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ꕥ11 - Sogrosꕥ

ㅡ Jungkook precisamos conversar — tomo um susto ao ouvir a voz que vinha detrás de mim. Me viro e encaro a garota de cabelos longos e com uma franja recém adquirida que a deixa tão injustamente bonita, o sol ofusca um pouco a sua imagem, trazendo uma áurea quase celestial, mas duvidei assim que pus meus olhos nela que sua missão aqui fosse boa coisa.

— Tá falando comigo? — ironizo, não posso me deixar ser influenciado por sua beleza surreal. Não depois dela ter me ignorado por uma semana inteira. — Quer dizer, agora você fala comigo de novo? — MiCha rola os olhos, suspira e cruza os braços como se esperasse exatamente essas palavras de mim. Tenho vontade de rir, mas me contenho.

— Não exatamente — responde e a olho confuso — Mas precisamos conversar.

— Você é inacreditável, sério — balanço a cabeça em negação e espero que se sente ao meu lado na grama do parque próximo da faculdade. Na verdade nem sei como ela me achou, mas estava tirando esse tempo para formular a minha apresentação para o seminário que estava tirando o meu sono e paz, fora todo o resto, já que se aproximava e eu teria que falar para muitas pessoas, coisa que obviamente não estava acostumado e me assustava um pouco.

MiCha senta ao meu lado na grama pousando a sua mochila entre as pernas. O dia está bonito e ela usa uma blusa branca de gola careca que parece grande demais para ela. Como reparei anteriormente cortou a franja, algumas mechas do lado direito do cabelo estão atrás da orelha, o que deixava seu piercing na orelha à mostra.

A encaro esperando que fale algo, mas depois me volto para meu notebook e tento formular pelo menos alguma frase do texto que estou elaborando. MiCha e eu estamos brigados, desde o dia do nosso aniversário de 100 dias de namoro, pois é, saímos para comemorar e ganhei em troca uma bela discussão sobre Jimin e Mi-ah, esperava sexo e ganhei gelo. Ela exigia que me metesse no assunto dos dois e contasse a Mi-ah as coisas que Jimin me contou, mas Mi-ah não era nada minha, enquanto Jimin permanecia sendo meu melhor amigo o que eu podia fazer, fiz. Aconselhei da melhor forma possível, mas não podia simplesmente fazer por ele o que somente o Park podia fazer e MiCha não entendia isso.

Queria contar a Mi-ah a verdade e me opus. Tudo bem que elas eram amigas e eu não via problemas em MiCha ficar ao lado dela, mas havia problemas quando me envolvia no assunto, esse conflito de interesses se voltou contra mim quando MiCha começou a afirmar que eu estava protegendo o Jimin provavelmente porque queria que ele fizesse o mesmo por mim, também fiquei chateado com as coisas que ela falou e nosso momento? Bom, acabou virando um grande desentendimento entre nós.

Desde então, MiCha não atende aos meus telefonemas, nem mensagens, nem tentativas de falar com ela pessoalmente. Só queria que ela entendesse que eu não estava contra a Mi-ah, só estava dando ao meu amigo o espaço que ele precisava para resolver seus assuntos como o adulto que ele é.

Por isso resolvi focar no que estava fazendo agora, enquanto os olhos da garota ao meu lado me fitavam, se ela decidiu que não nos falariamos por problemas de terceiros, então eu não quebraria o silêncio, apesar de sentir meu coração esmagar-se na caixa torácica, louco para beijá-la, louco para tê-la em meus braços e afundar meu nariz em seus cabelos sentindo o cheiro bom de maçã verde e colônia floral que vinha dela toda. Estava com saudade, mas não ia mais ficar bancando o bobo e correndo atrás dela o tempo todo, enquanto apenas me afastava, sendo que eu nem era culpado de algo.

— Meus pais querem te conhecer — MiCha quebra o silêncio e engasgo com saliva ao ouvir o que diz. Ainda tossindo a encaro de olhos arregalados.

— Como é que é? — indago surpreso.

— Você teve a brilhante ideia de postar fotos nossas nas redes sociais e é claro que eles viram as nossas fotos no Instagram e insistiram em te conhecer e apesar de estarmos brigados você ainda é o meu namorado…

— Que bom saber — a interrompo brevemente e ela me encara com desafio no olhar, erguendo uma sobrancelha.

