Capítulo 29
Quando chegamos na minha casa, não vi minha mãe, Sofia entrou e se sentou no sofá.
- Eu já volto. - Dei um beijo na testa dela e fui até o quarto da Miranda.
- Miranda a Sofia está aí, quero que você distraía ela pois eu preciso falar com o pai e a mãe. - Miranda deu um pulo da cadeira, era incrível como ela adorava a Sofia e olha que elas nem tiveram tanto contato, saímos de seu quarto e Miranda foi até ela.
Eu chamei meu pai pro quintal nos fundos de casa, sabia que a essas horas minha mãe estaria lá trás bebendo seu café e fumando um cigarro. Meu pai me seguiu e saímos, sentei na frente da minha mãe e meu pai ao seu lado.
- Demorou, ela já foi embora? - Minha mãe perguntou um pouco ríspida.
- Não, eu quero conversar com vocês. - Meu pai me olhava um pouco desconfiado e minha mãe? Ela tinha aquela expressão raivosa no rosto.
- A Sofia veio até aqui pra falar que está grávida de mim. - Vi minha mãe ficar pálida, já meu pai nem ligou ele só abriu um sorriso e balançou a cabeça de um lado pro outro.
- Como assim grávida? Você não teve notícias dessa garota a semanas e ela aparece agora dizendo que está grávida? Deixa de ser idiota Bernardo ela está tentando dar o golpe da barriga. - Soltei uma gargalhada com as palavras totalmente sem nexo de minha mãe.
- Da o golpe da barriga em um cara fodido como eu? Aquela garota que está na sala me odeia.
- Bernardo eu falei que não quero essa garota na minha casa você pode...
- Lola fale baixo a menina não precisa ouvir seus desaforos. - Meu pai finalmente se impôs.
- Eu só digo a verdade Marco não quero ela aqui, essa casa é minha. - Minha mãe grita e eu fico puto com isso, bato na mesa fazendo com que os dois levem um susto.
- Essa porra de casa pode ser sua, mas eu ajudo nesse caralho. Ajudo nas contas e nas compras do mês só não ajudo no aluguel pois essa casa é própria então não venha falar que a mulher que está esperando um filho meu não pode passar uma noite se quer aqui, e eu juro mãe que se a senhora desrespeitar a Sofia eu saio da sua casa e nunca mais volto a pisar aqui. - Eu posso ser um fodido, posso trabalhar tatuando o corpo das pessoas mas eu ganho uma grana legal e ajudo nas merdas da casa. Posso ser um pouco louco, mas irresponsável jamais.
- Você está certo Bernardo. Sua mãe que tem essa mania de se meter na vida de vocês.
- Eu só não quero uma destruidora de lares aqui, essa garota acabou com o namoro dele com a Meghan, Marco. - Balanço a cabeça sem acreditar nas palavras de minha mãe que mulher mais cabeça dura.
- Sofia foi uma vítima como a Meghan, eu que acabei com meu namoro e sabe de uma coisa? Não me arrependo, agora estou mais do que disposto a ficar com a Sofia então nem pense em tentar jogar a Meghan pra cima de mim, ou eu vou fazer ela passar vergonha na frente de todos. Não quero mais que você se meta na minha vida, Sofia não sabia do meu namoro com a Meghan ela ficou comigo pensando que eu era solteiro, depois que descobriu a minha mentira quis me ver longe dela. Agora ela está aqui pois carrega um filho meu, e se eu fiz vou assumir a senhora gostando ou não. - Dito isso dou as costas pra ela.
- Eu não sou obrigada a servir a sua hóspede. - Me seguro pra não soltar uma ofensa, apesar das coisas que ela diz tenho que lembrar que é minha mãe.
Entro e vou até o quarto da Miranda, Sofia e ela estão deitadas na cama morrendo de ri.
- Quer comer alguma coisa? - pergunto pra Sofia e ela nega com a cabeça. - Acabamos de jantar, agora só quero dormir. - Antes da gente vir pra casa eu levei ela pra jantar, sabia que minha mãe ia fazer seu showzinho.
- Então vamos. - Saio do quarto e ela logo me segue.
