrar de minha mãe quando ficava brava comigo por algum motivo.

— Vestido simples e Celeste? — Ela pergunta quase alto demais.

Eu amo minhas criadas e sei que elas se preocupam comigo mas eu sou a futura Rainha de BrownWood não tenho que dar satisfações a ninguém muito menos a elas.

— Não me questione Caroline apenas faça o que eu mando. — Fui um pouco ríspida.

— Senhorita seu vestido está pronto. — Disse Cat saindo do closet com um vestido azul sem detalhes chamativos bom o bastante para poder sair do palácio sem chamar muita atenção.

— Pegue para mim também uma capa Cat está fazendo frio lá fora.

Minutos depois, ela retornou com uma capa cinza de capuz volumoso. Deixei que me ajudassem a trocar de roupa, e graças aos deuses, elas pararam com o bombardeio de perguntas incessantes, o que me trouxe um pouco de alívio. Precisava sair do palácio, arejar a mente, estar entre pessoas, buscar distração. Quando terminei de me vestir, dei uma última olhada no espelho. Mais uma vez, porém, fui cativada pela imagem diante de mim.

— Senhorita. Senhorita? — Emily apareceu na porta me chamando.

Olhei para ela e acenei.

— Celeste já está pronta.

— Ah sim. Obrigada Emily.

— A senhorita vai sair do palácio? — Cat pergunta tentando não parecer intrometida.

— Vou dar uma volta. Não vou demorar muito só, só... — As palavras de modo algum saiam de minha boca é como se estivessem presas.

— Só quero espairecer um pouco. — Engoli em seco.

Respondi, limpando a garganta com um leve sinal de insegurança. Nem eu mesma sabia ao certo o que faria lá fora, mas uma coisa era certa: ficar aqui parada, sem nada para fazer além de almoçar com a Senhora Ana e Gordon ou dar ordens às pessoas, me levaria à loucura.

— Bons dias alteza! — Diz Jorge ao ver que me aproximava.

Jorge é um senhor de uns 50 anos mais ou menos tem os cabelos brancos, anda na maioria das vezes todo sujo porém não cheira mal. Jorge cuida dos cavalos e faz o trabalho muito bem. Um amor de pessoa sempre está alegre com sorriso nos olhos. Quando era mais nova e vinha visitar o palácio com meus pais recebia rosas vermelhas dele, dizia que as rosas combinavam comigo. As vezes ele cuida dos jardins também, mesmo não sendo o trabalho dele.

— Bom dia Jorge. — Respondi.

— Um belo dia para um passeio não? — Disse ele segurando o cabresto de corda de Celeste e olhando para o céu com o tempo nublado.

— Sim, um ótimo dia. — Respondi com um meio sorriso.

Até que enfim uma pessoa que não questiona o que quero fazer e sim faz piadas com a situação.

— Bom Celeste está prontinha.

— Obrigada Jorge.

Ele me ajuda a montar em Celeste e quando estou prestes a sair Gordon aparece.

— Onde a senhorita pensa que vai? — Fala quase gritando comigo.

Aquilo me irritou. Só me faltava essa agora. Ergui o queixo e respondi segura o suficiente para fazer ele acreditar em minhas palavras.

— Vou dar uma volta. — Respondo firme.

Gordon abre a boca para falar e poder me contestar mas o interrompo.

— Não vou demorar a voltar pode ficar despreocupado. Espero que o senhor não me impeça porque realmente não estou com saco para discutir, quando já tenho preocupações demais com meu noivo que está em uma batalha que nem sei se voltará vivo. Preciso de espaço. O senhor por um acaso tem algo a dizer? — Pergunto com um olhar feroz direcionado para ele.

— Não alteza. Não tenho nada a dizer mas poderia pelo menos ir com alguns de nossos guardas para algum caso que não consiga...

— Não preciso de guardas senhor Gordon sei me cuidar muito bem sozinha. — Antes que minha coragem acabe e Gordon tente me convencer a ir com os guardas cutuquei em Celeste com três batidinhas, que logo saiu cavalgando. Passei pelos portões tranquilamente. Minha atuação de corajosa e destemida deu certo caso contrário Gordon mandaria fechar os portões.

BrownWood é um reino vasto e majestoso, e havia me esquecido da beleza que existe aqui fora. Desde a morte dos meus pais, pouco tive vontade de aventurar-me para além dos limites do reino, especialmente com tantos deveres a cumprir ao lado de Leon. Congressos, eventos, festas e uma infinidade de atividades preenchiam nossos dias, e eu não sentia falta de explorar além dos muros do palácio.