— Mesmo que eu tenha inventado quinhentas desculpas diferentes, não teve jeito. Nesse fim de semana eles estarão em Seoul para ver um musical e querem que a gente vá com eles. Depois ainda tem um jantar, que inclusive já tem reserva feita — explica.

— Musical? — nunca fui em um musical e me parece curioso. Depois MiCha fala que não tem dinheiro. Musicais não são coisas de gente pobre e olha que minha família nem era pobre. Ela murcha os ombros e sei que está sendo extremamente difícil estar diante de mim, passando por cima de seu super orgulho para me pedir que vá com ela. Gosto demais de MiCha e mesmo que ainda estivesse com raiva dela, não lhe negaria isso. Por mim teríamos resolvido esse impasse no mesmo momento em que começou, mas não dependia só de mim, precisava que ela fosse mais flexível também. — Esse fim de semana?

— Sim.

— Não sei… — falo pensativo pronto pra negar só para ver o que me ofereceria em troca. — Tenho tantas coisas para fazer, fotos, editar vídeos, o seminário que vale metade da nota do semestre… Até 5 minutos atrás nem sabia se ainda tinha namorada, sabe?

— Ah Jungkook, pelo amor, né? — sua expressão era engraçada, um misto de raiva, tensão, desespero e orgulho ferido. Exatamente como pensei.

— O que? Vou aparecer diante dos meus sogros brigado com você? — questiono. — Não sou muito bom ator… — reflito dramaticamente.

— Ok, o que quer em troca? — sorrio minimamente satisfeito com a pergunta.

— Não se preocupe, vou pensar com calma e te digo — respondo e logo depois fico sério. — Tô com saudade — ouço o seu suspiro pesado e ela abaixa a cabeça encarando os próprios dedos. Levo minha mão até seu queixo e ergo seu olhar até que olhe para mim — Podemos não ficar mais brigados? Por favor?

— Você não entende… — começa e suspiro percebendo que mesmo que eu argumente ela não irá ceder. É um tanto cabeça dura. Deixo que meu braço caia e se distancie de seu rosto.

— Eu entendo, quem não entende aqui é você — rebato, mas sem muita vontade de levar esse assunto adiante. — Preciso terminar meu seminário, lembra? Aquele que você prometeu ir.

— Lembro, não se preocupe prometi e vou — assegura e sorrio tristonho para ela, desejando que possamos resolver esse impasse o mais rápido possível, pois detesto com todas as minhas forças ficar brigado com ela.

— Acho que terei que arrumar o cabelo, não quero me meus sogros me vejam com o cabelo azul desbotado, essa porcaria dá muito trabalho para manter, sinceramente acho que a era longhair acabou pra mim — tento amenizar de alguma forma o clima entre nós porque não gosto mesmo que estejamos brigados, odeio que não possa beijá-la como quero agora, repugno de todo o meu coração não me sentir 100% confortável diante da garota que gosto. MiCha me encara por um momento e sorri tristonha.

— Eu gosto do seu cabelo grande, mas realmente cuidar disso não parece fácil — os dedos finos de minha namorada tocam as pontas do meu cabelo e sinto meu corpo todo tremer. Seu toque me causa frenesi mesmo nos lugares mais inusitados. Nos encaramos por um longo minuto em silêncio criando aquela bolha de expectativa entre nós,  intensa, verdadeira e palpável. Tento me aproximar vagarosamente para não assustá-la, mas nosso contato visual é quebrado por ela mesma que encara a bolsa que traz consigo, na sequência fica em pé, apenas me mantenho assistindo-a. — Te vejo no sábado à noite — diz antes de me dar as costas e sair. Dou um longo suspiro sabendo que todo o caminho que fiz até aqui para quebrar as barreiras que haviam entre nós, pelo visto precisariam ser percorridos novamente. Kwon MiCha não facilitava nenhum pouco para mim.


Não conseguia me manter calma.

