Capitulo 32
- Preciso da sua ajuda América. - Falo assim que ela abre a porta, nem me importo em ser convidado já saio entrando.
- Nossa que furacão. - Ela diz e fecha a porta.
- Mãe, pai esse é um amigo meu Bernardo. - Aperto a mão do senhor gordinho e dou um beijo na mão da moça também gordinha e baixinha.
- Prazer em conhecer. - Digo.
- Quer alguma coisa para beber? Está com fome? E eu me chamo Hillary.
- Não, muito obrigado. - América me puxa pelo braço até seu quarto, que menina sem educação.
- Se você ficasse lá ela ia ficar perguntando se você quer comer e logo depois iria falar o quanto você é magro e etc. - ela se deita na cama e cruza as pernas. - Agora o que você quer?
- Eu preciso que você me ajude, eu não aguento mais ficar longe da Sofia preciso voltar com ela. Você tem que me ajudar América. - Ela respira fundo e fica me olhando por um tempo, por que mulheres têm que ser tão difíceis? Não é mais fácil ela me ajudar e acabar logo com essa tortura ao invés de ficar me olhando com essa cara de convencida e sarcástica.
- O que você quer fazer?
- Quero levar ela para jantar, mas se eu for lá e convidar ela você sabe que a garota não vai aceita né, ela é um pouco cabeça dura. - América riu e se sentou.
- Um pouco? - Dei de ombros e abri um sorriso. Um pouco cabeça dura pra Sofia era elogio.
- Vai me ajudar ou não? - Ela bate na cama e assente, eu quase pulo de felicidade fico feliz por ter uma aliada.
- Ou a Sofia vai me xingar muito ou vai me agradecer por demais no final.
- Pode ter certeza que vai agradecer.
- Assim eu espero. - Ela levanta da cama e prende o cabelo.
- Agora vai embora que eu resolvo o resto. Te ligo quando estiver tudo ok, aí você me fala pra onde é pra levar ela. - Sem me conter eu agarro ela e dou um beijo estalado em sua bochecha.
- Valeu garota. - Saio da casa dela antes da menina mudar de ideia. Não antes de falar com a mãe dela e sair com um pedaço de bolo na mão. A América tinha total razão a mãe dela me empurrou pra cima de um bolo de morango delicioso.
Sofia Narrando.
- Ei querida trouxe pra você. - Minha mãe diz e bota uma caixa de rosquinhas em cima da minha cama, abro e pego uma com cobertura de chocolate e granulado.
- Hummm, que delícia. - Eu amoooo rosquinhas.
- Você está legal? Teve dores?
- Não, estou bem agora. - Ela assente e pega uma rosquinha na caixa com cobertura de morango.
- Diz logo mãe, eu sei que a senhora tem algo a dizer. - Minha mãe assim como eu e Joe sempre que tem algo pra comunicar tenta nos agradar.
- Então... Como você sabe eu estou de férias e seu pai por uma coincidência também está. - Coincidência pra caralho ele está de férias no mesmo período que minha mãe, tenho certeza que ele fez alguma treta onde ele trabalha para conseguir as férias agora.
- E? Conclua logo mãe!
- Eu e ele resolvemos passar um tempo fora, achamos que precisamos de um tempo de casados entende? - Minha mãe envergonhada era a coisa mais hilária de todas.
- Ok mãe não precisa ficar com vergonha, espero que vocês se divirtam muitooo. Só se previna ok? - Ela me deu um tapa na perna.
- Sofia! Me respeita. Agora tenho que ir arrumar minha mala. Nada de matar aula em mocinha, amanhã você trate de acorda na hora certa.
- Ta mãe agora vaiii. - Ela me dá um beijo na testa e sai do meu quarto.
Áudio: Sofia trate de se arrumar, estou indo te buscar daqui a uma hora. Não faça perguntas.
Ouço o áudio da América de novo só pra ter certeza do que ela mandou, bom se essa coisa vai me tirar de casa eu tô indo me arrumar. Já não aguento mais ficar em casa!
Me levanto e vou correndo pro banheiro.
Depois de uma hora me arrumando a fome bate, mas América disse que não é para mim comer nada pois vamos a um restaurante, a mulher ta podendo.
Tive que me produzir toda pois ela disse para eu me vestir bem, então botei um vestidinho branco florido, não gosto de vestidos mas minha barriga está crescendo e minhas saias não são mais confortáveis, então tenho que usar esses vestidos sem graças, mas não descarto meu salto né óbvio.
