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Capítulo 30




Acordei com o balançar rítmico do navio, o que torna difícil me erguer com as faixas envolvendo minha perna. Depois de muito esforço para me levantar, enfiei minhas botas e vesti um casaco antes de sair do quarto. Localizado na parte inferior do navio, o ambiente é escuro e úmido, tornando a locomoção um desafio devido aos corredores estreitos.Ao alcançar o final do corredor, deparo-me com uma escada. A área abaixo está vazia e deserta, sem uma alma sequer à vista. Decido subir os degraus, e a cada passo sinto como se pequenos cacos de vidro estivessem perfurando a minha ferida. Chego ao segundo andar e encontro todas as portas fechadas, dando a impressão de que não há ninguém a bordo.

— Ei você pode me...  — Tentei fazer uma pergunta para o rapaz que apareceu correndo, mas ele nem sequer se deu ao trabalho de olhar para os lados.

Enquanto avançava em direção à segunda escada que conduzia ao convés superior do navio, percebi que a água jorrava incessantemente de cima para baixo, formando uma cascata que inundava a área mais baixa. Em um canto, um amontoado de tralhas e barris inúteis se acumulava contra a parede, destacando-se entre eles uma bengala velha. Não tinha certeza se seria de grande ajuda, mas parecia ser melhor do que nada. "Com certeza vai facilitar a minha locomoção", pensei. Subi as escadas novamente e, ao alcançar meu destino, deparei-me com uma cena de total confusão. A chuva caía com intensidade, e o mar agitado contribuía para o caos que se desenrolava diante de mim. Homens corriam de um lado para o outro, completamente encharcados, empenhados em resolver um problema cuja natureza ainda desconhecia. Mal havia chegado e já me sentia tão molhada quanto se o céu estivesse prestes a desabar sobre nós.

Helena, Catarina e Evangeline corriam freneticamente, pegando objetos pesados e lançando-os ao mar. Nicolay, Kedra e Peter davam ordens em meio ao tumulto. Lucky, Rixon, Gerad e Lucas também gritavam, incentivando os outros a continuarem o trabalho, embora eu mal pudesse entender suas palavras entre o rugido do vento e o barulho das ondas. Com minha perna problemática e minha modesta bengala como única companhia, dirigi-me a Peter. Sabia que, se me aproximasse diretamente de Nicolay, ele me mandaria de volta para o quarto sem hesitar.

— Capitão? — O chamei com a voz firme.

Ele se virou e me encarou seriamente.

— Alteza? — Falou com um ar de surpresa misturado com qualquer outro sentimento.

— O senhor poderia por gentileza me informar qual é o problema da situação? — Disse com uma determinação forte de parecer séria e respeitável.

— Creio que a senhorita não poderá ajudar muito. — Me respondeu, retomando sua série de ordens, como se eu nem estivesse ali.

— Creio que o senhor, como capitão deste navio, deveria há muito tempo compreender que julgar uma pessoa, especialmente com base em seu status ou... sexo, está completamente errado. — Encarei o capitão firmemente.

— Minha cara você deveria estar em repouso tenho certeza que não precisaremos de sua ajuda, principalmente pela situação que a senhorita se encontra. — Olhou para minhas pernas e depois para mim.

— Não seja ridículo, você...

— Meredith? — Fui interrompida por Lucky.

— Ah! Lucky que maravilha você aparecer. — Falei com entusiasmo, optando por ignorar a grosseria de Peter e direcionando minha atenção para Lucky.

— Se Nicolay te pega aqui, ele surta. — Comenta olhando para os lados, checando o perímetro.

— Não quero saber o que Nicolay vai ter. Quero saber o que está acontecendo aqui. — Pergunto perdendo a paciência.

— Como está sua perna? — Perguntou mudando de assunto.

— Lucky! — Chamei sua atenção.

— Certo ok. Bom um dos homens de Peter...

— Capitão Peter. — Corrigiu Peter interrompendo Lucky com um grito de onde estava.

Lucky e eu lançamos olhares reprovadores a Peter. Em seguida, voltei-me para Lucky, incentivando-o a prosseguir.

— Os homens do "capitão" aí, avistaram uma rocha do sul no percurso que estamos fazendo para BlackWhite. — Falou por fim.