Meu coração martelava na caixa torácica, arrancando suspiros sôfregos como se eu estivesse em uma maratona, tudo porque o veria. Jungkook não saia de meus pensamentos, apesar da forma como me sentia ser confusa, não parava de pensar nele e sentir a sua falta. Me doía ter que ser dura com ele e parecer incompreensível, mas era preciso.

Precisava que Jungkook entendesse que ele não podia escolher um lado, que a verdade era a única opção e que se eu e ele sabíamos da verdade, tínhamos que contá-la. Só não contei ainda por consideração ao que ele próprio havia me falado, Jimin tinha que tomar essa iniciativa e eu concordava, porém, não no tempo dele, porque ele simplesmente poderia levar anos até ter coragem de contar, enquanto isso minha amiga definhava de tristeza e culpa sem saber o que estava acontecendo com o seu namoro que sucumbia a sombra de uma traição que não foi concretizada, em partes.

Porque o desejo em si já significava algo. Algo que somente Park Jimin poderia explicar para ela, algo que só ele teria como definir e que precisava ser definido, de forma justa. Jungkook não entendia meu ponto, pressioná-lo era também uma forma de pressionar Jimin, eu não ia querer que minha amiga soubesse de algo tão importante e não me contasse. Iria querer que fosse honesta comigo, que passasse por cima de todas as considerações e me deixasse a par daquilo que eu precisaria saber. Se não fiz isso ainda foi apenas porque contar por mim mesma machucaria ela muito mais. Conhecia Mi-ah, conhecia as suas fragilidades e como é sensível em sua essência, o quanto ama o namorado e confia nele, poria a mão no fogo por Park Jimin e se eu contasse a machucaria muito mais.

Tinha que ser Park Jimin.

E eu estava às portas de bater naquela porcaria de dormitório e trazer Park Jimin pelo colarinho, obrigando-o a ser homem e assumir as suas merdas. Juro que meu limite estava chegando.

No meio disso tudo meus pais resolveram vir a Seoul para assistir a porcaria de um musical, eles e os programas culturais deles. Gostaria de não ser envolvida, mas o nome de Jungkook surgiu na conversa após verem fotos nossas nas redes sociais, mais que assumidos para o mundo, então estava faltando a cereja do bolo, apresentá-lo aos sogros.

Meu estômago embrulha só de pensar nessa situação toda.

Estar brigada com Jungkook nunca foi tão ruim, em todos os aspectos possíveis e tinha medo que ele deixasse transparecer para meus pais que não estamos tão bem assim. Pois essa será a primeira vez que apresento um rapaz oficialmente para eles. Por isso meu coração martela tão forte, estou nervosa de todas as formas possíveis. Não sei o que esperar desse encontro com meus pais, de nossas mãos entrelaçadas e de todas as casquinhas que ele vai tirar de mim nesses momentos, porque sei que ele vai e pior, quero que ele faça.

Toda essa situação só serviu para que intimamente reiterasse o quanto estou perdidamente apaixonada pelo tatuado idiota.

Me olho no espelho novamente checando se tudo está no lugar, o vestido tubinho preto que escolhi para a ocasião, o salto dourado, a bolsa de mesma cor da sandália e o cabelo solto em ondas que se distribuem por toda a extensão das minhas costas. Estou bonita.

Perfeitamente bonita.

Checo a hora e já estou levemente atrasada para ir buscar Jungkook no dormitório dele. Me apresso em catar as coisas que preciso e não demoro muito para estar diante do dormitório do Jeon.

Jungkook me espera nas escadas do prédio, usando um casaco caramelo, seu cabelo está curto e castanho escuro novamente. Quando me encara preciso desviar rapidamente o olhar, senão serei pega totalmente afetada por sua imagem.

— Dirige — Estendo a chave do carro para que pegue e antes que o faça, meu namorado me rouba um selinho. Eu sabia que ele viria com suas gracinhas, mas não tinha energia alguma para lutar contra.

— Você tá bonita demais — sussurra após o selinho roubado — Não prometo me comportar.

— Jungkook… — meu tom de repreensão não muda em nada a expressão e o sorriso ladino que tem no rosto. Era fácil evitar Jungkook estando longe dele e ele sabia disso, sabia que quando estávamos juntos as faíscas que saíam acabavam em incêndio.

