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Capítulo 23




"Respire fundo Meredith, você consegue!"

Já se passaram três dias desde que cheguei a Sunfifth. Três dias de intensos treinamentos, aprimorando meus poderes e fortalecendo minhas habilidades junto a Joseph e Nicolay. Três dias de ocultação, de permanecer nas sombras.

Agora, aqui estou eu, aguardando o chamado de Joseph. Estou postada atrás das portas que levam ao terraço principal do palácio, de onde se descortina uma vista deslumbrante das vilas de Sunfifth e Moonfifth. Joseph e Nicolay concordaram que é hora de me apresentar ao povo. Eles precisam saber que estou de volta e que desta vez é para ficar.

— Vocês não acham perigoso? — Perguntei cautelosa.

— Estaremos praticamente comprando briga com os outros reinos principalmente com BrownWood. Quem achava a lenda uma mentira verá que é verdadeira e virão atrás de nós. Atrás de Meredith. Tem certeza de que será uma boa ideia fazer isso? — Perguntou Kedra também receoso.

— Nós já sabíamos dos riscos que teríamos ao trazer Meredith de volta mas não vamos recuar temos que mostrar que estamos mais fortes como nunca. — Respondeu Joseph confiante.

— Leonidas já espalhou por aí que dará uma grande recompensa para quem levar Meredith para ele. Os reinos fora de Sky já estão de olho no que está acontecendo por aqui. Para que uma guerra aconteça, é um processo rápido. Não podemos perder tempo temos que correr para encontrar o Clevan e voltar para fazer a coroação e sinto lhes dizer mas o tempo não está ao nosso favor. Eles virão atrás de Meredith e com certeza tentarão nos impedir de achar o Clevan.

— Então não temos nada a perder, de qualquer jeito virão atrás de mim. Bom por que não me anunciarem? Não é? Vamos seguir em frente. — Falei confiante pelo menos por fora.

Os três me encararam, talvez esperando que eu recuasse, mas não. Não havia mais espaço para recuos.

Para esse momento tão significativo, Alice e Alysson criaram um vestido que exalava tanto a elegância da realeza quanto a determinação de uma guerreira. O vestido, todo em preto, era desprovido de excessos, com a parte superior adornada por detalhes dourados que fluíam das golas até as mangas compridas, enquanto a parte inferior permanecia lisa e fluida. Meu colar foi delicadamente ajustado sob o vestido para completar o conjunto. Alysson
insistiu em colocar uma tiara em minha cabeça, adicionando um toque de majestade ao meu visual.

Kedra, com sua habitual sabedoria, ofereceu-se para ajudar na redação do discurso. Embora eu sempre tenha sido hábil com as palavras, reconheci que sua assistência seria valiosa. Da relativa tranquilidade dos bastidores, pude ouvir as palavras de Joseph ecoando pelo ambiente.

— O dia em que todos esperávamos chegou. A filha de solar está de volta. — Uma pausa dramática. — A herdeira do sol e da lua voltou para casa. Meredith futura rainha dos dois reinos.

As imponentes portas à minha frente se abriram, e com passos graciosos avancei em direção ao terraço, posicionando-me ao lado de Joseph. Um rugido ensurdecedor ecoou pelo ar, misturado com aplausos, lágrimas e abraços. Era o som da celebração, a expressão de alegria do meu povo.

Eu acenei, sorri, e senti um nó na garganta diante da felicidade estampada nos rostos ao meu redor. Então, Joseph fez um gesto com as mãos, silenciando a multidão. Era a minha vez. Num gesto decidido, peguei o papel onde havia escrito o discurso e o amassei. Não precisava mais dele.

— Filhos de solar! — Comecei.

— Hoje é um dia que será gravado na história dos dois reinos. O dia em que retornei. O dia em que, juntos, deixamos de temer verdadeiramente nossos inimigos. Não toleraremos mais ataques; não permitirei que perturbem nossa paz, a paz de nossos filhos, a paz de nossas famílias. Somos fortes, e sob minha liderança, continuaremos assim. Cuidarei de cada um de vocês, e que ousadia de alguém se colocar em nosso caminho. Chegou a hora das mudanças, não apenas aqui em nosso reino, mas em toda Sky. E um aviso para aqueles que insistem em nos derrubar: Como o Sol e a Lua, voltaremos a brilhar! — Gritei, minhas palavras ressoando para todo o povo.

