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ꕥ 16 - Fantasma ꕥ

Nunca fui tão bom em jogos como agora.

Acho que no último mês bati todos os meus próprios recortes e até os de algumas outras pessoas, pelo visto é verdade quando falam que se você tem sorte no jogo, terá azar no amor.

Um mês inteiro se passou desde que estive na ponte Noksapyeong diante de Kwon MiCha pela última vez, desde esse dia tenho frequentado as aulas, feito meus trabalhos e gastado o restante do meu tempo jogando. Não há realmente nada mais interessante para fazer e se não ocupar a mente, não consigo parar de pensar nela.

Nas coisas que me disse, nas memórias que me perseguem dia e noite, nas marcas que deixou em minha pele, nas coisas que fizemos em sua cama, nas coisas que não consigo esquecer. Provavelmente enlouquecerei em breve, mas estou adiando esse evento até onde dá.

Se fechar meus olhos por um breve momento, posso sentir o cheiro de seu cabelo, a maciez de suas curvas entre meus dedos e isso é um total inferno. Faz total sentido que eu não pare de pensar em minha — infelizmente — ex namorada. Eu não queria isso, não queria passar por esse momento nunca, mas podia evitar?

Simplesmente não há como evitar o inevitável, era uma decisão que ela tomou e vou fazer o que? Amarrá-la e dizer que me pertence e não vai ficar com mais ninguém? Só me resta mesmo aceitar, sobreviver e lidar com tudo.

No momento tô sobrevivendo, mas é o máximo que dá para fazer com os cacos que sobraram do meu coração partido. Se eu procurei ela nesse período?

Não. Acho que se a decisão partiu dela, o arrependimento também teria que vir do mesmo lugar, a espiei no refeitório da faculdade, às vezes no caminho para alguma aula, de longe a vi andar para lá e para cá carregando seus livros com uma bolsa no ombro, o cabelo amarrado em um rabo de cavalo e jeans comum. Ela tem olheiras que são perceptíveis a uma distância considerável, não parece estar melhor que eu, mas sequer dirigiu o olhar a mim. Está mesmo lutando bravamente para manter a sua palavra.

Até andei mais ativo nas redes sociais apenas para não perder nenhuma atualização sua, mas estou experimentando o gosto amargo de gostar de alguém mais low profile que eu mesmo, nenhuma mísera atualização sequer.

Pelo menos pelo que percebi a distância e pelas poucas informações que chegavam até mim, ela é Mi-ah estavam se acertando, já as vi andando pelo campus algumas vezes juntas, o que é bom, fiquei preocupado que ela estivesse sozinha nessa fase.

Suas palavras não saem de minha mente e mesmo que eu esteja nesse momento olhando para a tela do computador me preparando para mais uma partida, ainda a ouço falar as mesmas coisas.

"Eu, Kwon MiCha, não sei lidar com o seu passado, não sei lidar com as minhas inseguranças em relação a sua ex, não consigo pensar em coisas boas quando vejo ela, sinto muito, mas não dá."

Cara como eu queria poder voltar no tempo e fazer tudo certo, quando conheci MiCha a primeira vez em uma festa no nosso primeiro ano de faculdade, logo após Jimin e Mi-ah começarem a sair. Se naquela época eu tivesse chegado junto, provavelmente tudo seria diferente.

Ou quando fomos para o acampamento em Busan no 4° semestres. Se naquele dia da fogueira em que ela estava sozinha eu tivesse me aproximado e puxado assunto, talvez agora não estaria lamentando. Ela sempre esteve aqui, entre meu círculo social, sempre a vi, mas nunca a enxerguei de fato, estava preso na minha própria bolha aprendendo a lidar com os traumas que um namoro tóxico me trouxe, aprendendo que mulheres não são descartáveis e mudando a minha postura diante dos relacionamentos.

Nossos caminhos se cruzaram desde sempre, nossos olhos se viram tantas vezes, mas nossos corações só se encontram anos depois, quando tive a ideia estúpida de chamá-la para ser a minha namorada de mentira. Bastava meia hora de conversa com ela antes e eu teria me apaixonado, da mesma forma como aconteceu, porque ela é incrível, a melhor pessoa que eu já conheci.