— E...? — O instiguei a falar.

— Eles estão prestes a nos alcançar, estamos a poucos metros dela. Se não virarmos o navio completamente em 360° para a direita, vamos colidir. E se isso acontecer, o navio afundará. — Explicou.

— Certo e o que vocês estão fazendo? Mudaram a rota? — Perguntei.

Peter ri.

— Mudar a rota? Você está louca? — Peter ironizou.

— E o que o senhor sugere? — Tentei cruzar os braços, mas lembrei-me de que estava apoiada na bengala, então apenas o encarei.

— Vamos virar o Navio e não sair da rota porque isso seria estupidez! — Ele ironizou a minha ideia.

— Estupidez é virar o Navio! Não temos tempo "capitão". Não vai dar tempo e vamos todos morrer! — Respondi.

— Você quer saber mais do que eu? Um capitão de décadas em alto mar? — Ele me perguntou com uma expressão carrancuda e exasperada.

— Venha Lucky preciso da sua ajuda! Meu pai Edgar tinha uma frota de navios, eu costumava dormir em seu colo no meio de reuniões com pessoas importantes do meio. Fazia isso com frequência, apesar de ser muito nova na época de certa forma adquiri alguns conhecimentos . Conhecimentos suficientes para saber que o plano de Peter irá nos matar. — Contei enquanto caminhávamos até o centro do navio.

— O que acha que está fazendo? — Levantei as mãos em direção ao rosto de Peter, silenciando-o.

— Senhores? — Elevei a voz para chamar a atenção da tripulação do navio.

Quando Nicolay me avistou, seus olhos se arregalaram em surpresa. Apesar disso, nem todos pararam suas atividades. Determinada, bati minha bengala no chão com toda força possível. Devido ao frio e à chuva, acabei levando um pequeno choque nas mãos, mas consegui disfarçar bem e continuei.

— Senhores? — Gritei mais uma vez, direcionando meu olhar para as mulheres a bordo. — E senhoritas. — Reparei o meu erro.

— O que você está fazendo aqui em cima? Vai pegar uma pneumonia e sua perna ainda não está curada. — Disse Nicolay, já ao meu lado, gritando como um louco.

É difícil ouvi-lo; a chuva aumentou ainda mais e as ondas cresceram junto com ela.

— Me deixe ajudar? — Pedi como uma criança que pede um doce para sua mãe.

Nicolay me encarou com um olhar furioso, mas logo deixou de lado sua expressão raivosa. Ele revirou os olhos e massageou as têmporas, cedendo ao meu pedido.

— Ok. Mas você por um acaso tem alguma ideia? — Perguntou ainda na tentativa de me convencer a voltar para as profundezas do Navio.

— Tenho! — Declarei, afastando-me de Nicolay, retomando minha postura de líder diante dos outros. — Preciso que me escutem! Temos pouco tempo para virar o navio, então precisamos mudar a rota! — Gritei para todos.

— Este Navio é meu e ninguém...

— Você quer morrer e matar a todos nós? Acho que não, então siga as minhas ordens que será muito melhor. Estou praticamente salvando sua vida e a de seus homens! — Interrompi Peter.

Ele se calou.

— Preciso de alguém para guiar o Navio controlando o timão. — Continuei.

— Eu vou! — Gritou o homem já correndo para seu posto.

— Qual o seu nome rapaz? — Perguntei gostando da agilidade e atitude do garoto.

— Pedro alteza. — Acenei.

— Vocês! — Gritei para um grupo de homens. — Corram e reposicionem o mastro do navio." Em seguida, direcionei-me a Catarina, Helena e Evangeline: — Peguem baldes e tentem ao máximo retirar a água que está vazando para dentro do navio.

Elas saíram correndo para cumprir as ordens.

— Nicolay, Rixon, Lucas! Girem as velas para a esquerda. — Ordenei.

— Mas as rochas estão para esquerda isso por um acaso é suicídio? — Perguntou Rixon meio desesperado.

— Faça o que eu mandei gire para a esquerda! — Repeti com convicção.

— Ela vai nos matar. — Comentou Peter infeliz.