— Antes você reclamava que eu era o mandão que tomava seu carro e agora fui promovido a motorista? — brinca colocando o cinto. Rolo os olhos sendo tomada automaticamente pelas lembranças dos primórdios de toda a nossa bagunça. — Para onde vamos? — pergunta mudando se assunto como quem não quer nada, mas eu sei que ele quer.

— O endereço já está no GPS é só seguir as coordenadas — aviso o assistindo checar o endereço antes de partir.

Preciso confessar Jeon Jungkook ficava sexy para um caralho dirigindo o meu carro e ficava mais sexy ainda com aquele cabelo curto, nunca o havia visto daquele jeito e mesmo que lutasse muito, não conseguia tirar meus olhos dele. Usava uma blusa de listras azuis e a calça era da mesma cor do casaco, estava tão fodidamente bonito que só me vinham pensamentos impuros de sentar nele ali mesmo, e eu não era assim, geralmente. Só quando estava louca de tesão e saudades, o que era o caso no momento.

— Que foi? — perguntou percebendo que eu o encarava. Resolvi ser parcialmente honesta sobre meus pensamentos, jamais daria a ele esse gostinho.

— Tô tentando decidir se gosto mais do seu cabelo curto ou longo, sério, você combina com qualquer penteado, isso beira o ridículo. Ninguém poderia ser assim, algo tem que ficar feio em você — brinco tentando amenizar o clima, não preciso que todos os nossos problemas sejam expostos agora, todos os nossos bloqueios continuam sendo os nossos bloqueios, só não precisa estar aqui, entre nós, o tempo todo. Ele passa a mão no cabelo empurrando os fios curtos para trás, mas os mesmo voltam para o local de origem rapidamente. Ele sabe que é gostoso, reviro os olhos bufando.

— Imaginei que você fosse gostar — diz e me encara sorrindo na sequência. Balanço a cabeça em negação percebendo que havíamos chegado ao teatro.

— Você já fez isso antes, né? Digo, ser apresentado aos pais da namorada?  — pergunto enquanto ele estaciona.

— Não — responde e me encara. — Mas já levei a minha namorada para apresentar aos meus pais e quer saber? Ela se saiu muito bem, mesmo que na época fosse de mentira. Qual é? Seus pais não devem ser piores que os meus, tô errado? — A tristeza que esconde por trás da piada me acerta. Jungkook merecia pais melhores.

— É, definitivamente não são piores — Sou honesta.

— Então serei eu mesmo e espero que tudo fique bem, se possível quero ser aceito pelas pessoas que você mais ama no mundo — as palavras de Jungkook me pegam de surpresa. Sinto um nó em minha garganta porque sei que ele não pôde me dar o mesmo e não é sua culpa se sua mãe não me aceita. Ele deve carregar silenciosamente essa dor e isso dói em mim também. Jungkook merecia mais, a vida não é justa.

— É o suficiente — sussurro tentando lhe dar um sorriso que o encoraje de alguma forma.

Caminhamos lado a lado de mãos dadas para o saguão do teatro onde ocorreria o musical, avistei meus pais nos esperando logo após a bilheteria.

— MiCha-ah — ouço minha mãe se dirigir à mim e apresso o passo para abraçá-la. Minha mãe me recebe em seus braços me dando um abraço apertado — Yah garota! Se não virmos a Seoul te ver, você não vai nos ver em casa não? Tem meses já, você perdeu algum peso — sinto sua mão em meu rosto enquanto me analisa por completo. Sorrio minimamente, feliz em vê-los. Tenho pais maravilhosos, não posso negar.

— Papai — abraço meu pai também, que me recebe em seu aconchego. Sinto o cheiro bom de roupa limpa que emana de seu casaco, um cheiro familiar que me lembra infância. Assim que termino de cumprimentá-los me volto para Jungkook que nos assiste. Ele se curva para meus pais imediatamente, em sinal de respeito e educação.

— Olá, eu me chamo Jeon Jungkook, me apresento formalmente como namorado da Kwon MiCha-ssi — ele diz todo educado e formal, mascarando um pouco o seu sotaque de Busan pela formalidade, observo sua postura perfeitamente ereta e como se apresenta bem diante de meus pais buscando a sua aprovação, mas conheço meus velhos, sei que não importa muito quem Jungkook seja, como se veste ou se apresente, desde que eu esteja feliz.