- Eu durmo no chão e você na cama. - Jogo uma camisa pra ela e troco de roupa, a cada peça de roupa que tiro ela fica me olhando e eu faço questão de demorar um tempo pra repor as roupas.
- Você é um idiota Bernardo.
- O quê? Eu só estou trocando de roupa. - Digo cínico e ela da uma bufada.
Tira o vestido rapidamente e logo cobre sua quase nudez com minha blusa.
- Vamos dormir vai. - Eu faço uma cama no chão e me deito desligando a luz.
- O que seus pais disseram Bernardo?
- Meu pai ficou normal, só minha mãe que ficou de graça mas não estou nem aí pra ela. - Digo e ficamos em silêncio, logo vejo seu rosto pra fora da cama.
- Sua mãe me odeia né? Ela é meia maluca pois eu nunca tive uma grande oportunidade de falar com ela. - Dou uma risada e fico olhando um tempão pro seu rosto.
- Minha mãe é um pouco mal amada. Sempre vê defeito onde não tem. - Digo e passo a mão pelo seu rosto. Uma vontade louca de beijar seus lábios me bate, já faz tanto tempo e agora ter ela aqui no mesmo cômodo que eu e deitada em minha cama me deixa tentado a agarra-la.
- Boa noite Bernardo. - Ela diz e se afasta da minha mão, fecho os olhos apertados e quase grito de frustração. Ela não me dá uma abertura, eu já não aguento mais.
- Boa noite. - Digo baixinho e fecho os olhos. Tento dormir mas é impossível, então fico mexendo no celular.
Quando da umas duas da manhã Sofia começa a se mexer e resmungar, levanto rapidamente e olho pra ela que se mexe levemente, passo a mão pelo seu cabelo e braço sorrio ao ver seus pelos se arrepiarem, sua barriga está um pouco saliente. Para um bom observador da pra saber que ela está grávida nem sei como seus pais não descobriram, o Joe eu nem digo nada aquele ali é mais lento que tudo.
Os olhos da Sofia se abrem e ela olha pra mim um pouco assustada.
- Preciso ir ao banheiro. - Ela diz e levanta rapidamente saindo do quarto, continuo sentado até ela voltar pro quarto.
- O que você faz me velando em? - Ela diz enquanto deita na cama me fazendo ri.
- Estou sem sono e você começou a resmungar aí eu acabei levantando.
- Você devia dormir.
- E perder a chance de te admirar? Não obrigado. - Ela revira os olhos e respira fundo.
- Idiota.
- Já estou gostando desse seu elogio. - Digo sarcástico e dou um beijo demorado em seus lábios, quando me afasto ela ainda está de olhos fechados. Volto meu rosto pro dela e a beijo novamente agora me atrevo a pedir passagem com minha língua e ela me permite. Ela aperta meu cabelo com uma das mãos e aprofunda o beijo, fico de joelhos e puxo seu cabelo suavemente.
Subo na cama e me deito ao seu lado sem quebrar o beijo, beijo sua mandíbula e pescoço sentindo seu cheiro doce, ela passa os dedos pelas minhas costas e me abraça aperto ela fortemente contra meu corpo quase querendo me fundir ao seu corpo.
- Você sabe que isso muda as coisas não sabe?
- Não, isso não muda nada. - Ela diz ainda abraçada comigo e eu não faço nenhuma questão de me afastar.
- Você não pode simplesmente retribuir meu beijo e ainda achar que eu não vou voltar ao meu objetivo inicial. Que é ficar com você.
- Uau olha só ele fazendo grandes revelações.
- Parece que você gostou do que eu disse. - Ela me empurra pro lado da cama e da uma bufada.
- Não força Bernardo. Agora volte pro seu lugar que eu quero dormir. - Puxo um pouco do edredom e fecho os olhos.
- Vamos lá Sofia eu odeio dormir no chão. - Digo e viro pra ponta da cama.
- Ta Bernardo, só fica quieto que eu preciso dormir. - Ela fala e boceja, aceno com a cabeça e começo a fazer cafuné em seu cabelo até ela pegar no sono e logo depois eu também sou vencido pelo cansaço. E hoje depois de tanto tempo eu durmo maravilhosamente bem.
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