Ouço América buzinar e saio de casa, quando entro no carro franzo o cenho pela roupa que ela está vestindo; um short de moletom, camisa de alcinha, chinelo e seu cabelo está preso em um rabo de cavalo.
- E essa sua roupa?
- O que é que tem? - Ela diz sem tirar os olhos da rua.
- Jura? América olha a sua roupa e olha a minha!
- Sofia só fica quieta e se deixa levar ok? - Reviro os olhos e cruzo os braços, isso não está me cheirando bem.
Depois de alguns minutos América para em frente ao restaurante virgil's.
- Pronto, agora sai do carro.
- Oi? - Antes dela falar qualquer coisa a porta do lado onde eu estou é aberta e uma mão branca com braço tatuado é estendida pra mim.
- Boa noite. - Olho pro Bernardo que está com um sorriso idiota no rosto.
- Sua...
- Nem termine Sofia, Bernardo faça seu papel e tire ela daqui vai.
- Eu não vou sair desse carro, agora me leve para casa América Copertino. - Ela faz uma careta pois odeia seu sobrenome.
- Vem logo. - Bernardo me puxa pra fora do carro e fecha a porta, América arranca com o carro.
- Bernardo isso...
- Quieta, deixa pra reclamar depois do jantar! Eu estou morto de fome. - Ok, eu devo concordar com ele eu também estou morrendo de fome e sem contar que meu estômago está reclamando já.
Entramos no restaurante e um garçom nos conduz até uma mesa perto da janela.
- Boa noite o que vão querer? - Bernardo olha para eu fazer o pedido.
- Duas porções de trainwreck fries. Bem caprichadas pois estou com muitaaa fome. - O garçom ri e anota o pedido depois sai. Trainwreck fries é um prato com uma pilha de batatas fritas, bacon, queijo e outras coisas boas. É uma delícia de lamber os dedos.
- Já tem uma ideia do por quê eu te trouxe aqui? - Ele pergunta e se acomoda melhor na cadeira.
- Sim, mas não pense que vai me comprar com comida. - Ele cai na gargalhada, e passa a mão pelo cabelo que pela primeira vez não está totalmente arrumado.
- Esses não são meus planos. - Ele abre um meio sorriso que eu retribuo.
- Licença. - O garçom diz e bota a bandeja com nosso pedido na mesa, o cheiro está divino e eu não perco tempo em começar a devorar. Estou morrendo de fome. Bebo um pouco do meu refrigerante e olho pro Bernardo que ainda não fez nenhum movimento a não ser me olhar.
- Não vai comer?
- Claro. - Ele começa a comer e ficamos conversando sobre várias coisas, nada muito importante.
Até que chega a hora de ir embora, ele paga a conta e compra um sundae pra mim antes de irmos embora.
- Vamos da uma volta antes de irmos? - Ele pergunta um pouco receoso e eu aceno com a cabeça. Ele estende o braço pra mim e eu enlaço o meu no dele.
Vamos andando por uma ponte que fica ao lado do restaurante.
- Você voltaria comigo Sofia? Estaria disposta em me da uma segunda chance? - Boto uma grande quantidade de sorvete na boca pra mim ter um tempinho para pensar em uma resposta.
O receio e medo dele me magoar novamente é tão grande que quase, eu disse quase me impede de não o perdoar. Acho que já fiquei longe dele o suficiente e nesse período deu para pensar bastante em tudo que aconteceu.
Boto o copo de sorvete em um batente da ponte e agarro ele, passo meus braços pelo seu pescoço e colo meus lábios nos dele. Já faz tanto tempo, mas o beijo e a pegada desse homem continuam a mesma coisa.
- Isso é um sim? - Pergunta com os lábios roçando nos meus.
- Interprete como quiser. - Ele beija meu pescoço e volta o olhar pro meu.
- Você sabe que eu te amo né? - Aceno com a cabeça e o abraço fortemente e sussurro contra seu ouvido:
- Sei, eu também te amo. Só me prometa que nunca mais vai me machucar Bernardo, não do jeito com que me machucou.
- Eu prometo, sei que vai ser difícil mas pode confiar em mim Sofia. Estou muito feliz por você ter resolvido me dá uma segunda chance, dessa vez não vou vacilar. - Ele me pega pela cintura me tirando os pés do chão e me gira.
- Eu te amo muitooo. - Ele grita e me beija, e eu? Bom quase morro de amores.
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