E agora não está mais na minha vida.

Nem no meu círculo social.

Eu a perdi, na mesma velocidade em que me apaixonei, sou um idiota fracassado! Não posso nem desejar esquecê-la porque foram os melhores momentos que já vivi em minha vida, só ainda me sinto vivo porque posso revive-los todos em minha mente até que quase pareça um sonho bom que machuca ao acordar.

— Vai jogar? — ouço Jimin perguntar após sentar em minha cama, percebo que passei tempo demais encarando a tela do computador.

— Hm — o que mais posso fazer, né? Se demorar mais meia hora pensando em MiCha vou acabar chorando e nem tenho vergonha de admitir o quanto dói.

— Acho que vou pedir uma pizza, tô com fome, quer? — Assim como MiCha e Mi-ah parecem ter se entendido, Jimin e eu estamos no mesmo passo. Ele viu como cheguei mal naquele dia e nos dias subsequentes que foram os mais difíceis para mim. O Park me deu uma força e acho que ficou tudo bem entre nós.

— Quero sim, acho que não comi nada o dia todo — não estou realmente prestando atenção em si.

Pelo campo periférico o vejo mexer no celular, quando ouço a notificação já quase esquecida por mim, tocar. A notificação que escolhi para quando ela mandasse mensagem. Pego o celular em uma velocidade impressionante quase o deixando cair da mão.

Encaro a tela do celular de boca aberta, o nome de MiCha está lá na notificação, me apresso para abrir a mensagem e atropelo todas as palavras ansioso pelo que tem a dizer, um mês inteiro sem ter uma notícia diretamente sua, me deixa faminto por qualquer informação.

Não quero mais pensar
em você, seu fantasma
idiota, sooooome.
Ou eu vou te agarrar
e nunca mais te deixar ir.

Leio e releio o que acabo de receber sem entender nada do que diz. Será que ela mandou a mensagem para a pessoa certa? Devo responder algo? Agora ela já sabe que visualizei a mensagem, o que eu faço?

— Hyung, tem festa em algum lugar hoje no campus? — Tento seguir a lógica da falta de lógica desta mensagem, só pode ser fruto de álcool. É quase meia noite de uma sexta, não é muito difícil de ser isso.

— Hm, hoje é a festa anual das garotas do time de natação, aquela em que os homens não são convidados — responde.

— Onde acontece essa festa? — mordo o lábio pensando no que fazer com essa informação. Acho que MiCha está bêbada em algum lugar por aí precisando de mim e mandou essa mensagem confusa.

— No próprio prédio do time de natação, os caras dizem que elas tomam banham de piscina peladas, por isso não deixam a gente ir — diz animado.

— Como eles sabem se eles nunca foram? — questiono. — Deixa pra lá — nem dou tempo para que me responda, não é importante. — Acho que a MiCha bebeu além da conta e talvez ela e a Mi-ah precisem de ajuda.

— Que? Como assim?

— Vamos lá, ver se tá tudo bem — levanto da cadeira procurando meu casaco.

— Tá doido Jungkook? A gente não pode entrar na festa das garotas da natação, somos frequentadores proibidos por lá — relembra.

— Eu sei, mas algo me diz que elas precisam de nós, se você não for eu vou só — cato o celular e a carteira enfiando no bolso.

— Ai cara… Sério isso?

— Muito sério — estou pensando cem por cento na segurança de MiCha, mas também não quero perder a oportunidade de vê-la pelo menos uma vez em todo esse período e talvez essa seja a única chance, se ela me mandou mensagem significa uma coisa, pelo menos pensando em mim ela estava.

Encaro meu reflexo no espelho.

Estou claramente abatida e tenho olheiras horríveis, totalmente atormentada pelas minhas próprias escolhas. Não há um dia sequer em que não me pergunte se fiz a escolha certa. O fantasma de Jungkook e aquele olhar triste em minha direção me dilaceraram em micro pedaços que não se unem nem com muita força de vontade.