— Uau, ele é ainda mais bonito pessoalmente e educado — minha mãe se adianta. — Muito prazer Jungkook-ssi. — Meu pai pigarreia cortando o clima formal e pesado.

— Vamos, o musical vai já começar — ele diz e nos apressamos para entrar no teatro e tomar os nossos acentos. Sento entre minha mãe e Jungkook.

— Então Jungkook-ssi, já veio em um musical antes? — minha mãe pergunta com um sorriso no rosto se inclinando na poltrona para olhar para Jungkook.

— Não senhora, é a minha primeira vez — responde prontamente.

— Acredito que você vai gostar desse, é o Fantasma da Ópera, um clássico — incentiva o rapaz. Ele sorri cordialmente.

— Estou com muitas expectativas — ao acabar de dizer isso as luzes se apagam em um timing perfeito e os holofotes apontam para a cortina que irá se abrir indicando que o espetáculo vai começar.

Costumava frequentar muitas peças com os meus pais quando era mais nova, pelo menos uma vez no mês vínhamos a Seoul fazer algum programa mais cultural como assistir peças, ir a galerias de pintores, recitais, óperas e afins. Mas confesso que estava entediada, não porque Fantasma da Ópera fosse ruim, longe disso por sinal, mas porque já havia visto essa peça três vezes em outras oportunidades. Era uma das favoritas do meu pai e por isso estávamos aqui hoje, mas eu achava cansativo ver a mesma peça tantas vezes.

— Fala para a sua mãe que eu estou passando mal, que vamos no banheiro e voltamos já — de repente Jungkook sussurra no meio ouvido, o encaro assustada sem entender nada.

— O que? — pergunto. — Você está passando mal? — ele aquiece minimamente semicerrando os olhos. Me viro para minha mãe e sussurro que vamos ao banheiro porque Jungkook não está bem.

— Precisa de ajuda, querido? — ela pergunta.

— Não senhora, só um pouco de ar. Dez minutinhos — responde prontamente já se levantando, olhei para minha mãe e depois para ele e para ela de novo.

— Vou pegar uma água com gás para ele, volto já — anuncio e me levanto indo atrás do meu namorado.

Caminho com Jungkook até próximo aos banheiros e sou surpreendida quando o mesmo me puxa para junto de si, ali no meio do corredor, ao longe podemos ouvir o musical acontecendo. Jungkook passa os braços em volta de mim e me toma em um beijo desajeitado e alvoroçado, coloco as minhas mãos em seus ombros tentando empurrá-lo, pois não estava entendendo nada.

— O que tá acontecendo? — pergunto preocupada assim que ele me solta. Pensei que ele estivesse passando mal. — Você não estava doente?

— Tô doente de saudade e só os seus beijos podem me curar — age de forma teatral e rolo os olhos. Jungkook me puxa novamente para ri, dou-lhe um tapa no ombro.

— Eu toda preocupada e você de gracinha, anda, vamos voltar — o repreendo e ele faz um bico com o lábio inferior.

— Só se você me der uns beijos antes — condiciona. — Melhor, você está me devendo uma lembra? Hora de pagar — o sorriso malicioso que me exibe já mostra que está totalmente mal intencionado.

— Jungkook, meus pais estão ali no teatro, a qualquer momento um deles pode vir aqui e vê a gente se pegando — relembro.

— Eu dou um jeito nisso — Jungkook segura em minha mão e empurra a porta do banheiro masculino me puxando para dentro também.

— Você tá louco e se alguém pegar a gente aqui? — sussurro desesperada com medo de ser pega no flagra enquanto ainda sou guiada por ele para dentro de um dos box do banheiro vazio.

— Shhhh — ele fala. — Confia em mim? — o encaro perplexa? Sério mesmo isso? Com meus pais há poucos metros de nós?

