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Capítulo 29




— Você acha que está firme? — Nicolay me questionou enquanto ajustava o equipamento para o meu treinamento de hoje.

É um colete peculiar, repleto de várias cordas longas e terminando em um tecido preto volumoso que adicionava peso extra dificultando qualquer tipo de movimento. Explicou que era essencial para fortalecer minha resistência física, embora eu não estivesse totalmente convencida de como isso contribuiria para meu desenvolvimento. Ainda assim, decidi confiar em sua experiência e seguir suas instruções.

Assenti com determinação à pergunta de Nicolay, deixando claro que estava pronta para enfrentar o desafio que ele havia preparado para mim.

— Isso vai ser incrível! — Disse Lucky para Gerad extremamente animado.

— Fique quieto Lucky. — Responde Gerad segurando Lucky no lugar.

Estamos ao ar livre, em uma vasta extensão que mais se assemelha a um deserto urbano. O vento sopra com força, levantando redemoinhos de areia que ameaçam entrar em meus olhos a cada movimento. Apesar da atmosfera árida, algumas poucas pessoas estão presentes, observando com curiosidade.

— Está pronta? — Nicolay se afasta de mim, distanciando-se até quase desaparecer de minha vista. — Quero que você venha até mim.

Sua voz ecoa pelo espaço amplo.

— Quero que corra o mais rápido que conseguir! Certo? —  Ele grita novamente, suas ordens ecoando no ar.

Preparo-me, fixando meus olhos em Nicolay, meu alvo. "O mais rápido que puder. O mais rápido que puder. O mais rápido que puder." Repito para mim mesma, como um mantra. Dou início à minha corrida em direção a Nicolay. Porém, no momento em que me impulsiono para frente e começo a avançar, o peso atrás de mim é abruptamente resistente, o que me força de forma inesperada a interromper minha corrida em direção a Nicolay. Rapidamente pela lei da gravidade sou puxada para trás, desafiando meus esforços.

— Corra Meredith! Corra! — Gritou Nicolay me incentivando.

Levantei e resisti firmemente à força que me puxava para trás, lutando para avançar. No entanto, apesar dos meus esforços, dei apenas alguns passos antes de ser abruptamente derrubada para novamente. Arrastada pelo peso que mal sai do lugar, por conta do vento que também não facilita na execução de meu objetivo fui levada cada vez mais longe de meu alvo, incapaz de alcançá-lo.

— Vamos Meredith você consegue! — Gritou Helena, Kedra, Lucky como coral.

Olhei ao redor e percebi que estavam torcendo por mim. Diante desse apoio, sabia que não podia fraquejar; eu precisava conseguir.

— Vamos princesinha deixe de ser fraca! — Gritou Nicolay me desconcentrando mais ainda.

Ele sabe que detesto quando me chamam de princesinha. Está claramente me provocando, e, se esse for realmente o caso, está conseguindo. Com determinação renovada, ergui-me do chão e investi novamente na direção de Nicolay. O peso em minhas costas parecia esmagador, como se vinte homens estivessem montados sobre mim. "Isso é impossível", pensei, mas uma voz interior insistia: "Você consegue, Meredith. Continue correndo."

À medida que avançava, o peso parecia aumentar, tornando cada passo mais difícil do que o anterior. Minha respiração tornou-se irregular, o ar parecendo não alcançar meus pulmões com a mesma facilidade de antes. No entanto, recusei-me a desistir. Mas, mais uma vez, fui cruelmente arrastada para trás, incapaz de manter meu avanço. No chão, olhei para o meu alvo distante, sentindo-me frustrada e determinada ao mesmo tempo..

— Desista Meredith. Você não consegue! — Grita Nicolay.

— Não! — Gritei de volta.

— Você está sendo fraca Meredith. Desista! — Grita mais uma vez.

— Não! Será que dá para ficar quieto? — Estou exasperada além da conta.

— Vamos lá Meri você pode parar se quiser. Só precisa dizer que desiste! — Nicolay insiste em me provocar mais uma vez.

Cada palavra de Nicolay só alimentava minha determinação, aumentando minha vontade de provar que sou capaz.

— Não! — Gritei com mais intensidade, sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.

Cada passo que eu dava era um esforço contra aquela força misteriosa que teimava em me puxar para trás, fazendo-me retroceder, não apenas ao ponto de partida, mas até mesmo além, afastando-me do meu objetivo. A frustração crescia dentro de mim a cada segundo.