Destruí tudo de bom que eu tinha?

Está sendo absurdamente difícil passar por esse momento, nunca tinha terminado um relacionamento na vida, só alguns rolos do tempo de escola que na verdade não eram sérios. Mas um relacionamento onde há amor, não algo tão profundo. Duvidei que estivesse tão enraizado, mas é como um dente siso de 4 pontas tortas, só sai se sofrer muito para arrancar, haja força e anestesia para sair. Mas dói, não cicatriza fácil, deixa noites sem dormir e lembranças eternas de um período ruim.

Sou pura e genuína saudade. De tudo sobre ele, o cheiro, o cabelo, as tatuagens idiotas, o calor do seu corpo, das coisas irritantes e das que me faziam feliz. Saudade de acordar sobre o peito dele, de mexer em seus piercings, de vê-lo criar caminhos imaginários com a ponta dos dedos em minha barriga. Dos flertes sacanas e dele me chamando de baby.

Sinto falta de absolutamente tudo e ainda sem dormir todos os dias, preciso me conter pra não implorar para que me aceite em sua vida de novo. Talvez eu consiga aprender a lidar com seus problemas, acho que seria mais fácil que aprender a lidar com a sua ausência que arde na pele, me queimando toda do amanhecer ao anoitecer, se renovando cada vez que abro os olhos para um novo dia.

— Acho que eu não vou — digo por fim, saindo do pequeno banheiro para que Mi-Ah me ouça.

— Que? Eu já estou escolhendo a roupa, então você vai sim — ordena.

— A última vez em que estivemos em uma festa não foi muito legal. Eu…

— Tá com medo de encontrar ele? Mas não se preocupe, homens são proibidos na festa do time feminino de natação. Então a não ser que, Jeon Jungkook se fantasie de garota, hoje a noite você não vai ver ele — não que isso seja um consolo, porque não é porque tenho medo de encontrá-lo, que eu não quero.  — E outra, você precisa comemorar a sua mais nova conquista, um emprego!

— Não sei…

— Kwon MiCha ou você vai vestir a roupa agora mesmo pra gente sair ou eu chamo o Jungkook aqui pra te obrigar a sair do quarto — ela sabe que estou fugindo dele como o diabo que foge da cruz, olha como é dissimulada! Não fujo do Jeon necessariamente porque quero, fujo porque dói olhar para ele, estou tentando curar as feridas que estão abertas e vê-lo é como jogar álcool em cima e taça o dedo depois.

— Falando assim gentilmente, não tem como dizer não — ironizo.

— Hoje eu quero beber até esquecer o meu nome, de preferência esquecer a minha vida — comenta enquanto troca a blusa moleton por um cropped verde néon, depois põe uma jaqueta jeans grossa por cima.

Procuro algo simples, pois não estou a fim de sair e pela primeira vez em muitos dias solto o cabelo, pois os coitados estão sempre presos em um rabo de cavalo nos últimos dias.

Somos obrigadas a cruzar o campus a pé, porque ainda não estou com meu carro em mãos. Peguei dinheiro emprestado para arrumar o coitado depois de um mês parado e arrumei um emprego de recepcionista da academia para pagar o empréstimo que fiz. Fazia tempo que eu precisava criar vergonha e arrumar um trabalho e acredito que esse é o momento perfeito, preciso de distração para minha vida e talvez trabalhar seja o que me falte.

O ginásio onde a festa acontece é o mesmo onde as garotas costumam competir, tem duas piscinas olímpicas, arquibancadas e espaço pra galera curtir. É proibido cair na piscina, mas o álcool tá liberado à vontade. Logo recosto próximo a mesa onde as bebidas estão disponíveis, perto de uma turma que brinca de Ping pong com copos de bebidas e pego dois shots de tequila virando um atrás do outro, chupo um limão na sequência e sinto meu corpo todo tremer.

A última vez que bebi assim estava totalmente indignada com a ex de Jungkook e acabamos transando na cama de seu antigo quarto. Entorno outra tequila. Tequila me lembra o dia em que fomos para a festa do time e ele me pediu pra ficar, bebo mais uma, que desce queimando e me afogando em Jeon Jungkook, enquanto uma música animada agita a galera.