— Jungkook…

— Tô com saudade de te ouvir gemer… — sussurra perto do meu ouvido enquanto me encurrala entre ele e a parede. — Saudade de te dar prazer… — sua mão desce lentamente do meu pescoço, passando pelo meu colo, pela lateral do meu corpo, até alcançar minha coxa onde acha a barra do vestido que uso e aperta minhas carnes bem ali, arfo contrariada com o fogo que me toma enquanto o ouço sussurrar e morder o lóbulo da minha orelha. — Saudade de sentir sua boceta molhada, por favor baby… — não sou muito capaz de responder aos estimulo dele. Jungkook sabe como me deixar em ponto de bala apenas com palavras, quem liga se meu pai poderia entrar aqui e me pegar dando pro meu namorado no banheiro masculino né? Eu também estava com saudade de tudo sobre ele.

— Jungkook… — meu tom de alerta é um aviso silencioso de que não tenho muita força para o impedir e que isso era extremamente perigoso.

— Me deixa só brincar um pouco com você — pede subindo a mão por debaixo do meu vestido lentamente enquanto minha respiração fica mais acelerada. — Me deixa só te ouvir gozando — aquiesço vagarosamente para que não veja, não quero que ele veja que eu permito, mas quero muito que ele faça. Um sorriso em formato de lufada empurra alguns fios do meu cabelo para trás. Jungook chega com os dedos até minha calcinha e a empurra para o lado, passando os dedos na minha umidade me fazendo arfar. Sempre sinto saudade de como ele me toca e me deixa louca em poucos segundos.

Assisto meu namorado tirar a mão debaixo do meu vestido, colocar os dedos na boca e chupa-los provando o meu sabor antes de voltar a mão para o lugar que estava antes, a imagem erótica me tira do eixo, filho da puta gostoso, tenho vontade de mandá-lo me foder forte e intensamente ali mesmo, mas acabo não dizendo nada. Sinto seus dedos girando em volta do meu clitóris e perco as forças, ele mesmo coloca minha perna em cima do vaso sanitário me deixando mais exposta para si, enquanto com seu corpo me pressiona na parede do banheiro, tomando meus lábios em um beijo voraz, bebendo dos meus gemidos que precisam ser contidos ou seremos pegos no ato.

É um orgasmo que vem rápido e certeiro, uma brincadeira que tem o tempo de duração adequado apenas para que ele me sinta gozar em seus dedos e minha respiração virar uma bagunça. Um sorriso lindo e satisfeito toma seus lábios como se ele próprio tivesse tido seu orgasmo, mas pela ereção que fica visível em sua calça, sei que não chegou lá.

— Me deixa te chupar? — peço. Ele aquiesce.

— Deixo, mas não agora baby, seus pais podem aparecer nos procurando a qualquer momento — me lembra. Sinto a boca salivar só de pensar em sua dureza, mas concordo, meus pais podem nos procurar e não seria conveniente sermos pagos aqui. Nada disso era muito certo, mas ao menos era muito bom.

Provocar Kwon MiCha é a minha religião basicamente. Depois do que fizemos no banheiro do teatro ela voltou totalmente desconcertada para sentar ao lado dos pais e eu adorei isso, tirá-la de sua zona de conforto e mostrar que eu também tenho algum poder de voz nessa relação.

Nem que a minha voz seja proferida apenas para pedir que goze para mim.

O fato era que eu não estava mais disposto a ficar nessa situação de gato e rato com ela, queria que resolvessemos as nossas diferenças para seguir em frente, estava com saudade da minha namorada e a queria, agora se fosse possível. Pela minha vontade tirava o vestido preto que estava usando agora mesmo e matava minha fome dela em cima da mesa do restaurante, mas infelizmente meus sogros estavam aqui, bem diante de nós e isso não seria possível.

Dou um suspiro chateado com a constatação, mas feliz que ao menos consegui fazer algumas coisinhas que eu queria.

— Então Jungkook… — a voz da senhora Kwon chamou a minha atenção, pois estava imerso em pensamentos sacanas, que envolviam a boca gostosa da MiCha e o quanto queria uma mamada gostosa agora, enquanto olhava o cardápio a minha frente sem realmente vê-lo.