Deve ser difícil para Peter assistir sem poder intervir enquanto uma mulher assume o comando de seu navio e metade de sua tripulação. Espero que meu plano dê certo; caso contrário, estaremos condenados. No entanto, acredito que será bem-sucedido. Embora nunca tenha tido experiência com navios, especialmente um deste porte, algo me diz que esta é a melhor chance de sairmos vivos.

— Aqui está pronto! — Gritou Lucas.

— Aqui também! — Gritou os outros homens.

— Certo, preparem-se e sigam minhas ordens, mas apenas quando eu der o comando! — Esbravejei.

Tentei correr para avistar a rocha, mas não deu muito certo; tive que dar pulinhos para alcançar a parte do navio que proporcionava uma visão melhor do que estava por vir, sempre com a bengala firme em minha mão. A rocha do sul não era uma simples formação rochosa; na verdade, era gigantesca e maciça. As ondas batiam com uma força avassaladora, dando a impressão de que poderiam rachá-la ao meio, mas ela parecia indestrutível. Conforme o navio se aproximava cada vez mais da rocha, minha ansiedade aumentava. "Agora não. Agora não. Agora não!", repetia para mim mesma, num misto de preocupação e desespero.

— Agora! — Gritei. — Todos vocês, para a esquerda! Com força, ponham toda a força que têm! Vamos! Nicolay, mantenha as velas firmes! Isso! Isso! Corram! — Ordenei, instigando-os a agir com rapidez e determinação.

Com as ondas batendo do lado contrário, a tarefa se torna ainda mais desafiadora, exigindo força e resistência extraordinárias.

— Direita! Todo mundo para a direita. Corram e empurrem o navio com toda a força! — Gritei, incentivando-os a agir com mais vigor.

E todos correram para a direita, fazendo o navio avançar sobre as águas em ziguezague, ajudando a mudar a rota para a esquerda.

— Esquerda! — Gritei pela terceira vez.

Incapaz de correr para ajudar, decidi usar meus poderes. Posicionei-me, ergui as mãos e, com toda a minha força, empurrei o navio para a esquerda. Lentamente, a embarcação começou a girar, mas precisávamos de mais, muito mais força.

— Corram! Corram... Esquerda e direita. — Falei, aumentando a pressão para ajudar.

Com um esforço conjunto, o navio conseguiu mudar de direção segundos antes de colidir com a rocha. Houve um arranhão, mas conseguimos passar, todos a salvo.

— Pedro, com cuidado, retorne à rota virando à direita, contornando a rocha. Você consegue? — Perguntei, sem fôlego.

— Sim, alteza. — Respondeu. Vi seus braços tremerem devido ao esforço, reconhecendo sua determinação.

— Desta vez, subestimei você. — Disse Nicolay, parando diante de mim, todo encharcado e ofegante.

Sua camisa grudava no peito, e na escuridão da tempestade, seus olhos azul e verde brilhavam como joias. Que bela visão. Sorri.

— Parece que sou mais forte do que todos pensavam. — Dei de ombros me gabando.

— Sempre acreditei que sim. É o poder em suas veias! — Sorri em satisfação. — E você vai ficar pior.

— Então que sejamos os piores.

Nicolay me deu um beijo firme, exatamente o que eu precisava após ter gasto toda a minha energia.

— Gostei da bengala, é a sua cara. — Ele brincou.

Eu o encarei com seriedade.

— Venha, vamos ver se conseguimos nos secar e trocar de roupa. — Disse, puxando-me.

Segui atrás dele.

— Você vai trocar minha roupa? — Perguntei, surpresa.

Ele parou por um momento, pensou, e então deu de ombros. "Bem, por que não?", respondeu. Sorri por dentro, sentindo-me feliz com sua resposta. Enquanto passávamos pelos homens que repetidamente me agradeciam por ter tomado controle da situação, notei a expressão de Peter, difícil de decifrar.

— Bem, de nada, capitão. — Falei, de maneira um tanto ousada. — Se precisar de mim novamente, não hesite em me chamar. — Pisquei para ele, provocando sua irritação.

— Reconheço que a subestimei, parabéns, alteza. —  Ele disse, um pouco sem jeito.

— Agradecida. — Respondi, sorrindo enquanto deixava o convés principal, agradecendo aos deuses por não ter que enfrentar a tempestade e aquele homem novamente naquele dia.

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