— Posso participar? — pergunto pra turma que brinca virando bebidas misturadas no Ping Pong. Bato uma bolinha em um copo e tenho que tomar whisky, perco mais uma vez na rodada seguinte e dessa vez é vodka misturada com alguma coisa que não faço ideia.

À medida que toda mistura de álcool faz efeito, a música começa a ficar mais alta na minha cabeça e as pessoas parecem apenas borrões, sorrio confusa, mas não sinto vontade de parar, continuamos na brincadeira até uma menina loira vomitar perto da mesa e todo mundo ficar com nojo.

Agarro uma garrafa de vodka e sento em um degrau da arquibancada vendo tudo girar, droga de menina idiota que foi vomitar e acabar com  brincadeira, droga de cara idiota que rouba todos os meus pensamentos. Um fantasma que me assombra.

Luto para manter os olhos abertos à medida que a festa vai rolando e as horas passando. O pessoal dança animado e me pergunto que disposição é essa que nem consigo mover as pernas direito, mas acho graça do meu estado deplorável. No meio da massa de pessoas a meia luz avisto uma silhueta me encarando, semicerro os olhos porque não creio que seja ele.

Olho para trás para ver se tem mais alguém atrás de mim, mas não tem ninguém. Quando volto a olhar na direção, a silhueta se desfaz junto com a fumaça do gelo seco.

— Me deixa em paz seu fantasma — ordeno apontando para o nada. — Você pensa que vai me enlouquecer? Mas não vai mesmo — ouço minha própria voz arrastada e de difícil compreensão.

Não quero mais pensar em você, seu fantasma idiota, sooooome. Ou eu vou te agarrar e nunca mais te deixar ir.

Digito no celular a primeira coisa que me ocorre e meu dedo escorrega na hora de enviar, na sequência começo a chorar copiosamente, o som alto da música não permite que ninguém ouça, mas estou quase berrando enquanto choro, deixando toda a dor sair e não ligo se alguém me ver, só quero chorar, chorar e chorar.

Seco as lágrimas que me cegam e lembro brevemente que não vim sozinha, perdi Mi-ah, quero ir embora. Minha cabeça está girando, sinto o estômago embrulhar e tudo perder o sentido. Quero minha cama, um banho e chorar até não ter mais nenhuma lágrima.

Fico de pé e cambaleio para fora do prédio, segurando na parede para não cair. Já estive bêbada antes, mas acho que ingeri muito álcool em pouco tempo e me sinto mal.

Não está tão movimentado do lado de fora, não vejo Mi-ah em nenhum lugar e recosto na parede me perguntando como vou fazer para ir para casa sozinha. Pego o celular no bolso, mas está sem bateria.

Ótimo.

Avisto a silhueta dele de novo no outro lado da calçada, perto de uma árvore, o fantasma idiota que minha mente criou para me atormentar ainda mais. Ele me encara com as mãos dentro do bolso da jaqueta, tão bonito como se fosse real. Tropeço nos próprios pés em sua direção, estou disposta a mandá-lo para o inferno.

— Some da minha frente seu fantasma idiota — ordeno e na sequência esbarro na silhueta que nem se moveu. Com o encontrão caio de bunda no chão. — Ai — ele se apressa para estender a mão e me ajudar a levantar.

Seu toque é tão quente quanto me lembro e sei que tô bêbada o suficiente para não conseguir inventar tal coisa.

— Você tá bem? — pergunta enquanto me analisa.

— Você é de verdade? — levo minhas mãos até suas bochechas e às aperto o obrigando a fazer um bico com os lábios.

— Claro que sou — responde sorrindo e vejo tudo girando.

— Que bom, tô feliz em ver você… — sinto um refluxo forte e não consigo evitar o vômito que sobe pela minha garganta, o único reflexo que tenho é virar para o lado para não vomitar em cima dele.

Se Jungkook não é um fantasma me assombrando e não vai sumir, talvez agora ele repense sobre, me vendo em meu estado mais deplorável.