— Sim? — respondo prontamente a mulher mais velha, mas que lembra demais a própria filha. Lembro de ter visto fotos deles na casa da família em Incheon e sem sombra de dúvidas, pessoalmente a senhora Kwon era ainda mais bonita e ainda mais parecida com minha namorada. As linhas de expressões que ganhou com o tempo estavam distribuídas sutilmente nos olhos e testa, mas bem sutil mesmo, sua feição era bem mais simpática e materna que a de MiCha, minha namorada pode ser muito parecida com a mãe, mas definitivamente tinha o temperamento do pai. O senhor Kwon já tinha o rosto mais arredondado e uma aparência de tio mais velho, mas não era um homem desgastado, só estava na sua aparência natural de alguém que já beirava os 50 anos.

— No que disse que trabalha mesmo? — ela me encara curiosa e sorrio minimamente porque em nenhum momento disse nada sobre isso.

— Eu sou fotógrafo e responsável pela direção de imagem de um digital influencer, basicamente sou responsável pela beleza do feed dele — respondo.

— É um título profissional bem grande não? — o pai de MiCha soa divertido e sorrio para ele. — Isso ao menos dá dinheiro? — Claro que essa sempre será a verdadeira preocupação dos pais, se o rapaz ganha o suficiente para oferecer algo digno a moça e tudo bem, acho que no dia em que eu for pai, vou tocar o terror também só por diversão.

— Na verdade, paga muito bem. Consigo pagar as coisas da faculdade, me manter, ainda pagar lazer e todos os outros gastos com o dinheiro que ganho atualmente — me gabo um pouco, porque no fim, foi muito difícil chegar até aqui. — Não é fácil conciliar os horários com a faculdade e trabalhos, mas o dinheiro compensa muito, sem contar que já estou na minha própria área de atuação.

— Hm, parece que você gosta mesmo do trabalho, o jeito que fala soa como se fosse o que você quer fazer da vida — a senhora Kwon observa certeira.

— Realmente gosto do meu trabalho — confirmo sentindo a mão de MiCha apertar a minha perna por baixo da mesa e a encaro rapidamente. Beberico um pouco de água a fim de limpar a garganta, sei bem que os primeiros encontros com os sogros são quase entrevistas de emprego. Aliás, às vezes conseguem ser pior, pelo menos os pais de MiCha fazem questão de ser simpáticos e o clima não é tão tenso e hostil como minha própria namorada experimentou com a minha família.

— Então, você namora com intenção de casamento com a minha filha? — o senhor Kwon se adianta e não consigo evitar o engasgo com a água que tomo, tusso colocando a mão na frente da boca enquanto MiCha da batidas nas minhas costas, uma cena no mínimo cômica, mas fui pego totalmente de surpresa e justifica minha reação — Está tudo bem rapaz? — ele me pergunta.

— Está sim, é só que… — o que eu diria? Não? Sim? Nunca realmente parei para pensar nisso. Tínhamos um pouco mais de 100 dias juntos, ainda estamos na faculdade, não sei exatamente se casamento seria uma espécie de prioridade aqui, gostamos muito um do outro, mas casar?

— Pai pelo amor — MiCha toma a dianteira abrindo a boca pela primeira vez desde que chegamos ao restaurante. — Não estamos pensando em casamento agora. Ainda estamos na faculdade, casamento seria algo para daqui há bons anos ainda — explica rapidamente e eu aquiesço concordando rapidamente. Não é um não, mas também não é um sim e me dou por satisfeito.

— Tudo bem filha, seu pai que é precipitado. Querido eu disse pra não falar sobre casamento, os jovens de hoje em dia são diferentes da nossa época — a mulher repreende o marido. — Eu gostei de você Jungkook, parece ser um bom rapaz e tenho certeza que minha menina tem muitos motivos bons para estar com você — termina o que diz sorrindo materna para mim.

— E tenho mesmo mãe, as notas dele são boas, Jungkook não se mete em confusão, ele é conhecido como o 'garoto de ouro' na universidade, porque é bom em tudo — MiCha se gaba e sorrio totalmente sem jeito enquanto a ouço falar, sei que falam essas coisas de mim por aí, mas nunca tinha ouvido alguém se gabar disso abertamente. Estava sendo apenas eu mesmo, havia mesmo algo para se gabar nisso? — Tudo mesmo — sussurra para mim a parte final e sei bem do que fala.