— Voltaremos a brilhar! — Todos gritam em um coral magnífico.

— Não apenas voltaremos, como já retornamos! — Gritei, encerrando com determinação.

Fiz o gesto do três com os dedos, beijei-os e então os ergui, logo em seguida depositando-os em meu peito ao lado do coração, simbolizando a oficialização do meu discurso. A multidão irrompeu em um frenesi de gritos, ecoando por todos os cantos. E assim, está feito; todos agora conhecem quem eu sou, e toda Sky também, graças à transmissão do meu discurso. Agora, é apenas uma questão de tempo. A caçada começou.

Assim que tudo se acalmou, descemos para a praça que conecta Sunfifth e Moonfifth. No centro, uma fogueira foi acesa, não só para iluminar o local, mas também para assar carne de porco e um enorme pedaço de boi. As pessoas estavam em êxtase, celebrando com música alta, danças vibrantes e homens brindando. Era uma festa de proporções épicas. A cada dois passos que eu dava, alguém se aproximava para me abraçar. Sentia a fé deles em mim, uma responsabilidade que eu não poderia ignorar. Mais do que nunca, eles precisavam de mim, e eu prometia não decepcioná-los. Providenciaria tudo o mais rápido possível. Depois de amanhã, partiríamos para Brist, em busca do Clevan. Era o próximo passo na nossa jornada.

— Hey! Você precisa se divertir. — Disse Helena pulando ao som da música com duas canecas nas mãos. — Tome! — Me entregou uma delas.

— O que é isso? — Perguntei aos berros para que escutasse minha voz por cima da música.

— Beba! — Bebi numa golada.

A bebida era uma mistura intrigante de azedume e amargor, mas surpreendentemente, no final, tinha um sabor não tão desagradável. Acabei fazendo uma careta involuntária, e Helena não pôde conter o riso ao ver minha expressão.

— Temos que nos divertir porque depois de amanhã a luta começa. — kedra apareceu ao meu lado junto de Catarina.

— Bela festa não? — Perguntou Catarina.

— Ótima. — Respondi.

— Com licença vou dar uma volta. — Sai às pressas para longe de Catarina.

Sunfifth e Moonfifth abrigam tantos habitantes que a praça se assemelha mais a um formigueiro humano, tão densamente povoada que se torna difícil até mesmo caminhar entre a multidão. E a tarefa se torna ainda mais desafiadora quando as pessoas param instantaneamente ao me ver. Num momento, alguém pisa na barra do meu vestido, e por pouco não caio, mas sou salva pelos braços fortes de Nicolay, que me seguram firmemente.

— Opa! Cuidado meu bem. — Disse me ajeitando.

— Obrigada. — Agradeci ao me recompor. — Não sabia que os dois reinos tinham tanta gente assim. — Ajeitei meu vestido e a tiara em meu cabelo.

— Quer dar uma volta? — Perguntou já estendendo o braço para mim.

Aceitei.

— Claro! — Respondi quase engasgando.

A ideia de ficar apenas com Nicolay me assusta, mas a nova Meredith não conhece o medo, pelo menos não quando se trata de Nicolay.

— Não sabia que Joseph era seu tio. Por que não me contou? — Perguntei quebrando o silêncio entre nós.

— Porque não era da sua conta e continua não sendo. — Respondeu direto.

— Claro que você me responderia assim. — Revirei os olhos mas não tão surpresa com sua resposta.

— E como eu deveria responder? — Perguntou achando graça.

— Esquece. — Sorri.

Enquanto seguimos em direção ao jardim de Moonfifth, somos envoltos pela beleza deslumbrante do local. Roseiras em plena floração adornam o caminho, suas pétalas coloridas desabrochando em uma dança suave ao sopro do vento. Flores de Ana, em sua diversidade de cores e perfumes, pontuam o cenário com sua delicadeza e elegância. Após algum tempo de caminhada, encontramos um banco estrategicamente posicionado entre os canteiros de flores. Ali nos sentamos, imersos na serenidade e na exuberância da natureza ao nosso redor.

— Você foi muito bem hoje Meredith. — Disse Nicolay me surpreendendo com seu elogio.

— É uma loucura tudo isso, espero não decepciona-los. — Falei enquanto lançava um olhar na direção da festa, deixando-me envolver pela energia pulsante que emanava dali.

— Imagino. Mas você vai se sair bem. — Me respondeu olhando para o céu.