— Então corra! Venha até mim, Meredith! — A voz de Nicolay ressoava em meio ao tumulto.

Decidida, levantei-me mais uma vez, limpando as lágrimas que embaçavam minha visão. Firmei meus pés no chão, concentrando-me apenas no desafio à frente. Meus olhos se encontraram com os de Nicolay, e num impulso, corri em sua direção. Cada passo parecia uma batalha, mas eu persistia, correndo sem olhar para trás. O peso continuava a tentar me puxar para trás, mas forcei meu corpo para a frente, ignorando a exaustão que se acumulava em cada fibra do meu ser. O vento chicoteava meu rosto com fúria, mas eu não desistia. "Falta pouco. Falta pouco. Falta pouco, Meredith". Repeti mentalmente, impulsionando-me com todas as minhas forças.

Finalmente, cheguei perto o suficiente de Nicolay. Sem pensar duas vezes, saltei em seus braços e o abracei com força. Minhas pernas pareciam feitas de gelatina, minha respiração estava pesada e irregular, meus pulmões queimavam, minha boca estava seca e o suor escorria incessantemente. Ao meu redor, ouvia os gritos de comemoração, mas tudo o que eu conseguia fazer era sorrir. A sensação de superação e realização inundava meu ser, tornando cada esforço e cada lágrima derramada valer a pena.

— Essa é a minha princesa. — Cochichou Nicolay em meu ouvido.

— Achei que você não acreditasse em mim. — Falei com dificuldade.

— Você só precisava de um incentivo meu amor e deu certo. — Ele sorriu.

Então, Nicolay soltou as cordas do meu colete, libertando-me do peso exaustivo do treino de hoje. Após esse gesto libertador, deixei-me cair no chão, sentindo-me finalmente livre.

                                            ...

— Fogo! — Grita uma mulher desesperada.

A cena era caótica e frenética, com o calor do fogo misturando-se ao ar já pesado do verão. As chamas lambiam as estruturas das tendas, dançando em tons de vermelho e laranja contra o céu escurecido pela fumaça. O cheiro acre do fogo queimando tudo o que tocava invadia as narinas, fazendo os olhos lacrimejarem e arderem. As pessoas corriam em todas as direções, movendo-se como formigas frenéticas, algumas gritando por socorro, outras tentando ajudar quem estava em perigo. O som ecoava ao longe, misturando-se ao barulho das chamas crepitantes e ao clamor das pessoas.

O pânico era palpável, quase tangível, pairando sobre a cidade como uma névoa sufocante. Crianças choravam, mães gritavam, e o som das explosões ocasionais adicionava um elemento de terror à cena já caótica. Entre as pessoas correndo, podiam-se ver silhuetas desmaiadas no chão, algumas envoltas em chamas, outras desmoronadas pela fumaça tóxica. Os heróis improváveis surgiam, tentando resgatar quem podiam, arriscando suas próprias vidas em meio ao inferno que se desdobrava diante deles.

— Ei vejam isso! — Gerad chamou ao se deparar com algo curioso.

E no meio desse caos, a mensagem sinistra, escrita em letras de fogo sobre o solo da cidade, como um aviso macabro do que ainda estava por vir. "É só o começo", as palavras ardiam com uma intensidade perturbadora, ecoando a sensação de impotência que se espalhava entre os que testemunhavam a tragédia.

— Filho da Mãe! — Bufou Lucky cheio de rancor.

— Leonidas é completamente doente. — Comenta Helena horrorizada.

— "É só o começo." Parabéns Meredith! — Catarina avançou com determinação, seus passos rápidos ecoando em meio ao tumulto. Seu rosto estava contorcido pela raiva, mas seus olhos refletiam uma determinação feroz enquanto ela se dirigia à cena de desespero. Ela correu em direção a uma mulher encurvada, segurando uma criança pequena no colo, cujo rosto estava manchado com lágrimas e cinzas. Sem hesitar, Catarina estendeu as mãos, pronta para oferecer ajuda e consolo em meio ao caos que os rodeava.

Aquelas palavras carregavam um peso insuportável, uma culpa que me consumia enquanto eu lutava para ajudar, mesmo sem saber por onde começar. O ar estava impregnado de desespero, e o tempo parecia ter se dilatado, cada segundo prolongando a agonia daqueles que se encontravam presos na teia de destruição que Leonidas havia tecido.