Engraçado como algo dentro de mim, me disse que MiCha precisava de ajuda. Talvez o vômito em meu sapato agora fosse prova mais do que viva de que ela não estava nada bem.

Não esperei Jimin dar notícias, segurei MiCha pela cintura, pedi um táxi e a levei para o dormitório. A garota está totalmente embriagada e mal consegue se manter de pé, vomitou tudo e parece agora bem cansada. Dorme com a cabeça em meu ombro e posso ver algumas gotas de suor em sua testa, passo as costas da mão ali para secar o suor.

Como senti falta de estar próximo assim. Essa não é a circunstância dos meus sonhos, mas estou feliz que posso ajudá-la de alguma forma.

Desço do taxi ainda a amparando pela cintura, até chegar dentro do prédio do dormitório, onde a pego no colo para ficar mais fácil de me locomover.

MiCha balbucia coisas desconexas e se dirige a mim por fantasma. Pego o elevador e felizmente pelo horário os corredores estão vazios, todas as garotas devem estar na festa, até as monitoras, o que é bom. Não serei advertido.

Digo a senha da porta e anuncio que estou entrando para o caso de ter alguma outra garota no quarto, mas estamos sozinhos. Deito MiCha em sua cama puxando os sapatos que usa.

Puxo a camisa que está um pouco suja de vômito e a tiro de seu corpo, a deixando só de calça e sutiã.

— Acho que você precisa de um banho — digo para mim mesmo.

— Hm, dorme comigo hoje? — ela pede abrindo os olhos. Não consigo conter o riso de satisfação ao ouvi-la falar, sei que está bêbada, mas não há uma outra circunstância onde ela esteja sendo tão sincera como agora. Bem que eu queria, mas não vou dormir com ela bêbada, seria como assinar a minha sentença de maior filho da puta.

— Que tal um banho primeiro? — fico de pé a segurando pela mão e a puxando para o banheiro.

Assisto MiCha lutar com o cinto da calça e a ajudo a retirar a peça. Estando só de calcinha de sutiã desvio o olhar para não cair em tentação. Transar com MiCha não era só a coisa que eu mais desejava nesse momento, mas também foi uma das melhores experiências da minha vida, portanto precisaria lutar para não cair em tentação. Não tô afim de ficar com rótulo de aproveitador, porque ela está claramente bêbada e certamente não agiria assim se estivesse sóbria diante de mim, quero dizer, ela sequer me procurou nesse último mês, claramente não era isso que ela queria que acontecesse, pelo menos é o que demonstra quando está sóbria.

Minha ex namorada tira o sutiã e a calcinha ficando completamente nua diante de mim e a empurro para o chuveiro sem olhá-la.

Conheço ela, sempre gostou de me provocar porque sabe o quanto sou viciado em seu corpo, por isso evito olhar para pontos estratégicos e que me hipnotizam com uma ridícula facilidade.

Lhe entrego o sabonete e espio rapidamente para ver se está fazendo o trabalho correto. Meu queixo encontra o chão ao ver como passa as mãos nos seios se dando prazer enquanto me encara, como se me convidasse para continuar por ela, engulo em seco sem conseguir evitar a ereção que me aperta.

Droga Kwon MiCha por que tem que ser incrivelmente gostosa?

Desligo o chuveiro querendo sair dali rapidamente e a entrego a toalha, saindo do banheiro mais rápido que o próprio The Flash. Quem é Usain Bolt perto de Jeon Jungkook fugindo da ex gostosa e bêbada?

Procuro um pijama em suas coisas para que se vista rápido, mas quando me viro MiCha sai do banheiro totalmente pelada e desvio o olhar novamente. Puta que pariu, ela não tá pra brincadeira

— Transa comigo Jungkook? — diz assim que se aproxima quase colocando a boca na minha, meu corpo treme por inteiro. Que ideia estúpida ficar em um quarto sozinho com MiCha bêbada, Deus me ajuda! Pelo visto chegou o dia de pagar por todos os meus pecados.

O inimigo pode ser ardiloso, mas Kwon MiCha pelada diante de mim é muito mais.