Sorri.

— Posso te fazer uma pergunta? — Cruzei os dedos e os fixei meu olhar neles.

— Faça. — Seu olhar se fixou em mim.

— O que você tem tatuado no braço? — Nicolay sorriu de forma.

— Pare de rir. — Dei um tapa em seu braço, sentindo o calor subir às minhas bochechas.

— Está interessada? Reparou bem, ein? — Me lançou um olhar sugestivo, cheio de malícia.

— Não seja idiota só é... curiosidade. — Desviei meu olhar do dele, sentindo mais uma vez o rubor das minhas bochechas ao formular a pergunta.

— É um lobo. — Respondeu sorrindo ainda me olhando.

— Um lobo. — Sussurrei relembrando o dia em que o vi sem camisa. — Muito... Interessante!? — Minha resposta saiu mais como uma pergunta.

Finalmente tomei coragem e o olhei nos olhos. Nicolay estava tão perto que podia sentir sua respiração quente contra o meu rosto. A luz suave da lua realçava a intensidade do seu olhar, tornando seus olhos ainda mais hipnotizantes. Ele suavemente segurou meu rosto com uma mão, enquanto a outra me puxava pela cintura, aproximando nossos corpos. Seus lábios, macios e quentes, tocaram os meus suavemente, como se estivessem explorando cada canto da minha boca. O beijo começou de forma lenta e delicada, mas logo se intensificou, revelando um desejo ardente e uma paixão avassaladora. Senti um misto de emoções enquanto me entregava ao beijo apaixonado de Nicolay. Seu toque era eletrizante, sua presença era envolvente. Era como se o mundo ao nosso redor desaparecesse, deixando apenas nós dois no centro de toda aquela paixão. Aquela noite seria inesquecível, marcada pelo fogo e pela intensidade do desejo que ardia entre nós.

— Não... — Entre nossos lábios selados, sussurrei.

— Shhh. — Resmungou.

Mesmo ao ser empurrado para longe, Nicolay resistiu, pois seu desejo era permanecer próximo, unido pelo vínculo que nos unia.

— Não, Leon não! — Arregalei os olhos, num impulso instintivo, tapei a boca para conter o grito.

Nicolay parou abruptamente, seu olhar carregado de raiva e incredulidade perfurando o espaço entre nós.

— Você me chamou de quê? — Nicolay se afastou de mim.

— Me desculpe saiu sem querer. Eu juro Nicolay não sei o que deu em mim, eu... — Tentei amenizar a gravidade da situação.

— Você ainda o ama? — Incredulidade estampada em seu rosto, Nicolay me questionou, incapaz de aceitar o que acabara de ocorrer.

Não respondi. Meu coração acelerou.

— Inacreditável. Você realmente... Você é realmente decepcionante. — Se levantou para manter distância de mim.

— Não fale assim comigo, Madark! E quer saber de uma coisa? Eu não pedi para ser beijada! —  Disse com uma mistura de raiva, sem saber se era dirigida a mim mesma ou a Nicolay.

— Então você está dizendo que não queria me beijar? — Perguntou.

— Entenda como quiser! Você me beijou, eu não pedi por isso. Por que eu iria querer? —  Exaltei-me, a frustração e a confusão borbulhando dentro de mim.

"Por que eu disse isso? Afinal, eu queria, não é? Ou não?" A confusão reinava em minha mente, questionando minhas próprias emoções e desejos.

Ele riu desdenhoso.

— Pode ficar tranquila, Meredith. Não vou tocar em você até que me peça. — Nicolay se levantou e seguiu em direção à praça, deixando um rastro de incerteza no ar.

— E o que te faz pensar que um dia pedirei para você me beijar? — Retruquei, desafiadora, enquanto a dúvida pairava no ar entre nós.

Ele riu novamente.

— Você vai Meredith, você vai. — Nicolay desapareceu.

— Pode esperar sentado! — Gritei como uma louca.

"Cale-se Meredith você está falando sozinha, não vê?"

Cocei minhas têmporas, sentindo o peso da confusão que inundava minha mente. Ao me virar, deparei-me com uma estradinha sinuosa que se estendia diante de mim. As árvores de eucalipto formavam um túnel verde ao longo do caminho, criando uma atmosfera serena e aromática. No horizonte, vislumbrei o majestoso palácio de Moonfifth, sua grandiosidade destacando-se contra o céu. Caminhei devagar, absorvendo cada detalhe do cenário que me envolvia, enquanto me dirigia em direção à imponente construção.