— Nós temos que sair daqui. Agora! — Nicolay falou apressadamente, sua voz carregada de urgência.

— Você ficou louco? — Esbravejei em resposta, minha incredulidade ecoando através do caos ao nosso redor.

— Meredith, Leonidas pode estar perto. Não podemos nos arriscar. — Kedra tentou me convencer, sua voz tingida com preocupação.

— Eu não vou a lugar nenhum! Se vocês quiserem, vão sem mim, mas não saio daqui enquanto não ajudarmos todos. —  Declarei com firmeza, determinada a seguir meu próprio código de ética em meio ao desespero.

— Isso não vai dar certo. Precisamos de você, Meredith!— Rixon gritou, sua voz carregada de apreensão, mas eu já estava decidida, movendo-me em direção ao povo que precisava de ajuda desesperadamente.

Quando me aproximei de uma das tendas, pude sentir o cheiro de fumaça e o calor intenso que emanava dela. Antes que pudesse reagir, uma explosão violenta me atingiu em cheio, me arremessando para longe com uma força avassaladora. Se estivesse apenas alguns passos mais perto, teria sido consumida pelas chamas vorazes que se espalharam pelo acampamento.

— Meredith! — Ouvi Nicolay gritar desesperadamente, mas sua voz parecia distante, como se estivesse vindo de outro mundo.

Minha visão embaçada dificultava a identificação do que estava ao meu redor. Um zumbido ensurdecedor preenchia meus ouvidos, obscurecendo qualquer outro som. Uma dor aguda e lancinante percorria minha perna, fazendo-me acreditar, por um instante, que havia sido arrancada do meu corpo. Ao observar para baixo, pude ver que minha calça estava despedaçada, expondo uma ferida profunda e sangrenta em minha perna.

Antes de sucumbir à escuridão que ameaçava me envolver por completo, uma última imagem se formou em minha mente: a imagem de Leon, sorrindo com malícia e triunfo. Pisquei rapidamente, na esperança de que fosse apenas uma ilusão, mas ao abrir os olhos novamente, ele já havia desaparecido, deixando para trás apenas a destruição e a dor que ele havia causado. Tudo ao meu redor se tornou uma sombra turva, e logo fui dominada pela inconsciência

                                            ...

Depois do que parecia ser uma eternidade, finalmente abri os olhos e me vi em um quarto desconhecido. A luminosidade suave da luz que entrava pela janela revelava um ambiente tranquilo, mas eu não conseguia identificar onde estava. Sentindo uma dor latejante na perna, olhei ao redor e vi Nicolay, sentado em uma cadeira ao lado da minha cama, tirando um cochilo. Senti um alívio ao vê-lo ali, parecia que finalmente estava em um lugar seguro. Apaguei novamente.

Antes que eu pudesse me situar completamente, fui despertada por uma voz distante. Era Evangeline debruçada sobre mim e examinando minha perna machucada. Seus olhos preocupados me encaravam, enquanto eu lutava para encontrar minha voz.

— Você consegue me ouvir? — Ela perguntou, sua voz soando como se viesse de longe.

Eu não conseguia falar, então apenas acenei com a cabeça em resposta.

— Ótimo! Eu preciso que você beba isso. Vou raspar sua queimadura novamente e trocar os curativos, certo? — Ela explicou, segurando um copo de água.

Aceitei o copo com gratidão, sentindo a seda da água fresca aliviar minha garganta seca e áspera, como um bálsamo reconfortante. Os lábios do recipiente pareciam feitos de cristal, gelados ao toque, contrastando com o calor que irradiava do líquido dentro dele. Cada gole era uma cascata refrescante, deslizando suavemente pela minha garganta áspera, acalmando-a com sua pureza revitalizante. Enquanto Evangeline trabalhava meticulosamente para cuidar do meu ferimento, suas mãos habilidosas desatavam as faixas que envolviam minhas pernas, revelando a carne macerada e os tecidos machucados. A luz suave da lâmpada próxima destacava os detalhes das feridas, criando sombras dançantes que pareciam narrar a história da minha dor. Ao lado da cama, uma espátula reluzente repousava, aguardando ser utilizada como instrumento de cura.