— MiCha… — minha voz falha quando sinto seus lábios gelados em meu pescoço. Engulo em seco novamente — Não dá, você tá bêbada e eu não. Não é certo — junto todas as minhas forças para falar e a empurro gentilmente para longe de mim. — Aqui, a roupa que separei pra você. Veste, por favor — quase imploro.

— Você não me quer? — pergunta parecendo ofendida com minha rejeição, seus olhos parecem de um cachorrinho abandonado pedindo abrigo e suspiro pesado lutando contra minhas próprias vontades.

— Caralho, eu quero muito. Só Deus sabe como eu quero, mas não assim. Quando você estiver sóbria se quiser passo uma semana trancado em um quarto com você transando até não conseguir mais andar, mas não com você bêbada — suspiro pesado de novo, que sufoco dizer não a ela. Ainda mais quando eu só queria agarrá-la nesse momento e fodê-la com força do jeito que sei que gosta.

Mas um cara não pode transar com uma menina bêbada, principalmente se ele estiver sóbrio, é errado, é se aproveitar de sua total fragilidade. Posso ser muitas coisas, mas não sou um abusador, não vou me aproveitar dela, mesmo que esteja afogado em uma saudade imensa de seu corpo.

Eu a amo e acima de tudo, a respeito.

Coloco minhas duas mãos em seu rosto e a olho nos olhos.

— Eu te amo, caramba como eu te amo. Mas não vou vacilar com você assim — deposito um selinho demorado em seus lábios porque é tudo o que posso me limitar a fazer por agora. — Agora seja uma boa menina e se veste por favor.

Minha ex namorada (por enquanto) obedece e veste o pijama que separei.

— Você vai dormir aqui comigo pelo menos? — pergunta depois de ficar pronta e totalmente coberta, o que me permite respirar um pouco.

Vinco as sobrancelhas, dá pra entender um ser humano desses? Termina comigo, passa um mês inteiro sem mandar uma mísera mensagem e agora me pede pra dormir com ela, como se simplesmente nada tivesse mudado entre nós. Bom, em meu coração nada mudou, de fato, mas ainda assim é tão confuso lidar com essa inconstância. Solto um suspiro pesado, desejei tanto tê-la em meus braços nas últimas quatro semanas que não posso responder não para essa pergunta. Talvez não haja outra chance amanhã.

— Durmo sim — digo por fim, tiro o casaco que ainda estou usando e jogo em cima da cadeira mais próxima, tiro as meias também e coloco em cima dos meus sapatos no Hall de entrada do quarto.

MiCha deita em sua cama e reserva um espaço para que eu me deite também, assim que o faço, ela se aninha em meu peito suspirando pesado. A puxo para mais junto de mim sentindo seu calor, suas pernas se enroscam nas minhas e mesmo que eu quisesse, não conseguiria sair dali, estamos enroscados um no outro e meu coração bate rápido dificultando o ato de respirar naturalmente.

Fecho os olhos sentindo o corpo que tanto amo colado ao meu enquanto estamos em um perfeito silêncio. Todas as dúvidas e incertezas que me assolaram nos últimos dias se esvaem e só consigo pensar no quão bom somos juntos, como é certo e perfeito. Não é justo que não possamos ser felizes.

Não é justo.

— Jung… Kook — ouço o sussurro e vagarosamente abro os olhos.

— Hm?

— Você alguma vez imaginou a gente no futuro? Alguma vez considerou que eu fosse a mulher com quem você queria casar? — a pergunta é feita vagarosamente e me pega de surpresa. Demorei a entender meus próprios sentimentos, demorei a projetar esses sentimentos no lugar certo e demorei muito para verbalizá-los.

Mas de uma coisa sempre tive certeza, Kwon MiCha é a mulher certa para mim, com suas imperfeições e perfeições, em seus melhores e piores dias, quando está com raiva ou alegre, eu a quero em todos os momentos, todos os dias, todos os segundos que pudermos estar juntos.

— Você ainda tá bem bêbada, hein? — brinco.

— Não tô. Já tô sóbria — diz.

