Capítulo 25
Acordo um pouco desnorteada do lugar, ainda me sinto bêbada. Olho minhas vestes e estou com uma blusa listrada com azul e branco e só de calcinha. Logo as lembranças da noite passada invadem minha cabeça, e eu olho em volta. Agora basta saber onde estou, sei que sai de lá sendo carregada aquela altura eu acho que tinha desmaiando.
Levanto da cama e vou até o pequeno corredor, olho na cozinha e vejo o Bernardo de costas pra mim.
Droga, será que ele se aproveitou do meu momento bêbada e drogada? Acho que ele seria capaz de transar comigo mesmo eu não respondendo por mim.
Entro na cozinha e limpo a garganta chamando sua atenção.
- Que bom que você acordou, fiz panquecas pra você. - Ele bota um prato de panquecas em cima da pequena mesa no canto da cozinha e sorri, eu continuo com os braços cruzados.
- Nós transamos? - Pergunto sem rodeios e seu sorriso idiota morre na hora.
- Quem você acha que eu sou? Você não conseguia nem falar seu próprio nome. - Ele diz ríspido e eu dou de ombros.
- Pra mim você é capaz de tudo, aliás foi você quem me enganou durante um tempão. - Ele respira fundo e olha ao redor.
- Não vai esquecer isso nunca?
- Não, sempre que eu tiver a oportunidade vou te lembrar disso. Agora me leve pra casa pois eu não faço noção de onde eu estou. - Ele aponta pras panquecas.
- Coma um pouco.
- Não, ande logo Bernardo. - Rapidamente ele me pega pela cintura e me bota sentada em cima da mesa. Pega um pedaço da panqueca passa pasta de amendoim e leva até a frente de minha boca.
- Eu não quero Berna... - Ele não permite que eu acabe de falar e já enfia o pedaço que está em sua mão na minha boca. A panqueca está uma delícia, e sem contar que meu estômago pede por comida.
- Quer mais? - Aceno com a cabeça e ele leva outro pedaço até minha boca. Nem acredito que ele está me dando comida na boca, se me falassem isso ontem eu não acreditaria.
Quando estou devidamente alimentada ele abre um sorriso.
- Viu não foi tão ruim. - Ele bota um mecha do meu cabelo atrás de minha orelha e eu logo saco o que ele vai fazer, e quando o beijo está próximo de acontecer eu viro o rosto e desço da mesa.
- Quero ir embora.
- Sofia..
- Por favor. - Digo quase que desesperada, ele me olha com um olhar derrotado. Ainda sinto uma grande raiva e dor do que ele fez comigo. E se o beijo acontecesse eu iria me machucar ainda mais com isso.
- Você não pode fugir disso por muito tempo Sofia eu sei que você me ama, você falou isso naquela merda de carro. - Me afasto dele e vou até a sala.
- Posso e vou, agora me diz onde estamos? Eu pego um táxi de volta pra casa.
- Você é tão orgulhosa, porra eu já vi que errei e te pedi desculpas por isso, o que você quer mais? - Ele diz ignorando minhas palavras, ai que vontade de voar em seu pescoço e morde esse seu rosto bonito.
- Eu quero me ver livre de você. - Digo entre dentes e vou atrás das minhas roupas. Ele me puxa pelo braço e me prensa contra a parede do pequeno corredor.
- Eu já tentei mas é difícil, eu tentei ignorar o fato de você está sozinha naquela boate pra transar com uma mulher, eu quero te esquecer Sofia, quero fazer sua vontade mas é impossível. - Ele fecha os olhos e gruda sua testa na minha, sinto sua mão gelada contra a lateral do meu pescoço, aperto seu pulso e olho pras suas pálpebras fechadas.
- Se você fosse verdadeiro comigo isso não tinha acontecido Bernardo, mas você fodeu minha vida.
- Me perdoa Sofia, por favor.
- Eu não posso, não consigo. - Assim que seus lábios tocam os meus é o fim toda a minha resistência vai para bem longe. Sei que estou sendo burra mas dentro de mim existe uma batalha intensa de sentimentos, o amor que sinto por ele, a saudade e o desejo lutam contra a raiva, mágoa e orgulho. Mas quem venceu essa batalha foi meu amor e desejo, eu preciso dele eu necessito de suas mãos em meu corpo. Pelo menos uma última vez, eu preciso matar essa vontade louca de ter ele outra vez, então decido me entregar de uma vez.
Passo os braços ao redor de seu pescoço e colo mais meus lábios nos dele, suas mãos passam pela lateral do meu corpo e levanta minha blusa.
Bernardo me leva no colo até seu quarto e me bota deitada na cama, fecho os olhos e deixo a sensação das suas mãos sobre meu corpo. Ele beija cada canto do meu tronco e entre meus seios, sinto meu corpo se arrepiar assim que seus dedos tiram minha calcinha.
- Eu estava morrendo de saudades Sofia, você não sabe o quanto. - Puxo ele pelo colarinho da blusa e beijo seus lábios.
- Pare de falar Bernardo e acaba logo com isso. - Me esfrego em sua ereção e mordo a língua pra não soltar um gemido. Ele se livra das suas roupas rapidamente e pega uma camisinha, logo sinto a cabeça do seu pau no ponto mais sensível do meu corpo atualmente.
Ele me penetrar em um ritmo tão lento que me deixa enlouquecida.
- Mais rápido Bernardo. - Digo com a voz fraca e agarro suas costas, passo minhas mãos em seu cabelo e faço o que mais gosto o despenteio por inteiro. Bernardo aumenta o ritmo de suas investidas deixando tudo mais prazeroso, seus gemidos baixos e respiração acelerada me deixam maluca.
- Eu quero você Sofia.. Só pra mim. - Sua voz sai em um sussurro desesperado, e ele me aperta fortemente enquanto goza. A expressão em seu rosto quanto ele chega no ápice do prazer é muito sexy eu poderia tirar uma foto pra poder ficar admirando. Ele cai por cima de mim assim que eu chego ao orgasmo, seus braços me apertam fortemente e eu faço o mesmo com ele pois quero o sentir perto de mim uma última vez.
Ficamos agarrados desse jeito até nossas respirações voltarem ao normal.
Bernardo narrando.
Sofia se desvencilha dos meus braços e passa a mão pelo cabelo.
- Eu... essa foi uma despedida Bernardo, essa história acaba aqui. - Ela diz normalmente enquanto bota sua calcinha e a blusa que eu tinha vestido nela, ela olha rapidamente pelo quarto e veste uma cueca samba canção.
- O quê? - Ela não fez isso!
- Isso que você ouviu, acabou! Agora eu falo sério Bernardo. - Me levanto da cama e tento alcançar ela mas sem sucesso.
- Dessa vez eu posso dizer tchau! - Ela diz e sai do quarto.
- Sofia volta aqui. - Grito e vou pra porta do quarto, vejo seu corpo magro passar pela porta da frente. Ela foi embora, quando penso em correr atrás dela vejo que estou completamente nu. Não acredito que essa maldita fez isso comigo, dou um soco na parede.
Ela saiu de qualquer jeito nem se importou com sua roupa, em nenhum momento olhou em meu rosto. Eu pensando que ela queria me perdoar, me dá uma segunda chance mas na verdade queria uma foda de despedida.
Quer saber? Desisto da minha vida em Nova York vou voltar para Washington e nunca mais da as caras por aqui, vou esquecer a Sofia de uma vez por todas eu simplesmente desisto.
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