Evangeline se aproximou, sua presença reconfortante como uma brisa suave, enquanto gentilmente erguia minha cabeça, oferecendo-me outro líquido salvador. Os aromas envolventes da água ardente preenchiam o ar, um perfume intoxicante que despertava os sentidos. Ao tocar meus lábios, o líquido ardeu com uma intensidade quase selvagem, como uma promessa de alívio iminente misturada com um desafio ardente. Engoli com cuidado, sentindo meu corpo reagir instantaneamente, o calor se espalhando desde a garganta até o centro do meu ser, uma sensação revigorante. Por um instante, meu corpo pareceu protestar contra a invasão do líquido vigoroso, mas logo cedeu à sua promessa de cura, acolhendo-o como um antídoto para a dor que me afligia

— Pegue esse pano se doer, morda, ok? — Evangeline instruiu, sua voz gentil contrastando com a gravidade da situação. Meus olhos se arregalaram instantaneamente, antecipando a dor iminente que estava prestes a enfrentar, mesmo antes de sua mão tocar meu corpo.

Deslizei meus dedos trêmulos sobre o pano, sentindo sua textura áspera sob o meu toque. Segurei-o firmemente entre os dentes, preparando-me para abafar os gritos que sabia que estavam por vir, uma tentativa desesperada de conter a agonia que me consumia. Evangeline avançou com a espátula em direção ao meu queimado, e o simples roçar da ferramenta contra minha pele já era o suficiente para enviar ondas de dor pulsante por todo o meu corpo. Meus músculos contraíram involuntariamente, e um gemido sufocado escapou dos meus lábios, abafado pelo pano que eu mordia com força.

A tortura era excruciante, cada movimento da espátula parecia rasgar minha pele em chamas, minha mente embotada pela dor, incapaz de formular qualquer pensamento coerente além do desejo ardente de que tudo acabasse.

— Vai doer só um pouco. — A voz de Evangeline ecoou, mas suas palavras foram abafadas pelo terror que se apoderou de mim quando vi um vasilhame de água com ervas misturadas em sua mão. Meus olhos se arregalaram em puro pavor, refletindo a compreensão repentina do que estava prestes a acontecer.

A sensação de dor aguda tomou conta de todo o meu corpo, como se mil agulhas afiadas estivessem perfurando a minha pele ao mesmo tempo. O líquido medicinal queimou ao entrar em contato com a ferida aberta, fazendo com que eu segurasse nas laterais da cama com tanta força que quase quebrassem meus dedos. Um grito gutural escapou da minha garganta, ecoando pelo quarto e reverberando na minha mente. Minha visão turvou por um instante, as lágrimas acumulando nos cantos dos olhos. O peso da dor era insuportável, como se estivesse sendo esmagado por um rolo compressor.

Os segundos se arrastaram, enquanto eu lutava para controlar a respiração e tentava ignorar a sensação de queimação que se espalhava pela pele. A cada pulsar do meu coração, a dor parecia se intensificar, como se estivesse tentando me engolir por completo. Por fim, a sensação de queimação começou a diminuir, cedendo lugar a uma dor latejante e persistente. Eu podia sentir a pele ao redor da ferida formigar, como se mil formigas estivessem dançando sob a minha pele. Respirando fundo, lentamente, eu me forcei a relaxar os músculos tensos, soltando meus dedos devagar e tentando me concentrar nas batidas regulares do meu coração.

A dor não desapareceu completamente, mas se tornou mais suportável. Aos poucos, consegui controlar a respiração e acalmar a mente tumultuada. Fechei os olhos, permitindo que as lágrimas escorressem livremente pelas bochechas, enquanto me permitia descansar, deixando a dor se dissipar aos poucos. Ainda era uma luta, mas eu sabia que com o tempo, aquela ferida iria se curar. Eu só precisava ter paciência e permitir que o tempo fizesse seu trabalho.

— Pronto, pronto já foi passou, acabou. — Ela pegou uma faixa nova e limpa e enrolou em minhas pernas outra vez.

— Obrigada. — Sussurrei com a voz falhando.

— Não tem de quer. — Seu semblante delicado me trazia paz.

— Onde estamos? — Perguntei ainda com a voz fraca.

— No navio do tal Peter. — Respondeu.

— Já estamos aqui? — Fiquei surpresa com a rapidez.

— Sim. — Deu de ombros.

— Desculpa a pergunta mas o que você está fazendo aqui? — Perguntei confusa pela sua presença.