— Tá nada, só bêbada pra me fazer uma pergunta assim — continuo brincando com ela.

— Responde logo, quando o dia amanhecer, vou fingir que nada aconteceu e nunca mais te pergunto algo assim — promete e isso me deixa triste, não que eu não esperasse algo diferente disso, mas agora que ela deixou claro como se sente sobre mim, achei que talvez fôssemos tentar de novo, uma chama de esperança que recebeu um balde de água bem gelada.

— Claro que sim, depois que seu pai levantou a questão naquele dia no jantar, fiquei pensando sobre — respondo depois de alguns segundos em silêncio. — Quer saber como eu imaginei a gente?

— Sim, me conta por favor — pede.

— Você trabalhando em algum jornal na televisão, talvez âncora? Eu sou diretor de imagem independente e temos três filhos, dois meninos e uma menina, a caçula. Você sai pra trabalhar de manhã e eu fico em casa para arrumar as crianças para escola, porque meu trabalho me permite ter horários mais flexíveis. A gente mora em um flet, um condomínio legal e seguro pras crianças crescerem e temos um doberman de estimação…

— Doberman? — ela pergunta e ri baixinho na sequência.

— Claro, por que não? Adoro dobermans e o nosso vai se chamar Bam, vai ser um idiota bobão, que ama as crianças. Você claro, vai ficar relutante no começo, ameaça cortar as minhas bolas e as dele fora se fizer xixi no tapete, mas também vai amar o nosso grande bebê de quatro patas. A gente sai para acampar em família e brinca ao redor de uma fogueira feita por mim, é uma vida feliz — divago descrevendo as imagens que vejo em minha mente, de uma família feliz, agitada com tantas crianças e um cachorro enorme e atrapalhado. Tudo o que desejo para nós dois. Um futuro que parece distante, mas também a apenas um passo de nós.

Ouço MiCha ressoar baixinho e noto que adormeceu. Suspiro mais uma vez inalando o cheiro bom de seu cabelo, tentando guardar cada pedaço de seus detalhes em minha memória para o caso de amanhã ela simplesmente fingir que esqueceu tudo. Porque eu não quero esquecer.

Mas mesmo que haja como se tivesse esquecido, não a deixarei esquecer, sabendo que ela sente minha falta do mesmo tanto que sinto dela, preciso tentar não deixar esse futuro bagunçado e bonito que nos espera se esvair pelos nossos dedos.

Vou procurar cuidadosamente dar todos os passos que forem necessários para tê-la em minha vida por inteira de volta.

Jungkook assim vendo a MiCha bêbada 🤡 trocamos o dono do emoji do palhaço aqui hahahahahahha olha a terra plana dando voltaaaas.

E aí?? O que acharam?

Acho importante frizar que Jungkook tem uma atitude que TODO CARA DEVERIA TER INDEPENDENTEMENTE DA GAROTA ESTAR DANDO EM CIMA OU NÃO. Está bêbada? Não transe com ela!!!! Meninas se um cara fizer isso com vocês está errado tá? Que fique bem claro.

Confesso que eu estava bem ansiosa pra essa terceira fase da história, que para mim, vai ser bem divertida de escrever. Tenho tantos planos!!! Inclusive acho impossível caber tudo em até 20 capítulos 👀🗣 vamos ter que aumentar mais uns pares aí.

Eu amo eles juntos, não tem como negar a química, fodase a razão né bebês? Vamos de emoção, mesmo que umas e outras aí estejam lutando, eu sou do team #JungkookPegaElaDeJeito

Totalmente imparcial 🗣 kkkkkk

Lembrando que como tô gravidinha (de novo 🤡) estou compromissasa a atualizar uma vez por mês ta? Se rolar mais aí é sorte de vcs mesmo hehehhe. Mas Leon tá me dando uma trégua nos enjoos graças a Deus, agora precisa dar uma trega no sono excessivo também, mas enfim. Tô muito feliz de aparecer aqui, comentem MUITOOOOO vou responder todo mundo, ansiosa para as reações de hoje.

Amo muito vocês 💜 não esquece de avaliar no fim. Bjao.

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