BrownWood é dividida em três partes distintas: o reino, onde está situado o palácio; WoodCity, lar das residências dos nobres, condes e abastados da sociedade; e a vila, onde habitam os menos afortunados. Não sei bem o motivo, mas sempre fui fascinada pela vila. É um lugar pulsante de vida, onde se ouvem as conversas animadas entre vizinhos e amigos, onde crianças correm e brincam, riem sem parar. O som das carroças transportando frutas ressoa pelas ruas, e o aroma de pão fresco e flores permeia o ar. É um cenário encantador, e é para lá que me dirijo agora. Ao chegar à vila, tudo está exatamente como eu me lembrava. Apenas visitei este lugar uma vez, acompanhada por minha dama de companhia, e desde então nunca mais pus os pés aqui. É uma pena.

Desmontei de Celeste e decidi continuar a pé, mantendo-me discreta e com a cabeça baixa. Não desejo chamar atenção para a minha presença. Apesar do clima nublado e frio, o calor humano desta vila é palpável. Caminho devagar, arrastando Celeste pelas rédeas. No meio do caminho, um velho senhor me aborda e gentilmente oferece maçãs e cenouras. Não recuso, percebendo que até aquele momento não havia comido nada e já começava a sentir fome. Sento-me perto de uma fonte, observando as pessoas enquanto elas vivem suas vidas. Fico imaginando como suas vidas parecem tão simples. Não que eu não goste da minha, mas há algo na simplicidade delas que me atrai. As crianças começam a correr próximo a mim, enchendo o ar com seus gritos e risadas contagiantes, o que me faz sorrir também. Subitamente, um estrondo ensurdecedor corta o ar, semelhante a um trovão. O céu começa a escurecer rapidamente, e os sons não cessam, apenas se intensificam. Algumas pessoas começam a correr, agarrando suas crianças e pertences, buscando uma direção para fugir. Era o que eu deveria fazer também, mas hesito. Quando olho ao meu lado, Celeste não está mais lá. Com um rápido olhar para o outro lado, vejo senhoras tentando resgatar suas coisas em vez de buscar abrigo. "O que diabos estão fazendo?", questiono-me, perplexa. Deveriam estar correndo para suas casas, buscando segurança.

— Larguem tudo aí! — Gritei.

Ainda haviam pessoas na vila algumas paralisadas com horror, outras com medo da escuridão que apareceu de repente sem saber o que esperar daquilo. Com o vento forte meu capuz caiu revelando minha identidade mas não liguei continuei apressando as pessoas a correrem para suas casas.

— Saiam daqui! — Gritei novamente com dificuldade de enxergar. O vento estava muito forte e os fios de meus cabelos batiam em meu rosto de forma robusta.

Alguns ficaram ainda mais paralisados por verem a futura Rainha em um lugar como aquele.

— O que estão esperando? Corram! Corram! — Gritei ainda mais forte com uma potencia aliás que eu nem sabia que tinha.

Graças aos deuses, finalmente começaram a se mexer. Levantei os olhos para o céu e notei que ele estava ficando ainda mais escuro. Ao retornar meu olhar para a terra, avistei um canto onde uma garotinha chorava incessantemente. Eu sabia que precisava sair dali e buscar abrigo para me proteger, mas não conseguia simplesmente deixá-la ali. Corri em sua direção e a ergui em meus braços. Sem pensar muito, apenas agindo por instinto, abri a porta de uma casa meio abandonada e a coloquei lá dentro. Esperava fervorosamente que alguém a encontrasse depois.Virei-me para as outras direções da vila e percebi que não havia mais ninguém além de mim. O vento, agora mais poderoso do que nunca, quase me impedia de andar direito. Ao longe, avistei um cavalo negro e, se minha visão não me enganava, alguém estava montado nele. Por um momento, a visibilidade foi comprometida pela poeira levantada pelo vento, mas logo percebi que atrás do cavaleiro vinha uma legião de outros cavalos. As pessoas montadas neles seguravam tochas, que emitiam uma luz fraca mas suficiente para iluminar a escuridão que parecia segui-los. O cavaleiro que veio a frente chega primeiro. E agora posso ver o homem mais de perto mas ainda sem saber quem de fato é. O cavaleiro desceu do cavalo e veio todo pomposo em minha direção.

— Creio eu que este não seja um lugar adequado para se estar a futura "Rainha" não concorda majestade?

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