— Um bom rapaz, que ótimo e o que sente pela minha filha? — a seção de interrogação não chega ao fim, então encaro MiCha e penso em ser o mais sincero possível sobre. Não me lembro de ter me declarado tão abertamente para ela sobre o que eu verdadeiramente sinto e acho que seria uma boa fazer isso diante de seus pais.

— A MiCha não é uma das pessoas mais fáceis do mundo, não é? — minha sogra sorri, ela sabe a filha que tem, — Mas ela tem muita personalidade e eu gosto disso e força, bate forte quando quer — todos riem do que eu digo — mas principalmente força interior, tem um sorriso lindo que me faz suspirar e sabe me elogiar como ninguém nunca fez, é natural, acolhedor, a forma como me enxerga me faz sentir especial. Ela me aceitou do jeito que eu sou e acho que me apaixono um pouco mais a cada dia por ela só por saber que não existe cobranças para que eu seja alguém que não quero ser — ao terminar de falar um silêncio se instala entre nós na mesa e permaneço encarando a minha namorada que me olha de volta com os olhos marejados, havia mais coisa para ser dita, mas finalizaria por ali porque não poderia expressar o quanto eu também gostava de seu corpo, do conjunto completo, dela toda.

— Que bonitinho, Jungkook-ssi eu gostei muito de você e se a MiCha está feliz, nós também estamos — a senhora Kwon conclui e recebo as suas palavras como um soco no estômago. Os pais de MiCha eram legais e estavam me dando uma amostra real do que são pais que se preocupam com um filho, onde a felicidade está em primeiro lugar antes de suas próprias convicções, onde apesar de eu talvez não ser a pessoa perfeita para eles, se eu for para MiCha isso os basta. Não pude dar a ela essa mesma sensação de aprovação e isso me machuca. Gostaria que MiCha ouvisse as mesmas coisas que acabo de ouvir, que ela possa ter uma boa relação com a minha família, mas sei que é utopia e só posso lamentar.

— Obrigada mãe  — MiCha diz.

— Querida, você parece muito feliz e se você está feliz, nós também. Traga Jungkook para Incheon na próxima visita, será um enorme prazer recebê-lo — sorrio agradecendo com uma reverência pelo convite. Infelizmente não posso oferecer o mesmo, mas ao menos posso tentar ser o cara legal que eles esperam que eu seja com a filha deles. Aperto a perna de MiCha por baixo da mesa sentindo que a minha missão nesse encontro foi cumprida e de certa forma fiquei feliz por finalmente conhecê-los.

A cada dia que se passava entrávamos um pouco mais um na vida do outro.

Boatos de que o Jungkook nem lavou a mão de tanta saudade 🗣

Kkkkkkkkkk

Tudo bom com vcs??

Sentiram a minha falta??

É eu sei que demorei, mas se vc me acompanhasse no insta saberia que a minha vida tava uma bagunça esses dias, o importante é que eu voltei e voltei pra ficar.

Ah, hoje é o meu aniversário. 30 anos 😶 pior que as costas realmente doem como as costa de alguém com 30, mas a carinha ainda é de 25 e a mentalidade da 5° série kakakaka brincadeira, mas até que se prove o contrário eu tenho 21, tá? (Queimando a identidade)

Já é tradição trazer um capítulo inédito no dia do meu aniversário, desde 2017 tem sido assim e claro que não seria diferente hoje e claro que tinha que ser o nosso casal 20, pq hoje é dia dos namorados e nada melhor que perturbar as vidas solteiras neste dia tão especial né não?

Gostaram do capítulo?

Bom, dia 25 tem mais um capítulo pq eu tô assim agora, cheia de capítulos pra vcs, pq estabeleci a minha rotina de escrita e tá fluindo, nesse universo paralelo onde eu produzo todos os dias, já estamos pensando em encerrar a fic hein? Mas esse assunto fica pra mais lá na frente. Hoje é só alegria.

Amo vocês.

P.s
Me segue no insta que sou blogueira pobre e se vc não me seguir  vou morrer só pra virar Fantasma e ir puxar o teu pé a noite.

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