Desde o dia em que cheguei até hoje, nunca tive a oportunidade de explorar os corredores do palácio de Moonfifth. Ao adentrar, uma sensação de vazio pairava no ar, contrastando com a grandiosidade da estrutura. Na entrada, subi as escadas de mármore, ponderando sobre o protocolo adequado. "E agora? Bato na porta? Ou simplesmente entro?" Decidi seguir meu instinto e empurrei suavemente as pesadas portas de carvalho, que se abriram majestosamente diante de mim. O interior do palácio se revelou vasto e silencioso, como se estivesse esperando por algo. Uma curiosidade desconhecida começou a brotar dentro de mim, guiando meus passos pelo salão principal. À direita, me deparei com uma escadaria que conduzia ao segundo andar, e decidi explorar adiante. Apesar da quietude, eu sabia que lá fora, os festejos ainda ecoavam. Subindo as escadas, me vi envolta por um corredor longo e sombrio, cujo final parecia me atrair inexoravelmente. Ao alcançá-lo, deparei-me com uma porta fechada, como se estivesse aguardando minha chegada. Sem hesitar, girei a fechadura e adentrei o quarto, encontrando-me em um espaço que parecia intocado pelo tempo. A cama, meticulosamente arrumada, transmitia uma sensação de nostalgia. Sentei-me, permitindo-me absorver cada detalhe do ambiente. Meus olhos vagaram até o enorme quadro na parede, onde um homem imponente sorria para mim. Era meu pai, Filiphe, vestindo um terno adornado com medalhas e uma coroa sobre sua cabeça. Seus olhos pareciam penetrar minha alma, despertando uma emoção profunda dentro de mim. Logo abaixo do quadro, uma mesinha exibia vários retratos. Três deles mostravam uma mulher de sorriso radiante, os cabelos dourados como raios de sol. Era minha mãe, Luna. Ao lado, uma foto dos dois juntos, uma raridade que parecia guardar um pedaço precioso do passado. No cantinho da mesinha, uma imagem me chamou a atenção: uma foto de uma mulher segurando um bebê recém-nascido, envolto em panos cor-de-rosa. Era eu. Uma lágrima solitária deslizou pelo meu rosto, enquanto eu contemplava as lembranças eternizadas naquele santuário de memórias.

— Você era uma gracinha quando pequena. — Disse Victória, quase me fazendo pular de susto ao aparecer tão silenciosamente.

— Victória você me assustou — Falei levando a mão ao peito.

— Me desculpe querida não quis te assustar. Vi você caminhando para cá e quis saber se estava tudo bem. Não gostou da festa? — Perguntou encostada na porta.

— Não é que eu... Eu só quis conhecer o lugar onde meu pai passou tanto tempo. Este é o quarto dele não é? — Perguntei encarando nossa foto.

— Sim esse era o quarto dele. — Respondeu-me enquanto caminhava pelo quarto, sua presença acrescentando uma nova dimensão à atmosfera já carregada de emoção.

Depois de dar uma volta pelo quarto, parou ao meu lado.

— Eles foram felizes. — Comentou baixo.

— Gostaria de tê-los conhecido. — Falei, meu tom carregado de tristeza, revelando a melancolia que inundava meus pensamentos.

— Eu sei que sim. Não fique triste, sinta-se feliz. Agora você tem a oportunidade de continuar o que eles começaram, você é o milagre deles Meredith a prova de que nada nessa vida é impossível. — Me reanimou.

— Eles sentirão orgulho de mim. Onde é que estejam Victória eles sentirão orgulho de mim. — Falei já não controlando o choro.

— Ôhminha querida independentemente de onde estão, eles já sentem. — Me abraçou.

— Será que haverá algum problema se eu levar essa foto comigo? —  Perguntei, hesitante, ponderando sobre a possibilidade de levar aquele pedaço de memória comigo.

— Claro que não! isso é seu Meredith pode levar. — Victória sorriu para mim.

Peguei o porta retrato e o abracei.

— Agora vamos, rápido! Já têm pessoas te procurando. — Disse, urgente, indicando a necessidade de voltarmos.

Senti uma dor lancinante ao deixar para trás o quarto de meu pai. Enquanto saímos, parecia que eu deixava todas as lembranças preciosas presas naquele lugar.

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