— Não consegui ouvir o que me perguntou. — Aproximou o ouvido em minha direção.

— O que faz aqui? — Repeti me esforçando ainda mais para liberar minha voz.

—Ah sim! Infelizmente minha mãe faleceu, juntamente com metade da população da cidade central. Os sobreviventes estão planejando reconstruir tudo do zero em um local mais seguro. Mas já não faz sentido para mim permanecer lá sem minha mãe, por isso fui convidada a vir para cá e aceitei. — Respondeu com uma expressão triste.

— Eu sinto muito por sua mãe... — Falei me sentindo culpada.

— Eu sinto mais. — Me respondeu triste.

— A morte que sua viu em minha mão, era a dela? Ela sabia que eu causaria tudo aquilo? — Perguntei, com uma ansiedade pesando em cada palavra.

— Acredito que não, minha mãe não conseguia vislumbrar o próprio destino, apenas o das outras pessoas. Então a morte que ela viu não era a dela. — Explicou-me.

— Então, ela viu a morte de quem?— Insisti, minha curiosidade cada vez mais aguçada.

Bem na hora em que ela iria me responder a porta se abriu. Viramos assustadas com tal ato repentino.

— Ouvi os gritos dela lá de cima o que você fez? — Perguntou Nicolay aflito.

— Apenas limpei e troquei os curativos. — Respondeu.

— Ah, Como você está? — Se aproximou.

Se sentou na beira da cama ao meu lado, depositou um beijo em meus lábios e segurou minha mão, fitando-me intensamente.

— Quem é você? E o que você fez com Nicolay? — Perguntei achando graça ainda com a voz meio rouca.

— Não brinque Meredith você me assustou. — Fala agora em tom sério.

— Me desculpe. — Murmurei, enquanto estendia um sorriso inocente, tentando emular uma expressão angelical.

— Se você não fosse tão teimosa, nada disso teria acontecido. — Repreendeu-me Nicolay.

— Não seja dramático, Nicolay, isso não combina com você. — Tentei suavizar o clima tenso.

—Para você é fácil, não é? Aliás, eu é que te perderia. Eu ficaria aqui, encarando seu corpo morto, e não o contrário. — Suas palavras me assustaram. Nicolay estava genuinamente chateado.

— Me desculpe, de verdade. — Pedi, sentindo-me uma idiota por tê-lo chamado de dramático. Se a situação fosse inversa, eu estaria igualmente desesperada.

— Dizem que cada ser humano tem uma missão durante sua passagem na Terra e que, quando a missão acaba, eles são levados porque já cumpriram o que tinham que fazer. — Nicolay disse, encarando nossas mãos entrelaçadas. — Pensei que sua missão tivesse acabado. — Concluiu, com um tom melancólico.

— Qual será a minha missão? — Perguntei.

— Sua missão é resgatar a humanidade que há tempos eu havia perdido, e trazer esperança para o povo. Porque você é o milagre do sol e da lua. Você foi e sempre será o milagre da humanidade. — Disse Nicolay, suas palavras tocando profundamente meu coração.

— Nunca te ouvi falar assim antes. — Sussurrei, sorrindo, enquanto encostava seu rosto no meu.

— Muito bonita suas palavras majestade. — Comentou Evangeline no canto, se sentindo emocionada.

Nicolay é um homem que, aos olhos dos outros, é visto como ruim, miserável e até mesmo desprezível. No entanto, eu não o enxergo mais dessa forma. Ele é tão simples que me surpreendo quando alguém o chama de majestade.

— Vou deixar você descansar. — Disse se dirigindo a porta, não sem antes me dar um beijo.

— Você é uma mulher de sorte. Já ouvi várias histórias horríveis sobre Nicolay Madark, mas pelo visto ele mudou. Não muito, mas mudou, e isso é graças a você. — Disse Evangeline enquanto voltava a arrumar o quarto, recolhendo os curativos já utilizados por mim para levá-los a outro lugar.

Há algumas semanas atrás, eu ouvia esse mesmo comentário, só que em relação ao Leonidas. Percebo agora que o que eu sentia por ele não era amor, era apenas gratidão pelas coisas que eu achava que ele tinha feito por mim. Pensava que era uma garota sortuda por tê-lo ao meu lado, mas na verdade, tudo não passou de mentira, falsidade e ilusão. Se aprendi a amar, com certeza não foi por conta de Leon.

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